649: Há 19 concelhos acima do limiar de risco. 80 podem não avançar para terceira fase

 

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/RISCOS

Manuel de Almeida / Lusa

Há 19 concelhos no país acima do limiar de risco de novos casos de covid-19 definido pelo Governo. 80 concelhos podem não avançar para a terceira fase de desconfinamento.

Existem neste momento 19 concelhos com um número de novos casos de covid-19 que já estão acima do limite estabelecido pelo Governo de mais de 120 novas infecções por 100 mil habitantes em 14 dias.

Ao todo, há 80 concelhos actualmente acima ou próximo deste limite, que se encontram por isso em risco de não avançar para a terceira fase de desconfinamento, prevista para 19 de Abril. Esta fase prevê a reabertura da restauração, centros comerciais e espectáculos.

“Neste momento temos um total de 19 concelhos acima do limiar de risco, seis dos quais acima dos 240 novos casos”, referiu, o primeiro-ministro, António Costa, em conferência de imprensa após reunião do Conselho de Ministros.

Segundo o primeiro-ministro, especialistas em saúde pública aconselharam que, “se em duas avaliações consecutivas os mesmos concelhos estiverem acima do limiar de risco, nesses concelhos não devem avançar as medidas de desconfinamento”.

Se a situação não for invertida nestas regiões nos próximos 15 dias, “os próprios concelhos e os concelhos envolventes devem ser objecto de medidas particulares“, acrescentou António Costa.

O primeiro-ministro salientou a necessidade de “assegurar que os casos que existem são identificados e isolados, e as cadeias de transmissão isoladas para que daqui a 15 dias não estejam nesta situação e possam avançar com o resto do País. Para já, neste momento, o avanço será igual em todos os concelhos do Pais“.

Cinco dos 19 concelhos (Cinfães, Figueira da Foz, Moura, Penela e Rio Maior) estão há mais de dois meses acima do limiar de risco, salienta o Expresso.

Entre os concelhos com mais de 240 casos a 14 dias encontram-se Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, que pode travar a terceira fase de desconfinamento a 96 mil habitantes de mais cinco concelhos, e Carregal do Sal,  que pode impedir o desconfinamento de seis concelhos limítrofes, com 186 mil habitantes.

No mapa disponibilizado pelo governo é perceptível uma concentração de concelhos em risco em Trás-os-Montes, na faixa litoral da região Centro, no Alentejo e no Algarve.

“Podemos dar o passo.” Costa dá luz verde à fase 2 do desconfinamento

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ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
2 Abril, 2021

 

 

 

648: R(t) sobe para 0,97 e Portugal está mais perto da zona amarela

 

 

SAÚDE/COVID-19/R(t)

Num dia, foram reportados mais 548 casos de covid-19 e nove mortes, indica o boletim diário da DGS. Há mais dois doentes em unidades de cuidados intensivos.

Unidade de cuidados intensivos covid-19 do Hospital Santa Maria, em Lisboa
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 548 casos de covid-19, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (2 de Abril) indica também que morreram mais nove pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

Os dados da DGS mostram que há agora 513 doentes com covid-19 internados (menos 25 do que na quinta-feira), dos quais 131 estão em unidades de cuidados intensivos (mais dois face ao dia anterior).

O índice de transmissibilidade, o chamado R(t), subiu em Portugal para 0,97, a nível nacional, mas também tendo em conta apenas o território continental.

Uma ligeira subida foi registada na incidência do vírus, com 65,6 casos de infecção pelo SARS-CoV-2 por cada 100 mil habitantes, a nível nacional. Mas se tivermos em conta só o território continental o nível de incidência situa-se nos 62,9 casos por cada 100 mil habitantes.

Com estes dois indicadores, o R(t) e a incidência do vírus no país, Portugal mantém-se na zona verde da matriz de risco, mas aproxima-se da zona amarela.

© DGS

O boletim diário da DGS indica também que, nas últimas 24 horas, 743 pessoas recuperaram da doença, num total de 779.655.

Portugal soma agora 822.862 diagnósticos de covid-19 e 16.868 óbitos desde o início da pandemia. Actualmente, o país tem 26.339 casos activos da doença (menos 204 em relação ao dia anterior).

Das nove mortes reportadas no relatório da DGS, sete ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e as restantes nas regiões do Centro e Algarve.

Lisboa​​​​​​ e Vale do Tejo também é a região que regista mais novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, com a notificação de 220 diagnósticos. Já no Norte verificam-se 179 novas infecções, sem registo de óbitos entre ontem e hoje.

Registados mais 73 casos no Centro, 26 no Alentejo e 35 no Algarve. Na Madeira foram identificadas 11 novas infecções e nos Açores mais quatro casos de covid-19.

© DGS

A DGS indica também que há 16.121 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde (mais 171).

Esta actualização da evolução da pandemia em Portugal surge depois de se saber que o Governo vai avançar com a segunda fase do plano de desconfinamento. Mas o Executivo liderado por António Costa admite, no entanto, modelar as medidas se o Índice de Transmissibilidade continuar o caminho que está a fazer para a zona amarela.

Assim, na segunda-feira são retomadas as aulas presenciais para os alunos do 5º ao 9º ano e vão reabrir esplanadas (inclusivamente com refeições), com máximo de quatro pessoas por mesa. Vão reabrir também os museus, monumentos, palácios, sítios arqueológicos e galerias, que podem estar abertos até às 22:30 aos dias de semana e 13:00 aos fins de semana e feriados, segundo o Governo.

