247: Dieta mediterrânica? Sim mas só para quem ganha 1400 euros

 

A dieta mediterrânica, pelo alto teor de legumes, fruta, peixe e azeite, típico da cozinha de países como a Grécia e Itália, tem sido ao longo dos anos matéria de investigações que comprovam os seus benefícios para a saúde. No entanto, parece que este estilo de vida não é para todas as carteiras.

© Fornecido por Dinheiro Vivo

Um estudo, conduzido pelo Instituto Neurológico Mediterrânico, do Neuromed, analisou uma amostra de 18 mil indivíduos e comprovou, pela primeira vez, que a dieta mediterrânica tinha um impacto mais positivo, nomeadamente numa redução do risco de doenças cardiovasculares para 15%, das pessoas mais ricas e com maiores níveis de educação. Isto porque, foram estas as pessoas que optaram por alimentos mais ricos em antioxidantes e polifenóis e com menos índices de pesticidas, que são os mais caros.

Segundo o The Telegraph, para aderir à cozinha mediterrânica e optar por privilegiar os melhores produtos no mercado, uma família teria de ganhar cerca de 39,000 euros por ano (o que corresponde a um salário médio mensal de 1392 euros por elemento do casal, dividindo o valor anual por 14). Segundo dados do INE, os rendimentos médios anuais, em Portugal, são de 10 562 euros, e em Itália, local onde esta investigação decorreu, cerca de 20 mil euros. Estes números indicam que uma família de classe média em Portugal e em Itália não terá possibilidades de suportar os gastos destes alimentos. O médico Giovanni Caetano, director do instituto, afirma que os resultados permitem uma visão clara sobre o cenário socioeconómico actual na Europa e que transmitem a mensagem de que uma vida mais saudável, rica em nutrientes, não é para todos.

Dinheiro Vivo
04/08/2017

 

245: DDE, o contaminante presente em alimentos ricos em gordura que pode causar diabetes e obesidade

 

Investigadores do Porto comprovaram que um dos contaminantes presentes em alimentos ricos em gordura pode levar os indivíduos a desenvolverem obesidade, inflamação, diabetes e hipertensão, mesmo quando utilizado em quantidades consideradas seguras pelas entidades europeias de segurança alimentar.

O contaminante em causa, designado DDE, deriva do pesticida DDT, utilizado para matar o mosquito da malária, cujo uso foi proibido na Europa e nos Estados Unidos entre os anos 70 e os anos 80, segundo um comunicado do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) do Porto, instituição responsável pelo estudo.

Apesar de já não serem utilizados, esses poluentes – conhecidos por poluentes orgânicos persistentes (POPs) -, persistem no solo e na água, contaminando os alimentos que são hoje produzidos e consumidos e afetando, sobretudo, os alimentos ricos em gordura, como as carnes vermelhas, os laticínios e os peixes gordos”.

Depois de ingeridos, têm uma ação similar a algumas das hormonas que o corpo humano produz naturalmente, alterando o equilíbrio hormonal e criando um maior risco de desenvolvimento de obesidade e de outros problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, entre outros”, lê-se no comunicado.

Esta investigação, realizada com animais, é o segundo estudo de um projeto que tem vindo a ser desenvolvido pelo CINTESIS desde 2010, em colaboração outros parceiros da área da ciência, com o objetivo de avaliar o risco para a saúde humana associado à exposição a contaminantes que persistem no ambiente.

Para saber quais os contaminantes que estão presentes nos humanos, a equipa realizou um primeiro estudo, entre 2010 e 2011, com amostras de tecido adiposo e sangue de indivíduos obesos que foram sujeitos a cirurgia bariátrica no Hospital de São João, do Porto.

Nessa amostra humana, foi possível “confirmar a presença dos contaminantes, mesmo daqueles cujo uso foi já há algumas décadas proibido em Portugal, como é o caso do insecticida DDT”, bem como “diversos problemas metabólicos”, explicou à Lusa o investigador do CINTESIS Diogo Pestana.

Esses dados, segundo indicou, levaram a concluir que existe uma associação entre a desregulação metabólica e a presença de poluentes no tecido adiposo (gordura), no entanto, só foi possível comprovar a relação no estudo com modelo animal, no qual participou a Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

Os resultados do segundo estudo revelaram que os ratos submetidos à ingestão de contaminantes apresentaram maiores índices de hipertensão, diabetes, inflamação e dislipidemia, quando comparados com os ratos não sujeitos à ingestão de DDE.

