269: Diabetes tem sido mal diagnosticada (afinal, são 5 doenças diferentes)

 

v1ctor Casale / Flickr

A diabetes tem sido mal diagnosticada ao longo de todos estes anos e, logo, indevidamente tratada. Uma nova investigação encontrou cinco tipos diferentes da doença, incluindo três formas graves e duas formas mais leves da condição.

A nova pesquisa científica, realizada por investigadores da Universidade Lund, na Suécia, constata que a diabetes não é apenas uma doença com dois tipos, mas antes um conjunto de doenças.

Os autores da investigação, publicada no jornal especializado The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisaram vários estudos realizados, abrangendo 14.775 pacientes com diabetes tipos 1 e 2, da Suécia e da Finlândia.

Em vez de dividir a diabetes em tipos 1 e 2, os investigadores detectaram cinco perfis da doença, todos “geneticamente distintos, sem mutações partilhadas”, explicam no comunicado publicado pelo site EurekAlert.

Estamos a falar de “cinco doenças diferentes que afectam o mesmo sistema corporal”, e não de uma única doença em diferentes estádios de progressão, como inicialmente se diagnosticava, referem.

Assim, de acordo com esta nova classificação, a diabetes pode ser classificada no Grupo 1 (diabetes grave auto-imune), no Grupo 2 (diabetes grave com insuficiência de insulina), no Grupo 3 (diabetes grave com resistência à insulina), no Grupo 4 (diabetes leve relacionada com a obesidade) e no Grupo 5 (diabetes leve relacionada com a idade).

“Os pacientes mais resistentes à insulina (Grupo 3) têm os maiores ganhos com o novo diagnóstico, já que são os que, actualmente, são mais incorrectamente tratados“, explica o médico e professor Leif Groop, que esteve envolvido na investigação, num outro comunicado citado pelo site Scimex.

“Tratamento personalizado da diabetes”

Esta nova classificação da diabetes vai permitir um melhor diagnóstico da doença e, por isso, a prescrição de um tratamento mais adequado.

“Este é o primeiro passo rumo ao tratamento personalizado da diabetes“, constata Groop, realçando que “os diagnósticos e classificações actuais” da doença “são insuficientes e incapazes de prever complicações futuras ou escolhas de tratamento”.

“Hoje em dia, os diagnósticos são realizados medindo o açúcar no sangue”, lembra o médico. Mas à luz da nova descoberta, “podem ser feitos diagnósticos mais precisos“, considerando também os factores analisados na investigação, designadamente a idade do diagnóstico, o índice da massa corporal, o controlo de glicemia (o açúcar no sangue) de longo prazo, a função das células que produzem insulina no pâncreas, a resistência à insulina e a presença de anti-corpos específicos relacionadas com a diabetes auto-imune.

O novo diagnóstico poderá, assim, permitir prever antecipadamente doenças resultantes da diabetes, como problemas nos rins, retinopatia (danos nos olhos), doenças cardiovasculares e amputações. E possibilitará a prescrição de “tratamentos mais cedo para prevenir complicações em pacientes que estão mais em risco de serem afectados”, explica a professora Emma Ahlqvist, também envolvida na investigação.

Os investigadores não encontraram “evidências de que estes cinco tipos de diabetes tenham causas diferentes”, conforme notam no estudo.

O objectivo é, agora, lançar estudos semelhantes na China e na Índia, para apurar se os resultados se confirmam com grupos étnicos distintos, já que esta investigação se centrou apenas em pacientes da Escandinávia. São, assim, necessários mais testes para confirmar os resultados.

A diabetes afecta, actualmente, mais de 420 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados dos investigadores. As perspectivas apontam para que, em 2045, o número suba para 629 milhões de pessoas.

SV, ZAP //

Por SV
2 Março, 2018

 

268: Curar a gripe sem medicamentos? É possível e aconselhado

 

© iStock Curar a gripe sem medicamentos? É possível e aconselhado

Foi em Janeiro que se deu o maior número de casos de gripes. Contudo, a temperatura a ficar mais amena não é motivo para que passemos directamente para modo quase-primavera, algo que por vezes acontece e leva a mais um esfriado que nos deixa fechados em casa e de pingo no nariz. Uma realidade ainda mais comum nos momentos em que a temperatura desde repentinamente quando ninguém estava à espera.

