566: Festivais de música? Só com o boletim de vacinas em dia

 

 

SAÚDE/COVID-19/FESTIVAIS DE MÚSICA

Vacinas e testes rápidos poderão funcionar como uma espécie de via verde para entrar nos festivais de música, que esperam retomar a actividade neste ano, mesmo que ainda não em pleno.

Além de filas para entrar, no próximo ano os festivais podem ter filas para fazer testes rápidos
© Álvaro Isidoro/Global Imagens

Além das filas para entrar ou trocar bilhetes por pulseiras, em 2021 também poderá haver para fazer testes rápidos à entrada dos festivais. Depois de um ano a seco, devido à pandemia de covid-19, esta poderá ser a solução, aliada à vacinação em massa, para os festivais de música voltarem a abrir portas. “Estou com muita esperança na vacina, mas também na implementação de testes rápidos, a exemplo do que irá ser feito pela NBA, nos Estados Unidos”, afirma Luís Montez, da Música no Coração, a empresa responsável, entre outros, pelos festivais Super Bock Super Rock e Meo Sudoeste, com início marcado, respectivamente, para 15 de Julho e 3 de Agosto (ver abaixo).

“Já há testes, com preços à volta dos cinco euros, à espera de aprovação, o que é uma questão importante, porque trata-se de uma logística com alguns custos, que inclusivamente implica a contratação de pessoal especializado”, lembra. “Se calhar ainda vamos acabar por ser úteis ao Estado, com quem até poderemos vir a trabalhar em conjunto, no sentido de incentivar as faixas etárias mais novas a vacinarem-se, para que estas funcionem como uma espécie de via verde de acesso aos espectáculos, sejam eles concertos ou futebol”, defende Montez.

Um primeiro teste a esta nova realidade poderá já acontecer nos dias 9 e 10 de Abril, no Centro de Congressos do Estoril, com a realização do primeiro festival do ano, o ID no Limits, um evento de música electrónica, inicialmente marcado para Abril e depois para Novembro, que acabou, como tantos outros, por não se realizar em 2020.

“A maior esperança era a vacina e essa já começou a chegar. Primeiro começou a ser dada em Inglaterra e o mundo está atento, para ver que soluções poderão surgir no maior mercado europeu da música ao vivo. Há cerca de um mês já foi aprovado um teste rápido para eventos e a própria Ticket Master, uma das maiores empresas mundiais de venda de bilhetes, já anunciou que vai passar a exigir a apresentação de vacina ou de um teste válido para a data em questão. A própria plataforma já está preparada para que o cliente faça o upload do comprovativo”, sublinha Karla Campos, da Live Experiences, que além do ID no Limits também organiza o Cascais Cool Jazz Fest, cujos cabeças-de-cartaz transitaram do ano passado para a edição de 2021, a acontecer em Julho. “Estamos confiantes que em Abril já possa haver esse mix entre vacinas e testes rápidos, até porque alguns artistas internacionais já confirmaram as presenças”, confessa.

A incerteza, porém, ainda é a única certeza, como salienta João Carvalho, das empresas Pic-Nic e Ritmos, responsáveis, respectivamente, pela organização do Primavera Sound, no Porto, e do Festival Paredes de Coura. “Cada dia surge um pensamento diferente. Às vezes sinto-me muito confiante nesse regresso à normalidade, noutros que continuará a haver algumas limitações, com as quais teremos de aprender a lidar, e noutros ainda em que me parece impossível a realização de festivais”, afirma, reconhecendo estar neste momento “numa fase mais confiante”.

As vacinas e os testes poderão ser uma solução, mas assinala que “são necessários testes mais rápidos e mais baratos”, porque “podemos ter cerca de 25 mil pessoas a querer fazer testes num curto período de tempo, só para poderem assistir a um festival”. Neste momento, “a maior preocupação é não saber ainda como vai ser”, até porque, num ano normal, “a época do Natal seria a de maior receita”, o que também faz falta para contratar bandas. E a desconfiança do público não se deve apenas a razões sanitárias, pois “ninguém quer voltar a comprar um bilhete para um evento que poderá voltar a ser cancelado, como aconteceu neste ano”.

