479: Costa anuncia cinco medidas restritivas para 121 concelhos “de elevado risco” e reforços da capacidade de resposta

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/SARS-CoV-2/COVID-19

António Cotrim / Lusa

Após um Conselho de Ministros extraordinário que durou mais de 8 horas, o primeiro-ministro anunciou este sábado novas “medidas imediatas” de combate à pandemia de covid-19. Concelhos “de elevado risco” estão sujeitos a medidas restritivas, e a capacidade de resposta do SNS vai ser reforçada.

Perante o agravamento da situação de pandemia a nível nacional, o Conselho de Ministros reuniu-se este sábado para decretar “acções imediatas” de controlo da pandemia, um dia depois de o primeiro-ministro ter recebido os partidos com assento parlamentar com vista a um consenso sobre estas decisões.

Depois de realçar o “contributo decisivo” dos portugueses para controlar a pandemia, o impacto que as sucessivas fases da mesma tiveram na economia do país, e a “enorme capacidade de resposta” do Serviço Nacional de Saúde, o primeiro-ministro apresentou ao país um conjunto de medidas de combate imediato à pandemia.

A primeira da medidas apresentada é um aumento da capacidade de testagem, que se encontra neste momento nos 24.397 testes por dia. A partir de dia 9 de Novembro, em parceria com a Cruz Vermelha, novos testes de antigénio permitirão obter resultados em menos tempo e com menor custo para “despistar instantaneamente as pessoas”, anunciou António Costa.

Estes testes têm uma precisão menor, realçou o primeiro ministro, mas “permitem responder mais rapidamente” a casos de infecção. A taxa de testes positivos, que em Outubro chegou aos 8%, mantém-se agora numa média de de 4,1%.

António Costa realçou também a importância da app StayAway Covid, actualmente com 2.451.851 downloads registados, cujo uso “poupa também um trabalho muito pesado a quem trabalha no SNS: o de fazer o rastreio de contactos”.

O número de internados “tem vindo a aumentar significativamente”, realçou o primeiro ministro, tendo atingido os 1972, dos quais 286 se encontram nos Cuidados Intensivos”.

Face à pressão crescente da pandemia sobre os serviços hospitalares, António Costa anunciou um reforço das camas hospitalares, a reactivação de espaços de retaguarda para retirar doentes que possam ser tratados noutros espaços e a abertura de novos concursos para a contratação de enfermeiros e médicos intensivistas para as UCI.

“Não basta ter mais camas, é preciso ter mais recursos humanos”, explicou Costa.

“Para agilizar o relacionamento dos utentes”, adiantou também o governante, as declarações de isolamento profilático a apresentar à entidade patronal passam a ser emitidas pela linha SNS24.

Seguidamente, o primeiro-ministro realçou as 5 medidas essenciais que cada cidadão responsável deve cumprir para ajudar o SNS: manter a distância física, usar a máscara nos locais fechados e na via pública, cumprir as regras de etiqueta a tossir em público, lavar e desinfectar as mãos para evitar transportar as mãos, e usar a app app StayAway Covid.

Medidas restritivas para concelhos “de elevado risco”

António Costa explicou então a necessidade de tomar novas medidas restritivas, a aplicar regionalmente em concelhos classificados de “risco elevado”, identificados de acordo com “um critério uniforme para toda a União Europeia“, baseado nas orientações do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Assim, um concelho será considerado como sendo de “risco elevado” se tiver tido uma taxa de 240 casos por cem mil habitantes nos 14 dias anteriores. Neste momento, há 121 concelhos no país, com 7,1 milhões de habitantes, nestas condições.