Nariz tapado, secreção nasal, dores de garganta, tonturas, febre, dor muscular são alguns dos sintomas da gripe, que não devem ser ignorados mas que não carecem, numa primeira fase, de tratamento por medicação. A defender uma cura mais natural, o espanhol El Confidencial aponta algumas mezinhas caseiras por que deve optar – a acompanhar de bastante descanso e muita hidratação, é claro.

Canja: Este é um prato com efeitos anti inflamatórios. Uma investigação realizada no Japão garante que a canja de galinha ajuda a reduzir a pressão arterial. Já o Centro Médico da Universidade de Nebrasca aponta que este preparado dificulta o movimento de células do sistema imunitário que se mantêm em zonas infectadas do corpo, onde destroem vírus e bactérias.

Mel: Vários estudos analisam os benefícios do mel enquanto ingrediente que reduz a rapidez com que o vírus da gripo se reproduz. Misturada com limão, vai humedecer e suavizar a garganta. Pelo contrário, o conhecido leite com mel e limão não é aconselhado, uma vez que o leito propicia a produção de mucosas.

Gengibre: Diz o El confidencial que este é o maior aliado contra o frio. As suas propriedades anti inflamatórias e expectorantes fazem deste o melhor alimento contra qualquer infecção anti respiratória.

Vitamina D: embora um ponto mais vasto que os outros ‘medicamentos’ referidos, cuidar da alimentação tendo em vista a presença de vitamina D é importante, já que reduz em 50% a probabilidade de apanhar infecções respiratórias. Ovos, peixe, azeite ou frutos do bosque são alguns dos alimentos onde a vai encontrar.

MSN lifestyle

Notícias ao Minuto
25/02/2018

 

267: A depressão pode ser combatida com privação de sono

 

patrickgensel / Flickr

Não dormir pode causar muitos problemas de saúde. A privação de sono causa problemas motores e cognitivos e pode até mesmo afetar o coração e outros órgãos a longo prazo. E o pior: se você dormir todas as noites, mas poucas horas ou mal, o seu cérebro é tão afetado quanto o de alguém que não dorme nada por algumas noites seguidas.

Por isso é que é tão surpreendente que a privação de sono seja um dos tratamentos mais eficazes para casos severos de depressão. Investigadores estudam essa possibilidade desde a década de 50, e agora novas abordagens que utilizam a privação do sono como um dos “ingredientes” estão a ajudar a melhorar a vida de alguns pacientes.

Isso acontece porque, aparentemente, a privação do sono causa efeitos diferentes em pessoas saudáveis e naquelas com depressão. Mas é importante salientar: os especialistas dizem que ninguém deve tentar fazer isso sozinho, sem acompanhamento médico.

A técnica envolve não só a privação do sono, mas também o elemento químico lítio. Francesco Benedetti, líder da unidade de psiquiatria e psicobiologia clínica do Hospital San Raffaele, em Milão, Itália, tem investigado a chamada terapia de vigília, em combinação com exposição a luz brilhante e lítio, como meio de tratamento da depressão.

“A privação do sono realmente tem efeitos opostos em pessoas saudáveis ​​e com depressão”, diz Benedetti. Se estiver saudável e não dormir, pode perceber imediatamente como isso afeta o seu humor. Mas se está deprimido, não dormir pode provocar uma melhoria imediata do humor e das habilidades cognitivas. O problema é que, quando dorme para recuperar as horas de sono, há 95% de probabilidade de uma recaída.

O efeito antidepressivo da privação do sono foi publicado pela primeira vez em um relatório na Alemanha em 1959. Após isso, o investigador alemão Burkhard Pflug deu sequência às análises ao investigar o efeito na sua tese de doutoramento e em estudos subsequentes na década de 1970.