Mesmo assim, logo com o início da vacinação em Inglaterra, parece ter começado a mexer o mercado, como relata Luís Montez: “Já recebi diversas propostas de artistas ingleses. E como nos EUA também já começaram a vacinar, estou com muita fé.” Uma realidade confirmada também por João Carvalho, embora com mais reservas: “Começa a haver muitos contactos, mas há de tudo. Alguns agentes ainda não se querem comprometer, enquanto outros já querem fechar e somos nós que temos de colocar algum travão, porque também ainda estamos cautelosos com o futuro.”

O que aí vem

ABRIL
ID no Limits
Centro de Congressos do Estoril, 9 e 10 de Abril (com Reggie Snow, Ezra Collective, Coucou-Chloe, Shaka Lion)

JUNHO
Primavera Sound
Parque da Cidade, Porto. 10 a 12 de Junho (Tyler, The Creator, Beck, Tame Impala, Pavement, Gorillaz, Bad Bunny)

Rock in Rio Parque da Bela Vista, Lisboa. 19 e 20 e 26 e 27 de Junho (Foo Fighters, The National, Black Eyed Peas, Duran Duran, Xutos&Pontapés, Post Malone)

JULHO
Summer Fest Ericeira Camping. 2 e 3 de Julho (Burna Boy, SAINt JHN, Piruka, Eixo Norte-Sul)

Cool Jazz Fest Hipódromo Manuel Possolo, Cascais. 2 a 31 de Julho (John Legend, Yann Tiersen, Miguel Araújo c/ Rui Veloso, Lionel Richie, Neneh Cherry, Herbie Hancock, Jorge Ben Jor)

Alive Passeio Marítimo de Algés, Oeiras. 7 a 10 de Julho (Black Pumas, Fontaines D.C., Red Hot Chilli Peppers, Alt-J, Angel Olsen, Da Weasel, The Strokes, Faith no More)

Super Rock Herdade do cabeço da Flauta, Sesimbra. 15 a 17 de Julho (A$AP Rocky, Jungle, Hot Chip, Slow J, Foals)

Marés Vivas Antiga Seca do Bacalhau, Gaia. 16 a 18 de Julho (Anitta, Liam Payne, Jassie J)

FMM Sines Porto Covo e Sines. 23 a 31 de Julho (Ava Rocha, Cimafunk, Dead Combo & Mark Lanegan, Guiss Guiss Bou Bess)

AGOSTO
Sudoeste
Herdade da Casa Branca, Odemira. 3 a7 de Agosto (Prof Jam, Major Lazer, Deejay Tellio, Ozuna, Melim, Bispo)

O Sol da Caparica Pq Urbano Costa da Caparica, Almada. 12 a 15 de Agosto (Mão Morta, António Zambujo, Moonspell, Anselmo Ralph, Plutónio, Diogo Piçarra, Clã, HMB, Sam the Kid e Orquestra, Orelha Negra)

Paredes de Coura Praia Fluvial do Taboão, Paredes de Coura. 18 a 21 de Agosto (Mac DeMarco, Mão Morta, Pixies, Jarvis Cocker, IDLES, BadBadNotGood)

Vilar de Mouros Vilar de Mouros, Caminha. 26 a 28 de Agosto (Placebo, Limp Bizkit, Iggy Pop, Suede, The Legendary Tigerman)

Diário de Notícias
Miguel Judas
06 Janeiro 2021 — 07:00

 

 

 

565: DGS recomenda medidas para prevenir efeitos do frio

 

 

SAÚDE/FRIO/PREVENÇÃO

Direção-Geral da Saúde teme que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos

© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) advertiu esta quarta-feira que “é provável” que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos, recomendando medidas para evitar os efeitos negativos do frio na saúde.

