257: Doença de Huntington está relacionada com níveis de ureia no cérebro

 

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Cientistas do Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos observaram que os níveis de ureia aumentam na fase pré-sintomática da doença de Huntington.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, mas ainda têm de ser revistos pela comunidade científica.

A doença neuro-degenerativa Huntington caracteriza-se pela perda de neurónios estriatais, causando demência, movimentos musculares involuntários, transtornos psiquiátricos entre outros sintomas importantes.

Neste estudo, os cientistas analisaram cérebros doados por familiares de pacientes que sofriam com Huntington e cérebros de ovelhas geneticamente modificadas para desenvolver a doença.

“Identificámos níveis elevados de um transportador de ureia e outros reguladores osmóticos no estriatal das ovelhas. Também detetamos níveis elevados de ureia elevada em casos postmortem por doença de Huntington. A ruptura do metabolismo de ureia causa problemas neurológicos e poderia iniciar a neurodegeneração e os respetivos sintomas. As nossas descobertas sugerem que diminuir os níveis de ureia e/ou amónia poderia ser positivo em casos de mal de Huntington”, dizem os pesquisadores no artigo científico.

Outro estudo realizado pelos mesmos cientistas revelou resultados semelhantes para o Alzheimer. Segundo Garth Cooper, o cientista principal da universidade de Manchester, no Reino Unido, isso poderia significar que o mesmo pode ser observado noutros tipos de demência.

“Este estudo da doença de Huntington é a peça final de um quebra-cabeças que nos leva a concluir que a alta quantidade de ureia no cérebro tem um papel importante na demência. Alzheimer e Huntington estão em lados opostos do espectro da demência, por isso, se isso se confirmar, eu acredito que é muito provável que também se aplicará aos principais tipos de demência relacionados com a idade”, diz Cooper.

O cientista acrescenta, no entanto, que mais pesquisas devem ser feitas para entender como é que os níveis de ureia aumentam.

ZAP // HypeScience
Por HS
29 Dezembro, 2017

 

256: Isolamento social pode contribuir para o desenvolvimento da diabetes tipo 2

 

jimgris / Flickr

Um estudo recente descobriu uma intrigante relação entre isolamento social e o desenvolvimento da diabetes tipo 2, sugerindo que ter um pequeno grupo de amigos pode tornar-nos mais propensos ao desenvolvimento da doença.

Como em qualquer estudo, no entanto, a natureza precisa desta ligação não é clara. Mas é uma razão tão boa como outra qualquer para fugir ao isolamento neste natal.

Enquanto que a diabetes tipo 1 é uma doença vitalícia auto-imune que tipicamente é desenvolvida durante a infância, a diabetes tipo 2 refere-se à crescente resistência do corpo à insulina, que pode ser desenvolvida em qualquer idade e ter um progresso lento.

Investigações passadas exploraram a ligação entre estruturas sociais e o tipo 2 da diabetes, procurando pistas de como fatores como o stress e o apoio emocional podem ajudara  melhorar a qualidade de vida.

Enquanto que é bastante claro que existe algum tipo de ligação, existem, no entanto, algumas questões sobre as quais os elementos sociais desempenham um papel crucial.

Investigadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, fizeram uso de uma extensa base de dados de estudos de indivíduos com tipo 2 de diabetes para determinar exatamente que características do isolamento podem estar relacionadas com aquela condição.

Os cientistas analisaram 2861 sujeitos com idades entre os 40 e os 75 anos. Cerca de um terço da amostra foi diagnosticada com diabetes tipo 2 antes ou durante o estudo.

Foram recolhidas algumas características dos seus grupos sociais através de um questionário, dando aos investigadores vários detalhes sobre o tamanho do seu grupo de amigos, a frequência de contacto e quão longe viviam uns dos outros.

Os investigadores descobriram que ter um grupo de amigos pequeno está altamente associado com um novo ou anterior diagnóstico de diabetes tipo 2.

Também descobriram que a proximidade de familiares, amigos e conhecidos faziam a  diferença para a mulher – ter pessoas próximas com quem sair significava menos probabilidade de ser diagnosticada a doença.

Para os homens, viver sozinho fazia uma grande diferença e os que tinham apenas colegas de casa tinham também menos probabilidade de vir a desenvolver a doença.

“As nossas descobertas apoiam a ideia que resolver o isolamento social pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2″, disse Stephanie Brinkhues, principal autora do estudo.

