324: ONU chama a atenção para consumo de tramadol (erradamente considerado menos letal que fentanil)

 

SAÚDE/MEDICAMENTOS

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A crise derivada do consumo excessivo de opióides e as mortes daí decorrentes já levaram empresas norte-americanas que os produzem a receber milhares de acções judiciais. Contudo, a Organização das Nações Unidas (ONU) chama a atenção para “a outra crise dos opióides” – uma epidemia menos divulgada nos EUA, mas que tem crescido exponencialmente em países mais vulneráveis.

Essa crise, revelou a Time, é causada pelo tramadol, um medicamento utilizado para tratar a dor, considerado mais seguro que a oxicodona e o fentanil, opióides que causaram tanta devastação nos EUA. Mas o tramadol é agora a raiz de uma epidemia que tem afectado países mais vulneráveis, desde a Índia ao Médio Oriente.

O abuso em massa do tramadol opióide está a criar um caos internacional que alguns especialistas atribuem a uma brecha na regulamentação de narcóticos e a um erro de cálculo relativo ao perigo do medicamento.

O opióide sintético foi apontado como uma maneira de aliviar a dor, com pouco risco de abuso. Ao contrário de outros opióides, o tramadol fluía livremente, sem controlo internacional como existe para drogas mais perigosas. Mas o seu abuso é actualmente tão desenfreado que alguns países estão a pedir às autoridades que intervenham.

A Grunenthal, empresa alemã que originalmente produziu o medicamento, argumenta que o problema são as pílulas falsificadas. Segundo a empresa, os reguladores internacionais dificultam a entrada de entorpecentes em países com sistemas de saúde desorganizados e, adicionar tramadol a essa lista, priva os pacientes com dor de aceder a qualquer opióide.

“Este é um enorme dilema de saúde pública”, disse o Gilles Forte, secretário do comité da Organização Mundial da Saúde (OMS), entidade que recomenda como os medicamentos devem ser regulamentados. O tramadol está disponível em zonas de guerra e nações empobrecidas porque não é regulamentado. Mas o seu consumo é excessivo por esse mesmo motivo. “É realmente um equilíbrio muito complicado de encontrar”, referiu.

Embora o tramadol não seja tão mortal como outros opióides, organismos que vão desde os EUA ao Egipto e à Ucrânia perceberam que os perigos da droga são maiores do que se pensava e estão a trabalhar para controlar a sua comercialização.

No estado indiano de Punjab – centro da epidemia de opióides na Índia – as pílulas circulavam por toda a parte, podendo ser adquiridas nas farmácias, como medicamentos legítimo, mas também falsificações obtidas nos vendedores ambulantes.

Este ano, as autoridades apreenderam centenas de milhares de comprimidos, proibiram a maioria das vendas nas farmácias e fecharam fábricas de comprimidos, elevando ainda o preço das embalagens.

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O governo abriu também uma rede de centros de tratamento, temendo que os viciados em opióides começassem a consumir à heroína, por desespero. Milhares de pessoas recorreram a esses locais, buscando ajuda para gerir o desmame da medicação, visto que, para alguns, o tramadol tornou-se tão essencial quanto a comida.

Jeffery Bawa, membro do Gabinete das Nações Unidas para Drogas e Crime, percebeu o que estava a acontecer em 2016, quando viajou para o Mali, em África, um dos países mais pobres do mundo, dominado pela guerra civil e pelo terrorismo. Quando questionou a população sobre as suas maiores preocupações, a maioria não referiu a fome ou a violência, mas sim o tramadol.

De acordo com um dos relatos, as crianças andavam pelas ruas a tropeçar, devido aos opióides que os pais adicionavam ao chá para aliviar a dor da fome. Dados das autoridades nigerianas mostram que o número de pessoas que vivem com dependência é agora muito maior do que o número de pessoas com SIDA ou VIH.