As recomendações da DGS surgem na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que apontam para a continuação de tempo frio e seco, descida das temperaturas do ar (máxima e mínima), acentuado arrefecimento nocturno, formação de gelo ou geada e intensificação do vento frio com um consequente aumento do desconforto térmico.

“À semelhança do que se verificou em outros anos, é provável que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nas pessoas com 65 ou mais anos, pelo que as medidas recomendadas adquirem particular relevo neste grupo etário”, refere a DGS em comunicado.

Para evitar os efeitos negativos do frio na saúde, a DGS recomenda à população “evitar a exposição prolongada ao frio e mudanças bruscas de temperatura”, para “manter o corpo quente, utilizando várias camadas de roupa”, proteger as extremidades do corpo com luvas, gorro, cachecol, meias e calçado quente e antiderrapante, e manter a hidratação, ingerindo sopas e bebidas quentes e “evitar o álcool, que proporciona uma falsa sensação de calor”.

Alerta também para a necessidade de prestar atenção aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam actividade no exterior e pessoas sem abrigo.

Acautelar a prática de actividades no exterior, seguir as recomendações do médico assistente, garantindo a toma adequada de medicação para doenças crónicas, e adoptar uma condução defensiva, uma vez que poderão existir locais na estrada com acumulação de gelo, são outros conselhos da DGS.

A nível de medidas ambientais, a autoridade de saúde recomenda à população que verifique o estado de funcionamento dos equipamentos de aquecimento e para “manter a casa quente, garantindo uma adequada ventilação das habitações (renovação do ar), em particular quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras”.

A DGS realça ainda que é preciso “ter especial atenção aos aquecimentos com combustão”, como braseiras e lareiras, que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte, e evitar o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de deitar.

“Mantenha-se informado, hidratado e quente” é a mensagem da DGS, que apela às pessoas para, no caso de ficarem doentes, não correrem para as urgências e ligarem para o SNS 24 (808 24 24 24).

Segundo o IPMA, a partir da madrugada de domingo prevê-se a substituição gradual de uma massa de ar polar por uma massa de ar com características de ar Árctico, sobre Portugal continental.

“Como consequência, na próxima semana, a temperatura mínima deverá variar entre -6 e 6°C na generalidade do território e a temperatura máxima não ultrapassará os 14°C, estando previsto que os valores mais baixos sejam registados nas regiões do interior Norte e Centro”, refere a DGS, citando o IPMA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2021 — 18:26

 

 

 

564: É o preço do Natal. Com os hospitais no limite, Temido pede “ajuda” e Mexia já admite novo confinamento

 

 

SAÚDE/COVID-19/SNS

A ministra da Saúde alerta para a “imensa pressão” que se volta a sentir nos hospitais e para os dias “muito duros” que temos pela frente com o aumento dos casos de covid-19. O presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública diz que estamos a começar a pagar “a tolerância do Natal”.

Os casos de infectados com covid-19 já aumentaram na última semana, mas devem ainda subir mais nos próximos dias.

A ministra da Saúde, Marta Temido, fala já de uma “imensa pressão” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e alerta que vêm aí dias “muito duros”.

“Neste momento, estamos novamente numa fase de imensa pressão no SNS, estamos a procurar responder, mas precisamos da ajuda de todos“, salientou a ministra durante uma visita à Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Mora, no Alentejo, onde esta quarta-feira começou a vacinação dos utentes.

“Temos mesmo de ajudar a parar a transmissão do vírus“, alertou Marta Temido, frisando que está a haver “dificuldades” em lidar com tanta pressão sobre o SNS.

Nos últimos dias, vários hospitais denotaram o aumento do fluxo às urgências, com novos casos de covid-19, mas também com outros pacientes.