Nos concelhos que se encontram nestas condições, o primeiro-ministro apresentou um conjunto de restrições, cuja implementação depende das competências do executivo, e que entram em vigor no próximo dia 4 de Novembro “para que todos se organizem”:

Em primeiro lugar, “está reposto o dever cívico de recolhimento domiciliário – cada cidadão deve ficar em casa, limitando as saídas ao essencial”, e com as excepções aplicadas nos meses de Março e Abril;

Em segundo lugar, na organização do trabalho, torna-se nestes concelhos obrigatório o desfasamento de horários “tal como já está legislado” e em vigor;

Em terceiro lugar, os estabelecimentos comerciais encerram às 22h. No caso dos restaurantes, passam a ter um limite de 6 pessoas por mesa e um horário limitado até às 22h30;

Em quarto lugar, os eventos ficam limitados a cinco pessoas, excepto se pertencerem ao mesmo agregado familiar, e estão proibidas as feiras e mercados de levante;

Finalmente, nos concelhos abrangidos pelo critério de “risco elevado”, passa a ser obrigatório o teletrabalho, salvo impedimento do trabalhador.

Quinzenalmente, a lista de concelhos abrangidos pelo critério de “elevado risco“, no qual se encontram actualmente 121 concelhos, será revista. A totalidade do território continental continuará, por mais duas semanas, em situação de calamidade.

O primeiro-ministro anunciou, ainda, que já solicitou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, audiência para eventual declaração do estado de emergência nos concelhos com maior taxa de contágios com o novo coronavírus.

“Já solicitei ao senhor Presidente da República uma audiência, tendo em vista transmitir-lhe o que o Conselho de Ministros entendeu sobre a eventual declaração do estado de emergência aplicável ao conjunto dos concelhos que venham a ser abrangidos caso cumpram o critério de terem mais de 240 infectados por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, declarou António Costa.

“As autoridades existem para nos ajudar”, sublinhou por fim o primeiro-ministro, pedindo responsabilidade a todos os portugueses. “Todos somos poucos para nos ajudarmos uns aos outros”, rematou António Costa.

ZAP //

Por ZAP
31 Outubro, 2020

– Alguém, neste online, na secção de comentários, afirmou que o governo era o culpado da situação e era mau estar agora a culpar a população. FALACIOSO! Simplesmente! Que me “obrigou” a uma resposta no mesmo online que a seguir insiro, pese o facto de não ter nenhuma simpatia por QUALQUER PARTIDO com assento na AR:

Meu comentário: “Nem tudo é culpa deste governo (não tenho partido, para sua informação), mas afirmar que “A governança falhou e agora as culpas são atribuídas à população” é FALACIOSO! A população FALHOU em muita coisa: caminhadas com 20 e mais pessoas ao molho e sem qualquer distanciamento social, comícios, F1, futebóis, festas de aniversário e familiares, casamentos, baptizados, beberricagem em bares, discotecas e afins, etc., etc., etc. é tudo culpa da governança? Ou antes, os IRRACIONAIS e IRRESPONSÁVEIS grunhos labregos que sabem que se encontram actualmente num estado de CALAMIDADE NACIONAL, estão a TRANSGREDIR as regras estipuladas pela governança e pela DGS? O que é que a governança pode fazer nestas situações de IRRESPONSABILIDADE e IRRACIONALIDADE sociais por parte de uma choldra de atrasados mentais?”

 

 

478: Prevenir uma futura pandemia pode estar dependente de apenas três medidas (e podem ser aplicadas já)

 

SAÚDE/PANDEMIAS/PREVENÇÃO

Stolz, Gary M./ Wikimedia

Até 70% das doenças infecciosas que surgiram nos humanos nos últimos 30 anos tiveram origem em animais e foram causadas por patogénicos originados em animais domésticos ou selvagens. Agora, um relatório lança aos princípios básicos para prevenir uma pandemia futura.

Apesar dos números alarmantes, as pandemias não ocorrem com frequência, até pelo contrário, são raras. Contudo, em plena pandemia de covid-19 é importante que a população tenha noção destes perigos e pare de ignorar a potencial ameaça de doenças que se propagam da vida selvagem para os humanos.

