93: Infarmed manda retirar cosmético para queda de cabelo

 

Por publicidade enganosa

Velform_Hair_Grow_PlusA Autoridade do Medicamento (Infarmed) ordenou a retirada do mercado do produto cosmético para o cabelo Velform Hair Grow Plus por alegações enganosas em relação à sua eficácia para tratamento da queda de cabelo.

Num comunicado colado na sua página da Internet, o Infarmed esclarece que “a rotulagem e publicidade do cosmético apresentam alegações enganosas em relação à sua eficácia, designadamente no tratamento da queda e crescimento do cabelo”.

Assim, esta semana, a Autoridade do Medicamento e Produtos de Saúde determinou a suspensão imediata da comercialização do produto e a sua retirada do mercado.

O Velform Hair Grow Plus estava a ser publicitado e vendido, essencialmente, através de lojas de televendas.

Aliás, o Infarmed pede que seja contactada a empresa Valor Vida Loja de Televendas e Marketing Directo, responsável pela colocação deste produto no mercado.

In Diário de Notícias online
23/01/2013
por Lusa

92: Plantas poderão ajudar a extinguir mosquito da dengue

 

Uma farmacêutica investigadora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, Ângela Pizarro, reuniu informação científica sobre um conjunto de plantas com poder insecticida e repelente que podem ajudar a extinguir o mosquito que transmite a dengue.

Fotografia © Arquivo 24 Horas

Fotografia © Arquivo 24 Horas

No âmbito da tese final da graduação em Medicamentos e Produtos à Base de Plantas, Ângela Pizarro reuniu informação sobre plantas com poder insecticida e repelente, que podem fazer parte de formulações de produtos de acção insecticida ou repelente do mosquito vector que transmite o vírus da dengue, disse a investigadora à agência Lusa.

A investigadora salientou que algumas destas plantas são?espontâneas ou cultivadas em Portugal, assim como por toda a Europa,?e que poderiam ser uma ajuda, num momento em que?o mosquito está a disseminar-se e a tornar-se resistente aos métodos da sua eliminação e repelência.

Trata-se de plantas com poder de controlo sobre as pragas que se vão mostrando resistentes aos pesticidas sintéticos, como o mosquito da dengue.

Para Ângela Pizarro, a particularidade destas plantas é o facto de serem aromáticas e de possuírem poderosos óleos essenciais, tais como as espécies de Mentha, Eucalyptus e Glycirrhiza glabra (alcaçuz), que perturbam o processo normal da transmissão da doença, actuando desde a eliminação do mosquito (insecticida) até à prevenção da picada (repelente).

A dengue é uma doença infecciosa, que para existir precisa do?transmissor (mosquito), da vítima (homem ou animal) e da via de transmissão (subcutânea), recordou a investigadora.

Assim, para se combater uma doença infecciosa, tem de actuar em um ou nos três elementos, sendo que é na prevenção que Ângela Pizarro considera poder utilizar a sua descoberta.

Com este trabalho, o objectivo foi explorar as ferramentas que existem para aperfeiçoar a estratégia de prevenção: eliminação do habitat do mosquito, educando as pessoas, eliminação do mosquito, com insecticidas de origem natural à base de plantas, e o evitar da picada, com repelentes de origem natural à base de plantas com poderoso óleos essenciais, adiantou a investigadora.

Neste sentido, não se trata de uma efectiva cura, mas sim de uma prevenção, que desencadeará a extinção do mosquito, porque ele necessita do sangue humano e animal para sobreviver e para se reproduzir.

Ângela Pizarro considerou também que a indústria farmacêutica teria muito a ganhar com esta alternativa, na medida em que há rentabilização quer do meio ambiente quer dos gastos em saúde.

E, neste momento, um posicionamento com base na responsabilidade social das empresas será um valor acrescentado à credibilidade destes grandes grupos económicos, acrescentou, salientando que há uma adesão muito maior da parte da população quanto aos produtos “naturais” em detrimento dos sintéticos.

Em termos económicos, terá de ser feita uma análise mais aprofundada, disse também a investigadora.

Além da pesquisa, o trabalho de Ângela Pizarro incluiu um inquérito à população madeirense, na tentativa de avaliar a opinião e informação disponibilizada aos residentes, relativamente à doença e à prevenção da mesma.

In Diário de Notícias online
22/01/2013
por Lusa, publicado por Graciosa Silva

91: Cientistas desenvolvem vacina contra Alzheimer

 

Em Espanha

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Um grupo de cientistas espanhóis desenvolveu a primeira vacina contra o Alzheimer, capaz de evitar a doença ou reverter as suas manifestações quando já se desenvolveu, segundo ensaios realizados em ratinhos transgénicos.