O director de pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro, referiu, em declarações à SIC, que, nesta unidade, houve um aumento de 18% nos casos de covid-19 desde o Ano Novo. Mas prevê que esse aumento vai agravar-se nos próximos dias.

Também os hospitais da Guarda e de Santarém estão perto do limite das suas capacidades e há quem alerte para “valores insuportáveis”, apontando que o país pode ter já entrado na terceira vaga da pandemia.

Ricardo Mexia já admite novo confinamento

Cidades como Lisboa e Porto já tinham deixado o vermelho, entre os concelhos com maior número de casos, mas voltaram a entrar. E avizinham-se “tempos difíceis”, como destaca o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia, em declarações ao jornal i.

A tolerância do Natal tem um custo a pagar e estamos a começar a pagá-lo”, aponta este profissional, frisando que “algumas pessoas que estão a adoecer agora infectaram-se no período das festas” e que “o impacto vai ser visível ao longo das próximas semanas”.

Ricardo Mexia alerta que “a situação se está mesmo a complicar” e até admite a possibilidade de haver um novo confinamento. “Estamos a aumentar o número de casos, não temos ainda muitas pessoas vacinadas”, justifica.

“Como nunca tivemos grande folga nos internamentos, continuamos com 500 pessoas em UCI [Unidade de Cuidados em Intensivos] e mais de 3 mil internamentos, partimos com números elevados e se a situação se continua a avolumar será difícil“, constata ainda o dirigente da ANMSP.

“Ou acertamos com a mensagem, as pessoas moderam os comportamentos e passamos a ter menos infecções e temos capacidade de ter meios no terreno para fazer rapidamente a identificação das cadeias de transmissão e interrompê-las ou vamos andar sempre a correr atrás do prejuízo” e a “andar de confinamento em confinamento”, aponta ainda Ricardo Mexia.

Hospital de Santarém no limite da capacidade

No Hospital de Santarém sentiu-se um acréscimo de internamentos devido ao período natalício, dado que contribuiu para que a unidade tenha atingido o limite da sua capacidade prevista de internamentos para doentes infectados com o vírus SARS-CoV-2.

Em informação enviada à Lusa, fonte da unidade revela que o Hospital tinha, no início da semana, 63 internados em enfermaria, estando previstas 62 camas no plano de contingência, e 9 na UCI que dispõe de 10 camas. Contudo, ainda há margem para alargar o número de camas.

O Hospital de Santarém está também a receber doentes covid do Centro Hospitalar do Oeste e a apoiar as urgências de outros hospitais, como é o caso do Hospital de Vila Franca de Xira, o que aumenta a pressão sobre a unidade. Apesar disso, continua “a prestar serviços e a assegurar as necessidades da população”, destaca a fonte da infra-estrutura hospitalar.

Desde o início da pandemia de covid-19, em Março de 2020, morreram, neste hospital, 115 utentes em enfermaria e 12 em UCI.

Nas últimas semanas, houve “um ligeiro agravamento” da situação que “acompanha a tendência anual do Inverno, agravada pela pandemia”, acrescenta a dita fonte à Lusa.

A unidade tem 8 profissionais infectados (dois médicos, quatro enfermeiros e dois assistentes operacionais) e já tem 275 elementos vacinados que são “considerados prioritários por trabalharem em áreas de risco, áreas covid”.

A campanha de vacinação deverá abranger, nesta primeira fase, perto de 1700 profissionais do hospital.

Portugal já recebeu mais de 140 mil doses da vacina

Marta Temido revelou que Portugal já recebeu mais de 140 mil doses da vacina contra a covid-19 e que quase metade já foi distribuída, tendo sido administradas 32 mil doses.

Nas próximas semanas de Janeiro, vão chegar “mais três remessas” de vacinas, garantiu a ministra da Saúde, sublinhando que o país mantém a estratégia de administrar a segunda dose da vacina da Pfizer e da BioNTech “21 dias depois” da primeira inoculação.

