148: El 97% de la quimioterapia no funciona y solo se utiliza por una sola razón

 

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¿Cuál es la razón por la que se sigue utilizando la Quimioterapia?, pues que los médicos y las compañías farmacéuticas hacen dinero con ello. No reduce la mortalidad o disminuye las tasas de cáncer, por el contrario, las aumenta.

La mayoría de los pacientes mueren o se ven nuevamente afectados por el cáncer a los 10 ó 15 años después del tratamiento con quimio, Destruye el sistema inmunológico, aumenta la caída del sistema neurocognitivo, interrumpe el funcionamiento endocrino y es causa de intoxicaciones metabólicas en órganos. Los pacientes, básicamente, viven en un permanente estado de la enfermedad hasta su muerte. La industria del cáncer margina curas seguras y efectivas, mientras que promociona de sus remedios patentados, caros y tóxicos cuyos riesgos superan con creces cualquier beneficio. Esto es lo que mejor saben hacer, y lo hacen, ya que con ello hace que el dinero, así de simple.

vozciudadana02Es un negocio de proporciones gigantescas.

La quimioterapia no se dirige a las células cancerosas, y debido a esto, con la quimioterapia:

1) Mueren muchas más células normales que células cancerosas.

2) las células normales que sobreviven sufren daños tóxicos.

Asimismo, el artículo añade que ciertas sustancias que aparentemente resultaron más efectivas, fueron desechadas como sustituto a la quimioterapia por que no ofrecían margen de negocio debido a su bajo coste.

Cómo la Quimioterapia aumenta realmente el crecimiento del Cáncer

Los investigadores probaron los efectos de un tipo de quimioterapia en el tejido recogido de los hombres con cáncer de próstata, y se encontró “evidencia de daño en el ADN” en las células sanas después del tratamiento, escribieron los científicos en la revista Nature Medicine

La quimioterapia actúa inhibiendo la reproducción de las células de rápida división, como las que se encuentran en los tumores.

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Los científicos descubrieron que las células sanas dañadas por la quimioterapia secretan más de una proteína llamada WNT16B que aumenta la supervivencia de células cancerígenas.

“El aumento en WNT16B fue totalmente inesperado”, el coautor del estudio Peter Nelson, del Centro de Investigación del Cáncer Fred Hutchinson en Seattle dijo a la AFP.

La proteína fue captada por las células tumorales vecinas a las células dañadas.

“WNT16B, cuando secretada, podría interactuar con las células tumorales vecinas y hacer que la invasión crezca y esto es importante, pues se resisten a la terapia posterior”, dijo Nelson.

En el tratamiento del cáncer en los tumores suelen responder bien al principio, seguido de un rápido rebrote y resistencia a la quimioterapia suministrada posteriormente.

Los médicos hablan sobre la industria del cáncer

Dr. Robert Atkins, mundialmente conocido por la llamada dieta Atkins, una vez anunció que hay varias curas para el cáncer, no se gana dinero con ellas. Son naturales, eficaces y de bajo costo, los medicamentos de alto costo no están involucrados, pero requieren mucha labor de autodisciplina de los pacientes. Cuesta millones financiar la investigación y los ensayos clínicos necesarios para producir un nuevo medicamento patentable y comerciable contra el cáncer. A menudo, estos medicamentos crean más enfermedades.

Según el Dr. John Diamond, MD, “Un estudio de más de 10.000 pacientes muestra claramente que la quimioterapia con la enfermedad de Hodgkin (linfoma) es en realidad una mentira. Los pacientes que se sometieron a quimioterapia eran 14 veces más propensos a desarrollar leucemia y tenían 6 veces más probabilidades de desarrollar cáncer de huesos, en las articulaciones y en los tejidos blandos que los pacientes que no se sometieron a la quimioterapia”

El Dr. Allen Levin dijo: “La mayoría de los pacientes de cáncer en este país (EE.UU.) muere de la quimioterapia. La quimioterapia no elimina los cánceres de mama, colon o pulmón. Este hecho ha sido documentado durante más de una década, sin embargo, los médicos todavía utilizan la quimioterapia para estos tumores”.

Fuente: Extracto del artículo original de la revista médica Prevent Disease escrito por DAVE MIHALOVIC.

