64: Concentrações muito elevadas de pólen em Portugal

 

Saúde

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) alertou hoje para “concentrações muito elevadas” de pólen atmosférico em todo o território continental para a próxima semana.

No Boletim Polínico divulgado pela SPAIC, para a semana entre 25 e 31 de maio, prevê-se também “concentrações moderadas a elevadas” nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

O alerta da SPAIC visa particularmente os pólenes das árvores oliveira, carvalho e sobreiro, e para os pólenes das ervas gramíneas, parietária (conhecida por alfavaca) e tanchagem (conhecida por tarrajó).

A SPAIC recolhe a informação constante do Boletim Polínico através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes em várias regiões do país.

In Diário de Notícias online
24/05/2012
por Lusa

63: Avanço na luta contra doenças cardíacas

 

Universidade de Coimbra

Uma equipa de investigadores de Coimbra identificou um novo mecanismo responsável por falhas de comunicação entre células do coração que pode estar na origem das doenças cardíacas, foi hoje anunciado.

A investigação, liderada pelo bioquímico Henrique Girão e publicada na revista “Molecular Biology of the Cell”, permitiu descobrir um mecanismo que leva à diminuição ou falta de comunicação entre as células, desregulando o normal batimento cardíaco.

Esse desregular do batimento cardíaco acaba por ter implicações importantes no desenvolvimento de doenças, como a coronária, insuficiência cardíaca, arritmias e enfarte.

Os estudos realizados demonstram que a “ubiquitina assume o papel principal na degradação da conexina43 (Cx43), a proteína que assegura a comunicação rápida e eficaz entre a maioria das células, contribuindo para o normal funcionamento de órgãos e tecidos”, refere uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra (UC).

“Trata-se de proteínas muito importantes no coração, são como que canais que permitem a comunicação eficiente entre as diferentes células do coração, o que é importante para que ele bata de forma regulada e controlada”, disse à Lusa o investigador.

No caso do coração, os canais de comunicação intercelular “asseguram a propagação rápida de um sinal que está na origem do batimento”, ou seja, as alterações nessa comunicação, mediada pela Cx43, poderão estar na origem de doenças cardíacas.

No fundo, o que os investigadores da Universidade de Coimbra identificaram foi “o mecanismo responsável pela remoção da Cx43 da membrana das células, e posterior eliminação, resultando numa diminuição, ou ausência, da comunicação entre as células”.

Segundo Henrique Girão, a grande novidade do estudo foi “demonstrar que uma via de degradação denominada autofagia participa na degradação da conexina43 presente na membrana plasmática das células, e que a ubiquitina tem um papel regulador neste processo”.

Os resultados alcançados “podem ter um impacto grande” ao nível do tratamento, porque – explicou o investigador à Lusa -, uma vez identificado o mecanismo responsável pela desregulação da comunicação intercelular, “se inibirmos a autofagia talvez o tal coração em isquemia consiga prevenir algumas das alterações que seriam nocivas” para o órgão.

Nesse sentido, “abre-se caminho para o desenvolvimento futuro de novas abordagens terapêuticas que previnam ou impeçam a eliminação destes canais de Conexina43” e, deste modo, assegurem uma correta comunicação entre as células, disse.

O estudo foi realizado recorrendo a células em cultura e irá agora prosseguir em ratos sujeitos a isquemia cardíaca, de forma a avaliar o impacto da descoberta.

O objectivo é também perceber como é que as alterações da comunicação intercelular contribuem para o aparecimento de outras doenças, como o cancro e a diabetes, afirma o investigador do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem — IBILI.

O estudo conta com a colaboração de cardiologistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de uma investigadora da Universidade de Einstein, Nova Iorque, e de um grupo de cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia.

In Diário de Notícias online
21/05/2012

62: Oito em cada dez não sabem que estão infectados com hepatite C e podem ter cirrose ou cancro

 

Oito em cada dez pessoas com hepatite C não sabem que estão infectadas, porque a doença não tem sintomas e caminha silenciosamente até à cirrose ou ao cancro, alertou hoje a presidente da Associação SOS Hepatites.

Por isso, é fundamental que todas as pessoas peçam ao médico de família para fazer o rastreio, de forma a detectar atempadamente uma infecção que, a cada 30 segundos, mata uma pessoa no mundo, acrescentou Emília Rodrigues, em declarações à Lusa.

A sensibilização do público em geral para a importância do rastreio é o foco da campanha que vai ser lançada no dia Internacional das Hepatites, que se assinala sábado, pela associação que apoia estes doentes.

A iniciativa “Da Hepatite ao Cancro” tem ainda como objectivo revelar a estreita proximidade entre a infecção e o cancro no fígado — mais de 60% das mortes por este cancro estão relacionadas com o vírus da hepatite C -, que pode ser potenciada pela ausência de tratamento.

“A hepatite é uma inflamação do fígado. Há vários tipos de hepatite, da viral à alcoólica, e todas elas podem desenvolver cirrose e cancro de fígado. A hipótese de não chegar a esse ponto é diagnosticar a doença o mais cedo possível”, afirmou.

De acordo com a responsável, o vírus pode estar activo no organismo durante 40 anos, sem sintomas. Há um “grupo de risco” que são os ex-combatentes, devido a uma injecção que levavam, antes de ir para África, com a mesma agulha.

Emília Rodrigues explica que é mais difícil levar as mulheres a fazer o rastreio, porque a hepatite é uma doença que está muito conectada com álcool, droga e sexo, comportamentos mais associados aos homens.

Mas se é verdade que estes são factores de risco, há muitos outros, desde logo o contágio por pessoas infectadas que desconhecem ter a doença.

