367: Estudo revela os factores que maior risco de morte têm para os doentes com covid-19

 

SAÚDE/COVID-19

(CC0/PD) OrnaW / Pixabay

A idade é o factor que mais peso tem na mortalidade por covid-19 e das doenças preexistentes as que mais aumentam o risco de morte são as cardíacas e renais, concluiu um estudo nacional com mais de 20.000 infectados.

O estudo conclui que, depois dos problemas cardíacos e renais, as deficiências imunológicas (por exemplo, o vírus da sida), a doença neurológica e a doença hematológica crónica são os factores que maior risco de morte têm para os doentes com covid-19. De seguida aparecem a doença hepática, a doença pulmonar, a doença oncológica e a diabetes.

O trabalho foi elaborado por um grupo de investigadores portugueses de sete institutos/departamentos da Faculdade de Medicina (Universidade de Lisboa) e de outras instituições, como o Instituto Ricardo Jorge e a Universidade Católica.

Este primeiro estudo nacional publicado numa revista científica internacional inclui dados — cedidos pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) – de 20.293 pessoas infectadas com SARS-CoV-2 entre 01 de Janeiro e 21 de Abril 2020.

“É a primeira vez que a mortalidade por COVID-19 foi modelada em Portugal tendo em conta a publicação oficial numa revista científica internacional revista por pares”, sublinha um dos autores.

A modelação estatística da mortalidade neste estudo usou três modelos. O principal registou uma influência dominante da idade superior a 55 anos no aumento das chances de mortalidade por covid-19, mesmo ajustando para a presença de comorbilidades (doenças que a pessoa já tinha quando ficou infectada).

O primeiro modelo secundário, que analisou apenas os doentes sem comorbilidades, registou igualmente uma influência acentuada da idade superior a 55 anos no aumento das chances de mortalidade por covid-19, e o segundo, específico para cada uma das comorbilidades, ajustando para o sexo e idade, registou que as doenças com maior risco de morte é a cardíaca (com 6,40 de rácio de probabilidades), seguida da renal (4,97).

De qualquer forma, os autores sublinham que os resultados apurados “devem ser interpretados com precaução” pois têm limitações como o facto de serem referentes ao primeiro período de infecção em Portugal, compreendido entre Janeiro e Abril 2020, “podendo sofrer alterações se entretanto novos dados forem cedidos pela DGS” e não haver dados sobre os sintomas e resultados dos testes laboratoriais.

Apontam ainda como limitações a possibilidade de “existir um sub-relatório de casos com manifestações ligeiras”, a “impossibilidade de ajustar a sequência temporal dos eventos” e a falta de alguns dados.

O estudo foi elaborado por investigadores do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, do Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública (IMPSP) da Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa (UL), do Instituto de Saúde Baseada na Evidência (ISBE), do Laboratório de Biomatemática da Faculdade de Medicina, do Católica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing, da Universidade Católica Portuguesa, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, do Cochrane Portugal (Faculdade de Medicina), e da Unidade de Epidemiologia do Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública (UL), da Clínica Universitária de Estomatologia e do Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB), ambos da Faculdade de Medicina.

ZAP // Lusa

Por Lusa
30 Julho, 2020

 

366: Estudo: Extracto de algas é eficaz para combater o novo coronavírus

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS

Investigadores norte-americanos procuraram criar um antivírus que sirva de isco para enganar e neutralizar o covid-19. E mostrou resultados melhores que o medicamento Remdesivir.

Um extracto de algas comestíveis demonstrou ser mais eficaz a inibir a infecção por SARS-CoV-2 em células de mamíferos do que o medicamento Remdesivir.

O antiviral habitualmente utilizado para combater a covid-19 e que a Comissão Europeia anunciou, esta quarta-feira, um investimento de 63 milhões de euro no Remdevisir para garantir o tratamento de cerca de 30 mil pacientes da União Euroeia que apresentam sintomas graves de covid-19.

O artigo, publicado pela Cell Discovery e citado pelo jornal espanhol ABC, analisou a actividade antiviral de três variantes da heparina anticoagulante e dois fucoidanos (RPI-27 e RPI-28) extraídos de algas marinhas. Os investigadores compararam a eficácia desses compostos em testes de laboratório com a do Remdesivir.

Esta investigação faz parte da estratégia do Centro de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS) do Instituto Politécnico Rensselear, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que estão a desenvolver um antivírus para combater a covid-19.