In http://vozciudadanachile.cl/el-97-de-la-quimioterapia-no-funciona-y-solo-se-utiliza-por-una-sola-razon/

147: ADEUS AOS RATOS DE PLANTÃO!

 

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VENENO NATURAL.
Veneno ecológico para matar ratos – UTILIDADE PÚBLICA.
Nossos cientistas são feras mesmo!
Método usado por criadores de pássaros!

COMBATENDO OS RATOS.

“Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes…
Pergunta daqui, pergunta dali…
Uma amiga me disse que feijão triturado matava ratos, mas não detalhou.
Fui pesquisar e descobri esse estudo da Universidade Federal de Pelotas”.

Como fazer:

a) Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo);

b) Coloque no multiprocessador ou liquidificador (SEM ÁGUA);
c) Triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.

Onde colocar:

Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão;

a) Perto das portas;

b) Janelas (SIM… eles escalam as janelas…)
c) Atrás da geladeira;
d) Atrás do fogão;
e) À beira de esgotos, de córregos e valas, em ruas e/ou alamedas, por exemplo.
OBS.: O custo é muito barato e a eficácia é muito elevada!

O rato come essa farofinha, mas não tem como digerir o feijão (cru), por falta de enzimas digestivas ou substâncias que digerem feijão cru. Isso causa aos ratos envenenamento natural por fermentação. Todos os que ingerem morrem!

A população de ratos se extingue em três dias no entorno da área em que o farelo do feijão cru foi colocado.
DETALHE IMPORTANTE:

a) Ao contrário dos tradicionais venenos (Racumim, por exemplo), o rato morre e não contamina animais de estimação. E a quantidade de feijão que ele ingeriu e o matou é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer… Mas animal morto, eles não comem. E não há evidências de que o farelo do feijão cru faça mal a gatos e cachorros, pois, eles têm enzimas digestivas capazes de metabolizar esse alimento.

b) Se tiver crianças pequenas (bebês), ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano, mesmo cru, é digerido. Mesmo assim, é preciso colocar o “veneno” em lugares seguros, longe do alcance das crianças, isto é, onde crianças não costumam transitar, porque a urina de ratos, em alimentos (no feijão triturado, no caso) pode conter Leptospirose, contaminação microscópica que pode matar seres humanos de qualquer idade, se não tratadas a tempo! Só isso, como cuidado!

DIVULGUEM, POR FAVOR!

NÃO TEM CONTRA INDICAÇÃO.
REPASSEM, POR FAVOR!
O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS AGRADECEM!
VAMOS PARAR DE UTILIZAR PRODUTOS QUÍMICOS A TODO MOMENTO!

Helena de Oliveira Schwartz

Educadora Ambiental na ONG Makaya / Casa do Zezinho
Estudante de pós-graduação em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ – USP
Bióloga Licenciada e Bacharel pela UNESP – Campus Botucatu

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146: Um café e um bolo contra o bicho papão do Alzheimer

 

Cerca de 1,7% da população portuguesa sofrerá de demências. Associadas ao envelhecimento, podem surgir aos 40, 50 anos, transformando adultos activos em dependentes para os quais há pouca ou nenhuma resposta estruturada.

Catarina Alvarez, Anabela Lima, Valdemar Lima e Maria Veiga  Fotografia © Jorge Carmona/Global Imagens

Catarina Alvarez, Anabela Lima, Valdemar Lima e Maria Veiga
Fotografia © Jorge Carmona/Global Imagens

A fazer agora um ano, o Café Memória é uma iniciativa que visa reunir doentes e cuidadores num misto de terapia de grupo, palestra e convívio informal. Uma ideia feliz, dizem os que o frequentam, que teve 25 sessões no primeiro ano.

0-cafememoriaIn Diário de Notícias online
18/04/2014
por Fernanda Câncio

145: A Doença de Alzheimer

 

alzheimerA Doença de Alzheimer é a forma mais comum de Demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos.

O que é a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades de vida diária.

O nome desta doença deve-se a Alois Alzheimer, médico alemão que em 1907, descreveu pela primeira vez a doença.

À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução, de tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilhares no seu interior e placas senis no espaço exterior existente entre elas. Esta situação impossibilita a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais. Estas acabam por morrer e isto traduz-se numa incapacidade de recordar a informação. Deste modo, conforme a Doença de Alzheimer vai afectando as várias áreas cerebrais vão-se perdendo certas funções ou capacidades.