Como já mostraram os surtos de doenças como a covid-19, Ébola ou VIH, os custos de lidar com os riscos são menores em comparação com o impacto que as pandemias podem ter nas vidas humanas e na economia mundial. À medida que as pessoas prejudicam os habitats naturais e intensificam a produção e o comércio de gado, o planeta corre cada vez mais o risco de surgimento de mais surtos.

Segundo Julia E. Fa, professora de biodiversidade e desenvolvimento humano na Manchester Metropolitan University, é possível prevenir, detectar e responder a futuras pandemias. O principal campo de batalha é o comércio de carne selvagem.

Num novo relatório apresentado durante a Conferência da Paisagem Global, foram analisados os conhecimentos mais recentes, e os investigadores presentes deixaram algumas recomendações sobre como a população estar um passo à frente da próxima pandemia. Para estes especialistas, um princípio básico de combate a possíveis pandemias passa por reduzir a venda de carnes provenientes de animais selvagens.

De acordo com o documento apresentado, quando a população urbana tem acesso carne selvagem, não são só as populações de animais que tendem a esgotar-se, é também provável que pelo menos uma pessoa que as consome seja infectada por um patogénico de origem selvagem, acabando depois por transmitir a doença ao resto da população.

Contudo, para reduzir a procura de carne selvagem nas cidades é preciso convencer as pessoas de que a carne selvagem é perigosa, e explicar-lhes que existem outras fontes alternativas de proteína, como frango e outras carnes domésticas.

Na opinião dos especialistas, nas regiões onde este comércio é legal, deveriam ser impostas proibições na venda de animais selvagens vivos. As proibições deviam ter como alvo animais que apresentam maior risco: morcegos, roedores e primatas.

Outra forma de diminuir as possibilidades da população mundial voltar a passar por uma pandemia seria dar ouvidos a especialistas em vida selvagem. Como se sabe a saúde humana, animal e ambiental estão intimamente conectadas. Médicos e veterinários discutem como prevenir os surtos e trabalham em conjunto para arranjar soluções.

No entanto, o relatório apresentado defende que é importante ter a colaboração de biólogos e pessoas que trabalham nos sectores de silvicultura, vida selvagem e meio ambiente, como é o caso dos guardas florestais.

Actualmente, os sistemas de rastreamento de patogénicos emergentes no comércio de carne selvagem são quase inexistentes. “Apenas analisando de forma sustentável os habitats, avaliando-os quanto aos riscos de doenças de vários ângulos e controlando o comércio de vida selvagem, se pode esperar um progresso nas questões de saúde pública”, afirma Julia E. Fa.

Por fim, outra medida eficaz seria melhorar a legislação. Segundo o documento, isto significa regulamentar a prática na vida selvagem e, ao mesmo tempo, garantir que milhões de pessoas que dependem da carne selvagem para sobreviver tenham alternativas às quais recorrer.

No relatório também é realçada a importância de introduzir uma legislação, caso o comércio permaneça, que torne esta actividade o mais higiénica possível.

De acordo com o The Conversation, o mundo está a enfrentar uma situação de mudança que exige que cada país se adapte e se prepare para futuras pandemias. Estas medidas globais podem ajudar a população a entender melhor porque é que as doenças infecciosas surgem, e como detê-las.

ZAP //

Por ZAP
30 Outubro, 2020

 

 

477: Cientistas descobrem anticorpo poderoso que combate o vírus

 

SAÚDE/COVID-19/ANTICORPOS

Designado CV30, este anticorpo em forma de Y é 530 vezes mais potente no combate à covid-19 do que os até agora identificados. Cientistas já conseguiram mapear a sua estrutura molecular.

© Chip Somodevilla/Getty Images/AFP

Cientistas do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, nos EUA, descobriram que um potente anticorpo, encontrado no sangue de um recuperado de covid-19, interfere numa característica importante na superfície dos espinhos do novo coronavírus induzindo partes críticas desses espinhos a quebrarem-se e impedindo a infecção.