Apesar de ser um resultado mais evidente nos ratos sujeitos a uma dieta obesogénica (que induz à obesidade), este padrão de agravamento observou-se também nos ratos que fizeram uma alimentação normal.

A líder da equipa de investigação em nutrição do CINTESIS, Conceição Calhau, defende que é necessário haver maior regulação política e literacia sobre nutrição, visto que, atualmente, não é possível definir recomendações precisas sobre padrões de consumo ideais, tendo em conta níveis de contaminação, devido à escassez de dados.

Os poluentes orgânicos persistentes “não são significativamente eliminados do nosso organismo, acumulando-se ao longo dos anos”, referiu, acrescentando que estes “provêm de uma grande diversidade de fontes, o que faz com que estejamos constantemente expostos à sua ação, por via oral, inalada e transdérmica [através da pele]”.

Sapo24
04/08/2017

 

244: Se pertencer a um destes grupos de pessoas, jamais coma gengibre!

 

O gengibre é um alimento poderosíssimo na hora de combater diversas doenças.Ele tem várias propriedades terapêuticas e seu uso medicinal é milenar.Alguns dos seus benefícios:- Melhorar a digestão- Tratar de doenças respiratórias

O gengibre é um alimento poderosíssimo na hora de combater diversas doenças.

Ele tem várias propriedades terapêuticas e seu uso medicinal é milenar.

Alguns dos seus benefícios:

– Melhorar a digestão

– Tratar de doenças respiratórias

– Combater inflamações

– Atua como analgésico natural
 
- Fortalecer o sistema imunológico

– Prevenir câncer

A lista de benefícios é extensa, não para por aqui.

Mas é preciso saber que há pessoas que devem evitar essa raiz, pois ela piora alguns problemas de saúde.

Saiba em que casos você deve evitar o consumo de gengibre:

1. Pessoas que têm problemas de coagulação do sangue

O gengibre facilita a fluxo de sangue, o que seria um problema para quem tem distúrbios hemorrágicos.

2. Diabéticos

O gengibre ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue.

O problema é que se você já toma remédios controlados para equilibrar o açúcar no sangue – estamos falando de medicamentos como metformina ou similar -, o gengibre pode causar hipoglicemia.

Portanto, se você é diabético e consome medicamentos para controlar a doença, é preciso procurar um médico antes de consumir a raiz.

3. Pessoas hipertensas

Remédios para hipertensão e gengibre não combinam, pois a frequência cardíaca pode diminuir.

Portanto, se você consome remédios, como Norvasc, Cardizem ou qualquer outro do gênero, fuja da raiz de gengibre.

Além disso, em algumas pessoas, o gengibre eleva a pressão.

4. Pessoas com cálculos biliares

O gengibre aumenta a produção de bílis, o que exige maior esforço para a vesícula biliar.

Com isso, o cálculo biliar é levado a se alojar nos condutores que transportam a bílis, causando muita dor no paciente.

Se isso ocorrer, a cirurgia de emergência poderá ser a única solução.

Por outro lado, na medicina chinesa, encontramos recomendações de consumo de gengibre para cálculos biliares.

Então, o que fazer?

Já que existe essa contradição, se você tiver pedras na vesícula, é melhor evitar o gengibre.

E isso pode ser ainda pior se o paciente toma remédios químicos, pois o gengibre interfere no efeito das drogas farmacêuticas.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

Fonte: www.curapelanatureza.com.br

236: Deco desaconselha compra de hambúrgueres já picados

 

A associação de defesa dos consumidores encontrou carne com “milhões de bactérias por grama”, demasiada gordura e sulfitos usados ilegalmente como conservantes.

Foto: Orlando Almeida/Global Imagens

A Deco Proteste apelou aos consumidores para que não comprem hambúrgueres já picados nos talhos, onde encontrou bactérias nocivas e aditivos alergénicos usados para fingir que a carne é fresca.

Num estudo publicado esta segunda-feira, a associação de defesa dos consumidores diz que identificou carne guardada a temperaturas demasiado altas, “milhões de bactérias por grama”, entre as quais a ‘salmonella’ e outras de origem fecal, demasiada gordura e sulfitos usados ilegalmente como conservantes.