A diabetes não é, contudo, a única doença vitalícia associada ao isolamento social e é pouco provável que essas condições de saúde sejam, elas próprias, factores de isolamento. As razões por trás desta ligação permanecem por descobrir.

Cuidados de saúde são uma rua de dois sentidos – podemos sempre fazer algo mais para ajudar os que precisam. Por isso, este natal, tente chegar a um vizinho mais solitário, Não é apenas um gesto simpático, como pode ajudar a salvar a vida deles.

255: Azeite extra virgem previne o Alzheimer

 

© MoveNotícias bacalhau-cozido-consoada-de-natal

A ciência já demonstrou diversas vezes os benefícios para a saúde do azeite extra virgem, ingrediente principal da dieta mediterrânea, que também está associada à longevidade e a uma vida saudável.

E uma pesquisa publicada no periódico científico ‘Annals of Clinical and Translational Neurology’ sugere que o consumo regular do alimento protege o cérebro contra o Alzheimer, ao promover a eliminação de substâncias prejudiciais ao cérebro, além de preservar a memória e a habilidade de aprendizagem à medida que envelhecemos.

Segundo o novo estudo, o consumo do azeite reduz a formação de estruturas nocivas no cérebro, como as placas beta-amilóides, que se formam entre as células e os caminhos dos neurónios, e os emaranhados neurofibrilares, que bloqueiam a chegada de nutrientes.

Estudos anteriores já mostraram que a acumulação desses resíduos pode aumentar o risco da doença. Agora os pesquisadores descobriram que as propriedades presentes no azeite extra virgem podem promover um efeito protector no cérebro.

“Descobrimos que o azeite reduz a inflamação cerebral, mas o mais importante é que ativa um processo conhecido como ‘autofagia’”, disse Domenico Pratico, professor da Universidade Temple, nos Estados Unidos, e principal autor da pesquisa, ao ‘Medical News Today’.

Autofagia é o processo pelo qual as células se desintegram e eliminam do corpo os detritos tóxicos.

Para entender a ligação entre o azeite e a doença neurodegenerativa, os pesquisadores examinaram o impacto da ingestão de azeite extra virgem em ratos com Alzheimer induzido. Para isso, os animais foram divididos em dois grupos, um recebeu uma dieta alimentar enriquecida com azeite extra virgem e outro, uma dieta simples.

Ambas as dietas foram introduzidas quando os ratos tinham seis meses de vida, ou seja, antes dos sintomas do Alzheimer começarem a surgir. Conhecidos como “triplo transgénicos”, os ratos desenvolveram três características-chave da doença: perda progressiva da memória, placas beta-amilóides e emaranhados neurofibrilares.

A princípio, não houve diferença entre os dois grupos. No entanto, depois de terem completado entre 9 e 12 meses, os animais que consumiram o azeite saíram-se muito melhor nos testes que avaliaram memória de trabalho, memória espacial e habilidades de aprendizagem.

Além disso, esses animais tiveram níveis maiores de autofagia no cérebro, níveis reduzidos de placas beta-amilóides e da fosforilação da proteína TAU, associada à formação dos emaranhados neurofibrilares”, explicou Pratico. “O azeite extra virgem é melhor que frutas e vegetais sozinhos. A gordura vegetal monoinsaturada [presente no azeite] é mais saudável que gorduras animais saturadas”, disse Pratico.

Exames do tecido cerebral dos ratos revelaram diferenças dramáticas na aparência e função das células nervosas. “Uma coisa que se destacou imediatamente foi a integridade sináptica“, lembrou.

A integridade das conexões entre os neurónios, conhecidas como sinapses, foram preservadas nos animais na dieta de azeite. Comparados aos ratos na dieta regular, as suas células nervosas, em função da autofagia, mostraram-se muito mais ativas.

“Esta é uma descoberta emocionante para nós, uma vez que a redução da autofagia marca o início dos sintomas do Alzheimer”, frisou o professor. “Graças à activação da autofagia, a memória e a integridade sináptica foram preservadas e os efeitos patológicos, relacionados à doença, reduzidos.”

MSN lifestyle
24/12/2017

 

254: Não mantenha o telemóvel perto do corpo

 

rawpixel / Flickr

A ciência ainda não conseguiu esclarecer a relação dos telemóveis com tumores e outros tipos de riscos para a saúde humana. Enquanto alguns estudos apontam que a relação existe, outros desmentem-na.

