501: Primeiros a ser vacinados em Portugal conhecidos em Dezembro

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

A ministra Marta Temido repetiu o que já tinha anunciado em entrevista ao podcast do Partido Socialista, que “há a possibilidade de uma das primeiras vacinas estar calendarizada para chegar em Janeiro”.

© Manuel de Almeida/Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou esta quarta-feira que em Dezembro serão conhecidos os grupos prioritários a serem vacinados contra a covid-19, cuja vacina poderá chegar em Janeiro.

Como armazenar as vacinas, onde será feita a toma e quem serão os primeiros a ser vacinados são algumas das decisões em cima da mesa que deverão ser tornadas públicas “no início de Dezembro”, revelou a ministra da Saúde durante a conferência de imprensa para o balanço da pandemia de covid-19 em Portugal.

Para já, “há a possibilidade de uma das primeiras vacinas estar calendarizada para chegar em Janeiro”, acrescentou., algo que já tinha dito esta quarta-feira de manhã, no podcast do Partido Socialista.

Marta Temido referiu que o processo está a ser desenvolvido pela Comissão Europeia, com o objectivo de conseguir que “os cidadãos tenham acesso a vacinas seguras e eficazes, em tempo igual para todos” e a preços comportáveis.

A cada país cabe a tarefa de operacionalizar a toma e definir quais serão os grupos prioritários. Em Portugal, o plano será conhecido em breve: “Os organismos técnicos estão a trabalhar com resguardo, com tranquilidade, e apresentarão publicamente o planeamento num prazo relativamente curto, no início do mês de Dezembro, o mais tardar”.

A ideia é conseguir uma “administração rápida da vacina” assim que esteja disponível: “Estamos a preparar para caso a vacina chegue em Janeiro, a resposta seja efectiva”.

O planeamento vai desde decidir quem deve ser vacinado, onde devem ser armazenadas as doses, quem serão os profissionais de saúde encarregues deste trabalho ou como devem ser distribuídas as vacinas: “Colocamos em centros de saúde ou em centros de vacinação?”, exemplificou.

Marta Temido admitiu que este é um trabalho complexo que obriga a desenhar vários cenários, uma vez que as eventuais vacinas apresentam características diferentes.

“Temos ainda informação relativamente limitada sobre as indicações de cada uma das potenciais vacinas que vão surgir no mercado e por isso estamos a trabalhar num cenário de incerteza”, explicou.

“O que queremos que aconteça e que o país esteja preparado para assegurar o armazenamento, a distribuição e a administração segura”, reforçou.

A governante explicou que o país “tem de estar preparado” para fazer uma distribuição segura no que toca a garantir os circuitos de transporte, ter profissionais alocados para a administração das vacinas, ter os registos informáticos assim como garantir que são anotadas “reacções adversa que eventualmente surjam”.

Quanto à vacina que deverá vir a ser escolhida, Marta Temido lembrou que essa é uma decisão que ainda não está tomada e que depende de vários factores, desde as condições de segurança, eficácia e temporalidade assim como com a transparência associadas ao processo.

Portugal registou 5.891 novos casos de infecção com o novo coronavírus e 79 mortes associadas à doença covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 3.632 mortes e 236.015 casos de infecção pelo novo coronavírus, estando hoje activos 78.641 casos, mais 1.555 do que na terça-feira.

Segundo o boletim, 54 por cento dos novos casos situam-se na região Norte, que contabilizou nas últimas 24 horas mais 3.191 infecções, seguido de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.637 novos casos.

Diário de Notícias
Lusa
18 Novembro 2020 — 16:42

 

 

500: EUA aprovam primeiro teste à covid para fazer em casa. Dá resultados em apenas 30 minutos

 

 

SAÚDE/COVID-19/TESTES

Guillaume Horcajuelo / EPA

A Food and Drug Administration (FDA), responsável pela aprovação de tratamentos médicos nos EUA, deu “luz verde” a um kit que vai permitir fazer o teste à covid-19 em casa.

Esta terça-feira, a Food and Drug Administration (FDA), responsável pela aprovação de tratamentos médicos nos Estados Unidos, aprovou a utilização de emergência do primeiro teste rápido para detectar o Sars-CoV-2. O teste pode ser realizado em casa e apresenta resultados em 30 minutos.

“Ainda que tenham sido já autorizados testes de diagnóstico que podem ser recolhidos em casa, este é o primeiro que pode ser auto-administrado e fornecer os resultados em casa”, afirma a FDA, citada pela Reuters.

O kit descartável só pode ser utilizado por pessoas com 14 anos ou mais e exigirá uma prescrição médica, limitando provavelmente a utilização inicial. O regulador informou ainda que o kit pode também ser usado em hospitais e locais de atendimento, mas as amostras deverão ser recolhidas por um profissional se os indivíduos testados tiverem menos de 14 anos.