Nos Camarões, o tramadol está tão difundido que os cientistas acreditaram ter descoberto, há alguns anos, uma versão natural com raízes de árvores. Mas não se tratava de algo natural: os agricultores compravam pílulas e alimentavam o gado para afastar os efeitos do calor. O seu lixo contaminava o solo e o produto químico acabava por penetrar nas árvores.

A polícia começou a encontrar pílulas de tramadol com terroristas, que as traficavam para financiar as suas redes e as tomavam para reforçar sua capacidade de violência, disse Jeffery Bawa. A maior parte provinha da Índia, onde a ampla indústria farmacêutica é alimentada por genéricos baratos. As fábricas de comprimidos produzem imitações e vendem-nas para o mercado mundial, em doses que excedem os limites médicos.

Em 2017, a polícia informou que 75 milhões de dólares (aproximadamente 67 milhões de euros) em tramadol, provenientes da Índia, foram confiscados quando estavam a ser transportados para o grupo terrorista Estado Islâmico.

As autoridades interceptaram também 600 mil comprimidos dirigidos ao Boko Haram. Outros três milhões foram encontrados num camião com destino ao Níger, em caixas disfarçadas com o símbolo da ONU. A agência alertou que o tramadol estava a desempenhar “um papel directo na desestabilização da região”.

Mas alguns países ricos preocupados com o aumento do abuso também estão a tentar conter o uso da droga, com o Reino Unido e os EUA a regulamentarem o tramadol em 2014. Na Dinamarca, o medicamento não era controlado até 2017, altura em que jornalistas pediram a médicos para revisar estudos que apoiavam o baixo risco de dependência associado ao consumo deste medicamento.

Segundo Karsten Juhl Jorgensen, director interino do Nordic Cochrane Center e um dos médicos que analisou os materiais, todos os clínicos concordaram que os documentos não provavam que o tramadol era mais seguro que outros opióides.

Nic Bothma / EPA

“Sabemos que os opióides são das drogas mais viciantes, portanto a alegação de que não se desenvolve dependência é uma alegação extraordinária, e alegações extraordinárias exigem evidências. E essas simplesmente não estavam lá”, referiu Karsten Juhl Jorgensen. “Todos fomos enganados e as pessoas estão zangadas”.

Karsten Juhl Jorgensen compara as alegações de que o tramadol é de baixo risco com outras feitas por empresas norte-americanas que agora enfrentam milhares de acções judiciais, devido a campanhas enganosas nas quais defendiam a segurança dos opióides, cujo consumo desencadeou a epidemia de dependência dos EUA.

Stefano Berterame, chefe do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, indicou que há uma diferença crítica: esta crise com o tramadol não é tão mortal quanto a norte-americana, que começou com opióides prescritos por médicos e passou para heroína e para o fentanil. O tramadol não causa depressão respiratória, que leva à morte por overdose.

Contudo, na maioria das vezes, afecta nações pobres, onde as estatísticas de overdose são erráticas, portanto o verdadeiro número de mortes causadas por tramadol é desconhecido.

A ONU estabeleceu o Conselho Internacional de Controle de Narcóticos em 1961, para poupar ao mundo o “mal grave” do vício. Desde então, rastreou a maioria dos opióides.

A isenção do tramadol significa que não é necessária autorização quando o medicamento se move através das fronteiras. A sua fácil disponibilidade também leva à confusão sobre o que realmente é. Em muitos países, acredita-se que seja algo que melhora o humor ou que serve para tratar a depressão e o stress pós-traumático. Alguns tomam para melhorar a resistência sexual ou suportar o trabalho cansativo.

A Grunenthal desenvolveu o tramadol na década de 1960, quando se envolveu num escândalo com a comercialização da talidomida, que causou defeitos congénitos extremos em milhares de bebés cujas mães o tomaram.

Inicialmente, acreditava-se que o tramadol apresentava baixo risco de abuso, porque os estudos iniciais estudaram o injectável, a via mais potente para a maioria dos opióides. Mais tarde, porém, os pesquisadores descobriram que o tramadol liberta uma dose muito mais potente quando tomado por via oral, devido à maneira como é metabolizado pelo fígado.