Consulte aqui na íntegra o documento apresentado por António Costa.

“O tradicional almoço de Páscoa deve ser mesmo evitado”, apelou o primeiro-ministro

Na véspera do feriado de Sexta-feira Santa, o primeiro-ministro apelou novamente aos portugueses para que evitem os convívios durante o período da Páscoa, considerando que isso será “absolutamente fundamental” para evitar a propagação de casos de infecção de covid-19.

“Evitar os convívios com outras pessoas é absolutamente fundamental. O tradicional almoço de Páscoa deve ser mesmo evitado”, disse António Costa, na conferência de imprensa realizada após o conselho de ministros.

O primeiro-ministro recordou que até ao final do dia 5 de Abril se mantém em vigor a proibição de circulação entre concelhos.

O chefe de Governo salientou que estes momentos de convívio em que as pessoas se juntam à volta da mesa, e naturalmente sem máscara, “são focos de transmissão da doença”.

“Renovo o apelo para que todos façamos o esforço de evitar que esta Páscoa possa ser uma Páscoa infeliz”, disse.

Testes rápidos começam a ser vendidos em 500 farmácias de Portugal continental

E no combate à pandemia a estratégia passa não só pela prevenção, vacinas, mas também pela testagem. A partir desta sexta-feira, os testes antigénicos à presença do SARS-CoV-2 que podem ser feitos em casa começaram a ser vendidos nas farmácias.

De acordo com a Alliance Healthcare, haverá 500 farmácias em Portugal continental preparadas para comercializar os testes.

Em comunicado enviado às redacções, a empresa garantiu que “um primeiro lote de 500 farmácias já poderá dispensar” estes testes, em “todos os distritos” de Portugal.

Durante o fim de semana, os testes antigénicos também deverão chegar às farmácias das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, prossegue a nota da empresa de distribuição de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Numa primeira fase estarão garantidos 120.000 testes deste tipo à presença do SARS-CoV-2.

Desde o início da pandemia, mais de 129 milhões de pessoas foram infectadas em todo o mundo

A nível mundial, a pandemia de covid-19 matou pelo menos 2.829.089 pessoas em todo o mundo desde que foram detectados os primeiros casos da doença na China foi, no final de 2019, de acordo com o balanço feito esta sexta-feira pela AFP, feito com base em fontes oficiais. A grande maioria dos doentes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada revela sintomas durante semanas ou até meses.

A agência de notícias francesa refere ainda mais de 129.564.590 casos de infecção diagnosticados desde o início da epidemia.

Diário de Notícias
02 Abril 2021 — 14:04

 

 

 

647: Cuidadores informais com apoio privado para testes do covid

 

 

SAÚDE(VACINAS/CUIDADORES INFORMAIS

No programa da Missão Continente estão abrangidas 70 famílias de cuidadores informais no território continental português, um total de cerca de 220 pessoas e 4000 testes a serem efectuados entre Março e Julho

© Carlos Alberto / Global Imagens

A Missão Continente vai financiar um programa para testar cuidadores informais de todo o país.

O programa “Famílias Seguras”, promovido pelo Centro de Testes de Ciências e pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em parceria com a Associação Nacional de Cuidadores Informais, permitirá testar centenas de cuidadores informais à covid-19 durante quatro meses, recorrendo a testes de saliva.

A Missão Continente vai financiar cerca de 2700 testes, ou seja, o rastreio de cerca de 40 famílias.

Actualmente, estão abrangidas 70 famílias de cuidadores informais no território continental português, um total de cerca de 220 pessoas e 4000 testes a serem efectuados entre Março e Julho, podendo posteriormente alargar-se a mais famílias de todo o país.

O rastreio será feito através de testes semanais em amostras de saliva, colhidas em casa pelos próprios participantes e enviadas para testagem no Centro de Testes de Ciências.

Segundo os dados da Eurocarers, há 1,1 milhões de Cuidadores Informais em Portugal, número que terá aumentado durante a pandemia. As pessoas cuidadas pertencem muitas vezes a grupos de risco para a covid-19, com pior prognóstico da doença, surgindo neste cenário o dilema de precisarem do respectivo Cuidados Informal, ao mesmo tempo que seria preferível a ausência de contacto social.

“A missão da Faculdade é expandir o conhecimento e transferi-lo para a sociedade. Com esta iniciativa colocamos a nossa capacidade de inovação e colaboração ao serviço duma população vulnerável e que carece de muitos apoios”, explica Luís Carriço, director da Ciências Universidade de Lisboa Lisboa, acrescentando ainda que “este é um excelente exemplo de cooperação entre a academia, a sociedade civil, empresas e instituições”.

Sílvia Artilheiro Alves, presidente da ANCI, acredita que “a inclusão dos cuidadores informais neste projecto trará benefícios aos próprios cuidadores e respectivos agregados familiares; mas também trará benefícios a todos os outros cuidadores, no sentido do reconhecimento, possibilitando uma sensação de confiança e segurança, tendo em conta a vigilância activa do programa”.

“Este é um projecto que muito nos orgulha”, diz Ricardo Dias, coordenador do CT Ciências ULisboa, acrescentando que “temos o dever de cuidar de quem cuida”. “Ao fazê-lo damos também um sinal aos nossos alunos do papel vital que a Ciência pode ter na participação cívica e melhoria da sociedade”, referiu.

Diário de Notícias
DN
01 Abril 2021 — 19:40