O que é a alimentação macrobiótica?

 

DESCRIÇÃO – A alimentação macrobiótica tem grandes diferenças quando comparada com a opção vegetariana. A CMTV visitou um centro de macrobiótica no Porto e também falou com uma família vegetariana.

In CMTV
15/10/2013

Adenda:

Muesli with Blueberries. cereais e frutos secos.Depois de ver e ouvir a entrevista acima e não pretendendo sobrepor-me ao que o Director do Instituto Macroibiótico de Portugal (IMP) afirmou na sua intervenção, eu, que fui macrobiótico durante mais de uma década há alguns anos atrás, chegando inclusivamente a fornecer refeições macrobióticas para uma superfície comercial que tinha uma secção de produtos naturais de todo o género, incluindo alimentação diária, creio que o conceito de Macrobiótica não ficou devidamente esclarecido e, quem nunca conheceu ou teve contacto com pessoas que seguem este regime alimentar, continuou a ficar sem saber, concretamente, o que realmente é a Macrobiótica.

Por exemplo – e não vou entrar em detalhes específicos -, tem de existir uma transição longa para quem pretende seguir este regime, ou seja, no mínimo de seis a doze meses de transição onde, em em cada quatro meses, se substitui parte da alimentação tradicional pela mesma quantidade da nova alimentação, ou seja, se a transição durar 12 meses, divide-se este período em 4 meses cada e em cada período ir diminuindo progressiva e percentualmente, as quantidades de carne vermelha, branca, peixes e todos os ingredientes habituais da dieta alimentar dita normal ou convencional, acrescentando as mesmas quantidades de produtos naturais.

Isto porquê? Para habituar o nosso organismo e o sistema central a assimilarem as novas proteínas, minerais, vitaminas, etc.. Por isso é que existem muitas pessoas que entram a “matar” neste regime, ou seja, de um dia para o outro, e o organismo, habituado às toxinas das carnes, dos peixes, etc., vai-se “abaixo” e até pode levar a graves problemas de saúde. É preciso não esquecer este pequeno/grande pormenor que não foi mencionado pelo Director do IMP, essencialmente para quem pretende levar a sério o regime Macrobiótico e não para aqueles que levam isso como mais uma moda alimentar para se diferenciarem dos outros. Que existem…

Num rápido exemplo, para a carne – e tendo em conta os 12 meses de transição alimentar de um regime para o outro -, quem normalmente come carne e/ou peixe, no primeiro período (1º. ao 3º. meses) deve abolir 25% desses produtos animais e substituí-los por produtos naturais (cereais, leguminosas, vegetais, etc.); no período seguinte 4º. ao 6º meses, deve reduzir 50% da parte animal e substituí-la pelos mesmos ingredientes naturais; no 3º. período (7º. ao 9º. meses), deve reduzir 75% da parte animal e substitui-la como anteriormente e no último período (10º. ao 12º. meses), deve reduzir 90% da parte animal e substituí-la por produtos naturais.

A partir daí o organismo encontra-se adaptado ao novo regime e pode então iniciar a 100% o regime macrobiótico. Mas isto não é igual para todas as pessoas e, para quem não tem conhecimentos, deve ser acompanhada por um nutricionista ou por um médico naturista que aconselhará devidamente a forma de mudar de regime alimentar e de acordo com a pessoa em questão. É bom lembrar que o que a mim pode fazer bem, poderá não fazer ao meu vizinho… Cada pessoa é um sistema e cada sistema é diferente do outro…

Mas muito fica por dizer sobre este regime que é maravilhoso e que posso afirmar, sem sombra de dúvida, que foram os melhores anos da minha vida. Infelizmente e por motivos profissionais que me obrigavam a constantes deslocações e almoços de negócios, tive de deixar a macrobiótica mas nunca deixei de substituir, ainda hoje, um hambúrguer de porco ou de vaca por um de soja, ou uns croquetes de carne por uns de soja, ou uma jardineira com carne por uma jardineira com soja, utilizando o granulado de soja, o tofu, o seitan e outros produtos.

E também não foi referido, concretamente, que sim, este tipo de alimentação é muito mais dispendiosa que os produtos que são tratados com químicos, ou seja, os que se encontram à venda por todo o lado. Os produtos naturais são cultivados ou produzidos sem agentes químicos, por isso o seu encarecimento. O azeite é de primeira pressão a frio, o arroz integral não é descascado nem polido, por isso concentra todo o seu valor nutritivo no grão, etc..

123: Nova esperança no tratamento de Alzheimer

 

Investigação

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Fármaco testado em animais pode travar Alzheimer

Cientistas britânicos conseguiram avanços significativos na prevenção e avanço de doenças degenerativas do cérebro.

Um novo fármaco, desenvolvido e testado em ratos de laboratório, foi capaz de prevenir o avanço de doenças degenerativas do cérebro. O estudo, que promete revolucionar o tratamento da doença de Alzheimer, foi publicado na revista norte-americana ‘Science Translational Medicine’.

Nos resultados divulgados por um grupo de cientistas britânico da Unidade Toxicológica do Medical Research Council’s, na Universidade de Leicester, os ratos tratados sete semanas depois de terem sido infectados não registaram qualquer perda de memória, enquanto os que foram tratados passadas nove semanas tiveram perda de memória.

cm11102013“Ficámos muitos entusiasmados quando vimos que o tratamento era capaz de travar o avanço da doença e proteger as células do cérebro, restaurando alguns comportamentos normais e prevenindo a perda de memória nos ratos”, disse Giovanna Mallucci, uma das cientistas do projeto.

In Correio da Manhã online
10/10/2013 | 18h54
Por:Tiago Viçoso

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