101: Níveis de pólenes vão aumentar nos próximos dias

 

Boletim Polínico

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) prevê um “significativo acréscimo” dos níveis de pólenes nos próximos dias, principalmente nas regiões do sul do país, segundo o Boletim Polínico hoje divulgado.

O Boletim Polínico efectua a divulgação semanal sobre os níveis de pólenes existentes no ar atmosférico, recolhidos através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes em várias regiões do país.

“Na próxima semana [29 de março a 04 de Abril], na ausência de precipitação, espera-se um significativo acréscimo dos níveis polínicos, prevendo-se, em geral, níveis moderados a elevados de pólen atmosférico para as regiões do norte do país”, adianta a SPAIC.

São ainda esperados níveis elevados a muito elevados para as regiões do sul do país e níveis baixos para os arquipélagos dos Açores e da Madeira.

O alerta da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica vai particularmente para os pólenes de erva parietária, plátano, pinheiro e carvalhos.

Para as regiões de Trás-os-Montes, Alto Douro e Vila Real, prevêem-se níveis baixos a moderados de pólenes, com destaque para os de pinheiro, carvalho, gramíneas e erva parietária.

No Douro Litoral e região do Porto, os pólenes encontram-se em níveis moderados a elevados, com predomínio dos pólenes de pinheiro, plátano, carvalho e erva parietária.

Já para a região da Beira Litoral e Coimbra são esperados níveis elevados de pólenes, predominando os de pinheiro, plátano, erva parietária, carvalho e cipreste.

Na Beira Interior e na região de Castelo Branco, onde são esperados níveis baixos a elevados de pólenes, evidenciam-se os pólenes de carvalho, erva azeda, pinheiro, cipreste e gramíneas.

Prevêem-se níveis elevados a muito elevados de pólenes para as regiões da Estremadura e Lisboa, onde dominarão os pólenes de plátano, carvalho, cipreste, erva parietária e pinheiro.

Para o Alentejo e o Algarve são também esperados níveis elevados a muito elevados de pólenes, com predomínio dos pólenes de azinheira, plátano, cipreste, pinheiro, ervas azeda e parietária.

Nos Açores e na Madeira, os pólenes encontram-se em níveis baixos, dominando os de cipreste, erva parietária, eucalipto e gramíneas.

In Diário de Notícias online
28/03/2013
por Lusa, publicado por Ana Maia

100: Consumo de carne processada associado a causas de morte prematura

 

Carne-processada2Elevado consumo deste tipo de carne aumenta em 72% o risco de morte por doença cardiovascular e em 11% o risco de cancro mortal, concluiu um estudo.

O estudo European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC), publicado nesta quinta-feira na revista científica BMC Medicine, identifica o consumo de carnes processadas – como bacon, salsichas ou presunto – como um factor que potencia doenças cardiovasculares, cancros e outros problemas de saúde mortais.
Os resultados do estudo sugerem que, num período de 13 anos, um elevado consumo de carne processada aumenta em 44% a probabilidade de uma morte prematura. O consumo deste tipo de alimentos é responsável por potenciar o risco de doenças cardiovasculares em 72% e o risco de cancro em 11%.

Os cientistas responsáveis pelo estudo observaram uma co-relação proporcionalmente maior entre as taxas mortalidade precoce e a quantidade de carne processada ingerida.

Sabine Rohrmann, professora na Universidade de Zurique e responsável pelo estudo, garante que 3% das mortes precoces ocorridas podiam ter sido evitadas se o consumo de carne processada fosse inferior a 20 gramas por dia. O sal e substâncias químicas utilizadas na preservação destes alimentos são outros dos elementos com efeitos nocivos para os consumidores.

A investigação, financiada pela Europe Against Cancer Program of the European Commission (SANCO), analisou a relação entre o consumo de carnes vermelhas, carnes brancas e carnes processadas e o risco de morte prematura.

O estudo foi conduzido em 10 países europeus, utilizando uma amostra de 448.568 pessoas, com idades entre os 35 e os 69 anos, recolhendo informação completa sobre a sua dieta, hábitos tabágicos, actividade física e índice de massa corporal. Nenhum deles tinha historial de doenças graves ou significativas.

Verificou-se que o consumo de carnes processadas está ainda relacionado com outros hábitos prejudiciais à saúde, como um consumo insuficiente de vegetais e fruta. Aqueles que comem mais carne processada são também os que tem uma maior probabilidade de ser fumadores ou obesos.

Os resultados relacionaram um alto consumo de carne vermelha com uma maior mortalidade, ligação considerada como residual e por isso insuficiente para se considerar estatisticamente válida. O consumo de carnes brancas não foi associado à mortalidade.

Apesar disso, os responsáveis pelo estudo não descartam totalmente as carnes vermelhas da dieta, reconhecendo como benéficos para a saúde os nutrientes que estas contêm.

Mariana Dias
In Público

99: Mais de uma dezena de portugueses vencem VIH sem tratamento

 

Foram infectados há mais de dez anos, mas o seu sistema imunitário tornou o vírus da sida inofensivo. Estudo sediado nos EUA procura uma explicação.

Um grupo de 974 pessoas no mundo infectadas há vários anos pelo vírus da sida estão a ser estudadas para descobrir como conseguem controlar o VIH sem nunca terem feito nenhum tratamento. A investigação inclui 16 portugueses.