Ramón Cacabelos, que dirige o grupo de cientistas do Centro Médico EuroEspes da Corunha, apresentou nesta quinta-feira, em conferência de imprensa, a vacina EB-101 e a documentação científica que permitiu a obtenção de uma patente para o seu fabrico nos EUA, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Os cientistas estão a negociar com várias multinacionais espanholas a realização dos estudos clínicos em humanos, que podem começar dentro de três ou quatro meses, e poderão durar de seis a oito anos.

Tendo em conta os ensaios em ratinhos, os investigadores pensam que o tratamento poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer, que atualmente é de três a oito anos.

Os cientistas consideram, no entanto, que o mais importante será melhorar as condições de vida dos doentes.

Existem cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer em todo o mundo, seis milhões dos quais vivem na Europa, prevendo-se que o seu número atinja os 66 milhões a nível mundial, em 2030.

In Correio da Manhã online
17 Janeiro 2013

90: Cientistas descobrem por que os dedos enrugam na água

 

Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o facto de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante a sua evolução.

Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte de Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água através de uma experiência.

Eles pediram a voluntários para segurar em bolas imersas num balde de água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las noutro local.

Os voluntários com os dedos enrugados pela humidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.

O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseamento de objectos sob água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam alimentos na natureza.

Durante muito tempo, acreditava-se que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contacto prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reacção automática, provavelmente sem nenhuma função.

As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vaso-constrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reacção controlada pelo sistema nervoso.

«Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contacto com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente», disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.

«Por outro lado, se o sistema nervoso está activamente a controla essa reacção em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria seleccionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem.»

Segundo os cientistas, para os nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objectos húmidos certamente teria sido uma vantagem na procura por alimentos em lagos e rios.

Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.

«Se está presente em muitos primatas, então a minha opinião é que a sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a deslocar-se em vegetação húmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios.»

In Diário Digital
09/01/2013 | 10:51

89: Abre primeiro lar exclusivo para doentes de Alzheimer

 

Cascais

lar_alzheimerA primeira unidade residencial de doentes de Alzheimer do país sem fins lucrativos vai entrar em funcionamento a partir de domingo, em Alapraia, São João do Estoril, concelho de Cascais, e terá capacidade para 95 doentes.

Dois anos e meio depois de ter começado a ser construído, o Lar e Centro de Dia Casa do Alecrim está pronto para receber os utentes.

Segundo a presidente Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA), mentora do projeto, a obra pretende contribuir uma melhor qualidade de vida dos doentes.

“Contam-se pelos dedos os lares que existem para cuidar exclusivamente de doentes com alzheimer. Este será o primeiro sem fins lucrativos e queremos prestar cuidados específicos a pessoas com demência e promover atividades para que se possam sentir bem”, disse Maria do Rosário dos Reis à agência Lusa.

Desta forma, e de acordo com a responsável, o espaço foi concebido a pensar nas pessoas com estas características e, por isso, “tem linhas simples que jogam com os elementos da natureza”.

“Estamos a falar de pessoas que manifestam alguma desorientação no espaço e no tempo e que facilmente se confundem. O que vamos procurar é proporcionar um meio tão natural e familiar quanto possível e com muita luz”, acrescentou Maria do Rosário.

Além disso, a presidente da APFADA sublinhou que “a regra principal é a ocupação das pessoas em atividades que sejam significativas”, procurando conhecer a história dos doentes e “desenvolver atividades que vão ao encontro daquilo que lhes apetece fazer”.

A “Casa do Alecrim”, construída num terreno cedido pela Câmara de Cascais, implicou um investimento de cerca de dois milhões de euros, financiados pelo programa PARES, pela autarquia, entidades privadas e pela APFADA.

O novo equipamento terá valências de Centro de Dia, Serviço Domiciliário e Lar Residencial, tendo capacidade de acolher 95 pessoas, 30 das quais estarão em lar, 15 em centro de dia e 50 em serviço domiciliário.

A APFADA, fundada em 1988, é uma associação sem fins lucrativos, que possui diversas delegações a nível nacional, cuja missão é a recolha e divulgação de conhecimentos sobre a doença de Alzheimer, uma patologia neurodegenerativa progressiva e atinge em Portugal mais de 60 mil pessoas.

Além disso, preocupa-se com a promoção do estudo sobre esta doença e o desenvolvimento de formas de apoio financeiro e social aos indivíduos portadores desta patologia e seus familiares, designadamente através da criação e manutenção de equipamentos e serviços para acolhimento e apoio a doentes de Alzheimer ou demências afins.

In Diário de Notícias online
por Lusa, publicado por Graciosa Silva
05/01/2013

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