87: Todos os dias 80 portugueses sofrem um AVC provocado por fibrilhação auricular

 

Todos os dias, 80 portugueses são vítimas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) provocado por uma fibrilação auricular, uma arritmia que pode ser controlada com fármacos anticoagulantes, mas apenas 30 por cento(%) dos doentes optam pela medicação.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal e, na véspera do Dia Mundial do AVC, o cardiologista José Ferreira Santos chamou a atenção para a prevenção da fibrilação auricular, uma forma de arritmia cardíaca que é responsável por 20% dos AVC registados no país.

“A fibrilação auricular (FA) é a alteração mais comum do ritmo cardíaco. Um em cada cinco AVC são provocados por esta arritmia, mas se a tratarmos eficazmente, com a terapêutica anticoagulante, conseguimos praticamente eliminar esta complicação”, lembrou o especialista, em declarações à Lusa.

In Destak online
28 | 10 | 2012 07.31H
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86: Dengue: Ameaças voadoras

 

Terá vindo da Venezuela ou do Brasil e já apresenta alguma resistência aos insecticidas. Uma semana de surto de dengue na Madeira obrigou a reforçar o controlo do mosquito transmissor da doença.

CONSULTE A INFOGRAFIA

Quadro 1

Quadro 2

Quadro 3

Quadro 4

Era uma questão de tempo até que aparecesse o primeiro caso de dengue na Madeira. Desde 2005, altura em que foi detectada, pela primeira vez, a presença do mosquito transmissor da doença, que a ilha andava a ser vigiada pelos especialistas do Instituto de Higiene e Medicina Tropical.

Duzentas e setenta armadilhas, distribuídas pela Madeira e por Porto Santo, e muito trabalho de campo permitiram concluir que o bicharoco terá vindo do Brasil ou da Venezuela e que apresenta “níveis de resistência a alguns insecticidas”, revela Carla Santos, professora de entomologia médica.

A especialista daquele instituto voou terça-feira, 9, de Lisboa para o arquipélago, de forma a estar mais perto dos acontecimentos – os primeiros casos positivos de dengue foram revelados na semana passada. “O objectivo, agora, é estimar a densidade populacional do mosquito e tentar perceber qual o contacto entre ele e as pessoas”, avança. Assim que foi confirmado o primeiro caso de dengue, ficou suspensa uma das técnicas mais usadas para o estudo destes vectores: a exposição das pernas nuas durante a dita hora da melga, para aferir o número de picadas por pessoa.
Eliminar criadouros

“Um surto de dengue tem três vértices: o mosquito, uma população humana susceptível e o agente patogénico que o provoca”, explica Carla Santos. As duas primeiras condições estavam lá desde 2005. Ainda não se sabe como é que a terceira entrou na equação. O mais provável é o mosquito local ter picado uma pessoa infectada. Em alternativa, pode ter chegado à Madeira já com o vírus da dengue nas papilas salivares.

Numa semana, o número de casos subiu às dezenas e a população entrou em pânico, acorrendo às farmácias para comprar repelentes e aos hospitais para descartar possíveis infecções – detectadas através de uma análise laboratorial, feita, numa primeira fase, no Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, mas agora efectuada na Madeira

“Nas casas, o mosquito tem a vida facilitada, porque encontra aquilo de que precisa: alimento e um local para se reproduzir”, nota a entomologista. É por isso que uma das principais mensagens à população tem sido no sentido de controlar o crescimento dos mosquitos, que também são responsáveis pela transmissão da febre amarela. Aos madeirenses, sobretudo da região do Funchal, pede-se que eliminem os criadouros (onde vivem as larvas), como os pratos dos vasos de plantas, os pneus abandonados, as garrafas abertas e expostas à chuva, os baldes com água. Vai-te embora ó melga!

In Visão online
Sara Sá (texto publicado na VISÃO 1023, de 11 de setembro)
1:52 Domingo, 14 de Outubro de 2012

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