166: Adiar a chegada do Alzheimer

 

Prevenção

«O que é bom para o coração é bom para o cérebro.» Por isso, o que comemos ajuda a prevenir a doença.

Foto: DR

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Quais os sintomas da doença de Alzheimer? É possível curar a doença? Quando é que se deve deixar de trabalhar? A estas perguntas sobre Alzheimer juntam-se muitas outras, que preocupam os doentes e quem deles cuida. E juntam-se também dúvidas, assim como mal-entendidos que a neurologista Belina Nunes, directora da clínica com o mesmo nome, quer ver respondidas num livro – Alzheimer – 50 questões essenciais – que, explica ao Destak, pretende ao mesmo tempo contribuir para que esta doença deixe «de ser sussurrada como era o cancro há uma década».

«É muito difícil para o médico falar abertamente da doença em frente ao doente e à família porque existem mais receios da parte destes do que vontade de saber», salienta Belina Nunes. Um comportamento que, diz, «tem de mudar, ainda que de modo progressivo, para que os primeiros sintomas sejam percebidos mais cedo e que o tratamento e o apoio necessários aos doentes e famílias estejam cada vez mais acessíveis a todos que deles precisam». A detecção precoce da doença é cada vez mais importante. Até porque, explica a médica, «não existe no momento um marcador da doença que permita a sua identificação segura».

Mas isso não significa que não seja possível prevenir, algo que «passa por evitar as doenças que aumentam o risco, tais como a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (aumento de colesterol e/ou triglicerídeos), a obesidade, o tabagismo». «Dizemos habitualmente que o que é bom para o coração é bom para o cérebro, pois evita os enfartes cerebrais e a doença coronária», refere a especialista, que chama a atenção para a importância da alimentação.

«Cada vez mais a dieta de tipo mediterrânea, com consumo de peixe e outros produtos marinhos, frutos secos, azeite, vegetais e fruta fresca se revela benéfica», confirma. Fora do prato ficam as refeições ricas em gorduras de origem animal, sal e açúcares a mais, assim como as bebidas alcoólicas. Uma teoria que um estudo recente, desenvolvido por investigadores da Universidade de Cambridge, confirma: mudar o estilo de vida pode atrasar o aparecimento da doença.

In Destak online
30 | 07 | 2014 13.31H
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

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