252: A canela queima células de gordura e ajuda na perda de peso

 

A canela pode ser o segredo para perder peso, de acordo com investigadores da Universidade de Michigan que estudaram a forma como a especiaria interage com as células de gordura.

Segundo um novo estudo, o cinamaldeído, composto orgânico que dá à canela o seu sabor, faz com que as células de gordura queimem calorias para criar calor, um processo conhecido como termogénese. Esta capacidade de transformar a gordura em energia faz com que a substância ganhe importância na luta contra a obesidade.

O estudo, publicado na revista Metabolism, recorda que o cinamaldeído já mostrou ter um efeito anti-obesidade em ratos, inclusivamente na prevenção de hiperglicemia, que é um nível alto de açúcar no sangue. A nova pesquisa analisou agora com detalhe o mecanismo por trás dessa qualidade protectora na canela.

A equipa de investigadores tratou células de ratos e de gordura humana com cinamaldeído e descobriu que o composto fez com que as células de ambas as espécies apresentem genes e enzimas ligados à actividade metabólica.

O tecido humano analisado foi retirado de múltiplos dadores, com diferentes etnias e idades, e com uma variedade de IMC, índice de massa corporal.

Segundo uma nota da Universidade de Michigan, os antepassados dos humanos não tinham disponíveis muitos alimentos ricos em gordura, pelo que o seu organismo guardava gordura, que era armazenada para ser usada quando estava frio. Em muitos casos, hoje, no entanto, esse armazenamento de gordura tornou-se excessivo e desnecessário.

O novo estudo fornece “uma explicação para os efeitos anti-obesidade do cinamaldeído e os seus benefícios metabólicos em seres humanos”, diz o professor Jun Wu, investigador do Instituto de Ciências da Vida da Universidade de Michigan e autor do estudo.

“Dado o amplo uso da canela na indústria alimentar, a noção de que este popular aditivo alimentar pode activar a termogénese em vez de uma qualquer droga, pode conduzir a novas abordagens terapêuticas contra a obesidade – que sejam muito mais adoptadas pelos participantes”, acrescenta o cientista.

“A canela tem feito parte da nossa dieta há milhares de anos, e as pessoas geralmente gostam dela”, explica Jun Wu. “Então, se pode ajudar-nos a proteger contra a obesidade, também pode tornar mais fácil que os pacientes a adoptem”.

São ainda necessários adicionais para entender melhor os efeitos do cinamaldeído no corpo, incluindo possíveis efeitos negativos da ingestão excessiva, e para descobrir a melhor forma de o usar na luta contra a obesidade. Até lá, sempre com moderação, não dispense uns pozinhos de canela no seu arroz doce ou pastel de natas.

ZAP // Ciberia / Science Daily

Por CC
27 Novembro, 2017

 

251: Robô aperta o coração para manter o sangue a circular em órgãos danificados

 

Cientistas desenvolveram um pequeno robô que aperta o coração para ajudar órgãos danificados a manter o fluxo apropriado de sangue a correr no corpo humano.

A parte que fica à volta do coração é flexível e há um sistema com duas âncoras presas a duas paredes do órgão para fazer com que o átrio ou ventrículo se abra e se feche. Enquanto a parte externa espreme o coração, as âncoras internas manipulam as paredes do órgão.

Quando a parte externa relaxa, tiras elásticas ajudam a parede do coração a voltar à posição original, ficando cheia de sangue que será bombeado para fora. Isto ajuda o coração a bater de forma mais precisa do que com os outros equipamentos utilizados até agora.

Outra grande vantagem desta nova bomba cardíaca é que não há contacto do sangue com o equipamento. Nestes casos, esse contacto exige o uso de anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos.

“É sempre difícil manter o equilíbrio da medicação, especialmente em pacientes pediátricos, que correm o risco de sangrar excessivamente ou de coágulos perigosos”, afirma o cirurgião cardíaco Nokolay Vasilyev, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA.

O implante do mecanismo é minimamente invasivo e, de acordo com os médicos que trabalham nesta nova tecnologia, tem um baixo risco para os pacientes.

Quando ficará disponível?

Por enquanto, o novo dispositivo está a ser testado em corações de porcos vivos, em diferentes simulações que imitam várias formas de problemas cardíacos humanos. Essas experiências não incluem o implante permanente nos animais, apenas é usado de forma temporária.

O próximo passo será deixar o dispositivo num animal durante alguns meses, para verificar se o sangue é bombeado da forma correta e necessária.

Depois desta fase, o pequeno robô será testado em voluntários humanos. Se tudo correr como planeado, o equipamento estará disponível daqui a pelo menos três anos para ajudar os 23 milhões de pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

ZAP // HypeScience

Por HS
27 Novembro, 2017

 

250: Beba 3 cafés por dia (o risco compensa)

 

(CC0/PD) tookapic / pixabay

Um estudo, publicado recentemente, desmistificou a ideia de que consumir três chávenas de café por dia está associado a um deterioramento da saúde. O consumo de cafeína traduz-se, pelo contrário, num aumento de vantagens para a saúde a curto e a longo prazo.

O consumo de três ou quatro chávenas de café diárias está associado a uma menor probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares, como ataques de coração ou derrames cerebrais, e doenças hepáticas, como a cirrose.

O estudo, publicado esta semana na British Medical Journal, defende que o risco de desenvolver uma doença cardíaca é 19% menor nas pessoas que consomem café regularmente.

No entanto, o consumo não deve ser exagerado, e deve ser ajustado à condição de saúde de cada consumidor em particular. No caso das grávidas, por exemplo, a ingestão de cafeína não deve ultrapassar as 200mg diárias, isto é, cerca de duas chávenas de café.

Segundo a BBC, o estudo reúne uma análise estatística de 218 pesquisas anteriores – que apresentaram cerca de 70 resultados distintos – e foi conduzido na faculdade de medicina da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

A investigação, a cargo de Robin Poole, um especialista na área da saúde, revela que, apesar desta correlação, não é possível afirmar que o café é o principal responsável pela menor incidência de doenças. Factores como a idade, o tabagismo, e a prática de exercício físico podem ter efeito na saúde das pessoas.

O professor Paul Roderick, co-autor do estudo, sustenta, porém, que “os benefícios do consumo moderado de café parecem superar os riscos“.

Os investigadores admitem que é difícil precisar o impacto do café na saúde das pessoas. O máximo que conseguiram, até agora, foram associações positivas entre quem bebe café e a incidência de determinadas doenças, se comparado aos que não consomem ou consomem em menor quantidade.

Eliseo Guallar, professor na escola de saúde pública John Hopkins Bloomberg, é comedido em relação aos resultados, e ressalva que os efeitos da ingestão de grandes quantidades de cafeína ainda são incertos.

“O consumo moderado parece ser notavelmente seguro, e pode ser incorporado como parte de uma dieta saudável pela maioria da população adulta”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
24 Novembro, 2017

 

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