495: Cientista italiano diz que a covid-19 vai ser “como uma constipação” em 2024

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

olgierd-cc / Flickr

Um afamado cientista italiano diz que nos próximos anos a covid-19 poderá tornar-se uma simples constipação. Ainda assim, o especialista alerta que a evolução da pandemia depende de muitas variáveis.

Em declarações ao jornal transalpino Corriere della Sera, Giuseppe Remuzzi, director do Centro de Investigações Farmacológicas Mario Negri, em Milão, argumenta que a chegada de uma vacina não vai eliminar o novo coronavírus e acredita que as medidas de prevenção vão ter de ser mantidas pelo menos até 2024.

Dando o exemplo da mais recente vacina da Pfizer, Remuzzi defende que não vai acabar com o vírus, assemelhando-se às vacinas contra a gripe, que “protegem-nos da doença, mas não a farão desaparecer”.

A farmacêutica Pfizer revelou que dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.

“Grande parte da população será imunizada, mas apenas com a condição de que as medidas de prevenção actuais sejam mantidas. Máscara, distanciamento social, lavagem contínua das mãos. Actualmente, nenhuma vacina será por si só capaz de extinguir a pandemia”, disse o especialista, citado pela Newsweek.

A chegada de vacinas e outras medidas de saúde pública vão fazer com que a covid-19 se torne “como uma constipação”, disse Remuzzi. Questionado sobre durante quanto tempo será preciso manter as regras actuais, o médico diz que “segundo um estudo da Nature, prevê-se que seja em 2024″.

Ainda assim, o cientista italiano realça que a evolução da pandemia depende de muitas variáveis e, por isso, “é impossível prever” a sua trajectória.

A duração da imunidade poderá variar “entre seis a oito meses”, o que “significa que teremos que ser vacinados todos os anos, como acontece com a gripe”. Além disso, Remuzzi prevê que sejam necessárias duas doses da vacina.

“Ter mais de uma [vacina] ajudará a aproximar da meta de cobrir todo o planeta e, enquanto isso, vai permitir que os cientistas aperfeiçoem-nas no decorrer dos trabalhos”, disse ainda Remuzzi.

Quanto à prioridade de administração da vacina, o especialista diz que a resposta é lógica: “Para todos os profissionais de saúde e para as pessoas mais vulneráveis. Depois, continuar, dos maiores de 60 anos, até aos grupos de menor risco da população”.

ZAP //

Por ZAP
15 Novembro, 2020

 

 

494: Vem aí a máscara com sistema de detecção de humidade

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Produto muda de cor, alertando o utilizador para a necessidade de substituição.

Depois do sensor para usar na máscara destinado a medir o ritmo cardíaco e da viseira anti-vírica e anti-embaciamento, inovações ainda estudo, mas lançadas neste ano para ajudar no combate à covid-19, o CeNTI, centro de referência em Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, acaba de anunciar o estudo de uma máscara com um sistema de detecção de humidade.

De acordo com os responsáveis pelo projecto, “a máscara incorporará um sistema em que, na face externa, ocorrerá uma mudança perceptível da cor desse mesmo sistema e indicará ao utilizador o momento em que deverá substituí-la, sob pena da sua eficácia poder ficar comprometida”.

A investigação, em parceria com a Oldtrading, empresa portuguesa do sector têxtil, ainda está na fase de testes, para produzir “os melhores e mais fiáveis resultados”, esperam os técnicos do CenTI.

À Oldtrading caberá a produção das máscaras reutilizáveis, que irão incorporar a nova tecnologia, para sinalizar a saturação de humidade, esta última desenvolvida pelo centro de investigação.

Os promotores do projecto, designado por HydroMask, estimam que o protótipo final da máscara deverá estar concluído até ao final do ano e chegar ao mercado “brevemente”, na esperança de que venha a “reforçar a eficácia da protecção individual e da sociedade contra a propagação da covid-19”.

Para a pesquisa, as duas entidades envolvidas estão a investir 144 252,26 euros, uma verba co-financiada pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, num valor de 115.401,81 euros.

Teresa Costa é jornalista do Dinheiro Vivo.

Diário de Notícias

Teresa Costa
15 Novembro 2020 — 17:46

 

 

493: Comer alimentos picantes reduz risco de morte prematura em 25%

 

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Hans / Pixabay

Os indivíduos que consomem alimentos picantes, sobretudo malagueta, podem viver mais e ter um risco significativamente reduzido de morrer de doenças cardiovasculares ou cancro, de acordo com uma pesquisa que será apresentada nas American Heart Association’s Scientific Sessions 2020.