A primeira fase da vacinação, que abrange profissionais de saúde e de serviços essenciais, os utentes e funcionários de lares e unidades de cuidados continuados e os doentes com mais de 50 anos e com patologias de risco, deve continuar “até ao final do primeiro trimestre”, segundo Temido.

Só depois de fazer esta gestão de “um número de vacinas que ainda é relativamente limitado” é que se partirá para uma segunda fase, destacou ainda a ministra.

Portugal contabiliza 7.286 mortos associados à covid-19 em 436.579 casos confirmados de infecção, segundo o último boletim da Direcção-Geral da Saúde.

O Estado de Emergência que decorre até amanhã deverá ser renovado pelo Parlamento, nesta quarta-feira, até 15 de Janeiro.

https://www.rtp.pt/noticias/politica/renovacao-do-estado-de-emergencia-com-parecer-favoravel-do-governo_n1287164

Por Susana Valente
6 Janeiro, 2021

É o preço do Natal uma porra! É o que faz terem andado a brincar com o “bicho”… Quando uma xoldra de irresponsáveis e irracionais andam na boa-vai-ela, nas passeatas, nos futebóis, nas discotecas, nas festas clandestinas, etc., etc., etc.,, é no que dá! E depois pagam todos aqueles que cumprem as regras sanitárias por culpa desta cambada de egocêntricos atrasados mentais!

 

 

 

563: Dinamarca aumenta restrições, Israel impõe novo confinamento, cidade chinesa testa 11 milhões de pessoas

 

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES

McKinsey / Rawpixel

A Dinamarca anunciou esta terça-feira o aumento das restrições, pedindo à população para evitar os contactos sociais, de forma a preservar o sistema de saúde face à multiplicação de casos ligados à variante britânica do SARS-CoV-2.

“Fiquem em casa o mais possível, evitem encontrar-se com pessoas sem ser os familiares”, apelou a primeira-ministra dinamarquesa, Mete Frederiksen, numa conferência de imprensa.

“Cada um de nós deve reflectir quando passa a porta de casa”, disse, por seu turno, o chefe da polícia nacional, Thorkild Fodge.

O país está em semi-confinamento desde meados de Dezembro e a partir de hoje [6 de Janeiro] será proibida a reunião de mais de cinco pessoas (eram permitidas até 10), quer no domicílio quer no exterior, passando a distância a respeitar entre as pessoas de um para dois metros.

Se houver condições, estas medidas – e as já em vigor, como o teletrabalho generalizado e o encerramento das escolas e lojas não essenciais – serão levantadas a partir de 17 de Janeiro, mas Frederiksen alertou para a possibilidade de serem estendidas ou mesmo reforçadas.

“Podem já preparar-se para isso”, disse, afirmando que o recolher obrigatório é “o último recurso”. As creches e jardins-de-infância continuam a funcionar.

Considerada boa aluna na gestão da pandemia, a Dinamarca está preocupada com a circulação da nova variante do vírus, que, segundo as autoridades britânicas, será 74% mais contagiosa.

Já foram registados 86 casos no país, mas a proporção duplica a cada semana.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Saúde anunciou pretender espaçar até seis semanas as duas doses da vacina contra o novo coronavírus, permitindo assim que mais pessoas recebessem uma primeira injecção. Desde o início da campanha de imunização a 27 de Dezembro já foram vacinadas 51.512 pessoas no país.

A Dinamarca continental, com 5,8 milhões de habitantes, conta com um total de 172.779 casos, incluindo 1.420 mortos.

Israel impõe novo confinamento após aumento de casos

Israel vai reforçar o confinamento nacional a partir de quinta-feira, encerrando as escolas e impondo mais restrições, depois de um aumento da morbilidade nos últimos dias devido à covid-19, que acontece durante uma forte campanha de vacinação.

