197: Uma aplicação para fazer um exame à retina com o telemóvel

 

dn27112014Criadores do Peek lançaram campanha de “crowdfunding” para distribuir kit por clínicas de todo o mundo.

Os criadores do Peek, um sistema capaz de transformar um telemóvel num aparelho para fazer exames oftalmológicos, lançaram uma campanha de angariação de fundos para distribuir o kit por clínicas de todo o mundo.

O Peek (de Portable Eye Examination Kit, ou seja, um kit portátil de exame aos olhos) é composto por um adaptador e uma aplicação (app), que permitem conseguir imagens de boa qualidade do olho e da retina com um telemóvel inteligente. E, desta forma, ajudar os profissionais no terreno a diagnosticar cataratas, glaucoma e outras doenças dos olhos, com a ajuda de especialistas a quem podem enviar as imagens – sobretudo, nos locais onde não há acesso aos aparelhos necessários para fazer este diagnóstico.

Pensado por uma equipa de oftalmologistas, engenheiros informáticos e empresário, o Peek pode chegar a clínicas espalhadas por todo o mundo, através de uma parceria com os Médicos Sem Fronteiras. A campanha de crowdfunding, lançada na segunda-feira na página da Indiegogo, já conseguiu 24 mil libras, mas o objectivo é chegar às 70 mil.

“Com o Peek esperamos aumentar o acesso a cuidados oftalmológicos a milhões de pessoas que cegam sem necessidade”, explica Andrew Bastawrous, oftalmologista do International Centre for Eye Health em Londres.

In Diário de Notícias online
por Dn.pt
27/11/2014

196: Google desenvolveu uma colher para pessoas com Parkinson

 

dd27112014O Google acaba de revelar uma revolução para as pessoas que sofrem da doença de Parkinson; uma colher que lhes permite comer sem derramar a comida.

A colher, baptizada de «liftware spoon», usa uma série de algoritmos e conta com uma tecnologia que estabiliza o acessório quando a mão da pessoa está a tremer. Segundo o Google, o uso do dispositivo reduziu em 76% a queda de alimentos.

A Lift Lab, empresa que desenvolveu a colher, foi comprada pelo Google em Setembro deste ano. A aquisição faz parte da entrada da empresa no ramo da biotecnologia e do hardware relacionado com saúde.

Mais de dez milhões de pessoas no mundo sofrem com tremores ou da doença de Parkinson, entre elas a mãe de Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

No site da Lift Lab, a colher tecnológica está a ser vendida por 295 dólares.

In Diário Digital online
26/11/2014 | 12:57

195: Alzheimer e esquizofrenia vêm da mesma parte do cérebro?

 

Estudo

Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que as mesmas regiões do cérebro poderão ser responsáveis pelo desenvolvimento por duas doenças distintas: o Alzheimer e a Esquizofrenia.

observador25112014Esquizofrenia e Alzheimer. A primeira é uma doença mental, a forma mais comum de demência. A outra é uma psicopatologia com carácter degenerativo. E, ao que parece, a mesma parte do cérebro poderá ser responsável pelo desenvolvimento de ambas as doenças — e que, por norma, é a primeira a mostrar sinais neuro-degenerativos, afirma um estudo elaborado pelo Centro Funcional de Imagem por Ressonância Magnética (MRC) da Universidade de Oxford, em Inglaterra.

O estudo, publicado esta terça-feira no Proceedings of the National Academy (PNAS), um jornal científico norte-americano, aponta que a região em questão está na massa cinzenta do cérebro, sendo “rica em ligações entre células nervosas”, escreveu o site Medical News Today.

Esta parte do cérebro, aliás, apenas se desenvolve na fase tardia da adolescência ou no início da idade adulta, estando ligada à capacidade intelectual e à memória a longo prazo: aptidões que são afectadas pela esquizofrenia e o Alzheimer. E como descobriram isto os investigadores? Realizando ressonâncias magnéticas aos cérebros de 484 pessoas saudáveis, entre os oito e os 85 anos.

Os resultados, lá está, mostraram que, na maioria das pessoas, a última região do cérebro a desenvolver-se era também a primeira a aparentar sinais de declínio com a idade. Depois, quando os investigadores compararam estes resultados aos de ressonâncias magnéticas efectuadas em pacientes de esquizofrenia ou Alzheimer, descobriram que o mesmo acontecia.

E, sobretudo, na mesma região do cérebro. “Os nossos resultados mostram que algumas partes específicas do cérebro não só se desenvolvem mais lentamente, como também se degeneram mais rápido. E são estas que parecem estar mais vulneráveis do que o restante cérebro à esquizofrenia e ao Alzheimer”, explicou Gwenaëlle Douaud, investigador que coordenou o estudo, apesar de ressalvar que “as duas doenças terem origens distintas e surgirem em alturas da vida quase opostas”.

