70: Utentes podem escolher o medicamento mais barato

 

A partir de sexta-feira

Fotografia © Global Imagens

A partir de sexta-feira, os médicos passam a prescrever os medicamentos pelo seu princípio activo, as farmácias são obrigadas a vender os mais baratos e os utentes podem escolher a marca que querem.

A medida entra em vigor no dia 1 de Junho, com estas obrigatoriedades, mas ainda deverá demorar perto de seis meses até o sistema estar completamente adaptado, esclarece um Infarmed, numa nota divulgada hoje.

No comunicado, a autoridade do medicamento assinala a necessidade de adaptar os sistemas de prescrição, especificando que são necessários 90 dias para a emissão de novas normas técnicas e 90 dias para adaptação dos sistemas.

As prescrições com data até 31 de Maio de 2012 mantêm as condições de dispensa anteriores até ao termo da respectiva validade, acrescenta a autoridade.

Com a entrada em vigor desta portaria que regulamenta a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI), o médico é obrigado a passar a receita médica com o nome do princípio activo da substância que o seu doente deve tomar, e não com o nome da marca do medicamento.

Por sua vez, o utente passa a ter um papel mais activo na gestão do seu tratamento, uma vez que pode escolher o remédio que corresponda à substância, dosagem, forma farmacêutica e dimensão de embalagem, determinada pelo seu médico.

O farmacêutico também não está isento de obrigações, com esta nova legislação. A estes profissionais e às farmácias são exigíveis deveres de informação sobre os medicamentos mais baratos e determinadas obrigações para a dispensa dos medicamentos mais baratos quando o utente não manifestar outra opção.

Deste modo, as farmácias estão obrigadas a terem disponíveis três dos cinco medicamentos mais baratos do mercado, sendo obrigadas a dispensar o medicamento mais barato ao utente, excepto nos casos em que este opte por outro.

Estão, no entanto, salvaguardadas algumas excepções, em que o médico pode prescrever medicação específica, como é o caso dos medicamentos com margem terapêutica estreita, de reacções alérgicas prévias e da terapêutica crónica definida na lei por terapêutica superior a 28 dias.

Nestes casos, o médico tem que assinalar obrigatoriamente as justificações técnicas que impedem a substituição do medicamento prescrito.

A regulamentação prevê que o período transitório ocorra com a manutenção dos actuais modelos de receitas (informatizada e manual).

In Diário de Notícias online
por Lusa
31/05/2012

69: Correr para vencer o cancro

 

Iniciativa

A União Humanitária dos Doentes com Cancro convida todos para uma corrida solidária.

O Parque das Nações vai vestir-se a rigor, no dia 17 de Junho, para receber a 4ª edição da Corrida Vencer o Cancro, promovida pela União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC). O objectivo é apoiar os doentes com cancro e as suas famílias, bem como sensibilizar a restante população para uma causa nobre.

«Reportando-nos apenas ao nosso país, os números são assustadores: o cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal e dentro de cinco ou seis anos tornar-se-á na principal. Todos os anos aparecem 50 mil novos casos e com cada vez maior incidência na população jovem – 300 casos, dos 50 mil anuais, são a nível pediátrico, em crianças e jovens até aos 18 anos de idade. Não existe um género, uma faixa etária ou uma camada da população específica desta doença e é para essa situação que temos de educar a população em geral» refere Luís Filipe Soares, Presidente da Direcção da UHDC.

Sobre a importância desta iniciativa, o mesmo acrescenta: «A corrida é uma acção simbólica mas que serve as suas vertentes de divulgação/promoção de um maior conhecimento sobre o tema, bem como angariação de fundos para continuarmos a fazer o nosso papel».

Sob o lema “Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós”, toda a população está convidada a participar nesta corrida solidária e não competitiva. As inscrições são feitas exclusivamente online, no site oficial da Corrida Vencer o Cancro (www.vencerocancro.com), e o valor a pagar varia de acordo com os limites dos dias de inscrição. Serão aceites até 5 000 participantes.

No Domingo, 17 de Junho, todos os participantes podem viajar gratuitamente nos transportes da CP (comboios urbanos de Lisboa), Fertagus, Metro, Transtejo, Soflusa e Carris, entre as 07h00 e as 15h00, mediante a apresentação do número de frontal. A manhã da prova começa com uma aula de aquecimento colectivo, das 10h15 às 10h25. A partida é dada às 10h30 e todos os participantes terão de completar um percurso de 4km.

Todo o dinheiro angariado servirá para continuar o apoio gratuito a doentes oncológicos e seus familiares, bem como ao desenvolvimento de novas campanhas para a educação da população em geral sobre esta doença.

In Destak online
31 | 05 | 2012 11.57H

68: Bombeiros do distrito de Lisboa suspendem transporte de doentes a partir de Junho

 

As 56 corporações de bombeiros do distrito de Lisboa vão suspender, a partir de Junho, o serviço de transporte de doentes não urgentes contratado pelo Ministério da Saúde, avançou hoje o presidente da federação dos bombeiros de Lisboa.

Esta decisão surgiu durante uma reunião esta noite, em Loures, onde estiveram reunidas as associações de bombeiros dos 16 concelhos do distrito de Lisboa.

Segundo o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa, António Carvalho, as corporações não conseguem manter este serviço com os preços que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o Ministério da Saúde pretendem pagar.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa

Filho de Carlos Martins está “estável” após transplante

 

Gustavo Martins encontra-se “estável” depois do transplante de medula óssea a que foi hoje submetido.

