47: Dia Mundial da Luta contra a Malária

 

A edição 2012 do Dia Mundial da Luta contra a Malária tem por mote “Sustentar Ganhos, Salvar Vidas: Investir na Malária” para fazer deste o ano decisivo na história do controlo da doença.

Desde 2002, a morte por malária reduziu um terço em África e 50% noutras regiões do globo, onde a doença tem menor incidência. Portugal está implicado no grupo internacional Malaria Erradication Agenda, que investiga e desenvolve uma variedade de abordagens no combate à doença.

É o caso da Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT). O Expresso entrevistou Maria Mota, directora do IMM, e Miguel Soares, investigador do IGC.

In Expresso online
Cristina Peres (textos) e Sofia Miguel Rosa (infografia) (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 25 de Abril de 2012

46: Endometriose afecta fertilidade de uma em cada seis mulheres

 

Investigação

A endometriose, doença que tem como principal sintoma a dor pélvica, é uma das principais causas de infertilidade feminina em Portugal, afetando uma em cada seis mulheres em idade reprodutiva, foi hoje divulgado.

Segundo Jorge Correia Pinto, professor da Escola das Ciências da Saúde (ECS) da Universidade do Minho (UMinho), aquela doença, apesar de “socialmente expressiva” devido ao impacto na vida da mulher, “é muito pouco conhecida e divulgada” em Portugal.

“Há também escassos especialistas suficientemente habilitados para lidar com esta patologia, o que leva a que, em média, o seu diagnóstico demore cerca de oito anos”, acrescentou.

No sábado, a U Minho recebe o primeiro simpósio nacional sobre tratamento minimamente invasivo da endometriose.

O austríaco Jorg Keckstein, “um dos mais experientes do mundo” em cirurgia laparoscópica, irá operar, no Hospital da Arrábida, em Gaia, uma mulher com esta patologia em estado severo.

A cirurgia recorre a um método inovador e será transmitida em alta definição para o auditório da ESC da UMinho, aonde estarão mais de 150 especialistas, que terão oportunidade de debater as técnicas mais recentes no tratamento da endometriose.

“Este simpósio tem uma importância ímpar face à elevada prevalência daquela doença em Portugal e à enorme escassez de informação e conhecimento da mesma por parte da comunidade médica e da população em geral”, explicou Jorge Correia Pinto.

A endometriose afecta uma em cada seis mulheres em idade reprodutiva. Cerca de 80% apresentam como principal sintoma a dor pélvica. Os restantes casos surgem na sequência de estudo de casos de infertilidade.

Trata-se de uma doença progressiva que pode levar ao mau funcionamento de vários órgãos e queixas álgicas intensas, impedindo muitas mulheres de fazer uma vida normal.

Os casos mais severos exigem uma complexa abordagem cirúrgica.

Os sintomas associados incluem dor abdominal, alterações intestinais, dor nas relações sexuais, cansaço extremo, menstruação abundante e irregular, problemas de rins ou bexiga e infertilidade.

In Diário de Notícias online
por Lusa
20/04/2012

45: Cientistas da UC mais perto do tratamento da Osteoartrose

 

Investigadores pretendem desenvolver um fármaco capaz de travar a progressão da doença

Investigadores da Universidade de Coimbra identificam composto natural com elevado potencial de tratamento da osteoartrose

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra identificou um composto natural com elevado potencial de tratamento da Osteoartrose, vulgarmente conhecida como reumatismo ou artrose.

Iniciada em 2007, a investigação permitiu identificar o alfa-pineno, um composto puro que “demonstrou uma forte selectividade para a cartilagem, isto é, não actuou em outras células do organismo, o que é um bom indicador de que não provoca efeitos colaterais”, explicou Alexandrina Mendes, docente da Faculdade de Farmácia e investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular.

Com este estudo, foi ainda possível assinalar um conjunto de óleos essenciais de plantas da flora ibérica, mais concretamente de plantas endémicas de algumas regiões de Portugal, como por exemplo de Quiaios e da Serra da Estrela, com moléculas bastante activas sobre a doença articular crónica mais comum.

Com esta investigação pretende, os cientistas pretendem agora “desenvolver um fármaco capaz de, em simultâneo, travar a progressão da doença e promover a regeneração do tecido da cartilagem”, parte do corpo “que funciona como amortecedor e lubrificante para garantir uma boa articulação e movimento dos ossos, é constituída por uma grande quantidade de proteínas que lhe dão resistência e elasticidade”, explicou a investigadora.

“Com o envelhecimento e, sobretudo, com a doença, predomina a degradação em detrimento da produção de novas células na cartilagem. Conhecendo os mecanismos-chave é possível identificar moléculas que evitem a destruição e restabeleçam o normal funcionamento daquelas células, ou seja, o equilíbrio da produção – degradação”, concluiu Alexandrina Mendes.

In Correio da Manhã online
09/04/2012 | 10h34
Por:Joana Nogueira

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