303: As apps de saúde do seu telemóvel podem estar a partilhar os seus dados

 

RawPixel / Pexels

Investigadores criaram contas falsas em várias aplicações de saúde e descobriram que estas apps estão a partilhar a informação dos utilizadores sem o seu consentimento.

Um estudo realizado por investigadores do Canadá, Estados Unidos da América e Austrália, e publicado, esta quarta-feira, na BMJ, mostra o que as aplicações de saúde estão a fazer com os dados dos seus “utentes”.

Os investigadores deste recente estudo chegaram à conclusão que as informações confidenciais sobre o estado de saúde dos seus pacientes podem estar a ser divulgadas sem a sua autorização.

Os cientistas testaram, entre outras, três das mais usadas aplicações de saúde: a Medscape, a Ada e a Drugs.com. As apps têm várias funcionalidades, entre as quais relembrar os seus utilizadores de quando devem tomar a sua medicação ou procurar por sintomas de doenças.

Segundo o Gizmodo, para efeitos da investigação, foram criados quatro perfis em cada uma dessas aplicações. Para rastrear o tráfego de rede relacionado com os dados do utilizador, eles usaram a aplicação 14 vezes com as mesmas informações de perfil.

Antes de usarem pela 15ª vez, fizeram uma mudança subtil nas informações do utente. A partir daí, seria possível comparar a diferença no tráfego de rede, para averiguar com clareza se os dados obtidos pela app estavam a ser partilhados com terceiros.

O processo pode soar complicado, mas os cientistas responsáveis pelo estudo chegaram a resultados bastante conclusivos. Os investigadores descobriram que 79% das aplicações testadas partilhavam informação dos utilizadores para fora da aplicação.

Enquanto alguma dessa informação é usada para melhor as funções da aplicação, outra provavelmente seria usada para criar anúncios personalizados para outras empresas. A análise feita a quem recebia os dados confidenciais notou que alguns eram enviados a agências de créditos bancários.

Apesar destes dados serem anónimos, os responsáveis do estudo comprovaram que certas empresas receberam informação suficiente para juntar a identidade dos utilizadores, caso quisessem.

“Não encontramos nada que fosse ilegal”

“O grande problema aqui é que não encontramos nada que fosse ilegal. E essas práticas de partilha de dados são altamente comuns”, disse a autora principal do estudo, Quinn Grundy, professora assistente da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg, da Universidade de Toronto, ao Gizmodo.

“Mas se olharmos para inquéritos, as pessoas sentem que os dados de saúde são particularmente sensíveis e pessoais e, portanto, devem ser protegidos”, acrescentou Grundy.

Têm sido feitos esforços governamentais para proteger a privacidade dos cidadãos, principalmente através do Regulamento Geral de Protecção de Dados, aprovado na União Europeia, em maio do ano passado.

“Acho que um consumidor atento pode procurar uma aplicação, especialmente uma que funcione offline e não solicite acesso à Internet. Dessa forma, sabe-se com certeza que os seus dados não estão a ser enviados para outro lugar”, ressalvou Quinn Grundy.

ZAP //

Por ZAP
23 Março, 2019

 

302: SNS vai ter consultas com imagem através de telemóvel

 

© Fornecido por RTP – Rádio e Televisão de Portugal, S.A.

O Serviço Nacional de Saúde vai disponibilizar, ainda este ano, consultas através de uma chamada com imagem no telemóvel. Os Serviços Partilhados do Ministério vão testar a aplicação já este semestre. A ideia é que seja possível realizar uma consulta, com o seu médico, utilizando para isso o telemóvel e uma chamada com imagem.

Um projecto-piloto que vai funcionar através de uma aplicação móvel, integrada na App “Mysnscarteira” que está disponível desde Janeiro de 2017 e que conta já com 330 mil pessoas.

Através de um smartphone, os utentes poderão ter, à distância, uma consulta com o médico de família ou um médico de especialidade. As consultas vão ser essencialmente úteis a doentes crónicos, mas dependem sempre da vontade do médico.

Uma solução de “tele-medicina que permite ligar a App do cidadão à App do médico”, disse ao Jornal de Notícias Henrique Martins, presidente do Consleho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério de Saúde.

Apesar de, à partida, a inovação estar centrada no Serviço Nacional de Saúde, a mesma vai poder ser utilizada por qualquer médico do privado, adiantou ao jornal este responsável.

msn lifestyle
RTP
19/03/2019

 

301: Antidepressivo associado a morte súbita e paragens cardíacas é vendido em Portugal

 

massdistraction / Flickr

Um antidepressivo vendido em Portugal está a ser associado a problemas cardíacos e mortes súbitas. Chama-se Sertralina e já terão sido relatados pelo menos 14 casos no Reino Unido associado ao medicamento.