“Vamos fazer um último esforço”, apelou esta terça-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do gabinete do Governo, que decidiu prolongar este confinamento por duas semanas após o registo, na segunda-feira, do maior número de casos desde Setembro, com 8 mil novas infecções.

O chefe do Governo considerou que a epidemia “está a alastrar-se a uma velocidade recorde devido à mutação britânica” e, por isso, defendeu, junto dos seus ministros, um confinamento total “de imediato”, noticia a agência EFE.

Sem a aprovação do parlamento israelita, os cidadãos de Israel enfrentarão maiores restrições a partir de quinta-feira, incluindo a limitação de mobilidade a um quilómetro de suas casas e a limitação a cinco pessoas em reuniões em interiores e a dez ao ar livre.

Todas as escolas do país serão encerradas, com a excepção de escolas de educação especial, ficando suspensas as actividades desportivas profissionais.

No que toca a viagens ao estrangeiro, que já contavam com restrições para os residentes, apenas poderão viajar os que já compraram bilhete e, a partir de quinta-feira, será necessária uma permissão especial.

Israel iniciou no passado dia 27 de Dezembro o seu terceiro confinamento nacional devido à covid-19, não tendo conseguido limitar a curva de contágios.

O país iniciou há pouco mais de duas semanas uma campanha de vacinação rápida, que permitiu administrar a primeira dose da vacina a quase 15% da sua população de nove milhões, embora seja esperado que a velocidade do processo diminua para garantir a segunda dose, necessária para obter a imunidade.

Segundo o noticiado pelo portal israelita Ynet, a empresa Clalit, uma das maiores empresas do sector sanitário israelita, afirmou hoje que suspenderá a administração de novas primeiras doses da vacina até que a segunda seja inoculada aos já vacinados.

O país espera o fornecimento de três milhões de vacinas da Pfizer em Fevereiro e seis milhões da Moderna em Março ou Abril.

Israel registou mais de 456 mil infecções e 3.496 mortes desde o início da pandemia, sendo que 828 pessoas permanecem hospitalizadas em estado grave, segundo os dados mais recentes do país.

Cidade do norte da China lança campanha para testar 11 milhões de pessoas

A cidade de Shijiazhuang, no norte da China, iniciou hoje uma campanha massiva de testes de detecção da covid-19, que abrange 11 milhões de habitantes, depois de ter registado 100 casos positivos nos últimos três dias.

As autoridades de saúde locais informaram que, nas últimas 24 horas, diagnosticaram 19 infecções e mais 41 casos assintomáticos, que a China não contabiliza como casos activos.A cidade espera testar todos os seus habitantes no espaço de três dias, informou a imprensa local.Os moradores receberam avisos das autoridades para se confinarem em casa enquanto aguardam os resultados dos testes, informou o jornal oficial Global Times.“A situação actual é tensa porque o fluxo de pessoas na província é alto (…) alguns moradores estão preocupados e aguardam em casa o resultado dos testes de ácido nucléico”, disse um funcionário da cidade vizinha de Xingtai.

As autoridades de saúde locais aumentaram o nível de alerta em Shijiazhuang para “alto” – os prédios estão a ser desinfectados e os serviços de autocarro inter-municipais foram suspensos, acrescentou a emissora estatal CCTV.

Particularmente preocupantes são as viagens entre a província de Hebei (da qual Shijiazhuang é a capital) e a vizinha Pequim, pelo que os controlos nos transportes foram aumentados para “garantir a segurança da capital”, segundo o chefe do Partido Comunista Chinês em Pequim, Cai Qi.

De acordo com a última contagem, o número total de infectados activos na China continental é de 443 pessoas, entre as quais 14 estão em estado grave.

