34: Campanha de sensibilização para epilepsia

 

Doença afecta pelo menos 50 mil pessoas em Portugal

Liga Portuguesa Contra a Epilepsia lança campanha de sensibilização para a doença

A Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE) inicia, no dia 9 de Março, uma campanha de sensibilização nacional para os problemas causados pela doença, que afecta mais de 50 mil pessoas em Portugal.

“O grande objectivo desta campanha é ajudar a uma desmistificação social da epilepsia”, disse hoje à agência Lusa o presidente da LPCE, Francisco Sales.

O neurologista realçou que estão associadas à epilepsia “questões muito específicas”, o que “faz com que as pessoas não se sintam à vontade para lidar com a doença”.

Segundo Francisco Sales, “existe um estigma e um peso histórico de 4 000 anos” relativamente às pessoas que padecem deste problema de saúde.

Quanto ao impacto da doença na sociedade e no Serviço Nacional de Saúde, designadamente ao nível dos custos financeiros, o presidente da LPCE disse que “não há nenhum estudo económico sobre a epilepsia” em Portugal.

Designada “Viver com epilepsia… como sair da escuridão”, a iniciativa da LPCE, promovida em parceria com a Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia – EPI, será apresentada no dia 9, durante um sarau, em Coimbra.

Esta campanha “visa a desestigmatização social da doença e a disseminação de informações úteis, para o público em geral, sobre como lidar com a epilepsia”.

A epilepsia é uma doença neurológica que afecta pelo menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais 50 a 70 mil em Portugal.

“Ao longo dos tempos, as pessoas com epilepsia têm sido confrontadas com sentimentos de medo, discriminação e estigma, principalmente devido à falta de informação”, diz uma nota da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia, uma organização científica que reúne médicos e outros técnicos.

A iniciativa integra-se na campanha mundial ‘Epilepsia fora das sombras’, lançada por três organizações: a Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE), o International Bureau for Epilepsy (IBE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A campanha educativa nacional inclui a “realização de vídeos de sensibilização acerca dos diferentes tipos de crises e suas implicações sociais em diversos contextos de vida diária”, além de “filmes educativos” sobre a epilepsia.

Outras acções previstas são a participação na campanha internacional ‘Stand Up for Epilepsy’, através de várias sessões de fotografia com atletas de diferentes modalidades e pessoas que têm a doença, e a realização de uma exposição multimédia itinerante.

A campanha “Viver com epilepsia… como sair da escuridão” foi apresentada aos jornalistas esta tarde, em Coimbra, numa conferência de imprensa em que também foi divulgado o sarau cultural do dia 9 de Março.

In Correio da Manhã online
27/02/2012 | 17h32

33: Identificada proteína responsável por ataques cardíacos

 

Investigação norte-americana descobriu novos dados

Proteína que regula o ‘relógio do corpo’ sofre oscilações ao longo do dia, levando a que as mortes por ataques cardíacos súbitos sejam mais comuns em determinados períodos, indica um estudo da revista “Nature”.

Uma investigação norte-americana indica que durante o período do princípio da manhã e da noite se regista o maior número de mortes por ataques cardíacos súbitos, devido a variações dos níveis da proteína “kruppel-like factor 15 (Klf15)” no corpo humano.

As rotinas diárias levam a alterações químicas no corpo humano ao longo do dia. O funcionamento do corpo humano possui um ritmo “circadian”, vulgarmente denominado como o relógio do corpo, que o mantém sincronizado com o meio envolvente. O que acontece em determinados períodos do dia, porém, é uma espécie de jet lag que leva a que fique dessincronizado.

Segundo o estudo divulgado pela revista “Nature “, esse jet lag deve-se às flutuações dos níveis da proteína Klf15, que influencia os canais de iões que controlam o ritmo cardíaco.
Mecanismos até agora desconhecidos

“O nosso estudo identifica mecanismos até agora desconhecidos que levam à instabilidade do ritmo cardíaco”, referiu à BBC Darwin Jeyaraj investigador da Case Western Reserve University School of Medicine, de Ohio, Estados Unidos.

“Fornece-nos pistas sobre as variações ao longo do dia e da noite na susceptibilidade para as arritmias que já era conhecida há muitos anos”, acrescentou.

Mukesh Jain, outro investigador envolvido no estudo, indica que as descobertas que efectuaram os vão levar agora a uma nova fase da investigação, que podem conduzir em breve a abordagens inovadoras em termos de diagnósticos, prognósticos e tratamentos de doenças cardiovasculares.

In Expresso online
Alexandre Costa (www.expresso.pt)
18:49 Quinta feira, 23 de Fevereiro de 2012

32: Algarve: Salinas abandonadas escondem erva gourmet

 

Um grupo de investigadores de um instituto universitário algarvio está a estudar o cultivo sustentável de uma planta anti-hipertensão, que substitui o sal e tem muita procura no mundo gourmet, mas ainda é vista na região como uma praga.