Todos contraíram o vírus como qualquer outro infectado, mas o seu corpo tem a capacidade extraordinária, e ainda inexplicável, de tornar o VIH inofensivo. A ciência chama-lhes “controladores de elite” e estima que não cheguem a 1% do total de portadores do vírus.

A médica responsável pelo estudo em Portugal, Emília Valadas, da Faculdade de Medicina de Lisboa, suspeita também que estas pessoas envelhecem mais devagar.

In Expresso online
Vera Lúcia Arreigoso
9:02 Sábado, 9 de Março de 2013

98: Caravelas-portuguesas dão à costa em Portimão

 

Ainda nenhuma pessoa foi atingida

Caravelas-portuguesas aparecem na altura da preia-mar

Caravelas-portuguesas aparecem na altura da preia-mar

Um número anormal de caravelas-portuguesas, espécie marinha parecida com uma alforreca e que não é habitual estar junto à costa portuguesa, está desde quarta-feira a surgir na zona de Portimão, disse à Lusa o capitão do porto.

Habitual nas zonas tropicais, este animal liberta células urticantes que causam bastante dor aos humanos, mas até ao momento não houve nenhuma pessoa atingida, disse à Lusa o comandante Santos Pereira.

O capitão do Porto de Portimão adiantou que começou a ser informado da presença destes animais nas águas da costa algarvia na quarta-feira, mas hoje o número “já é inferior” e estão a “aparecer mortas” na preia-mar.

“São também exemplares bastante pequenos, com apenas cinco centímetros, tirando a parte dos tentáculos, que é maior”, precisou o capitão do porto, referindo-se a uma espécie cujos adultos podem atingir os 30 centímetros.

Questionado sobre o que pode ter causado o seu aparecimento junto da costa algarvia, na zona de Portimão, Santos Pereira disse não haver uma justificação exata, mas referiu que pode estar relacionado com o vento de sudoeste que se tem feito sentir na região do Algarve e que levou correntes de água mais quente para a zona.

A medusa existe... mas muito longe da costa portuguesa

A medusa existe… mas muito longe da costa portuguesa

A caravela-portuguesa flutua e os seus tentáculos ficam dentro de água, podendo atingir vários metros. Alimenta-se de peixes e outras espécies marinhas que, ao entrarem em contacto com os tentáculos, ficam imobilizados.

Aos humanos causa irritações e dores bastantes fortes ao entrar em contacto com a pele, podendo mesmo causar a morte se não for feito tratamento a tempo.

In Correio da Manhã online
07/03/2013

97: Cientistas dizem que Alzheimer faz parte do processo evolutivo do homem

 

dd01032013A doença de Alzheimer é o «preço» que os «Homo sapiens» devem pagar para que os seus cérebros possam evoluir, segundo um estudo apresentado na cidade de Burgos, na Espanha.

O estudo, realizado pelo cientista do Centro Nacional de Pesquisa Humana Emiliano Bruner e pela neuro psiquiatra Heidi Jacobs, do Instituto Alemão de Neurociência de Jülich, foi publicado na revista Journal of Alzheimer´s Disease.

Para Bruner, esse trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro.

No entanto, a pesquisa desenvolvida durante os últimos três anos tinha como objecto de estudo uma fase mais adiantada da doença de Alzheimer, caracterizada por um defeito metabólico nas áreas parietais (parte central) do cérebro, que são responsáveis pela capacidade cognitiva que diferencia o homem do resto dos animais, inclusive dos outros primatas.

O cientista também afirmou que a maior mudança no cérebro humano nos últimos 5 milhões de anos foi o desenvolvimento das áreas parietais.

A consequência é uma «grande vantagem cognitiva», apesar de causar «efeitos secundários», já que a parte central do cérebro pode apresentar temperaturas elevadas que prejudicam o seu funcionamento, além de requerer intensa actividade vascular – que pode ser associada à toxicidade e ao alto consumo de energia -, factores que geram problemas metabólicos.

De acordo com Bruner, «um motor muito potente e específico das áreas parietais é extremamente sensível, e por isso pode acabar por sofrer um processo de neuro-degeneração».

Por isso, o cientista acredita que os danos causados nas áreas temporais e frontais, associados à doença de Alzheimer, não são a causa da patologia, mas uma das suas consequências.

Bruner explicou que a identificação das áreas parietais como origem do Alzheimer justifica o facto de essa doença não afectar outras espécies, já que se trata de uma zona exclusiva do «Homo sapiens».

O pesquisador reconheceu que ainda não foi possível determinar em qual momento do processo evolutivo esse problema apareceu, já que o cérebro não pode ser estudado. Além disso, indicadores da doença nunca foram encontrados nos ossos do crânio.

Ele considerou «lógico» que a selecção natural não tenha eliminado a doença de Alzheimer, pois esta surge sobretudo em idades avançadas, quando o indivíduo já não se pode reproduzir.

O cientista insistiu que o seu trabalho não procura uma cura para a doença, mas uma interpretação diferente que indica a necessidade do envolvimento de profissionais de várias disciplinas, inclusive aqueles que se dedicam aos estudos comparativos entre primatas humanos e não humanos.

In Diário Digital online
01/03/2013

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