“Desaconselhamos de todo a compra de carne previamente picada e de hambúrgueres frescos já preparados nos talhos”, disse à Agência Lusa o técnico Nuno Lima Dias, que defende que o Governo deve proibir a venda deste formato.

Para o estudo, a Deco foi a 25 talhos de Lisboa e Porto e pediu hambúrgueres de carne de vaca que não contivesse cereais ou vegetais, para que estivesse livre de sulfitos, mas mesmo assim encontrou este tipo de conservantes de forma “escondida e ilegal” em 80% das amostras, por vezes em “quantidades enormes”.

Os sulfitos podem provocar alergias, náuseas, dores de cabeça, problemas de pele, digestivos e respiratórios, alertou, acrescentando que a reacção alérgica pode, embora em casos muito raros, ser potencialmente mortal.

Os talhos estão fora da lei também por armazenarem a carne a temperaturas “muito superiores ao que a lei permite”, apontou, referindo que se recomenda que não excedam os dois graus centígrados, mas a média ronda os oito graus, chegando em alguns casos aos 14.

Nuno Lima Dias afirmou que “os consumidores estão desprotegidos” quando compram os hambúrgueres já picados, uma vez que não há maneira de detetar, olhando para a carne, se esta é de qualidade inferior, sobretudo quando se usam sulfitos, que evitam o escurecimento da carne.

Foram encontradas ainda bactérias como a ‘salmonella’ e E Coli, de origem fecal, que podem provocar infecções alimentares.

A Deco defende que se deve escolher a peça de carne no talho e pedir para a picar na hora, ou comprar e picar em casa.

Na preparação da carne, deve cozinhar-se bem o alimento e evitar que entre em contacto com outros que são consumidos crus.

“Nada passou do razoável, a grande maioria dos estabelecimentos chumbou”, disse Nuno Lima Dias.

TSF
Lusa
23 de JANEIRO de 2017 – 08:16

201: Alheira de Mirandela pode ser um bom alimento para os doentes renais

 

Um médico prescrever uma alheira para a dieta de um doente renal pode parecer estranho, mas numa clínica de hemodiálise de Mirandela é isso que vai acontecer. A clínica pegou na receita e adaptou o enchido às necessidades de quem padece da doença.

tsf13012015O alimento foi apresentado hoje e resulta de um desafio lançado pela empresa Tecsam, responsável pela unidade de Mirandela, à Faculdade de Ciências de Nutrição do Porto, que encontrou o que procurava na receita original da alheira à base de aves criada pelos judeus e que ao longo dos tempos foi sendo adaptada à tradições transmontanas da carne de porco.

Os promotores prometem, a partir da terra da famosa alheira de Mirandela, criar um alimento que pode também ajudar a atenuar o problema de subnutrição de proteínas de que padecem alguns doentes renais em hemodiálise, por não comerem carne e peixe.

A responsável pelo estudo para o projecto produtos alimentares adaptados a doentes em hemodiálise, Olívia Pinho, confessou que quando foi confrontada com o desafio hesitou por lhe parecer um contra-senso dar alheira, um enchido gordo e salgado, a estes doentes. As desconfianças desapareceram depois de a empresa de Mirandela lhe ter apresentado a ideia que surgiu da dificuldade em alimentar os hemodialisados, que ficam com um baixo teor de proteína, com perda de músculo e por vezes desnutrição.

A investigadora analisou várias alheiras produzidas nesta região de Trás-os-Montes e encontrou aquela que tem o ponto certo para estes doentes: um enchido à base de carne de aves, com azeite, pão e ervas aromáticas, em vez da carne de porco, banha e alho. É uma alheira que tem menos potássio e sódio, que estes doentes não podem ingerir. A investigadora alerta, contudo que «tem de se ter muito cuidado e alguma vigilância sobre os restaurantes que vão aderir» e «atenção à quantidade» que os doentes vão ingerir.

Os produtores vão poder comercializar este enchido com um rótulo adaptado a chamar a atenção de que pode ser consumido por estes doentes.

O administrador da empresa responsável pelo centro de hemodiálise, Nunes Azevedo, explicou como surgiu esta ideia e que o novo produto já foi experimentado entre os cerca de 100 doentes que fazem tratamento nesta unidade.

As conclusões deste trabalho serão apresentadas no congresso português de nefrologia e na Associação europeia de diálise e transplante.

In TSF online
Publicado em 13/01/2015 às 22:32

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