Ainda não sabemos exatamente como o simples facto de permanecer acordados age sobre a depressão, muito em função do facto de que ambos os mecanismos – tanto a depressão quanto o sono – não são completamente compreendidos pela ciência, já que abrangem várias partes do cérebro.

A atividade cerebral de pessoas com depressão é diferente durante o sono e a vigília do que a de pessoas saudáveis. Durante o dia, os sinais que promovem o despertar do sistema circadiano – o relógio biológico interno de 24 horas – existem ​​para nos ajudar a resistir ao sono.

À noite, esses sinais são substituídos por outros que nos estimulam a dormir. As nossas células cerebrais também funcionam assim: ficam cada vez mais excitadas ​​em resposta a estímulos durante a vigília e essa excitabilidade dissipa-se quando dormimos. Mas em pessoas com depressão e transtorno bipolar, essas flutuações aparecem amortecidas ou ausentes.

A depressão também está associada a ritmos diários alterados de secreção hormonal e à temperatura corporal. Quanto mais grave a doença, maior o grau de ruptura com a normalidade.

Como os sinais de sono, esses ritmos também são conduzidos pelo sistema circadiano do corpo, que por sua vez é conduzido por um conjunto de proteínas que interagem, codificadas por genes que são expressos num padrão rítmico ao longo do dia.

As proteínas controlam centenas de processos celulares diferentes, que as permitem permanecer sincronizadas e ligar e desligar. Um relógio circadiano está em todas as células do nosso corpo, e estes mini-reloginhos são coordenados por uma área do cérebro chamada núcleo supraquiasmático, que responde à luz.

“Quando as pessoas estão seriamente deprimidas, os ritmos circadianos tendem a ser muito contínuos. Não recebem a resposta usual de melatonina aumentando a noite e os níveis de cortisol estão consistentemente altos em vez de cair à noite”, explica Steinn Steingrimsson, psiquiatra do Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo, na Suécia, que actualmente executa um teste de terapia de vigília.

A recuperação da depressão está associada a uma normalização desses ciclos. “Acho que a depressão pode ser uma das consequências desse achatamento básico de ritmos circadianos e homeostase no cérebro”, diz Benedetti. “Quando privamos pessoas deprimidas de dormir, restauramos esse processo cíclico”, acredita.

Além disso, a privação do sono faz outras coisas ao cérebro deprimido, como provocar mudanças no equilíbrio de neurotransmissores em áreas que ajudam a regular o humor e restaurar a atividade normal em áreas de processamento emocional do cérebro, fortalecendo as ligações entre eles.

ZAP // HypeScience

 

266: Ansiedade pode ser sinal precoce de Alzheimer

 

35miller / Flickr

Sintomas de ansiedade crescente podem ser um sinal precoce de Alzheimer, anos antes do comprometimento cognitivo ser evidente, sugere um novo estudo.

Há muito que os investigadores estudam os factores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolver Alzheimer, incluindo condições neuro-psiquiátricas como depressão. Agora, os cientistas dizem que sintomas de ansiedade podem ser um marcador dinâmico da doença numa fase inicial.

“Em vez de olhar para a depressão como a pontuação total, olhamos para sintomas específicos como a ansiedade“, explica a psiquiatra geriátrica Nancy Donovan do Bigham and Women’s Hospital, em Boston, nos EUA.

“Quando comparado com outros sintomas da depressão como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram ao longo do tempo nos pacientes com níveis mais altos de beta amilóide no cérebro”.

A beta amilóide é uma proteína que está compreensivelmente ligada ao Alzheimer, acumulando-se no cérebro em aglomerados que formam placas e perturbam a comunicação entre neurónios.

Essa interrupção é considerada a principal culpada por trás do comprometimento cognitivo do Alzheimer, mas isso poderia também estar implicado na fase pré-clínica da condição, potencialmente até 10 anos antes do declínio da memória ser diagnosticado.

Donovan e outros investigadores examinaram dados do “Harvard Aging Brain Study“, um estudo observacional com a duração de cinco anos a 270 homens e mulheres saudáveis com idades entre os 62 e os 90 anos sem desordens psiquiátricas activas.

