251: Robô aperta o coração para manter o sangue a circular em órgãos danificados

 

Cientistas desenvolveram um pequeno robô que aperta o coração para ajudar órgãos danificados a manter o fluxo apropriado de sangue a correr no corpo humano.

A parte que fica à volta do coração é flexível e há um sistema com duas âncoras presas a duas paredes do órgão para fazer com que o átrio ou ventrículo se abra e se feche. Enquanto a parte externa espreme o coração, as âncoras internas manipulam as paredes do órgão.

Quando a parte externa relaxa, tiras elásticas ajudam a parede do coração a voltar à posição original, ficando cheia de sangue que será bombeado para fora. Isto ajuda o coração a bater de forma mais precisa do que com os outros equipamentos utilizados até agora.

Outra grande vantagem desta nova bomba cardíaca é que não há contacto do sangue com o equipamento. Nestes casos, esse contacto exige o uso de anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos.

“É sempre difícil manter o equilíbrio da medicação, especialmente em pacientes pediátricos, que correm o risco de sangrar excessivamente ou de coágulos perigosos”, afirma o cirurgião cardíaco Nokolay Vasilyev, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA.

O implante do mecanismo é minimamente invasivo e, de acordo com os médicos que trabalham nesta nova tecnologia, tem um baixo risco para os pacientes.

Quando ficará disponível?

Por enquanto, o novo dispositivo está a ser testado em corações de porcos vivos, em diferentes simulações que imitam várias formas de problemas cardíacos humanos. Essas experiências não incluem o implante permanente nos animais, apenas é usado de forma temporária.

O próximo passo será deixar o dispositivo num animal durante alguns meses, para verificar se o sangue é bombeado da forma correta e necessária.

Depois desta fase, o pequeno robô será testado em voluntários humanos. Se tudo correr como planeado, o equipamento estará disponível daqui a pelo menos três anos para ajudar os 23 milhões de pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

ZAP // HypeScience

Por HS
27 Novembro, 2017

 

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