De acordo com uma pesquisa levada a cabo por investigadores norte-americanos, divulgada no Science Daily, a ingestão abundante do ingrediente picante pode reduzir o risco de morte precoce em 25%.

A investigação revela que os consumidores frequentes apresentam uma predisposição entre 26 a 23% menor de morrerem vítimas de doenças cardiovasculares ou de cancro, respectivamente.

Para analisar os efeitos da malagueta na mortalidade, os cientistas analisaram 4.729 estudos de cinco bancos de dados de saúde globais (Ovid, Cochrane, Medline, Embase e Scopus). Os registos de saúde e dieta de mais de 570.000 indivíduos nos Estados Unidos, Itália, China e Irão foram usados para comparar os resultados daqueles que consumiram malagueta com aqueles que raramente ou nunca comeram.

O estudo descobriu que as pessoas que comiam malagueta tinham uma redução relativa de 26% na mortalidade cardiovascular; de 23% na mortalidade por cancro; e de 25% na mortalidade por todas as causas.

“Ficamos surpreendidos ao descobrir que, nestes estudos já publicados, o consumo regular de malagueta foi associado a uma redução geral do risco de morte por todas as causas, doenças cardiovasculares e cancro”, reagiu o autor Bo Xu, cardiologista da Cleveland Clinic’s Heart, Vascular & Thoracic Institute em Cleveland, Ohio.

As razões e os mecanismos que explicam esta descoberta são, no entanto, desconhecidos.

ZAP //

Por ZAP
14 Novembro, 2020

 

 

492: Primeira vacina da gripe derivada de planta do tabaco arrasou nos ensaios clínicos

 

 

SAÚDE/GRIPE/VACINAS

J. Tregoning, The Lancet, 2020
Nicotiana benthamiana, a parente australiana da planta do tabaco

Uma nova vacina da gripe derivada de uma parente australiana da planta do tabaco foi posta à prova em dois ensaios clínicos de grande escala. E os resultados foram promissores.

Actualmente, a maioria das vacinas da gripe é feita com partículas de vírus cultivadas e colhidas de ovos de galinha ou células cultivadas em laboratório, o que demora meses. As plantas, por sua vez, podem ser projectadas para produzir proteínas seleccionadas e cultivadas em grande escala, o que pode ajudar a aumentar a capacidade de produção.

De acordo com o site Science Alert, os dois ensaios clínicos combinados envolveram quase 23 mil pessoas e os resultados sugerem que esta vacina não é apenas segura, como também pode ser comparada às vacinas da gripe actuais.

Os investigadores usaram uma parente australiana da planta do tabaco – Nicotiana benthamiana – e fizeram-na produzir apenas a camada externa dos vírus da gripe. Então, essas partículas semelhantes a vírus foram extraídas e purificadas sob condições estritas para produzir uma vacina.

“O campo das vacinas derivadas de plantas cresceu muito nos últimos 28 anos, desde que foi demonstrado pela primeira vez [em 1992] que as proteínas virais podiam ser expressas em plantas”, explicou John Tregoning, investigador de doenças infecciosas da Imperial College London, em Inglaterra.

Esta é a primeira vez que uma vacina derivada de uma planta foi testada num ensaio clínico [humano]. É um marco para esta tecnologia e espalha as sementes para outras vacinas e terapêuticas à base de plantas”, acrescentou.

No artigo publicado, no dia 7 de Novembro, na revista científica The Lancet, os cientistas afirmam que o seu sistema pode produzir as primeiras doses de uma vacina recém-desenvolvida em dois meses, depois de ser identificada uma estirpe emergente da gripe.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que esta vacina ainda precisa de obter as aprovações dos reguladores. E, caso o consiga, também é preciso ter em conta que os seus fabricantes têm de ser capazes de produzir milhões de doses todos os anos.

ZAP //

Por ZAP
15 Novembro, 2020

 

 

491: Gripe ou covid? Alguns sintomas (e a sua ordem) podem ajudar a distinguir

 

 

SAÚDE/GRIPE/COVID-19

Investigadores norte-americanos estabeleceram uma lista cronológica do aparecimento dos sintomas em caso de contaminação com o coronavírus, o que pode ajudar os médicos a diagnosticar de forma mais correta antes dos testes.