Para muitos, esta erva é uma ilustre desconhecida, considerada uma erva daninha ou praga, mas em alguns países da Europa tem o estatuto de gourmet e é utilizada por chefs em restaurantes de luxo como substituto do sal em saladas ou mesmo em pratos mais complexos, como produto fresco ou em conserva (picles).

A salicórnia, também conhecida por sal verde ou espargos do mar, é uma erva que cresce normalmente nos sapais (salinas), sendo altamente tolerante ao sal, com a particularidade de ser salgada.

“Com este projecto pretendemos desenvolver um sistema de cultivo sustentável de salicórnia e outras plantas do género e conseguir rentabilizar e conservar os recursos existentes nas salinas”, explica à Lusa Erika Santos, bióloga e coordenadora do projecto ‘Cultivo Sustentável de Halófitas na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Sto. António’.

Actualmente o valor económico das salinas artesanais passa apenas pela produção de sal e, segundo a bióloga, o cultivo de plantas locais é esquecido, bem como as suas potencialidades comerciais.

“Poderia ser uma aposta no desenvolvimento regional”, garante Erika Santos, lamentando as inúmeras ervas subaproveitadas e o crescente abandono de salinas no Algarve, “que constitui também um risco ambiental para a avifauna.”

Algumas destas ervas são também utilizadas em rações para animais em países como a França, Inglaterra ou Israel e ainda podem ter “aplicações farmacêuticas e cosméticas, ou seja, podem servir vários segmentos económicos”, acredita a investigadora.

Contudo, “em Portugal este recurso não está explorado nem é muito conhecido e a informação sobre estas ervas é escassa”, lamenta a bióloga, que sublinha a necessidade de desenvolver acções de gestão e conservação deste recurso natural e espontâneo.

Actualmente o grupo de investigadores do Instituto Afonso III, em Loulé, em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade encontra-se a identificar as ervas do sapal, a caracterizar as condições ambientais em que se desenvolvem e a estudar os melhores processos de propagação e viabilidade económica do seu cultivo.

O projecto vai ser apresentado a 18 de maio, durante um seminário em Castro Marim, para cativar intervenientes locais, divulgar os resultados do projecto e explicar como pode este produto, favorável à saúde, dinamizar vários sectores e promover a economia regional.

O projecto está incluído na estratégia de eficiência colectiva PROVERE Âncoras do Guadiana, uma iniciativa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (fundos comunitários), e é cofinanciado pelo programa PO Algarve 21 (Programa Operacional).

In SOL online
Lusa / SOL
19 de Fevereiro, 2012

31: Descoberta de bioquímico português de Yale abre caminho para travar surdez

 

Ciência

Uma equipa de cientistas da Universidade de Yale liderada pelo jovem bioquímico português Nuno Raimundo desvendou o processo da perda de audição, através da manipulação genética de cobaias, abrindo caminho a um tratamento para a surdez.

A descoberta do mecanismo molecular que leva à surdez é narrada na última edição da “Cell”, uma das três principais revistas científicas internacionais a par da “Nature” e “Science”, e vem demonstrar que “ao contrário do que se pensava até agora, a perda de audição não é irreversível”, afirmou à Lusa o cientista de 35 anos.

As células responsáveis pela audição “estão lá, só não estão a funcionar bem, não estão mortas” e podem ser reactivadas “manipulando duas proteínas fundamentais farmacologicamente”, dentro do ADN.

In Destak online
Destak/Lusa | destak@destak.pt
18 | 02 | 2012 07.31H

30: Jovens rurais mais propensos à obesidade

 

Foto: D.R.

Os jovens que habitam em meio rural têm mais probabilidade de ser obesos do que os jovens urbanos, já que são mais sedentários e passam mais horas a ver televisão, revela um estudo da Universidade de Coimbra.

O estudo, “Comportamento sedentário e dispêndio energético: influência de factores biológicos, sociais e geográficos”, procurou avaliar o gasto energético diário e o sedentarismo em 500 adolescentes com idades entre os 13 e os 16 anos de escolas da zona centro do país, em igual proporção de jovens de meio rural e urbano.

Contactado pela Agência Lusa, o investigador principal explicou que havia necessidade de estudar o estilo de vida na população pediátrica, uma vez que Portugal sofreu grandes transformações ao longo das últimas quatro décadas do ponto de vista laboral, da alimentação e do transporte, tanto de casa para a escola como de casa para o trabalho.

“A par da Espanha, Itália e Grécia, Portugal tem uma população de adolescentes com taxas elevadas de sobrepeso, apesar de a obesidade ser uma variável complexa de estudar, pela sua etiologia, mas sentimos que havia varáveis de estilo de vida que seriam pertinentes de estudar nestas franjas etárias”, adiantou Aristides Machado.