O anticorpo – uma minúscula proteína em forma de Y que é uma das principais armas do corpo contra patógenos, incluindo vírus – foi isolado pela equipa do Fred Hutch a partir de uma amostra de sangue recebida de um doente do estado de Washington que ficou infectado logo nos primeiros dias da pandemia.

A equipa liderada por Leo Stamatatos, Andrew McGuire e Marie Pancera, reportou que, entre dezenas de diferentes anticorpos gerados naturalmente pelo doente, este – apelidado de CV30 – era 530 vezes mais potente do que qualquer um dos seus concorrentes.

Com recurso a ferramentas utilizadas na área da física de alta energia, os investigadores já conseguiram mapear a estrutura molecular do CV30. Os resultados da investigação foram publicados na terça-feira na revista Nature Communications.

Proteína encontrada usa dois mecanismos para neutralizar o vírus

Os resultados da investigação estão num conjunto de imagens 3D geradas por computador que mostram as formas precisas das proteínas que compreendem as estruturas superficiais críticas dos anticorpos, o pico do coronavírus e o local de ligação do pico nas células humanas. Os modelos mostram como essas estruturas podem encaixar-se como peças de um quebra-cabeça 3D.

“O nosso estudo mostra que esse anticorpo neutraliza o vírus através de dois mecanismos: sobrepõe-se ao alvo do vírus nas células humanas, e induz a libertação ou dissociação de parte do pico [do coronavírus]”, explicou uma das cientistas, Marie Pancera.

O trabalho da equipa do Fred Hutch com o CV30 baseia-se na de outros biólogos estruturais que estão a estudar uma família crescente de anticorpos neutralizantes potentes contra o novo coronavírus.

O objectivo da maioria das potenciais vacinas contra a covid-19 é estimular e treinar o sistema imunológico para produzir anticorpos neutralizantes semelhantes, que podem reconhecer o vírus como um invasor e interromper a infecção antes que esta se instale no organismo.

Diário de Notícias
DN
29 Outubro 2020 — 08:37

 

 

476: Como é que as pandemias acabam? A História sugere que as doenças vêm para ficar (durante milénios)

 

CIÊNCIA/SAÚDE/PANDEMIAS

olgierd-cc / Flickr

Uma combinação de esforços de saúde pública para conter e mitigar a pandemia veio ajudar a controlá-la. No entanto, epidemiologistas acreditam que as doenças infecciosas, como é o caso da covid-19, nunca desaparecem. 

Ao longo dos últimos meses (quase um ano), com mais de 37 milhões de casos de covid-19 e mais de 1 milhão de mortes em todo o mundo, toda a gente se pergunta quanto tempo é que faltará até a pandemia terminar.

Epidemiologistas e especialistas em saúde pública têm usado modelos matemáticos para tentar prever o futuro num esforço para conter a disseminação do novo coronavírus. Mas a modelagem de doenças infecciosas é complicada e um estudo publicado na revista Nature alerta que os “modelos não são bolas de cristal” – mesmo versões sofisticadas, não conseguem revelar quando é que a pandemia irá terminar ou quantas pessoas irão morrer.

Quando a covid-19 apareceu, esperava-se que o vírus simplesmente desaparecesse e alguns argumentaram até que desapareceria com o calor do verão ou que a imunidade de grupo resolveria o problema. Mas isso não aconteceu.

Uma combinação de esforços de saúde pública para conter e mitigar a pandemia – desde testes e rastreamento de contactos ao distanciamento social e uso de máscaras – provou ajudar. Mas dado que o vírus se espalhou por todo o mundo, tais medidas não ditaram o fim e todos os olhos se voltaram para o desenvolvimento de vacinas.