O resultado, positivo ou negativo, será conhecido em apenas 30 minutos, de acordo com a fabricante Lucira Health.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (247.229) e também com mais casos de infecção confirmados (mais de 11,2 milhões).

ZAP //

Por ZAP
18 Novembro, 2020

 

 

499: Pfizer divulga resultados finais da vacina: tem 95% de eficácia e abrange idosos

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

ZAP / Rawpixel

A empresa farmacêutica Pfizer anunciou hoje que a sua vacina contra covid-19 tem uma eficácia de 95% a partir de 28 dias após a primeira dose, elevando a eficácia da vacina com base em resultados em testes já realizados.

“A eficácia foi constante segundo a idade, sexo, raça e etnia”, garante a Pfizer em comunicado, destacando que “a eficácia observada em adultos com mais de 65 anos foi superior a 94%”.

Na mesma nota, citada pela agência noticiosa EFE, a Pfizer refere que, nesta última fase três de avaliação, foram identificados 170 casos confirmados de covid-19, dos quais 162 foram detectados no grupo placebo, em comparação com oito a quem foram administrados a vacina. No total, mais de 41.000 pessoas participaram neste ensaio em todo o mundo.

Havendo luz verde da parte das autoridades de saúde para o uso de emergência, a vacina poderá começar a ser distribuída até final do ano.

Não foram encontrados efeitos secundários graves, com a vacina a ser bem tolerada pelos voluntários. Apenas 3,8% dos voluntários relataram fadiga e outros 2% tiveram dores de cabeça.

“Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta histórica jornada de oito meses para conseguir uma vacina capaz de acabar com esta pandemia devastadora”, declarou Albert Bourla, o director executivo da Pfizer, em comunicado.

A vacina demonstrou-se eficaz de forma consistente em vários parâmetros, incluindo idade e etnia.

ZAP // Lusa

Por ZAP
18 Novembro, 2020

 

 

498: Novos dados indicam que imunidade à covid-19 pode durar anos

 

 

SAÚDE/COVID-19

Amostras de sangue de pacientes recuperados sugerem uma resposta imunológica poderosa e duradoura, relataram os investigadores

© EPA/STR

Mais um sinal de que há luz ao fundo do túnel em relação à pandemia de covid-19. Um novo estudo sugere que a imunidade à covid-19 possa durar anos e talvez até décadas, dando assim a esperança de que a vacina possa colocar termo ao novo coronavírus, avança o New York Times.

Segundo os novos dados, a maioria das pessoas que recuperou da infecção apresenta células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir doenças oito meses após a infecção e ao que tudo indica essas células podem persistir no corpo durante muito mais tempo.

A investigação, publicada online, não foi revista por pares nem difundida numa revista científica, mas é o estudo mais abrangente sobre a memória imunológica em relação ao coronavírus feito até hoje.

“Essa quantidade de memória provavelmente evitará que a grande maioria das pessoas contraiam doenças graves durante muitos anos”, disse Shane Crotty, virologista do Instituto de Imunologia La Jolla, dos Estados Unidos, que co-liderou o novo estudo.

As descobertas provavelmente poderão aliviar os especialistas preocupados com a possibilidade de a imunidade ao vírus poder ter vida curta, o que significaria que as vacinas teriam de ser administradas repetidamente para manter a pandemia sob controlo.

Esta investigação foca-se ainda em outra descoberta recente: os sobreviventes da SARS, causada por outro coronavírus, ainda carregam certas células imunológicas importantes 17 anos após a recuperação.

Investigadores da Universidade de Washington, liderados pela imunologista Marion Pepper, já haviam mostrado que certas células de “memória” que foram produzidas após a infecção pelo coronavírus persistem no corpo durante pelo menos três meses. E um estudo publicado na semana passada também chegou à conclusão que as pessoas que recuperaram da Covid-19 têm células imunes que são poderosas e protectoras mesmo quando os anticorpos não são detectáveis.

Estes estudos “estão todos a pintar o mesmo quadro, de que após umas primeiras semanas críticas, a resposta imunológica parece bastante convencional”, disse Deepta Bhattacharya, imunologista da Universidade do Arizona.

Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, disse que não ficou surpreendida com o fato de o corpo ter uma resposta duradoura porque “é isso que deve acontecer”. Ainda assim, ficou animada com a investigação: “Esta é uma notícia empolgante”.

Um pequeno número de pessoas infectadas no novo estudo não tinha imunidade duradoura após a recuperação, talvez por causa das diferenças nas quantidades de coronavírus a que foram expostas. Mas as vacinas podem superar essa variabilidade individual, disse Jennifer Gommerman, imunologista da Universidade de Toronto. “Isso ajudará a focar a resposta, para que não se obtenha o mesmo tipo de heterogeneidade que se vê numa população infectada”, referiu.