Quando a pessoa perde uma capacidade, raramente consegue voltar a recuperá-la ou reaprendê-la.

A Doença de Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa

Em termos neuropatológicos, a Doença de Alzheimer caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro, com algumas causas ainda por determinar.

O aparecimento de tranças fibrilhares e placas senis impossibilitam a comunicação entre as células nervosas, o que provoca alterações ao nível do funcionamento global da pessoa.

Tipos de Doença de Alzheimer

Existem dois tipos diferentes de Doença de Alzheimer:

  • A Doença de Alzheimer esporádica pode afectar adultos de qualquer idade, mas ocorre habitualmente após os 65 anos. Esta é a forma mais comum de Doença de Alzheimer e afecta pessoas que podem ter ou não, antecedentes familiares da doença. Parece não existir hereditariedade da Doença de Alzheimer esporádica, de início tardio. Contudo, é possível que algumas pessoas possam herdar uma maior ou menor probabilidade para desenvolverem a doença numa idade avançada. O ApoE14 é o único gene associado a um ligeiro aumento do risco de desenvolver Doença de Alzheimer, de início tardio. Mesmo assim, metade das pessoas portadoras deste gene, e que vivem até aos 85 anos, não desenvolve Demência nesta idade. Os investigadores estão a tentar encontrar outros factores de risco, genéticos e ambientais que possam tornar o desenvolvimento da Doença de Alzheimer mais ou menos provável. No entanto até à presente data o único factor de risco evidente para o desenvolvimento desta doença parece ser a existência prévia de um traumatismo craniano severo.
  • A Doença de Alzheimer Familiar é uma forma menos comum, na qual a doença é transmitida de uma geração para outra. Se um dos progenitores tem um gene mutado, cada filho terá 50% de probabilidade de herdá-lo. A presença do gene significa a possibilidade da pessoa desenvolver a Doença de Alzheimer, normalmente entre os 40 e 60 anos. Este tipo de Doença de Alzheimer afecta um número muito reduzido de pessoas.

Quais são os sintomas?

Nas fases iniciais, os sintomas da Doença de Alzheimer podem ser muito subtis. Todavia, começam frequentemente por lapsos de memória e dificuldade em encontrar as palavras certas para objectos do quotidiano.

Estes sintomas agravam-se à medida que as células cerebrais vão morrendo e a comunicação entre estas fica alterada.

Outros sintomas característicos:
•    Dificuldades de memória persistentes e frequentes, especialmente de acontecimentos recentes;
•    Apresentar um discurso vago durante as conversações;
•    Perder entusiasmo na realização de actividades, anteriormente apreciadas;
•    Demorar mais tempo na realização de actividades de rotina;
•    Esquecer-se de pessoas ou lugares conhecidos;
•    Incapacidade para compreender questões e instruções;
•    Deterioração de competências sociais;
•    Imprevisibilidade emocional.

Consoante as pessoas e as áreas cerebrais afectadas, os sintomas variam e a doença progride a um ritmo diferente. As capacidades da pessoa podem variar de dia para dia ou mesmo dentro do próprio dia, podendo piorar em períodos de stress, fadiga e problemas de saúde. No entanto, o certo é que vai existir uma deterioração ao longo do tempo. A Doença de Alzheimer é progressiva e degenerativa e, actualmente, irreversível.

Qual a causa da Doença de Alzheimer?

Os investigadores estão a descobrir rapidamente mais dados sobre as alterações químicas que provocam danos às células cerebrais na Doença de Alzheimer. Mas para além das pessoas que desenvolvem a Doença de Alzheimer Familiar, não se conhece o motivo pelo qual uma pessoa desenvolve a doença e outra não.

Estão a ser investigadas várias causas suspeitas da Doença de Alzheimer, incluindo factores ambientais, perturbações bioquímicas e processos imunitários. A causa pode variar de pessoa para pessoa e pode ser devida a um ou a vários factores.

Quem desenvolve a Doença de Alzheimer?

Qualquer pessoa pode desenvolver a Doença de Alzheimer. No entanto, é mais comum acontecer após os 65 anos. A taxa de prevalência da demência aumenta com a idade. A nível mundial, a demência afeta 1 em cada 80 mulheres, com idades compreendidas entre os 65 e 69 anos, sendo que no caso dos homens a proporção é de 1 em cada 60. Nas idades acima dos 85 anos, para ambos os sexos, a Demência afecta aproximadamente 1 em cada 4 pessoas.