No entanto, os especialistas dizem que mesmo com uma vacina bem-sucedida e um tratamento eficaz, a covid-19 pode nunca desaparecer. Mesmo que a pandemia seja contida numa parte do mundo, provavelmente continuará noutros lugares e o vírus irá tornar-se endémico – o que significa que a transmissão lenta e sustentada persistirá.

Uma vez que surgem, as doenças vêm para ficar

De acordo com o The Conversation, sejam bactérias, vírus ou parasitas, todos os patógenos de doenças dos últimos milhares de anos continuam activos, visto ser quase impossível erradicá-los totalmente.

A única doença que desapareceu por meio da vacinação foi a varíola, cujas campanhas de vacinação lideradas pela Organização Mundial de Saúde nas décadas de 1960 e 1970 foram bem-sucedidas e, em 1980, a doença foi declarada a primeira doença humana a ser totalmente erradicada.

Doenças endémicas como a malária, que é transmitida via parasita, são quase tão antigas quanto a humanidade e ainda hoje estão presentes e infectam pessoas em várias partes do mundo – em 2018, houve cerca de 228 milhões de casos de malária e 405 mil mortes em todo o mundo.

Da mesma forma, doenças como a tuberculose, a lepra e o sarampo existem há vários milénios e, apesar de todos os esforços, a erradicação ainda não está à vista.

Mesmo as infecções que têm agora vacinas e tratamentos eficazes continuam a tirar vidas, como é o caso da peste negra, que é a doença infecciosa mais mortal da história humana.

Nos últimos cinco mil anos, houve pelo menos três pandemias de peste negra que mataram centenas de milhões de pessoas, sendo a mais notória de todas em meados do século XIV. E hoje em dia, encontram-se várias semelhantes da peste com o novo coronavírus.

Além disso, numa época de viagens aéreas globais, mudanças climáticas e distúrbios ecológicos, estamos constantemente expostos à ameaça de doenças infecciosas emergentes, enquanto continuamos a sofrer de doenças muito mais antigas que permanecem vivas.

Um estudo sobre a carga global de doenças revela que a mortalidade anual causada por doenças infecciosas é quase um terço de todas as mortes no mundo.

Quando os programas de vacinação são enfraquecidos, as infecções podem voltar com força total. Basta olhar para o caso do sarampo e da poliomielite, que reaparecem assim que os esforços de vacinação diminuem.

ZAP //

Por ZAP
27 Outubro, 2020

 

 

475: Estudo mostra que manter janelas abertas é muito eficaz no combate à covid-19

 

SAÚDE/COVID-19

Estudo da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, revela que a ventilação natural e contínua elimina até 70% da minúsculas partículas virais suspensas no ar.

© EPA/DIVYAKANT SOLANKI

Manter as janelas abertas o máximo de tempo possível pode ser uma ferramenta crucial para conter a transmissão da covid-19, adianta um estudo realizado por um grupo de físicos da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, que mostrou que essa regra também se aplica às salas de aulas.

A ventilação contínua reduz significativamente a presença de minúsculas partículas virais suspensas no ar – os chamados aerossóis, responsáveis pela transmissão aérea – que, especialmente em ambientes fechados, podem representar um veículo de disseminação do vírus. Os resultados desta investigação foram publicados na revista Physics of Fluids.

O aerossol é composto por uma suspensão de partículas muito pequenas, menores que cinco micrómetros (milésimos de milímetro), emitidas durante a respiração ou resíduos de gotículas maiores produzidas durante a fala. As partículas podem ficar ou ser transportadas no ar durante um tempo que ainda não foi estabelecido. Esta questão tem sido discutida desde o início da pandemia.

A transmissão aérea (em ambientes fechados ou ao ar livre, mas em locais muito movimentados) não fazia parte das possíveis vias de contágio e só recentemente foi oficialmente incluída na lista por algumas autoridades de saúde de referência, como os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA. No entanto, hoje é consensual.