O mercado mundial do tramadol expandiu-se rapidamente nos anos 90. Em 2000, a OMS observou relatos de dependência. Desde então, um comité analisou o medicamento várias vezes, recomendando que permanecesse sob vigilância, mas recusando a adicioná-lo à regulamentação internacional.

D. Sinclair Terrasidius / Flickr

E, como notou a Time, não há alternativa ao tramadol. Este é o único opióide disponível em alguns lugares do mundo e as organizações de socorro confiam nesses medicamentos em zonas de guerra e desastres naturais. É usado extensivamente, não porque é um medicamento particularmente bom, mas porque é mais eficaz que a morfina. Contudo, esta última é estritamente controlada.

O tramadol legítimo continua a ser um negócio lucrativo e a Grunenthal há muito tempo perdeu a sua protecção de patente. Agora, o medicamento é produzido por muitas empresas e vendido por cerca de 500 marcas. A Grunenthal comercializa-o como Tramal e Zaldiar, uma versão combinada com paracetamol. Em 2018, esses produtos renderam 191 milhões de dólares (174 milhões de euros), de acordo com o relatório anual da empresa.

O porta-voz da empresa, Stepan Kracala, disse que a regulamentação não reduziria o comércio ilícito: alguns pacientes com dor aguda recorrem ao mercado negro se não tiverem opções legais. A luta do Egipto com o abuso de tramadol é um exemplo. O país promulgou uma regulamentação estrita em 2012, mas uma pesquisa posterior constatou que algumas pessoas sofrem de cancro devido ao uso de tramadol falsificado.

Stepan Kracala também apontou decisões regulatórias como prova da segurança do tramadol: em 2014, os EUA adicionaram o tramadol à sua lista de substâncias controladas, mas incluíram-no numa categoria inferior a dos opióides como oxicodona ou morfina, sinalizando assim que o seu consumo é menos arriscado.

O artigo da Time indica que os reguladores indianos sabiam que enormes quantidades fabricadas no país estavam a espalhar-se e inúmeros indianos eram viciados. O país regulamentou o tramadol em Abril de 2018, fazendo com que as exportações para o exterior e os abusos em casa caíssem.

Porém, a vastidão da indústria farmacêutica e a ingenuidade dos traficantes tornam praticamente impossível restringir os abusos e as exportações ilegais, fazendo com que o tramadol ainda seja fácil de encontrar.

A repressão ao tramadol coincidiu com a abertura de dezenas de clínicas de dependência química, que administram remédios e aconselhamento a mais de 30 mil pessoas por dia. Mas os esforços dos países para controlar o tramadol por conta própria geralmente fracassam, principalmente em lugares onde o vício se instalou, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

A Índia contabiliza o dobro da média global do consumo ilícito de ópióides. Os investigadores estimam que quatro milhões de indianos usam heroína ou outros opióides, e um quarto desses vive em Punjab, na fronteira com o Paquistão.

TP, ZAP //

Por ZAP
14 Dezembro, 2019

 

323: As pessoas estão a ser envenenadas por óleos essenciais (e pode ser fatal)

 

SAÚDE

Óleos essenciais cheiram bem, mas, se ingeridos oralmente, podem causar muitos problemas, incluindo toxicidade severa, pondo a vida em risco. 

Estudos recentes mostraram que envenenamentos com óleos essenciais têm sido cada vez mais comuns e mais graves na Europa e nos Estados Unidos. Os últimos números divulgados, referentes à Austrália, revelam uma tendência semelhante.

De acordo com o artigo publicado em Novembro na revista científica The Medical Journal of Australia, o novo estudo analisou dados do NSW Poisons Information Centre de Nova Gales do Sul, que lida com cerca de metade de todas as chamadas para os Centros de Informações sobre Intoxicações em todo o país.