Sabe-se que a proteína spike na superfície do SARS-CoV-2 se liga ao receptor ACE-2, uma molécula na superfície das células humanas. Uma vez ancorado, o vírus insere o seu próprio material genético na célula para produzir réplicas do vírus.

Investigações anteriores mostraram que esta técnica funciona para capturar outros vírus, incluindo dengue, zika e gripe A.

“Estamos a aprender a travar a infecção viral; este é o conhecimento de que necessitamos se quisermos enfrentar rapidamente outras pandemias”, diz o investigador principal, Jonathan Dordick. “A verdade é que não temos grandes antivirais. Para nos protegermos contra futuras pandemias, precisaremos de um arsenal que possamos adaptar rapidamente aos vírus emergentes”, admitiu.

Os investigadores realizaram um estudo de resposta à dose conhecida como EC50, abreviatura da concentração efectiva do composto que inibe 50% da infecciosidade viral, com cada um dos cinco compostos nas células. Os resultados de um EC50, dados numa concentração molar, são um valor mais baixo que indica um composto mais potente.

De todos os compostos, o extracto de algas RPI-27 foi o mais potente: produziu um valor de EC50 de cerca de 83 nanomolar, enquanto o remdesivir, num trabalho anterior, produziu um EC50 de 770 nanomolar.

“O que nos interessa é encontrar uma nova maneira de travar a infecção”, explica Robert Linhardt. “Actualmente, acredita-se que a infecção por covid-19 começa no nariz e acreditamos que qualquer uma dessas substâncias possa ser a base de um spray nasal. Dessa forma, o tratamento precoce da infecção, ou mesmo antes da infecção, travaria o vírus antes de ele entrar no organismo”.

Diário de Notícias

DN

 

365: Estudo português dá nova vida a velhos fármacos para combater a covid-19

 

SAÚDE/INVESTIGAÇÃO/COVID-19

O Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (LAQV-REQUIMTE), em colaboração com o Grupo de Investigação 3B”s da Universidade do Minho, acredita que o impacto deste estudo – em que se mostra que a dexametasona pode actuar nas lesões pulmonares dos doentes mais graves com covid-19. Entrevista a Ana Rita Duarte, coordenadora do trabalho.

© Orlando Almeida / Global Imagens

O Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (LAQV-REQUIMTE), em colaboração com o Grupo de Investigação 3B”s da Universidade do Minho, acredita que o impacto deste estudo – em que se mostra que a dexametasona pode actuar nas lesões pulmonares dos doentes mais graves com covid-19 – tem relevância não só em Portugal como a nível mundial. “Em Portugal temo-nos tornado pioneiros no estudo de misturas eutécticas para várias aplicações, entre as quais aplicações biomédicas, e a investigação que se faz é muitíssimo reconhecida a nível internacional”, afirma Ana Rita Duarte, coordenadora do trabalho.

Qual a conclusão deste estudo?
Este estudo, tal como outros que temos vindo a realizar com misturas eutécticas para fins farmacêuticos, tem como objectivo melhorar a disponibilidade dos fármacos actualmente disponíveis. Neste estudo demonstramos que a solubilidade da dexametasona num meio aquoso, como o do nosso organismo, aumenta 65 vezes em relação ao fármaco puro; para além disso a sua permeabilidade duplica.

De que forma?
Ou seja, com esta abordagem podemos dar nova vida a fármacos existentes. Uma das principais desvantagens dos medicamentos é o facto de se dissolverem muito pouco em água, o que faz que seja preciso tomar uma dose muito mais elevada do que a necessária para ter o efeito pretendido, aumentando por consequência os efeitos secundários. Com esta tecnologia podemos aumentar a sua eficácia sem ter que aumentar a concentração tomada pelos pacientes tornando os fármacos mais eficazes e mais seguros. Para além disso usando solventes eutécticos, seguimos uma abordagem muito mais simples do que as formulações típicas para este tipo de medicamentos, reduzindo ao mesmo tempo os custos e o impacto ambiental.

O que é a dexametasona e de que forma pode aumentar a sobrevivência dos doentes (graves) com covid-19?
A dexametasona é um fármaco glucocorticoide, da categoria dos corticosteroides (versão sintética de hormonas produzidas pelas glândulas supra-renais), com elevado poder anti-inflamatório e imunossupressor, que tem indicação em diversas patologias. A patologia covid-19 está associada a lesões pulmonares difusas. Os glucocorticoides, e concretamente a dexametasona, podem modular o processo inflamatório subjacente, diminuindo a extensão dessas lesões e, consequentemente, reduzindo a progressão para insuficiência respiratória e morte. É de salientar que no estudo reportado pela Universidade de Oxford se conclui que a administração da dexametasona reduziu em 35% o risco de morte em doentes ventilados, e em 20% em doentes oxigenados, não havendo, no entanto, melhorias significativas em pacientes com sintomas ligeiros.