A única certeza é a de que os telemóveis modernos transmitem radiação, e talvez a prevenção seja a melhor solução para evitar qualquer perigo. Por isso, o CDPH, Departamento de Saúde Pública da Califórnia, nos EUA, emitiu esta semana um aviso contra os perigos da radiação de celulares.

O CDPH pede que as pessoas diminuam o uso desses dispositivos e sugere manter a maior distância possível dos telemóveis.

“Apesar de a ciência ainda estar em evolução, há uma preocupação entre alguns profissionais da saúde pública em relação à exposição a longo prazo e alto uso da energia emitida pelos telefones”, diz a Dra. Karen Smith, directora do CDPH.

Os fabricantes de telemóveis querem que você mantenha uma distância mínima do corpo e deve descobrir qual é essa distância”, disse Moskowitz logo após o lançamento do rascunho do estudo.

A Comissão Federal de Comunicação dos EUA exige que os fabricantes de telemóveis assegurem que todos os telefones atendam a “limites objetivos para uma exposição segura”, mas não define qual seria essa distância.

O relatório do CDPH recomenda “não manter o telefone no bolso, não colocá-lo no ouvido durante um período de tempo prolongado, manter um uso baixo se houver pouca bateria, não dormir perto do aparelho e estar ciente de que se você estiver num carro, autocarro ou comboio em movimento rápido, o telefone emitirá mais energia de radiofrequência para manter a ligação”.

Outras organizações americanas já alertaram sobre os perigos da exposição à radiação do telemóvel, incluindo o Departamento de Saúde Pública de Connecticut, que emitiu recomendações semelhantes em maio de 2015.

“A preponderância das pesquisas indica que a radiação do telemóvel representa um grande risco para a saúde”, afirma Moskowitz.

Diabetes tipo 2 revertida em ensaio “histórico”

 

Um grupo de investigadores de várias universidades conseguiu por em remissão a diabetes tipo 2, uma doença que até agora se pensava ser irreversível.

A experiência contou com vários pacientes diabéticos e com excesso de peso, de idades entre os 20 e os 65 anos, escolhidos de forma aleatória, que tinham sido diagnosticados com diabetes tipo 2 nos últimos 6 anos e que não estavam a receber insulina.

Os participantes foram postos numa dieta líquida pobre em calorias, desenvolvida especificamente para gerar uma grande perda de peso, num período de 2 a 5 meses.

A dieta consistia em sopas ou batidos, feitos a partir da dissolução de saquetas de pó em água, com cerca de 200 calorias cada uma. Cada saqueta correspondia a uma refeição.

Ao mesmo tempo, os pacientes deixaram de tomar qualquer medicamento contra a diabetes ou contra a hipertensão que estivessem a tomar no momento.

O estudo concluiu que:

– 46% dos pacientes que participaram na experiência entraram em remissão um ano depois.

– 86% dos pacientes que perderam 15 ou mais quilos ficaram com a diabetes tipo 2 em estado remissivo.

– Apenas 4% dos pacientes do grupo de controlo, que continuaram a receber os tratamentos usados atualmente para a diabete tipo 2, entraram em remissão.

“É um verdadeiro momento histórico”, explica Roy Taylor, co-autor do estudo e professor na Universidade de Newcastle, no Reino Unido, à BBC.

“Antes de começarmos este tipo de trabalho, os médicos e especialistas consideravam a [diabetes] tipo 2 irreversível”, diz. “Mas se formos ousados e tirarmos as pessoas do seu estado perigoso [o excesso de peso], elas conseguem a remissão da diabetes”.

No entanto, este método de ação é apenas um tratamento contra o diabetes, e não uma cura. Os investigadores estimam que, caso os pacientes recuperem o peso que perderam, a diabetes tipo 2 possa voltar.

“Agora temos provas concretas que uma perda de peso de 10-15kg é suficiente para dar a volta a esta doença”, afirma Michael Lean, professor na Universidade de Glasgow e coautor do estudo.

Mas como é que a perda de peso influencia a diabetes?

A gordura que se acumula em volta do pâncreas causa stress nas células beta, responsáveis pela produção de insulina, que regula os níveis de açúcar no sangue. Isto faz com que a insulina não seja devidamente produzida e que os níveis de açúcar no sangue subam descontroladamente.

Através da perda de peso, a gordura que envolve o pâncreas pode ser dissolvida e o órgão pode voltar ao seu funcionamento normal.

Segundo dados de 2014, 8,5% da população adulta mundial sofre de diabetes, reporta a Organização Mundial de Saúde.

msn lifestyle
10/12/2017

 

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