Entre Julho de 2014 e Junho de 2018, a entidade registou 4.412 casos de envenenamento com óleos essenciais, sendo que cerca de dois terços deles envolviam crianças com menos de 15 anos. O número de chamadas aumentou de 1.011 em 2014 e 2015 para 1.177 em 2017 e 2018, representando um aumento considerável de 16%.

Os óleos essenciais são, de acordo com o IFLScience, compostos químicos voláteis – que evaporam a baixas temperaturas – que são extraídos do material vegetal através de um processo de destilação que, normalmente, envolve vapor. O seu nome refere-se ao facto de conterem a essência da fragrância da planta e, como tal, são conhecidos pelo seu aroma agradável.

Usado em perfumes, sabonetes, queimadores de incenso e auxiliares de aromaterapia, diz-se que os óleos essenciais beneficiam a saúde geral, relaxando o sistema nervoso. No entanto, alguns fornecedores também sugerem a aplicação tópica dos óleos ou a ingestão oral, algo para qual os autores do estudo alertam fortemente.

Entre os que entraram em contacto com o NSWPIC, cerca de 80% ingeriram acidentalmente óleos essenciais depois de confundir a garrafa com outra coisa – como xarope para tosse – ou por um erro terapêutico (13%). No entanto, 105 pessoas – 2,4% do total – tomaram deliberadamente os óleos, devido à desinformação sobre a segurança e eficácia de fazê-lo.

De acordo com os investigadores, os óleos essenciais podem “causar toxicidade severa quando ingeridos e o risco depende do óleo usado. O início da toxicidade pode ser rápido e pequenas quantidades (tão pequenas como cinco mililitros) podem causar toxicidade com risco de vida em crianças”, explicaram. “Os efeitos clínicos incluem vómitos, depressão ou excitação do sistema nervoso central e pneumonia por aspiração”.

Por outro lado, alguns óleos podem interferir no equilíbrio hormonal do corpo. Alguns estudos mostraram que o óleo de lavanda e o de melaleuca contêm compostos que imitam o estrogénio e inibem a testosterona.

Isto levou a um pequeno número de casos de ginecomastia pré-puberal, em que os meninos desenvolveram seios aumentados depois de aplicar repetidamente os óleos na pele. Os sintomas desapareceram quando os meninos pararam de usar os óleos.

ZAP //

Por ZAP
12 Dezembro, 2019

 

322: Conhecido medicamento para diabetes pode conter um carcinógeno

 

SAÚDE

mary_smn / Canva

A Food and Drug Administration, agência federal e reguladora do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, está a testar amostras de metformina, um medicamento para diabetes que pode conter o carcinógeno N-Nitrosodimetilamina (NDMA).

De acordo com a Mayo Clinic, a metformina é, geralmente, a primeira medicação prescrita a pacientes com diabetes tipo 2. A droga reduz a produção de glicose no fígado e aumenta a sensibilidade do corpo à insulina, para que a use com mais eficácia.

De acordo com o WebMd, mais de 30 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes – e entre 90 a 95% são do tipo 2. A metformina é o quarto medicamento mais prescrito nos Estados Unidos.

O anúncio da Food and Drug Administration acontece após a o anulamento de três versões da metformina em Singapura e a solicitação da Agência Europeia de Medicamentos para que os fabricantes a testem em busca de NDMA, de acordo com a Bloomberg News.

“A agência está nos estágios iniciais do teste da metformina. No entanto, a agência não confirmou se o NDMA em metformina está acima do limite aceitável de ingestão diária (ADI) de 96 nanogramas nos Estados Unidos”, disse Jeremy Kahn, porta-voz da FDA. “Não se espera que uma pessoa que esteja a tomar um medicamento que contenha NDMA diariamente no ou abaixo do limite aceitável de ingestão diária durante 70 anos tenha um risco aumentado de cancro”.

A Valisure, uma farmácia online norte-americana que testa todos os lotes de medicamentos vendidos antes de distribuí-los, rejeitou 60% da sua metformina desde que iniciou os testes em busca de NDMA em Março. “O público deveria preocupar-se com a crescente descoberta de substâncias cancerígenas em medicamentos, especialmente naqueles que são tomados diariamente, onde até pequenas contaminações podem aumentar com o tempo”, afirmou David Light, CEO da Valisure.