A Comissão Nacional de Saúde não anunciou novas mortes por covid-19, pelo que o número permaneceu em 4.634, entre os 87.215 de infectados oficialmente diagnosticados na China, desde o início da pandemia.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Janeiro, 2021

 

562: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

 

561: Europa aprova vacina da Moderna. Vacinação a várias velocidades leva a troca de acusações

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19/EUROPA

Cj Gunther / EPA

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês) aprovou a vacina experimental contra a covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia norte-americana Moderna para uso nos Estados-Membro da União Europeia (UE). Esta é a segunda vacina a ser aprovada pelo regulador.

De acordo com um comunicado publicado no seu site, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprovou a vacina experimental da Moderna, dando-lhe “uma autorização de venda condicional” para ser administrada em pessoas com 18 anos ou mais.

A decisão foi feita numa reunião com os especialistas da EMA sobre a vacina experimental contra a covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia norte-americana Moderna.

Os peritos reuniram-se na segunda-feira, antecipando-se em dois dias à reunião que já estava marcada, mas decidiram prosseguir as discussões esta quarta-feira. Na terça-feira, o regulador europeu indicou que os especialistas estavam “a trabalhar arduamente para esclarecer questões pendentes com a empresa”.

Esta é a segunda vacina autorizada na União Europeia (UE), depois da do consórcio Pfizer-BioNTech, que começou a ser administrada em 27 de Dezembro em Portugal e em outros países europeus.

Troca de acusações na UE

O processo de vacinação nos vários países da UE está a decorrer a um ritmo mais lento e a várias velocidades, o que tem levado a algumas trocas de acusações na Comissão Europeia.

De acordo com Markus Söder, líder da União Social Cristã da Alemanha, a Comissão Europeia atrapalhou o processo de obtenção de doses de vacina suficientes e de aprovação para uso em todo o bloco.

“Obviamente, o procedimento de compra europeu foi inadequado”, disse Söder, que lidera o estado da Baviera, em declarações ao Bild am Sonntag. “É difícil explicar que uma vacina muito boa é desenvolvida na Alemanha, mas é vacinada mais rapidamente noutros lugares”, acrescentou, referindo-se à vacina da Pfizer/BioNTech.

Mueller / MSC / Wikimedia
Markus Söder, presidente do estado alemão da Baviera

“A Comissão Europeia provavelmente planeou muito burocraticamente: poucos certos foram encomendados e os debates sobre preços prolongaram-se durante muito tempo”, disse Söder sobre os atrasos.

“O factor tempo é crucial”, disse Söder. “Se Israel, os EUA ou o Reino Unido estão muito à frente de nós em vacinação, também beneficiarão economicamente. A questão de como atravessamos o coronavírus economicamente está intimamente relacionada com a rapidez com que terminamos com a vacinação”.

A Comissão Europeia defendeu-se, apontando para a enorme demanda global por uma vacina. “O problema no momento não é o volume de pedidos, mas a escassez mundial de capacidade de produção”, disse a comissária de saúde Stella Kyriakides, em declarações à AFP.

Uğur Şahin, CEO da BioNTech, disse que a sua empresa está a trabalhar para aumentar a produção, mas que “não é tão rápido e simples” trabalhar na Europa como noutros lugares.

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No domingo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que esperava ter dezenas de milhões de vacinações realizadas nos primeiros meses do ano, enquanto as autoridades em Israel disseram que dois milhões de pessoas deveriam ser vacinados até ao final de Janeiro.

Países Baixos criticados por atraso na vacinação

De acordo com a Associated Press, o Governo dos Países Baixos foi fortemente criticado na terça-feira por causa do plano de vacinação covid-19 que tem as primeiras vacinas programadas para serem administradas esta quarta-feira, tornando-o o último país da UE a iniciar a vacinação.

O primeiro-ministro Mark Rutte admitiu que o Governo se concentrou nos preparativos na vacina da AstraZeneca, que ainda não foi aprovada para uso na UE – e não na vacina produzida pela Pfizer/BioNTech.