Os investigadores deste estudo norte-americano usaram modelos computacionais para reproduzir o movimento das minúsculas partículas de saliva contidas no aerossol, sob várias condições ventilação dentro de uma sala de aula. Os resultados mostram que as partículas podem ser transmitidas mesmo a distâncias de quase 2,5 metros, porque são transportadas por correntes e outros movimentos do ar. Mas a boa notícia está aí: quase 70% das gotas do tamanho de um micrómetro são eliminadas da sala de aula quando as janelas são mantidas abertas.

“O estudo é interessante”, disse ao jornal italiano La Stampa Daniele Contini, investigador do Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima de Itália, não envolvida no estudo, “visto que fornece mais evidências do papel da boa ventilação”. Os dados estão a acumular-se. “Alguns estudos anteriores realizados em hospitais e em áreas equipadas para quarentena, mostram que, em estruturas onde vigorava a regra de ventilação dos quartos, as concentrações do vírus no ar eram em média muito mais baixos”, indicou ainda o especialista.

Se manter a janela aberta é uma arma válida para combater a covid-19, ligar o ar condicionado – o que não é muito comum nas escolas -, pelo contrário, não é um método eficaz. De acordo com o estudo, o ar condicionado remove cerca de 50% dessas partículas, enquanto o restante permanece no ar ou se deposita nas superfícies e pode, posteriormente, reentrar na circulação. “Se optar pelo ar condicionado – acrescenta Contini – o ideal seria optar por sistemas que não sejam baseados na re-circulação, ou seja, que não aproveitem apenas o ar interno, mas também de fora”. Nos carros e meios de transporte, essa opção geralmente está presente, ao contrário do que acontece habitualmente em aparelhos de ar condicionado em casas ou escritórios.

Diário de Notícias
DN
27 Outubro 2020 — 11:14

 

 

474: Será esta? Vacina de Oxford produz “resposta imune robusta”

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

O tempo vai passando e a pandemia por COVID-19 está a atingir cada vez mais pessoas. Pela Europa vários países têm “quebrado” recordes no que diz respeito a novos infectados e tal cenário não é positivo para os serviços de saúde.

No entanto, parece existir uma “luz ao fundo do túnel”. A Vacina de Oxford conseguiu produzir uma resposta imune robusta em pessoas com mais de 55 anos.

Das dezenas de vacinas em produção, algumas estão já em fases adiantadas, com testes em humanos. A vacina que a Rússia produziu, está a ter bastante sucesso, segundo a revista científica britânica “The Lancet” mas ainda não chegou ao “mercado”.

Vacina produz Anticorpos que conseguem bloquear partículas e linfócitos T

Já no caso de uma das primeiras promessas, a vacina de Oxford, os testes pararam em Setembro porque um paciente que participava no estudo de imunidade adoeceu sem qualquer razão aparente.

Entretanto, os trabalhos foram retomados e parecem existir finalmente boas notícias! No seguimento dos testes realizados em Julho, confirma-se que a vacina de Oxford produz “resposta imune robusta”. Segundo o Financial Times, a vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford consegue produzir anticorpos neutralizantes. Ou seja, estes anticorpos conseguem bloquear partículas estranhas e linfócitos T, um tipo de glóbulo branco que destrói as células infectadas.

Na semana passada um médico brasileiro de 28 anos, que fazia parte da equipa de voluntários e tomava o placebo acabou por falecer.

Relativamente à vacina ainda não existe mais informação concreta. Sabe-se, no entanto, que Portugal espera 6,9 milhões de vacinas. Caso funcione, a primeira remessa pode chegar já em Dezembro.

No mundo são vários os laboratórios que estão a trabalhar intensamente numa vacina para a COVID-19. Os resultados ainda não são os esperados, mas tem havido algumas evoluções. Na área da aviação poderá estar também a caminho um enorme desafio! Segundo informações, serão necessários 8000 aviões jumbo para fazer distribuição da vacina pelo mundo.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
26 Out 2020

 

 

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