Entre outros testes, os participantes foram submetidos a exames ao cérebro e anualmente os cientistas analisavam uma potencial depressão. com o decurso do estudo, a equipa encontrou níveis de beta amilóide mais altos nos cérebros associados a sintomas de ansiedade crescente no córtex cerebral.

“Isto sugere que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação precoce de Alzheimer”, explica Donovan. “Se as próximas investigações fixarem a ansiedade como um indicador precoce, seria importante não só para identificar pessoas cedo com Alzheimer, mas também no sentido de tratar e prevenir o desaceleramento e prevenção do processo da doença”.

Neste ponto, os investigadores reconhecem que há muito por saber sobre como ocorre esta associação entre a ansiedade e a beta amilóide – e vale a pena reforçar que serão necessários acompanhamentos longitudinais para verificar se os participantes mostram agudização da ansiedade quando desenvolvem o Alzheimer.

265: O café faz bem aos olhos

 

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Dois ou três cafés por dia protegem as células da retina. Esta é a conclusão de um estudo realizado por investigadores das universidades de Coimbra e de Bona, na Alemanha.

Numa nota enviada esta segunda-feira à agência Lusa, a Universidade de Coimbra refere que esta investigação abre caminho para o desenvolvimento de “novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquémicos, como a retinopatia diabética e glaucoma”.

Estas são duas das principais causas de cegueira a nível mundial. Na mesma nota, a Universidade de Coimbra indica que a isquemia da retina é uma complicação que está associada às doenças degenerativas da retina, que contribui para a perda de visão e cegueira.

isquemia da retina “ocorre por oclusão de vasos sanguíneos, maioritariamente da artéria central da retina, de um ramo da artéria da retina ou por oclusão venosa”.

O estudo, liderado por Ana Raquel Santiago, investigadora no laboratório Retinal Dysfunction and Neuroinflammation da Faculdade Medicina da Universidade de Coimbra, foi realizado em modelos animais (ratos) e desenvolvido em duas fases, tendo sido publicado na Cell Death and Disease.

No início, foram avaliados os efeitos da cafeína nas células da microglia – “células imunitárias que funcionam como os macrófagos da retina, mas que em situação de isquemia libertam substâncias nocivas que contribuem para o processo degenerativo”, explica a Universidade.

Os ratos começaram por consumir cafeína durante duas semanas ininterruptamente, tendo sido posteriormente sujeitos a um período transitório de isquemia ocular. Após a recuperação, voltaram a beber cafeína.

As análises revelaram que “a cafeína controla a reactividade das células da microglia de forma a conferir protecção à retina, quando comparado com animais que bebiam água”, acrescenta a Universidade de Coimbra.

“Nas primeiras 24 horas assistiu-se a uma activação exacerbada das células da microglia, indicando que, de alguma forma, a cafeína estava a promover um ambiente pró-inflamatório para depois garantir protecção e travar a progressão da doença”, refere a coordenadora do estudo.

Sabendo que a cafeína é um antagonista dos receptores de adenosina (envolvidos na comunicação do sistema nervoso central) e perante os primeiros resultados, a segunda fase do estudo centrou-se em testar o potencial terapêutico de um fármaco, a istradefilina, no controlo do ambiente inflamatório após um episódio isquémico da retina.

Este é um fármaco capaz de bloquear a ação dos recetores A2A de adenosina e que tem sido avaliado noutras doenças neurodegenerativas.

“Neste grupo de experiências, observou-se que a administração de istradefilina diminui a reactividade das células da microglia, atenuando o ambiente pró-inflamatório e o dano causado pela isquemia transiente”, descreve Ana Raquel Santiago. Este fármaco foi testado pela primeira vez na retina, tendo sido administrado após o insulto isquémico da retina.

Estes resultados podem abrir portas à identificação de novos fármacos que possam tratar ou atenuar as alterações visuais inerentes a estas doenças. “Os receptores A2A de adenosina podem vir a ser um alvo interessante para travar a perda de visão causada por doenças como o glaucoma ou a retinopatia diabética”, acrescenta a investigadora.

Actualmente, não há cura para estas doenças e os tratamentos disponíveis não são eficazes. Desenvolvido ao longo de três anos, o estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro.