O vosso estudo é de 2018. Isso quer dizer que foi feito a pensar noutras doenças?
Sim, o nosso estudo foi planeado no âmbito do trabalho de investigação em engenharia de tecidos e medicina regenerativa, realizado no grupo 3B”s. O objectivo inicial era a preparação de um implante para regeneração óssea, no âmbito da engenharia biomédica. A combinação de ácido ascórbico com dexametasona é normalmente utilizada para promover a transformação de células estaminais em células osteogénicas (de osso), pelo que desenvolvemos um biomaterial à base de polímeros naturais impregnado com uma combinação de cloreto de colina com ácido ascórbico e dexametasona.

Qual a importância de estudos como estes para o avanço no uso de fármacos em Portugal e no mundo?
A grande maioria dos fármacos actualmente desenvolvidos pelas farmacêuticas têm problemas de solubilidade e/ou permeabilidade, o que quer dizer que a eficácia quando administrados é relativamente baixa. Daí surge a necessidade de encontrar veículos alternativos que permitam melhorar estes parâmetros. Esta vertente da química verde aliada à farmácia pode permitir novos desenvolvimentos em terapêuticas para as quais os fármacos disponíveis apresentam estas desvantagens.

E qual será o impacto, em termos gerais?
O impacto deste estudo tem relevância não só em Portugal como a nível mundial. Em Portugal temo-nos tornado pioneiros no estudo de misturas eutécticas para várias aplicações, entre as quais aplicações biomédicas, e a investigação que se faz é muitíssimo reconhecida a nível internacional.

Quem é a equipa responsável por este trabalho? Quando tempo demorou a fazê-lo?
A equipa responsável por este trabalho é liderada por mim, Ana Rita Duarte e Alexandre Paiva da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Da equipa fazem ainda parte a Dra. Joana Silva e o Prof. Rui L. Reis, do grupo de investigação 3B”s da Universidade do Minho. O trabalho decorreu durante sensivelmente um ano.

Qual o investimento aplicado neste trabalho e de onde provém?
O investimento vem principalmente de fundos públicos, através de concursos nacionais e/ou internacionais altamente competitivos. Nomeadamente este projecto foi co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, através da bolsa de pós-doutoramento da Dra. Joana Silva, do projecto DESzyme, e pela Comissão Europeia através da bolsa ERC Consolidator DES Solve do European Research Council (Conselho Europeu para a Investigação), financiada em 1,87 milhões de euros, em 2017.

Este artigo faz parte de uma série dedicada aos investigadores portugueses e é apoiada por abbvie

364: Níveis de ferro no sangue são essenciais para vida mais longa e saudável

 

CIÊNCIA/SAÚDE

Altos níveis de ferro no sangue reduzem os nossos anos saudáveis de vida. Manter esses níveis sob controlo pode impedir danos relacionados com a idade, conclui um novo estudo.

Uma equipa de investigadores descobriu que várias regiões genómicas associadas a uma vida mais longa e saudável também estão envolvidas no metabolismo do ferro no sangue. Muitas doenças relacionadas com a idade podem, assim, derivar de níveis anormais deste mineral importante para o corpo humano.

O metabolismo celular do ferro é geralmente regulado por vários genes, escreve o New Atlas, e mutações nesses mesmos genes podem levar a distúrbios do metabolismo do ferro.

Os cientistas analisaram três grandes conjuntos de dados genómicos públicos de forma a perceber quais genes estão associados à longevidade. Foi então que os investigadores da Universidade de Edimburgo e do Instituto Max Planck encontraram dez regiões genómicas correlacionadas a uma vida mais longe e saudável.

Cinco delas nunca tinham sido associadas anteriormente à longevidade. Mais relevante ainda, várias das regiões identificadas continham genes envolvidos na metabolização do ferro. Os resultados do estudo foram publicados, este mês, na revista científica Nature Communications.

A metabolização irregular de ferro observada no estudo não é suficiente para causar problemas graves relacionados com o metal, mas resulta numa acumulação de ferro em partes do corpo que frequentemente sofrem degeneração relacionada com a idade.

