389: Portugal regista mais 585 casos de covid-19 e 3 mortes em 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19

O boletim epidemiológico da DGS revela ainda que estão hospitalizados 406 doentes (mais 15 do que ontem), 57 destes encontram-se nos cuidados intensivos (mais cinco).

Metro de Lisboa.
© Lusa

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais três pessoas e foram confirmados mais 585 casos de covid-19 (um crescimento de 0,95% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira (10 de Setembro), no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 62 126 infectados, 43 441 recuperados (mais 157) e​ 1 852 vítimas mortais no país.

Há, neste momento, 16 833 doentes portugueses activos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 425 do que ontem.

A região com o maior número de infectados nas últimas 24 horas é o Norte, que acrescentou 268 novas infecções (46% do total diário).

Seguem-se Lisboa e Vale do Tejo (mais 239 casos), o Centro (mais 50), o Alentejo (mais 15), o Algarve (mais 6), a Madeira (mais seis) e os Açores (mais um).

Desde o início de Setembro que o número de novos casos de covid tem crescido. No entanto, esta evolução fica “claramente abaixo daquilo que seria um crescimento exponencial da pandemia”, assumiu o primeiro-ministro, António Costa, esta quinta-feira, depois de uma reunião do Conselho de Ministros onde foram apresentadas as novas regras do estado de contingência, em vigor a partir de dia 15 de Setembro.

Segundo as autoridades de saúde, o aumento de casos já era expectável tendo em conta a maior movimentação populacional em tempo de férias, de regresso ao trabalho e agora à escola. O início do novo ano lectivo – agendado para a próxima semana – tem sido apontado pela directora-geral da Saúde como a grande prova de fogo. A maior “mobilidade gera mais contactos, e mais contactos [geram] mais casos”, disse Graça Freitas, em conferência de imprensa, esta quarta-feira, sublinhando que o regresso às aulas envolverá a deslocação de 1,2 milhões de alunos, 120 mil professores e outros milhares membros da comunidade escolar.

Três mortos pertencem à região de Lisboa e Vale do Tejo

Quanto aos três óbitos registados hoje, estes localizam-se nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo. As vítimas mortais são um homem e uma mulher entre os 70 e os 79 anos e outro homem entre os 60 e os 69.

A taxa de letalidade global do país é hoje de 3%, subindo aos 14,7% no caso das pessoas com mais de 70 anos – as principais vítimas mortais.

Nesta quinta-feira, estão internados 406 doentes (mais 15 do que no dia anterior), e nos cuidados intensivos há agora 57 pessoas (mais cindo do que na véspera).

O boletim da DGS de hoje indica ainda que as autoridades de saúde estão a vigiar 35 181 contactos de pessoas infectadas (mais 30 do que ontem).

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Já se encontra disponível o relatório de situação de hoje, 10 de setembro, que pode ser consultado integralmente em dgs.pt/em-destaque/re

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António Costa. “Vamos entrar numa nova fase”

A partir do dia 15 de Setembro o estado de contingência é alargado a todo o país, o que implicará novas restrições. O primeiro-ministro lembrou que estas regras não são de cariz moral, mas sim de saúde pública. “Não estamos contra a festa”, disse António Costa, no final do Conselho de Ministros.

Saiba o que muda a partir de terça-feira:

Ajuntamentos ficam limitados a 10 pessoas (como já acontecia na Grande Lisboa);

Ginásios e cabeleireiros abrem só a partir das dez da manhã;

Restaurantes, cafés e pastelarias a 300 metros de escolas só podem receber até quatro pessoas por grupo;

– Autarcas podem decidir a que horas encerram os estabelecimentos (entre as 20 e as 23 horas);

Centros Comerciais também só podem abrir depois das 10:00 e não podem estar mais do que quatro pessoas por grupo;

Está proibida a venda de álcool nas estações de serviço a partir das 20 horas e em todos os locais, à excepção de restaurantes. O consumo de álcool na via pública também não é permitido, com o objectivo de evitar ajuntamentos, justificou o governante.

António Costa referiu ainda que as regras de utilização dos transportes públicos se mantém e o teletrabalho deverá continuar, sempre que possível, principalmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Quanto aos lares, o Governo apostou em brigadas de emergência, que se pretende que ajam rapidamente em caso de detecção de casos positivos. Até ao final do mês estarão constituídas 18 equipas; “são 400 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico”, anunciou o primeiro-ministro.

28 milhões de casos em todo o mundo

O novo coronavírus já infectou mais de 28 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta quinta-feira e provocou 908 522 mortes, segundo dados oficiais. Há agora 20,1 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (6 549 771) e de mortes (195 245), tendo, nas últimas 24 horas, confirmado mais 1 170 vítimas mortais e 33 205 casos, de acordo com uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Em termos de número de infectados acumulados no mundo, seguem-se a Índia (4 470 166), o Brasil (4 199 332) e a Rússia (1 046 370). Portugal surge em 49.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (128 653). Depois, a Índia (75 119) e o México (69 095).

Já a China – país onde o novo coronavírus foi descoberto no final do ano passado – não registou casos de contágio local nos últimos 25 dias, uma vez que as sete infecções confirmadas hoje têm origens no exterior, informou a Comissão de Saúde da China.

Diário de Notícias

 

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