De acordo com o investigador, o estudo mostrou que os anos terminais da adolescência são problemáticos do ponto de vista do estilo de vida ativo e durante este período os adolescentes entre os 15 e os 16 anos têm maior risco de sedentarismo porque passam mais horas frente ao televisor.

Aristides Machado apontou que o nível de sedentarismo aumenta significativamente ao fim-de-semana e nos períodos pós-escolar durante a semana.

“Durante o período escolar, todos os sujeitos, tanto rapazes como raparigas, mais velhos ou mais novos, têm o mesmo padrão de envolvimento nas diferentes actividades. As diferenças foram sobretudo marcantes no final do dia e ao fim-de-semana, já que tanto no meio rural como urbano, ao fim-de-semana, há uma diminuição acentuada de actividade. Entre os rapazes do meio rural e urbano, há uma diferença também no período pós-escolar”, explicou o investigador.

No global, o estudo mostra que “os adolescentes que vivem em meio rural são mais sedentários e passam mais horas em frente ao televisor do que os adolescentes de proveniência urbana”, o que, na opinião de Aristides Machado, mostra que entre os adolescentes de meio rural “há mais probabilidade de pertencerem a grupos classificados como tendo excesso de peso e com obesidade”.

“No nosso entendimento, o meio rural é um contexto mais precário do que o meio urbano, do ponto de vista da saúde, da educação, do ponto de vista das infraestruturas, do ponto de vista dos estímulos materiais, até da família”, apontou o investigador para logo de seguida defender que “não se pode pedir só à escola que resolva um problema de organização social, familiar e de estilo de vida”.

“Tem que haver uma simbiose entre os diferentes agentes, no sentido de serem não só mais activos, mas mais saudáveis”, defendeu, referindo-se não só à escola, como à família, autarquias e demais agentes sociais.

O investigador alertou que há adolescentes que passam quatro horas frente ao televisor, muito acima das duas horas máximas recomendadas, e defendeu como possível solução o desporto nas horas pós-periodo escolar ou qualquer outra solução que “retire os adolescentes de casa de frente do televisor”.

A investigação decorreu durante cinco anos e foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Teve a colaboração de investigadores das universidades do Texas e Michigan, nos Estados Unidos, Estadual de Londrina, no Brasil, Saskatchewan, no Canadá e University of Bath, e, Inglaterra.

In i online
Por Agência Lusa
publicado em 8 Fev 2012 – 16:34

29: Doenças respiratórias matam 40 pessoas por dia em Portugal

 

imagem: Alexandre Almeida/Kameraphoto

A maioria dos Centros de Reabilitação Respiratória funciona no litoral, dificultando o acesso dos doentes do interior a tratamentos de reabilitação das doenças respiratórias, que matam 40 pessoas por dia em Portugal, alertou a associação Respira.

De acordo com a presidente da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira), Luísa Soares Branco, há falta de centros de reabilitação respiratória destinados a pessoas que sofrem de DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, como a asma e a bronquite alérgica.

De acordo com dados da associação, que na quinta-feira celebra cinco anos de existência, “existem apenas 12 centros para 100 mil doentes diagnosticados e cerca de outros 1.500.000 mil doentes estimados”.

Luísa Soares Branco lembrou ainda que a distribuição geográfica também é problemática, uma vez que os centros se localizam maioritariamente no litoral, dificultando o acesso à terapêutica: “actualmente, existem centros apenas em Braga, Guarda, Coimbra, Lisboa e no Porto”, exemplificou.

Sem acesso aos centros, “a maioria das pessoas é tratada do ponto de vista farmacológico, mas não faz reabilitação respiratória. A reabilitação não põe as pessoas a respirar melhor, mas dá mais força para desempenhar as tarefas e permite aprender a gerir a parte respiratória”, explicou.

De acordo com a presidente da Respirar, ao aprender a controlar a respirar, evita-se as idas às urgências. Luísa Soares Branco diz que esta aprendizagem significa uma diminuição “para cerca de metade de episódios de agudização”.

A presidente lembra que as doenças respiratórias são a principal causa de ida às urgências e que matam 40 pessoas por dia em Portugal, afectando mais de 30% da população nacional.

“É urgente criar condições de igualdade de acesso a esta modalidade terapêutica para todos os doentes. Não podemos aceitar que só os doentes dos grandes centros urbanos tenham possibilidade de beneficiar deste acompanhamento”, defendeu a presidente.

No 5ºaniversário da associação, os CTT vão lançar um selo comemorativo da Respira que tem como mote “Para que não se sinta só a respirar”.

In i online
Por Agência Lusa
publicado em 8 Fev 2012 – 16:53

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...