Estes novos dados contrariam a preocupação causada nos últimos tempos pelos relatos de que a diminuição dos níveis de anticorpos pudesse fazer com que a imunidade desaparecesse ao fim de alguns meses, deixando assim as pessoas vulneráveis a uma reinfecção.

No entanto, muitos imunologistas frisam que é natural que os níveis de anticorpos caiam, pois são apenas uma pequena parte do sistema imunológico. E, embora sejam necessários para bloquear o vírus e prevenir uma segunda infecção – algo conhecido como imunidade esterilizante -, as células imunológicas que se “lembram” do vírus com mais frequência são responsáveis ​​pela prevenção de doenças graves.

“A esterilização da imunidade não acontece com muita frequência – essa não é a norma”, disse Alessandro Sette, imunologista do Instituto de Imunologia La Jolla.

O que acontece mais frequentemente nas re-infecções é o sistema imunológico reconhecer o invasor e extinguir rapidamente o vírus, até porque a covid-19 é particularmente lento a causar danos, dando assim ao sistema imunológico tempo suficiente para entrar em acção.

Para este estudo, Alessandro Sette e seus colegas recrutaram 185 homens e mulheres, com idades entre 19 e 81 anos, que se recuperaram da covid-19. A maioria apresentou sintomas leves, que não exigiram uma hospitalização. E a maior parte das pessoas envolvidas no estudo forneceu apenas uma amostra de sangue, enquanto 38 forneceram várias amostras ao longo de muitos meses.

A equipa acompanhou quatro componentes do sistema imunológico: anticorpos, células B que produzem mais anticorpos conforme necessário; e dois tipos de células T que matam outras células infectadas. A ideia era construir uma imagem da resposta imunológica ao longo do tempo, observando os seus constituintes. “Se se olhar apenas para um, podemos estar a perder o quadro completo”, disse Crotty.

O estudo é o primeiro a mapear a resposta imunológica a um vírus em detalhes tão granulares, dizem os especialistas.

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2020 — 09:54

 

 

497: Consumo excessivo de ovos pode aumentar risco de diabetes

 

 

SAÚDE/DIABETES

bunnicula / Flickr

Uma nova investigação, realizada por uma equipa da University of South Australia (UniSA), mostrou que o consumo excessivo de ovos pode aumentar o risco de diabetes.

De acordo com o SciTechDaily, este trabalho de investigação, que analisou dados de 1991 a 2009, é o primeiro a avaliar o consumo de ovos numa grande amostra de adultos chineses. O estudo foi realizado por uma equipa da University of South Australia (UniSA) em parceria com a China Medical University e a Qatar University.

O artigo científico, publicado recentemente no British Journal of Nutrition, indica que as pessoas que consumem regularmente um ou mais ovos por dia, o equivalente a 50 gramas, têm um risco aumentado de diabetes em 60%.

Há dados que indicam que o consumo médio de ovos por dia é de 65g na Europa, 43g na América, 56g na Ásia, 93g em África e de 20g na Oceânia (incluindo a Austrália). Com a prevalência de diabetes na China a ultrapassar os 11%, situando-a acima da média global que é de 8,5%, a diabetes tornou-se um sério problema de saúde pública.

Ming Li, epidemiologista e especialista em saúde pública da UniSA, referiu que o aumento da diabetes é uma preocupação crescente, especialmente neste país asiático, onde as mudanças na dieta tradicional estão a afectar a saúde.

“A dieta é um factor conhecido e modificável que contribui para o início do diabetes tipo 2, portanto, é importante compreender a gama de factores dietéticos que podem impactar a prevalência crescente da doença. Embora a associação entre comer ovos e a diabetes seja frequentemente debatida, este estudo teve como objectivo avaliar o consumo de ovos pelas pessoas a longo prazo e o risco de desenvolver a diabetes”, explicou o investigador.

Segundo Ming Li, um consumo maior de ovos a longo prazo (mais de 38 gramas por dia) aumentou o risco de diabetes entre os adultos chineses em aproximadamente 25%. “Os adultos que comiam regularmente muitos ovos (mais de 50 gramas, ou o equivalente a um ovo por dia) tiveram um risco aumentado de diabetes em 60%.”

Apesar de os resultados sugerirem que um maior consumo de ovos está associado ao risco de diabetes em adultos, o especialista defende que são necessários mais estudos para explorar as relações causais.

ZAP //

Por ZAP
18 Novembro, 2020

Existe uma máxima que diz: tudo o que é excesso, faz mal…

 

 

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