Estes resultados poderão abrir o caminho para que estudos posteriores testem a possibilidade de diagnosticar mais cedo estas duas doenças. “Antigamente, os médicos chamavam ‘demência prematura’ à Esquizofrenia e agora temos uma evidência clara de que as mesmas partes do cérebro podem estar associadas a doenças diferentes”, disse Hugh Perry, um dos investigadores do MRC, à BBC.

In Observador online
25/11/2014, 21:59

194: Estudo sobre Hepatite C estima que novos tratamentos evitem 500 transplantes até 2030

 

Trabalho avaliou impacto dos medicamentos inovadores a travar a infecção em Portugal. Só que o preço pedido pelo laboratório, considerado “imoral” pelo ministro da Saúde e pelo Infarmed, tem atrasado a aprovação do uso destes fármacos em larga escala.

publico20112014

O novo medicamento está disponível na União Europeia desde Janeiro DR

Os novos tratamentos para a hepatite C aprovados neste ano pela Agência Europeia do Medicamento e que têm taxas de cura superiores a 90% poderiam evitar, até 2030, quase 500 transplantes hepáticos num país com a dimensão de Portugal e 8500 mortes prematuras relacionadas com esta doença. As conclusões fazem parte de um estudo antecipado ao PÚBLICO e que será apresentado nesta quinta-feira num painel sobre financiamento e contratualização da hepatite C inserido no 5.º Congresso Internacional dos Hospitais.

O trabalho Hepatite C: Um Modelo de Saúde Pública, que foi integrado num estudo de âmbito internacional já publicado no Journal of Viral Hepatitis, estima que anualmente as infecções pelo vírus da hepatite C matem 1000 pessoal em Portugal e que a despesa pública com esta doença seja de 7,5 milhões de euros só em medicamentos. Somando todos os tratamentos e cuidados associados, as contas apontam para uma factura de 70 milhões de euros, gastos sobretudo nas fases mais avançadas, em que a hepatite C evolui para situações de cirrose e de cancro.

Jorge Félix, director da consultora Exigo e coordenador da parte portuguesa do trabalho, que contou com o apoio de uma das farmacêuticas detentoras dos fármacos inovadores, a Gilead Sciences, explica que os cenários foram traçados para 2030 “por estarmos perante uma doença de evolução lenta e muitas vezes assintomática”, já que o vírus que afecta o fígado pode demorar mais de dez anos a manifestar-se. Aliás, mesmo em termos de prevalência, as contas da Organização Mundial de Saúde apontavam para que o país tivesse entre 100 mil e 150 mil pessoas infectadas, na maior parte dos casos sem saberem, mas dados recentes do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto indicam que serão no máximo 50 mil. Em 25% dos casos a doença, que resulta normalmente de contacto com sangue ou fluídos corporais infectados, tem cura espontânea, pelo que algumas pessoas nunca chegam a saber que estiveram infectadas.

“Estimámos que, até 2030, excluindo os custos dos medicamentos e se continuarmos com o padrão que conhecemos à data de hoje, o país irá incorrer em custos de 2100 milhões de euros”, sublinha Jorge Félix. Introduzindo as novas terapêuticas já aprovadas pelos organismos europeus, mas que a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) ainda está a avaliar por o valor apontado por doente ser de 48 mil euros – o que já foi considerado “imoral” pelo ministro da Saúde –, o investigador estima uma poupança de 736 milhões de euros dos 2100 milhões referidos.

“Quem fala no custo estrondoso esquece-se de mencionar os efeitos do tratamento. O que nós estimamos é que até 2030 se possa reduzir em 74% a mortalidade prematura, em 88% o número de carcinomas do fígado, em 80% os transplantes e em 85% a progressão para cirrose descompensada”, afirma Jorge Félix. Isto significaria “evitar 8526 mortes prematuras, 1600 carcinomas, 458 transplantes hepáticos e 3564 cirroses descompensadas”. Com um adiamento de dois anos da entrada destes fármacos, o trabalho aponta para uma perda de 182 milhões de euros.

O infecciologista Francisco Antunes, que tem acompanhado no terreno a evolução do tratamento da hepatite C, reconhece a necessidade de o preço ser negociado com os laboratórios, até porque a vizinha Espanha acabou por conseguir um acordo que fez descer o preço por tratamento para 25 mil euros. E em países como o Egipto o valor é inferior a 1000 euros. Mas alerta que “estão estabelecidas neste momento várias barreiras no acesso ao tratamento da hepatite C. Por um lado, temos a complexidade dos tratados do passado e, por outro, o custo dos tratamentos actuais.”