O transplante de medula óssea ao qual o filho do futebolista internacional português do Benfica Carlos Martins foi hoje submetido, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa, “decorreu sem incidentes e a criança encontra-se estável”.

“De acordo com o que foi previamente comunicado, só serão prestadas declarações quando estiver prevista a alta do doente”, acrescenta o comunicado daquela instituição hospitalar.

Gustavo Martins, com três anos, protagonizou uma grande campanha de solidariedade por iniciativa dos pais, a fim de ultrapassar a sua “aplasia medular”.

Cerca de oito meses depois foi encontrado um dador compatível nos Estados Unidos da América e o procedimento realizou-se hoje, na capital lusa, já depois de Carlos Martins ter abandonado, por lesão, os trabalhos da selecção portuguesa de futebol, em estágio de preparação para o Europeu Ucrânia/Polónia2012.

In Expresso online
23:21 Quinta feira, 24 de maio de 2012

– Força Gustavo, força Carlos Martins e Mónica! Que Deus vos proteja a todos!

 

66: OMS: Poliomielite pode voltar a avançar num mundo globalizado

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que os esforços para erradicar a poliomielite no mundo chegaram a um ponto crítico entre o sucesso e o fracasso. Segundo a organização, o aumento no registo de casos, que ocorreu recentemente em países que tinham sido declarados livres da doença, mostra a ameaça do ressurgimento da poliomielite na era da globalização.

A OMS acrescentou que o sucesso na eliminação da doença na Índia mostrou que, com as verbas necessárias para vacinação, a erradicação está ao alcance dos países.

A poliomielite ainda é considerada uma doença endémica em países como o Afeganistão, Paquistão e a Nigéria.

In Diário Digital online
Director: Pedro Curvelo
sexta-feira, 25 de Maio de 2012 | 00:20

65: Análise para detecção do cancro da próstata divide especialistas

 

Um estudo norte-americano concluiu que a análise do PSA – exame utilizado para detectar o cancro da próstata – tem afinal mais efeitos nocivos que vantagens. A pesquisa está a ser fortemente contestada nos EUA e cá.

Com base em cinco ensaios clínicos, um grupo de especialistas concluiu que a análise sanguínea que mede o PSA (antigénio específico da próstata) – exame recomendado a todos os homens com mais de 50 anos, para detectar o cancro – não é afinal eficaz.

Mais, a equipa norte-americana do Grupo de Trabalho dos Serviços de Prevenção (Preventive Services Task Force, no original) alerta para o facto de a análise em questão poder gerar mais danos que benefícios.

A pesquisa está, no entanto, a ser muito criticada, contestação que o presidente da Associação Portuguesa de Urologia subscreve, ao recordar que este a análise do PSA é a forma mais eficaz de detectar o cancro da próstata na sua fase inicial e ainda curável.

Para Tomé Lopes, o estudo em causa reflecte apenas uma preocupação economicista: “A realização deste exame custa na ordem dos 300 milhões de dólares, creio, ao principal sistema de saúde nos Estados Unidos. O objectivo será reduzi-los”.

Os resultados iniciais da pesquisa, realizada para avaliar a utilização da análise do PSA na detecção do cancro da próstata em homens com mais de 50 anos e o seu efeito na redução da mortalidade, foram revelados em Outubro, desencadeando uma onda generalizada de críticas.

Agora, a equipa ratifica as conclusões iniciais, desaconselhando a realização sistemática desta análise. Não põe de lado, contudo, a possibilidade de o exame ser recomendado em função da avaliação clínica de cada caso.
Percentagem alta de resultados falsos positivos

Na revisão do estudo, publicada na revista “Annals of Internal Medicine”, são dois os tipos de efeitos negativos destacados: o sobre-diagnóstico e o sobre-tratamento.

Refere o grupo de trabalho que 12-13% dos homens que efectuam a análise recebem resultados falsos positivos, além de muitos outros serem encaminhados para biópsia sem que se detectem posteriormente tumores.

Quanto às formas de tratamento, diz o mesmo estudo que nem sempre o recurso à prostatectomia ou a radioterapia se justifica ou se traduz em menor taxa de mortalidade. Os cancros da próstata podem estar anos sem progredir ou dar problemas, é dito, e estas terapias, por seu turno, podem provocar casos de disfunção eréctil ou de incontinência urinária.

Tomé Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Urologia, não podia estar em maior desacordo. “O cancro da próstata só é curável quando detectado no seu estadio inicial, ou seja, numa fase em que em mais de 90% dos casos não dá sintomas”, explicou ao Expresso o urologista. “A diferença entre fazer e não fazer essa análise”, acrescentou, “é curar ou não curar a doença, já que não existe nenhum marcador tumoral melhor” para auxiliar o diagnóstico.

Aliás, na mesma edição de “Annals of Internal Medicine”, o director da Fundação norte-americana para a Investigação Urológica, William Catalona, assinala a sua total discordância com este estudo, que acusa de ignorar os benefícios da análise para sobre-avaliar os seus riscos. Critica ainda a falta de urologistas no grupo de trabalho e a escassez do tempo de acompanhamento aos doentes que envolveu a pesquisa.

In Expresso online
Mafalda Ganhão (www.expresso.pt)
13:55 Quarta feira, 23 de Maio de 2012

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