Entre as mulheres, há dois grupos mais susceptíveis a ter a infecção: as que fizeram abortos e as que foram mães antes de 1992, por terem levado transfusões e pontos, explicou.

Emília Rodrigues afirma que não há números exactos sobre a infecção, mas sabe-se que a doença está a aumentar entre toxicodependentes e que, na restante população, se estão a descobrir novos casos.

A Organização Mundial de Saúde estima que em Portugal existam 120 mil pessoas com hepatite B e 170 mil com hepatite C.

Os últimos dados contabilizados pela SOS Hepatites, relativos a 2010, dão conta de que, só nesse ano, morreram 49 doentes devido à hepatite, 33 com cirrose e 16 com cancro.

A presidente da associação chama a atenção para o facto de o tratamento disponível para a infecção ter mais de 60% de hipóteses de cura.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
18/05/2012 | 11:47

61: Três cafés por dia diminuem o risco de morte

 

Estudo

Os adultos entre os 50 e os 71 anos de idade que bebam pelo menos três taças de café por dia poderão ver reduzidos os riscos de morte em 10%, em relação aos que não bebem nenhum café, indicou um estudo do instituto nacional americano do cancro.

Esta pesquisa foi feita a partir de um questionário submetido a um grupo de 40 mil pessoas desta faixa etária, entre 1995 e 1996. E so participantes foram seguidos até 31 de Dezembro de 2008.

Os resultados, publicados na revista médica New England Journal of Medicine, datado de 17 de maio, mostra que as pessoas que consomem pelo menos três taças de café por dia, normal ou descafeinado, apresentam menos riscos de morrer de doenças cardiovasculares e respiratórias, de AVC, de ferimentos, de diabetes ou de infecções.

Apesar de tudo, os investigadores alertam, desde logo, que não podem estar certos, cientificamente falando, que o consumo de café possa prolongar o tempo de vida das pessoas.

In Diário de Notícias online
por DN.pt
17/05/2012

60: Substituto de sal com 0% de sódio à venda nas farmácias

 

Bonsalt é o primeiro substituto do sal com 0% de sódio, distribuído exclusivamente nas farmácias e parafarmácias. Desenvolvido para hipertensos e pessoas com restrições de sódio na sua alimentação, Bonsalt é adequado para crianças, jovens e adultos e posiciona-se como uma alternativa saudável que promove o bem-estar e a saúde, acaba de anunciar a farmacêutica Angelini.

A Angelini escolheu Maio, o Mês do Coração, para o lançamento do novo produto, o primeiro substituto do sal com 0% de sódio.

Bonsalt foi desenvolvido para quem tem restrições de sódio na alimentação, como é o caso de hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares, e pode ser adoptado por todas as pessoas que queiram um estilo de vida saudável e sem sal.

João Paulo Guimarães, director clínico da Angelini contextualiza a situação nacional, afirmando que «o consumo excessivo de sal tem efeitos gravíssimos e a grande maioria das pessoas até sabe disso mas, ou não se apercebe que consome sal em excesso, ou minimiza as consequências».

Segundo o INE, a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares e a hipertensão é um dos principais factores de risco para estas doenças.

Quase metade da população adulta sofre de hipertensão. Para agravar a situação, o consumo médio diário de sal é de 12g, quando a recomendação da OMS é de 5g por dia.

No que se refere à meta que a Angelini definiu para este sal com 0% de sódio, o responsável explica que «Bonsalt pretende ajudar a mudar os hábitos das pessoas, à semelhança do que aconteceu há uns anos com os adoçantes, que hoje fazem parte da rotina de muitas pessoas. Bonsalt é um produto que não provoca os efeitos nocivos do consumo excessivo de sal e tem esta característica de manter o sabor da comida, que é um aspecto importante para quem tem mesmo de abdicar de uma alimentação com sódio. Representa uma importante melhoria de vida para estas pessoas».

Bonsalt é um sal sem sódio, composto por potássio, que se apresenta como um benefício para quem se vê obrigado a ter uma alimentação insossa a recuperar o sabor dos alimentos e a voltar a ter prazer de comer, promovendo o bem-estar e a saúde.

Também como medida de prevenção, para quem pretenda evitar o aparecimento de doenças como a hipertensão e outras doenças de ordem cardiovascular, permite uma dieta com baixo consumo de sal.

Tem uma aparência semelhante ao sal de mesa e o sabor familiar do sal com sódio e utiliza-se do mesmo modo, na cozinha ou à mesa.

Encontra-se em embalagens de 85g, com um preço recomendado de 3,90 euros.

In Diário Digital online
14/05/2012 | 14h59

– 1.- Gostava era de saber a composição deste sal sem sódio… Pode fazer bem por um lado mas…
2.- Continuam a estar fora do alcance de muitas bolsas, o custo destes produtos, ou seja, se realmente este produto é eficaz naquilo que publicita, apenas os ricos têm acesso a ele… € 3,90 (780$00) por 85g de um substituto do sal?

59: Parkinson: Escassez de medicamento resolvida na próxima semana

 

Um medicamento para os doentes com Parkinson está a faltar em algumas farmácias portuguesas, mas a autoridade que regula o setor garante que o laboratório assegura que a situação será regularizada na próxima semana.

A escassez do Sinemet foi hoje noticiada pela TSF, que lembra como este medicamento é «essencial para os doentes com Parkinson».

A estação de rádio dá conta da preocupação de médicos e doentes, embora ainda não tenham existido, para já, casos de doentes com o fármaco por tomar.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa
14/05/2012

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