596: COVID-19: Vacina portuguesa em 2022? (e será por inalação)

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/PORTUGAL

Sim, Portugal também está na área da investigação para a produção de uma vacina. Sendo que a vacina portuguesa apenas poderá chegar ao mercado em 2022, a questão que se coloca é se nessa altura ainda se falará em COVID-19! A resposta é sim, até porque a pandemia está longe de estar controlada à escala mundial. Os confinamentos têm ajudado a reduzir, mas é preciso ainda imunizar muita gente com as vacinas que já existem.

Ao contrário de outras vacinas, a portuguesa será uma vacina nasal.

Vacina portuguesa não precisa de seringa… é por inalação

Já foi investido um milhão de euros, mas são precisos mais vinte para avançar para a próxima fase. A empresa Immunethep está também na linha da frente para a produção de uma vacina eficaz e os resultados têm sido muito animadores. Segundo revela a TVI, a vacina está prestes a arrancar para a fase de ensaios clínicos em humanos e o seu desenvolvimento acontece num laboratório de Cantanhede.

Depois de ter sido testada em animais, com sucesso, os cientistas pretendem dar mais um passo para obter uma imunização contra o novo coronavírus. Um facto que distingue a vacina portuguesa daquelas que foram produzidas até ao momento é o facto de não ser necessária vacina. A vacina portuguesa será dada por inalação, com o objectivo de dar maior capacidade aos pulmões.

Pedro Madureira, co-fundador do Immunethep, referiu que…

Usamos como vacina o vírus inactivado, o que permite uma apresentação ao sistema imunitário do vírus como um todo, aumentando a eficácia contra novas variantes

O investimento até ao momento foi cerca de um milhão de euros, mas serão necessários outros vinte para a nova fase. A ajuda também pode chegar da União Europeia. Para os ensaios clínicos vão ser chamadas duas mil pessoas, com os critérios a serem definidos pelas entidades reguladoras.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
06 Fev 2021

 

 

 

595: Combinação de dois medicamentos mata células ósseas cancerígenas à fome

 

 

SAÚDE/CANCRO/MEDICINA

National Cancer Institute / Wikimedia

Uma combinação de dois medicamentos que retira às células cancerígenas a energia, da qual precisam para crescer, pode oferecer uma melhor alternativa a um medicamento usado actualmente na quimioterapia.

O metotrexato é comummente administrado em altas doses para tratar o osteossarcoma, um cancro ósseo. Esse tratamento inclui cirurgia, radiação e um cocktail de medicamentos de quimioterapia que pode causar danos no fígado e nos rins, escreve o Futurity.

“Estamos interessados em desenvolver terapias que matem as células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis, potencialmente evitando os efeitos colaterais, às vezes graves, da quimioterapia tradicional”, disse o autor principal Brian Van Tine, professor de Medicina da Universidade de Washington.

“Em grandes doses, o metotrexato pode levar à insuficiência hepática e à necessidade de diálise renal. Gostaríamos de nos livrar do metotrexato neste regime e substituí-lo por uma terapia metabólica direccionada que encurtaria o tratamento, reduziria os efeitos colaterais e potencialmente eliminaria a necessidade de múltiplas hospitalizações”, acrescentou.

Os investigadores estudaram um medicamento chamado NCT-503, que impede que as células cancerígenas produzam o aminoácido serina, uma fonte de energia que alimenta o crescimento do cancro. Os resultados do estudo foram publicados, em Janeiro, na revista científica Cell Reports.

Quando tratadas com este medicamento, as células cancerígenas rapidamente procuram outra fonte de energia. Como tal, os cientistas adicionaram outro medicamento à equação, perhexilina, que bloqueia esta habilidade das células cancerígenas.

Com a mistura destes dois medicamentos, administrados em ratos, os autores repararam que as células morriam à fome.

Nos ratos com osteossarcoma que receberam apenas um dos medicamentos, os tumores cresceram quase 800% em menos de um mês. Por outro lado, ratos administrados com os dois medicamentos viram os seus tumores crescerem apenas 75% num mês.

“Ainda estamos a trabalhar para optimizar estes tratamentos com medicamentos, mas esperamos poder levar estas descobertas para um ensaio clínico“, disse o co-autor Brian Van Tine. “O objectivo final é transformar o tratamento, perseguindo as propriedades metabólicas inerentes ao osteossarcoma e afastando-nos dos medicamentos clássicos que danificam todo o corpo”.

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Uma equipa multidisciplinar de cientistas, liderada pelo Museu Real de Ontário (ROM) e pela Universidade McMaster, no Canadá, diagnosticou pela…

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Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

Por Daniel Costa
6 Fevereiro, 2021