502: Vacina de Oxford mostra segurança e eficácia em pessoas mais velhas

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

Estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet fala em “resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas entre os 18 e os 55 anos”

© EPA/ANDREA CANALI

A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca mostra ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet.

De acordo com os resultados preliminares da segunda fase de testes clínicos publicados esta quinta-feira, “a vacina britânica contra o SARS-CoV-2 mostra resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas com idades entre os 18 e os 55 anos”.

O estudo incluiu 560 pessoas saudáveis, 240 das quais com mais de 70 anos e os resultados indicam que a vacina de AstraZeneca/Oxford “é mais bem tolerada em pessoas mais velhas comparada com adultos jovens” e produz uma resposta imunitária semelhante em todas as classes etárias.

A vacina provocou “poucos efeitos secundários e induziu respostas imunitárias quer ao nível das células T do sistema imunitário quer na criação de anticorpos”.

Os investigadores consideram que os resultados “podem ser encorajadores se as reacções deste estudo” forem acompanhadas de protecção contra a infecção pelo SARS-CoV-2, o coronavírus que provoca a doença covid-19, o que só poderá ser confirmado pelos ensaios clínicos da terceira fase de desenvolvimento da vacina, que já decorrem e incluem pessoas ainda mais velhas e com outras doenças.

“As respostas imunitárias das vacinas são por vezes diminuídas em pessoas mais velhas porque o sistema imunitário vai-se deteriorando com a idade, o que as deixa mais susceptíveis a infecções, por isso é crucial que as vacinas para a covid-19 sejam testadas neste grupo, que também é um dos prioritários para vacinação”; afirmou o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da universidade de Oxford.

Este estudo é a quinta avaliação de estudos clínicos de uma vacina contra o novo coronavírus testada em faixas mais idosas da população.

As reacções adversas verificadas foram consideradas ligeiras, as mais comuns foram dor no local da inoculação, fadiga, dores de cabeça, febre e dores musculares. Houve reacções adversas graves em treze dos voluntários nos seis meses subsequentes à vacinação, nenhuma das quais foi relacionada com a vacina.

A investigadora Sarah Gilbert afirmou que o estudo dá algumas respostas sobre a protecção de pessoas mais velhas, mas que ainda há dúvidas “sobre a eficácia e a duração da protecção”, que terão que ser confirmadas “em pessoas mais velhas com doenças pré-existentes”.

Os autores apontam algumas limitações na amostra do estudo, cujos participantes mais velhos tinham uma idade média de 73-74 anos e eram relativamente saudáveis, por isso podem não ser representativos da generalidade da população mais idosa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Novembro 2020 — 07:42

 

 

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