“Isto é ultrajante”, afirmou Geert Wilders, líder do maior partido da oposição holandesa. “Não é uma estratégia, mas o caos – o caos total – e os preparativos foram pobres e tardios”, acrescentou, dizendo que a Holanda é “a aldeia idiota da Europa”.

Rutte lamentou a falta de agilidade do Governo em adaptar os preparativos. “Estou muito desapontado por estarmos duas semanas atrasados”, disse.

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As vacinações holandesas começaram esta quarta-feira, com funcionários em lares de idosos, pessoas com deficiência e profissionais de saúde da linha de frente. A enfermeira holandesa Sanna Elkadiri, de 39 anos, que trabalha numa residência onde cuida de pessoas com demência, foi a primeira pessoa a ser vacinada nos Países Baixos. “Este é o princípio do fim desta crise”, disse o ministro da Saúde.

Os Países Baixos entraram num confinamento severo em meados de Dezembro, com restrições que fecharam todas as escolas, bares, restaurantes, teatros e outros locais públicos. As taxas de infecção diminuíram nos últimos dias, mas permanecem entre as mais altas da Europa.

França muda estratégia

Tal como a maioria dos Estados-membros da UE, França começou a vacinar a sua população em 27 de Dezembro. Porém, nos primeiros seis dias da campanha de vacinação, apenas foram inoculadas 516 pessoas.

Segundo a AP, a abordagem cautelosa de França parece ter saído pela culatra, reacendendo a raiva sobre a forma como o Governo está a lidar com a pandemia.

O ministro da saúde prometeu na segunda-feira aumentar o ritmo e fez um apelo público tardio em nome da vacina, dizendo que oferece uma “hipótese” a França e o mundo para vencerem uma pandemia que já matou mais de 1,8 milhão pessoas.

Ludovic Marin / EPA
O Presidente de França, Emmanuel Macron

A lenta implantação da vacina da Pfizer/BioNTech foi atribuída à má gestão, falta de pessoal durante as férias e uma complexa política de consentimento projectada para acomodar o cepticismo incomummente amplo sobre a vacina entre o público francês.

“É um escândalo estatal”, disse Jean Rottner, presidente da região Grand-Est, no leste da França, onde as infecções estão a aumentar e alguns hospitais estão lotados. “Ser vacinado está a tornar-se mais complicado do que comprar um carro”.

OMS recomenda que 2.ª dose seja “atrasada”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou esta terça-feira que a administração da segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech seja “atrasada algumas semanas” em situações excepcionais, para permitir que mais pessoas possam ter acesso à primeira dose.

A recomendação resulta da reunião desta terça-feira do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE), que reúne 26 especialistas de várias áreas e diversos países e que, nos últimos meses, tem analisado a informação sobre as vacinas contra a covid-19.

Em conferência de imprensa, o responsável do SAGE, o mexicano Alejandro Cravioto, adiantou que os especialistas recomendaram que, em circunstâncias excepcionais de fornecimento, a vacina da Pfizer-BioNTech seja administrada “entre 21 e 28 dias”. A recomendação de atrasar a segunda dose “em algumas semanas” permitiria “maximizar o número de pessoas que podem beneficiar da primeira dose” desta vacina, referiu Cravioto.

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Também esta terça-feira a Agência Europeia de Medicamentos desaconselhou adiar a segunda dose da vacina Pfizer-BioNTech além dos 42 dias, numa altura em que Alemanha e Bélgica admitem administrar a primeira dose a mais pessoas e adiar a segunda além dos 21 dias prescritos.

O organismo, que trata da avaliação técnica das vacinas na UE, destaca que “os vacinados podem não estar totalmente protegidos até sete dias após a segunda dose“, como indicou a Pfizer após os ensaios clínicos, disse à agência espanhola EFE a porta-voz da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Sophie Labbe.

No entanto, a EMA não proíbe estender a administração da segunda dose da vacina da Pfizer contra a covid-19 até aos 42 dias.

Por Maria Campos
6 Janeiro, 2021

 

 

 

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