Depois de o mundo científico se ter dedicado a perceber quais os sintomas associados ao novo coronavírus que provoca as infecções de covid-19, ganha importância também a ordem pela qual aparecem esses sintomas, o que pode ser particularmente útil para os médicos avaliarem de forma mais precoce e eficaz a diferença entre casos de covid e meras gripes comuns.

Segundo o jornal belga LaLibre, investigadores da Universidade da Califórnia do Sul (USC) estudaram os casos de 55 924 pacientes chineses afectados por covid-19 e fizeram uma lista cronológica dos sintomas observados em cada paciente.

O objectivo do estudo passava por estabelecer se a sequência inicial dos sintomas era ou não semelhante em muitos deles. E os resultados, publicados na revista científica Frontiers in Public Health, tendem a provar que realmente existe um padrão semelhante no aparecimento dos sintomas.

Baseado nesse estudo, os investigadores foram, então, capazes de elaborar uma lista dos sintomas de infecção por coronavírus em ordem cronológica:

1) febre
2) tosse
3) dor de cabeça, garganta ou dores musculares
3) náusea e/ou vómito
4) diarreia

Uma ordem que, refere o La Libre, difere daquela que é mais comum em casos de gripe:
1) tosse ou dor muscular
2) dor de cabeça
3) dor de garganta
4) febre
5) náusea e/ou vómito e diarreia

O reconhecimento dessa sequência de sintomas pode ser de particular interesse para os médicos, já que doentes com influenza (gripe sazonal) ou covid-19 são difíceis de distinguir, devido a apresentarem sinais semelhantes (tosse forte, febre).

“Saber essa ordem é especialmente importante quando enfrentamos ciclos de doenças como a gripe que coincidem com a pandemia actual”, disse Peter Kuhn, professor de Medicina e Engenharia Biomédica da USC.

Os sintomas habituais na constipação, na gripe e na covid

Ainda assim, o site do Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, compila a informação actual disponível sobre as semelhanças e diferenças entre a gripe sazonal e a covid-19., que pode ver de forma resumida no gráfico que se segue, que inclui também a simples constipação.

© Infografia DN

De acordo com a informação disponível no CDC, tanto a covid-19 quanto a gripe podem ter vários graus de sinais e sintomas, desde nenhum sintoma (assintomático) até sintomas graves. Os sintomas comuns que a ambas as doenças compartilham incluem:

– Febre ou sensação de febre / calafrios
– Tosse
– Falta de ar ou dificuldade para respirar
– Fadiga (cansaço)
– Dor de garganta
– Nariz pingão ou entupido
– Dores musculares ou dores no corpo
– Dor de cabeça
– Algumas pessoas podem ter vómitos e diarreia, embora isso seja mais comum em crianças do que em adultos

A gripe e a covid são tão semelhantes que mesmo para os médicos de família será muito difícil distinguir uma da outra. A única maneira segura é usar um teste de diagnóstico.

Ambos têm ou podem ter tosse seca, ambos têm febre alta e mal-estar geral. A única diferença importante entre as duas doenças é que na covid-19 a ausência de olfacto, anosmia, é muito comum. Mesmo muitos pacientes moderados com covid-19 têm essa perda de olfacto como o único sintoma. Na covid-19, a sensação de cansaço também é muito mais frequente, o que é relatado por muitos pacientes, lembra a epidemiologista María Elisa Calle, no jornal El País.

Outra diferença pode ser o facto de a gripe ter um início mais súbito, enquanto o covid tende a aparecer mais lentamente. Na covid-19, uma pessoa está infectada e num dia está um pouco ruim, no dia seguinte um pouco pior, no próximo pior, e então é quando aparecem a febre alta e a sensação de cansaço significativo, geralmente acompanhados pela perda do olfacto. Na gripe é tudo muito mais abrupto, você acorda um dia e diz para si mesmo: “Estou tão mal, dói-me tudo!”, acrescenta a especialista espanhola.

No caso de aparecimento de alguns desses sintomas, o procedimento recomendado é ligar para a linha SNS 24 (808 24 24 24).

© EPA/FEHIM DEMIR

Sinais de emergência

De acordo com as recomendações do CDC norte-americano, há sinais de emergência identificados relativamente à covid-19. Se sentir algum ou vários dos sintomas seguintes, deve procurar rapidamente assistência médica:

– Problemas respiratórios
– Dor persistente ou pressão no peito
– Estado de confusão
– Incapacidade para acordar ou ficar acordado
– Lábios ou rosto azulados

Diário de Notícias
DN
14 Novembro 2020 — 22:18

 

 

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