Como é que a Doença de Alzheimer é diagnosticada?

Actualmente não existe qualquer teste específico para identificar a Doença de Alzheimer. O diagnóstico é realizado após uma observação clínica cuidadosa. O diagnóstico clínico pode incluir a realização de: história médica detalhada, exame físico e neurológico aprofundado; exame do funcionamento intelectual; avaliação psiquiátrica; avaliação neuropsicológica; e análises laboratoriais ao sangue e urina.

Estes exames irão ajudar a excluir a existência de outras doenças, que têm sintomas similares, tais como carências nutricionais e depressão. Após a eliminação de outras causas, o diagnóstico clínico da Doença de Alzheimer pode ser realizado com uma precisão de 80% a 90%. O diagnóstico só pode ser confirmado após o falecimento da pessoa, através da observação do tecido cerebral.

É importante ter um diagnóstico preciso o mais cedo possível, para determinar se a situação clínica da pessoa é devida à Doença de Alzheimer ou se os sintomas estão a ser causados por outra doença, diferente ou rara, que requeira um tratamento específico.

Como é que a Doença de Alzheimer progride?

A progressão da doença varia de pessoa para pessoa. Mas a doença acaba por levar a uma situação de dependência completa e, finalmente, à morte. Uma pessoa com Doença de Alzheimer pode viver entre três a vinte anos, sendo que a média estabelecida é de sete a dez anos.

Existe algum tratamento disponível?

Até à presente data não existe cura para a Doença de Alzheimer. No entanto, existem algumas medicações que parecem permitir alguma estabilização do funcionamento cognitivo nas pessoas com Doença de Alzheimer, nas fases ligeira e moderada.

Os medicamentos também podem ser prescritos para sintomas secundários, como inquietude e depressão, ou para ajudar a pessoa com Doença de Alzheimer a dormir melhor.

A Alzheimer Portugal fornece apoio, informação, formação e aconselhamento para as pessoas afectadas pela Demência, seja os próprios doentes ou os seus familiares. Este apoio pode fazer uma diferença positiva na forma de gerir a doença.

Adaptado de Alzheimer Australia

144: Descoberta portuguesa “2 em 1” na luta contra a doença de Alzheimer

 

Diagnóstico da doença mais claro e fármacos mais eficazes são os avanços conseguidos pela equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular.

rr14042014Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um estudo que, além de ajudar a tornar “o diagnóstico da doença de Alzheimer mais claro”, permite criar “fármacos mais eficazes na fase inicial da doença”.

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC “mostrou, pela primeira vez, a localização subcelular (zona da célula) da proteína precursora da beta-amilóide (APP) que origina a proteína tóxica envolvida no surgimento da doença de Alzheimer”, afirma uma nota da UC, divulgada esta segunda-feira.

Ao mapearem a proteína APP, para identificarem a sua “distribuição em diferentes regiões das sinapses (ligações entre os terminais nervosos responsáveis pela transmissão de informação de um neurónio para outro) e nos diferentes tipos de neurónios”, os especialistas descobriram que “a APP está enriquecida na região pré-sináptica activa (zona da sinapse onde são libertados os neurónios transmissores) e nos neurónios glutamatérgicos”.

Os neurónios glutamatérgicos são responsáveis pela “libertação de glutamato”, que garante “a ‘ligação’ do sistema nervoso”, isto é, assegura que “os neurónios comuniquem entre si”, salienta a nota da UC.

Com esta descoberta, “finalmente percebe-se porque é que na fase inicial da patologia ocorre a perda da conexão entre neurónios (sinapses) e a degeneração dos neurónios glutamatérgicos é a mais acentuada”, sublinha Paula Agostinho, investigadora do CNC da UC e autora responsável pelo artigo científico sobre esta investigação, que será publicado no “Journal of Alzheimer’s Disease”, em Maio.

Os resultados do estudo, realizado em modelos animais (ratos), ao longo dos últimos três anos, “além de ajudarem a tornar o diagnóstico da doença de Alzheimer mais claro, permitem desenvolver fármacos mais eficazes na fase inicial da doença, evitando a clivagem da APP (proteína precursora) para impedir a formação da proteína tóxica (beta-amilóide) e direccionar as terapias para o sistema glutamatérgico”, sustenta Paula Agostinho.