ZAP // Lusa

 

264: Uma boa noite de sono pode ajudar a controlar o nosso desejo de comer açúcar

 

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Será que o truque para acabar com a nossa vontade de comer açúcar está numa boa noite de sono? Um novo estudo realizado no Reino Unido sugere que sim.

Não é surpresa nenhuma que uma noite mal dormida nos leva a sentir mais cansados e com um péssimo humor no dia seguinte. Mas, pelos vistos, o mínimo de 7 horas de sono recomendadas pelas organizações de saúde também parecem ter efeitos na nossa saúde, sobretudo em doenças como a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, escreve o Live Science.

De acordo com um novo estudo, publicado na semana passada no American Journal of Clinical Nutrition, mais de um terço dos norte-americanos só dorme seis horas ou menos por noite. Com esses dados, os investigadores foram tentar perceber como é que isso poderia afectar as escolhas que fazem na sua alimentação.

A equipa recrutou 21 indivíduos para participar numa consulta de sono de 45 minutos, projetada para prolongar o seu tempo de sono em até 1,5 horas por noite. No outro grupo, também com 21 voluntários, ninguém recebeu intervenção nos seus padrões de sono.

Todos os participantes foram convidados a registar o seu sono e os seus padrões alimentares durante sete dias. Durante este período, também usaram sensores de movimento nos pulsos que mediram a quantidade exata de sono todas as noites, bem como a quantidade de tempo que passavam na cama antes de adormecerem.

Os resultados mostraram que os participantes que aumentaram as horas de sono reduziram a quantidade de açúcar ingerida em até dez gramas no dia seguinte, quando comparado com a quantidade que consumiam no início do estudo.

Além disso, os mesmos participantes também apresentaram uma menor ingestão diária de hidratos de carbono quando comparado com o grupo que não ampliou os seus padrões de sono.

“O facto de o sono prolongado ter levado a uma redução na ingestão de açúcares – referimo-nos aos que são adicionados aos alimentos pelos fabricantes ou mesmo em casa – sugere que uma simples mudança no estilo de vida pode ajudar as pessoas a ter melhores hábitos alimentares”, afirma uma das autoras do estudo, Wendy Hall, do Departamento de Diabetes e Ciências da Nutrição da King’s College London, no Reino Unido.

O grupo que dormiu mais horas recebeu uma lista de sugestões para ajudar os voluntários a ter uma boa noite de sono – evitar cafeína horas antes, estabelecer uma rotina relaxante e não ir para a cama muito cheio ou com fome eram algumas delas.

“A duração e a qualidade do sono são uma área de crescente preocupação com a saúde pública e tem sido associada como um fator de risco para várias condições”, disse a principal autora da pesquisa, Haya Al Khatib, professora do mesmo departamento.

No geral, os resultados deste estudo mostraram que 86% dos participantes que recebeu alguns conselhos aumentou o tempo total passado na cama, e 50% prolongaram a duração do sono em cerca de 52 a 90 minutos por noite, em comparação com o outro grupo. Além disso, três dos participantes alcançaram uma média semanal entre as 7 a 9 horas recomendadas.

No entanto, os cientistas observaram uma coisa: os dados sugerem que a quantidade prolongada de sono pode ter sido de menor qualidade do que o sono dos participantes que estavam no outro grupo. Algo que pode ser explicado pelo facto de qualquer nova rotina necessitar de um período de ajuste.

“Os nossos resultados também sugerem que aumentar o tempo na cama por uma hora ou mais pode levar a escolhas alimentares mais saudáveis”, disse Al Khatib. “Esta ideia fortalece ainda mais a ligação entre poucas horas de sono e dietas de menor qualidade que já foram observadas em estudos anteriores”.

“Agora queremos investigar ainda mais esta descoberta com estudos a longo prazo que examinam a ingestão de nutrientes e a adesão contínua aos comportamentos de extensão do sono com mais detalhes, especialmente em grupos de risco de obesidade ou doenças cardiovasculares”, conclui.

ZAP //
Por ZAP
14 Janeiro, 2018

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