No ano passado, de acordo com o jornal britânico The Sun, um jovem de 24 anos, Liam Batten, sofreu um ataque cardíaco depois de tomar este fármaco, que lhe foi receitado para aliviar sintomas de ansiedade e a agorafobia – uma perturbação caracterizada por ataques de pânico quando as pessoas que sofrem desta condição se encontram em espaços abertos ou com muita gente e sintam que não conseguem fugir.

O jovem morreu nove dias mais tarde, depois de o medico lhe ter aumentado a dose do medicamento – cuja toma ainda se encontrava dentro dos níveis recomendados. A autópsia terá revelado níveis “elevados” da presença de sertralina no organismo, que terão motivado uma paragem cardíaca repentina.

Também Sadie Stock, de 28 anos, se encontrava a tomar este medicamento para tratar uma depressão pós-parto quando caiu inanimada na rua. Na autópsia foi confirmado que a paragem cardíaca foi devido à toma da Sertralina.

A Agência Reguladora dos Medicamentos do Reino Unido (MHRA) emitiu um comunicado afirmando que 164 pessoas morreram desde 1990 depois de tomarem este fármaco, sendo que 14 dessas mortes foram relacionadas a problemas cardíacos.

Em comunicado, o porta-voz da MHRA referiu que “os pacientes são aconselhados a divulgarem ao seu médico se sofrem de algum problema do coração ou se sofrem de doenças coronárias, se têm um historial familiar de insuficiência cardíaca ou níveis baixos de potássio, ritmo cardíaco fraco ou se estão a tomar algum outro tipo de medicação que possa afectar o coração”.

A Instituição de Caridade Risco Cardíaco nos Jovens aconselhou os jovens com condições coronárias a não tomarem Sertralina. A Sertralina pertence a um grupo de fármacos denominados de inibidores selectivos da recaptação da serotonina (SSRI) e é utilizado para tratar a ansiedade e a depressão.

Profissionais de saúde e activistas estão agora a questionar se a droga em questão está associada a problemas cardíacos potencialmente fatais, sobretudo entre aqueles que têm um historial genético.

Mary Sheppard disse: “Concordo que existe uma ligação entre a Sertralina e a SIDS mas não existem ainda provas suficientemente seguras. Ainda assim, não podemos ignorar estes casos”.

ZAP //

Por ZAP
20 Março, 2019

 

300: Perda de peso pode reverter diabetes tipo 2

 

v1ctor Casale / Flickr

Segundo um estudo recente, um terço das pessoas que seguiram uma dieta baixa em calorias para perder quantidades substanciais de peso reverteram a diabetes tipo 2.

À medida que a epidemia da obesidade assola todo o mundo, o número de pessoas com diabetes tipo 2 cresce substancialmente. Mas há esperança: um estudo recente mostra que esta condição não é uma sentença de prisão perpétua, segundo o The Guardian.

O estudo, publicado na The Lancet: Diabetes & Endocrinology, aponta que seguir uma dieta baixa em calorias pode reverter quadros de diabetes tipo 2. A mudança alimentar conseguiu reverter a doença em 46% dos participantes do estudo no primeiro ano após o início da investigação. Além disso, 64% dos indivíduos que perderam mais de 10 quilos mantiveram os resultados de reversão dois anos depois do fim da pesquisa.

“Agora entendemos a natureza biológica desta condição reversível. No entanto, os doentes em remissão precisam de saber que a diabetes tipo 2 pode retornar se recuperarem o peso perdido”, adiantou Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

O estudo envolveu 300 pessoas, com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos, diagnosticadas com diabetes tipo 2 e índice de massa corporal (IMC) entre os 27 e os 45 quilos por metro quadrado (kg/m2).

Segundo o The Guardian, os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu o tratamento padrão e o segundo participou num programa de controlo de preso, no qual tinham de seguir uma dieta líquida com uma duração de 12 a 20 semanas.

Este tipo de dieta consiste em ingerir refeições de baixo teor calórico, geralmente líquidas. A ingestão diária não deveria ultrapassar as 850 calorias diárias, distribuídas em quatro refeições ao longo do dia.

Mesmo depois do fim da dieta líquida, os investigadores continuaram a acompanhar os participantes nos dois anos que se seguiram, e notaram o reflexo da perda de peso no que diz respeito à diabetes tipo 2: um ano depois, 46% dos participantes reverteram o quadro diabético.

Como esperado, entre o primeiro e o segundo ano, os participantes recuperaram algum peso. No entanto, 64% dos indivíduos que perderam mais de 10 quilos mantiveram os resultados de reversão dois anos depois do fim da pesquisa.

Mike Lean, da Universidade de Glasgow,afirmou que a principal prioridade da comunidade científica (e dos próprios doentes) era esclarecer se a diabetes tipo 2 podia ser revertida ou curada.

“Com base neste estudo, podemos agora dizer que sim. Devemos preocupar-nos em ajudar os pacientes a manter a perda de peso e, assim, permanecer em remissão toda a vida”, rematou o investigador.

ZAP //

Por ZAP
13 Março, 2019

 

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