557: “Números podem chegar a valores insuportáveis”. Portugal poderá já ter entrado na 3.ª vaga

 

 

SAÚDE/COVID-19/3ª. VAGA

António Pedro Santos / Lusa

A estimativa do especialista Carlos Antunes é que Portugal já tenha entrado na terceira vaga. O investigador avisa que “os números podem chegar a valores insuportáveis”.

Carlos Antunes, engenheiro, professor e investigador da Faculdade e Ciências da Universidade de Lisboa, é um dos especialistas que oferece aconselhamento científico ao Governo no combate à pandemia de covid-19. Na sua opinião, citada pelo Observador, “estamos efectivamente na terceira vaga”.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou mais 90 mortes e 4.956 casos positivos do novo coronavírus, de acordo com os dados do mais recente boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Este foi o quarto dia com mais óbitos desde o início da pandemia em Portugal. Desde 14 de Dezembro que não havia tantas mortes por covid-19 num só dia.

Actualmente, 14,4% do número médio de amostras processadas com recursos a testes PCR e a testes de antigénio resultaram positivos. Na óptica de Carlos Antunes é um “salto galopante” em relação aos 8,8% registados oito dias antes da época natalícia.

Perante estes números é possível concluir que o Natal e a Passagem de Ano terão mesmo provocado um aumento das cadeias de contágio, desencadeando uma nova vaga.

“Sem medidas drásticas, os números podem chegar a valores insuportáveis. E isto, sem ainda estarmos a considerar a entrada de uma nova variante que pode ultrapassar os 50% de aumento de contágio face à actual variante dominante”, alerta o especialista em declarações ao Observador.

O número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus está a aumentar exponencialmente em todo o território continental, com o risco de transmissão a nível nacional fixado em 1,14.

Carlos Antunes estima que todos os dias 5.700 pessoas fiquem infectadas, mas a média dos últimos sete dias prevê que só 5.200 estão a ser diagnosticadas.

“A evolução rápida aconteceu na primeira vaga, mas com uma grande diferença: na primeira começámos do zero, agora a terceira vaga começou de um patamar de incidência na ordem dos 3.400 casos, de internamentos na ordem das 2.900 camas de hospital; e de óbitos na ordem dos 70 por dia”, explica Carlos Antunes.

O especialista epidemiológico prevê ainda que, a 12 de Janeiro, Portugal possa atingir uma média de 6.500 a 6.600 contágios diários nos sete dias anteriores, 3.200 internamentos hospitalares (524 dos quais em unidades de cuidados intensivos) e 87 mortes.

Por Daniel Costa
5 Janeiro, 2021

 

 

556: Nova variante do SARS-Cov-2 pode exigir novas medidas nas escolas

 

 

SAÚDE/COVID-19-ESCOLAS

Tiago Petinga / Lusa

Graça Freitas argumenta que só pela quantidade de infectados, esta nova variante “pode constituir um risco acrescido”. Novas medidas nas escolas podem ser necessárias.

A nova variante do SARS-CoV-2 foi identificada em Portugal Continental e confirmada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), este domingo. Inicialmente identificada no Reino Unido, a nova variante será 70% mais contagiosa do que o normal e está a preocupar os especialistas de saúde.

Na habitual conferência de imprensa desta terça-feira, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu a possibilidade de o Governo ter de introduzir novas medidas de restrição nas escolas devido a esta nova variante.

Graças Freitas salientou que só pela quantidade de infectados, esta nova variante “pode constituir um risco acrescido”. Além disso, há indicações de que a nova variante pode ter uma maior capacidade de circular entre as crianças e os mais jovens, escreve o Observador. No entanto, Graças Freitas realça que essa hipótese “carece de confirmação”, acrescentando que “não há indícios de que seja mais grave ou mais violenta”.

Neil Ferguson, especialista em doenças infecciosas do Imperial College de Londres e membro do Grupo de Aconselhamento sobre Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes (NERVTAG), defende que embora não se tenha estabelecido uma relação de causalidade, é possível ver nos dados que o vírus “tem uma maior propensão para infectar as crianças”.

Por Daniel Costa
5 Janeiro, 2021

 

 

 

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