Enquanto a FDA investiga, as autoridades apelaram aos pacientes com diabetes para que não parem de tomar metformina. “Esta é uma condição séria e os pacientes não devem parar de tomar a metformina sem antes conversar com o seu médico”.

A contaminação de drogas com esta mesma substância já levou à anulação de medicamentos para pressão arterial e azia nos últimos dois anos.

ZAP //

Por ZAP
8 Dezembro, 2019

 

321: Azeite extra-virgem pode proteger contra vários tipos de demência

 

SAÚDE

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Consumir azeite extra-virgem pode evitar a evolução de várias formas de demência, descobriu uma equipa de cientistas da Temple University, nos Estados Unidos.

Reduzir o colesterol alto e o risco de doenças cardíacas são duas das mais-valias já conhecidas do azeite extra-virgem. No entanto, vários estudos sugerem que o azeite extra-virgem também traz benefícios cognitivos e neuro-protectores.

Uma investigação de 2012 descobriu, por exemplo, que o azeite melhora a aprendizagem e o desempenho de roedores em testes de memória. O azeite é rico em polifenois, poderosos compostos antioxidantes que podem reverter os efeitos relacionados com a doença ou com o envelhecimento.

Em 2017, outro estudo descobriu que o azeite extra-virgem reduz os primeiros sinais neurológicos da doença de Alzheimer em ratos. A intervenção com azeite extra-virgem melhorou a autofagia – a capacidade de as células cerebrais eliminarem resíduos tóxicos – e ajudou a manter a integridade das sinapses.

Agora, Domenico Praticò, professor dos Departamentos de Farmacologia e Microbiologia e do Centro de Medicina Translacional da Escola de Medicina Lewis Katz da Temple University, na Filadélfia, Estados Unidos, liderou uma nova equipa num estudo sobre os benefícios neurológicos do azeite extra-virgem.

Os cientistas analisaram o efeito do óleo nas tauopatias – condições cognitivas relacionadas à idade em que a proteína Tau se acumula a níveis tóxicos no cérebro, desencadeando várias formas de demência, adianta o Medical News Today.

Os investigadores modificaram geneticamente roedores, de modo a tenderem a acumular quantidades excessivas da proteína Tau normal. Na doença de Alzheimer e na demência fronto-temporal, esta proteína acumula-se no interior dos neurónios.

Já num cérebro saudável, níveis normais de Tau ajudam a estabilizar os microtúbulos. Nas tauopatias, quando a proteína se acumula no interior dos neurónios, impede que as células nervosas recebam nutrientes e comuniquem com outros neurónios, levando à morte dos mesmos.

No estudo, os ratos começaram uma dieta rica em azeite extra-virgem a partir dos 6 meses de idade, o que equivale a cerca de 30 anos de idade humana. Outros roedores, que também eram propensos a acumulações de Tau, continuaram a ter uma dieta regular.

Um ano depois – o que equivale a cerca de 60 anos da idade humana – as experiências revelaram que os roedores propensos a tauopatia tinham 60% menos depósitos de tau do que os roedores que não receberam uma dieta enriquecida com azeite extra-virgem. As novas descobertas foram publicadas recentemente na Aging Cell.

Os roedores que receberam azeite extra-virgem também tiveram melhor desempenho em labirintos e em novos testes de memória de reconhecimento de objectos. “O azeite  extra-virgem faz parte da dieta humana há muito tempo e traz muitos benefícios à saúde, por razões que ainda não compreendemos totalmente”, explica Praticò.

“A possibilidade de o azeite extra-virgem poder proteger o cérebro contra diferentes formas de demência dá-nos a oportunidade de aprender mais sobre os mecanismos pelos quais actua de forma a apoiar a saúde do cérebro”, remata.

ZAP //

Por ZAP
1 Dezembro, 2019

 

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