Ao descobrir as zonas onde a APP se encontra enriquecida, os investigadores conseguiram responder a questões como “porque é que na doença de Alzheimer existem zonas do cérebro que são particularmente vulneráveis, nomeadamente o hipocampo e o córtex entorinal” e “porque é que uns neurónios são mais afectados do que outros”, sintetiza a investigadora do CNC da UC.

In Rádio Renascença online
14-04-2014 9:59

143: Sem cura nem vacina, vírus Ébola é morte quase certa

 

O vírus do Ébola, que até segunda-feira terá matado 95 das 151 pessoas suspeitas de estarem infectadas na Guiné Conacri, é uma doença contagiosa, sem cura nem vacina, que tem uma taxa de mortalidade de até 90%.

dn08042014O surto está a ser acompanhado “muito seriamente” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que embora reconheça haver já casos confirmados na Libéria, sublinha que todos eles têm aparentemente origem no sudeste da Guiné Conacri, onde tudo começou, pelo que ainda não se pode considerar uma epidemia.

Já a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o surto “não tem precedentes” na forma como os casos estão espalhados por locais com quilómetros de distância entre eles.

A doença, de origem viral, tem como sintomas iniciais uma febre alta, de quase 40 graus, fraqueza intensa, fortes dores de cabeça, dores musculares e de garganta, segundo a OMS.

Numa fase subsequente surgem os vómitos, a diarreia e, em alguns casos, hemorragias interna e externa.

A febre hemorrágica de ébola, uma das doenças mais mortíferas para o homem, transmite-se os humanos através de contacto com animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos e antílopes, e espalha-se entre humanos através do contacto com sangue, saliva ou outros fluídos corporais infectados, bem como com ambientes contaminados.

Até o funeral de uma vítima de ébola pode ser um risco se houver contacto directo com o cadáver e mesmo as pessoas que sobrevivem podem continuar a disseminar a doença até sete semanas após recuperarem.

Uma das características mais perigosas da doença é que o período de incubação pode ser de dois a 20 dias e o diagnóstico é difícil.

Por isso, uma pessoa infectada pode andar quase três semanas a disseminar a doença sem o saber e até viajar, levando o vírus para outros destinos.

Este risco aumenta quando se sabe que o surto actual, inicialmente localizado em Nzerekore, uma zona remota no sul da Guiné Conacri, já foi detectado na capital do país, onde há um aeroporto com ligações aéreas para a Europa e a África ocidental.

Também já morreram quatro pessoas na Libéria e a Serra Leoa já registou cinco casos suspeitos, embora nenhum tenha ainda sido confirmado.

A localidade de Geuckedou parece ser até agora a mais afectada, com mais de metade dos casos de infecção e de mortes.

O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 em dois surtos simultâneos no Sudão e na República Democrática do Congo.

Desde 1976, o Ébola causou a morte de pelo menos 1.200 pessoas, dos 1.850 casos detectados. Os surtos mais fortes registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (318 casos), 1995 (315 casos) e 2007 (264 casos), no Sudão, em 1976 (284), e no Uganda, em 2000 (425 casos).

Os surtos surgem normalmente em aldeias remotas da África central e ocidental, junto a florestas tropicais, pode ler-se no site da OMS.

Neste momento, o vírus do ébola, que tem cinco estirpes distintas, só existe no continente africano, mas já houve casos nas Filipinas e na China.

Para evitar o contágio humano, a OMS recomenda evitar o contacto com morcegos e macacos e o consumo da sua carne crua, assim como evitar o contacto físico com pacientes infectados, em particular com os seus fluidos corporais.

Os profissionais de saúde estão em risco acrescido, sobretudo porque os sintomas iniciais são pouco específicos e podem ser associados a outras doenças, como a malária.

Após uma eventual infecção, pouco se pode fazer, já que não há vacinas nem tratamentos, restando apenas a hidratação do doente com soluções com electrólitos ou a administração intravenosa de fluidos.

Segundo os MSF, este surto é provocado pela estirpe mais agressiva e mortífera do vírus, que mata mais de 90% dos doentes. Desconhece-se que factores permitem a alguns doentes sobreviver enquanto os outros sucumbem.

In Diário de Notícias online
08/04/2014
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

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