O professor catedrático do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa especifica que se está a falar da diferença entre tratar alguém com “terapêuticas prolongadas, injectáveis, e por períodos de 12 meses, com efeitos colaterais e com taxas de resposta que atingem os 75%” ou com “um fármaco de fácil administração, com possibilidade de cura superior a 90% em tratamentos de oito, 12 ou 24 semanas”. “Os novos tratamentos são praticamente isentos de efeitos adversos e têm eficácia mais elevada”, resume o médico, para quem é “preocupante” que o acesso ao tratamento esteja dependente de pedidos de utilização excepcional, geridos de forma diferente entre hospitais e apenas para doentes “em risco de vida que, pelas complicações a que chegaram, acabam por beneficiar de uma eficácia mais reduzida” do fármaco.

Por isso mesmo, Jorge Félix, ainda em termos de custos para o Serviço Nacional de Saúde, defende que é preciso “desmistificar a ideia de que temos de tratar os doentes todos hoje”, até porque há “critérios clínicos bem definidos” e nem todos as pessoas infectadas estão diagnosticadas. O coordenador defende que o actual modelo de financiamento dos hospitais seja revisto, passando a ter em consideração os custos futuros que as unidades deixam de ter e os recursos que têm de alocar aos tratamentos mais antigos e morosos.

“É urgente definir um pacote especial, nem que seja com verbas de fora do sector da saúde”, reforça Jorge Félix, explicando que deve ser destinado a estes e outros medicamentos inovadores “que são uma mais-valia”. “Há muitas outras terapêuticas no Serviço Nacional de Saúde mais caras que estas e que não são questionadas”, acrescenta. A proposta do estudo é que se faça uma “entrada progressiva” com um tratamento de 1600 doentes ao ano nos primeiros dois anos, duplicando-se o número nos dois anos subsequentes. Em 2020 o país já deveria tratar mais de 6000 doentes por ano, para chegar a 2030 “perante um cenário que a Organização Mundial de Saúde designa como a quase eliminação da patologia e que corresponderia a menos de 15 mil casos”.

In Público online
Romana Borja-Santos
20/11/2014 – 07:20

O que há na vacina da gripe?

 

Dúvidas sobre a sua eficácia, receios dos efeitos secundários e muitos mitos. Mas o que há, realmente, dentro da seringa, quando é administrada a vacina da gripe?

visao03112014A comunidade médica insiste todos os anos na vacinação contra a gripe sazonal, sobretudo dos grupos considerados de risco. Mas, na população, as opiniões dividem-se e as dúvidas são sempre muitas. A revista Wired resume de que é feita uma vacina da gripe.

O vírus da gripe

Todas as vacinas da gripe partem… dos vírus da gripe. Ou melhor, material genético do vírus, envolvido em proteínas, gorduras e antigénios para forçar o sistema imunitário a entrar em ação. Com milhares de possíveis variantes do vírus da gripe em circulação, a Organização Mundial de Saúde analisa informação proveniente de 141 laboratórios em todo o mundo para determinais quais as variantes que têm maior probabilidade de circular, em cada ano. Uma vez que pode demorar mais de seis meses a fabricar a vacina, a OMS escolhe quatro estirpes de cada vez, nove meses antes da época da gripe: dois da estirpe A e dois da B.

Proteína de ovo

Os cientistas injectam os vírus em ovos de galinha fertilizados, de forma a que estes se repliquem. Depois, o fluído alantóide do ovo com o vírus é submetido a centrifugação, juntamente com soluções de sacarose em diferentes concentrações para separar os vírus mais densos das restantes proteínas do ovo. Por isso é que é possível que a vacina contenha vestígios de ovo.

Formaldeído

Sem formaldeído, a vacina não passaria de uma gripe num frasco. É esta molécula hidrossolúvel que impede que o vírus provoque a doença. Uma vacina pode contar até 100 microgramas de formaldeído.

Octilfenol etoxilado

À medida que se replica, o vírus da gripe retira uma parte da membrana gorda do ovo para unir as suas proteínas e material genético. O octilfenol etoxilado é uma espécia de detergente que retira a gordura como se de uma nódoa se tratasse.

Gelatina

Toda a gelatina é feita de colagénio animal. A versão usada na vacina da gripe, para manter os componentes estáveis durante o armazenamento e transporte, tem origem suína. Quem for alérgico a gomas pode ter uma reacção anafilática ao levar a vacina da gripe – um por um milhão de doses administradas.

Timerosal

Muitas pessoas acreditam que este conservante torna a vacina perigosa. Mas o timerosal mantém os frascos multi-dose, usados em alguns países, seguros, sem bactérias e fungos, mesmo depois de várias inserções das agulhas.

In Visão online
16:58 Segunda feira, 3 de Novembro de 2014

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