“Estamos muito empolgados com estas descobertas, pois elas sugerem fortemente que altos níveis de ferro no sangue reduzem os nossos anos saudáveis de vida, e manter esses níveis sob controlo pode impedir danos relacionados com a idade”, diz o autor do estudo, Paul Timmers, num comunicado divulgado pela Universidade de Edimburgo

“Especulamos que as nossas descobertas sobre o metabolismo do ferro também possam começar a explicar por que níveis muito altos de carne vermelha rica em ferro na dieta foram associados a condições relacionadas com a idade, como doenças cardíacas”, acrescentou.

Além deste novo estudo, há ainda cientistas a tentar explorar se a redução dos níveis de ferro no cérebro pode retardar ou impedir o declínio cognitivo.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2020

 

363: Primeira máscara que inactiva novo coronavírus criada em Portugal

 

CIÊNCIA/SAÚDE/COVID-19/PROTECÇÃO

(dr) Mo

A primeira máscara têxtil e reutilizável com capacidade comprovada para inactivar o novo coronavírus foi criada em Portugal, num projecto de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica.

Em causa está a máscara MOxAd-Tech, que “superou com sucesso os testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, tornando-a na primeira máscara com capacidade de inactivar o vírus SARS-CoV-2”, informa, em comunicado, o consórcio responsável pela inovação.

Composto pela fabricante Adalberto, a retalhista do grupo Sonae Fashion (Mo), o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e a Universidade do Minho, este projecto “de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica” permitiu, então, “o desenvolvimento de uma máscara reutilizável de elevado desempenho”, que além de ser feita de um tecido com características anti-microbianas, tem agora “protecção adicional” comprovada.

Após vários testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes chegou-se à conclusão de que “a máscara beneficia de um revestimento inovador que neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando este entra em contacto com o tecido, efeito que se mantém mesmo depois da realização de 50 lavagens”.

Pedro Simas, investigador e virologista deste instituto, explica, em nota de imprensa, que “os testes à máscara MOxAdtech revelaram uma inactivação eficaz do SARS-CoV-2 mesmo após 50 lavagens, onde se observou uma redução viral de 99% ao fim de uma hora de contacto com o vírus, de acordo com os parâmetros de testes indicados na norma internacional”.

“De forma simplificada, estes testes consistem na análise do tecido após o contacto com uma solução que contém uma determinada quantidade de vírus, cuja viabilidade se mede ao longo do tempo”, adianta o especialista.

Estas máscaras, produzidas em Portugal, estão já a ser comercializadas por 10 euros no país e também em toda a União Europeia.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Julho, 2020

Eu já utilizo esta máscara desde que saiu para o mercado.

 

362: A Salmonella encontrou uma forma de evitar ser lavada das nossas saladas

 

SAÚDE/MICROBIOLOGIA

Marcia Coimbra / Flickr

Algumas estirpes de bactérias Salmonella encontraram uma forma de fugir às defesas das plantas e de se infiltrar nas suas folhas: uma estratégia que é eficaz o suficiente para protegê-las quando estas são lavadas para consumo.

De acordo com o site Science Alert, esta estratégia acontece através dos estômatos, pequenos orifícios nas folhas das plantas que abrem e fecham naturalmente para permitir que estas arrefeçam e respirem.

A equipa de cientistas responsável pelo estudo, publicado na revista científica Frontiers in Microbiology, passou por um processo minuciosamente detalhado para estudar como os estômatos dos espinafres e da alface respondiam aos patógenos da Salmonella, Listeria e Escherichia coli, os quais podem infectar as plantas sem deixar vestígios.

Foi assim que o método de ataque da Salmonella foi descoberto, e isso tem implicações em como a nossa comida pode ser protegida no futuro – tanto no cultivo como no processamento para venda e alimentação.

“A novidade é como as bactérias não hospedeiras estão a evoluir para contornar a resposta imunitária das plantas. São realmente oportunistas. Quando vemos estas interacções incomuns, é aí que começa a ficar complexo”, declarou o biólogo Harsh Bais, da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos.

“Agora, temos um patógeno humano a tentar fazer o que os patógenos vegetais fazem. E isso é assustador“, acrescenta.

A lavagem e até tratamentos químicos não conseguem limpar as bactérias que já chegaram às folhas de uma planta. Quando se trata de agricultura vertical, as infecções podem espalhar-se facilmente pelos sistemas de água e pelo toque humano.

Porém, há esperança – e se entendermos melhor as ameaças, podemos protegê-las melhor. Controles biológicos e rígidos controles de segurança para sistemas de irrigação e limpeza podem ser adaptados para manter os nossos alimentos em segurança, destaca a equipa.

ZAP //

Por ZAP
22 Julho, 2020

 


 

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