22: Um ‘ar condicionado’ para asmáticos (vídeos)

 

Empresa médica sueca desenvolveu um engenho que garante tornar mais sossegadas as noites dos asmáticos, reduzindo a exposição a alergénicos.


(Protexo)

Das crises respiratórias à utilização regular de um inalador, as dificuldades dos asmáticos são conhecidas da maioria da população. Mas para muitos asmáticos os verdadeiros problemas não ocorrem durante o dia mas sim à noite, roubando-lhes o sono e capacidade de dormir.


(Protexo)

Foi a pensar neste problema que a empresa médica sueca Airsonett criou o Protexo, um engenho para asmáticos que ajuda a reduzir os efeitos nocturnos da asma.


(Protexo)

A Airsonett explica que o ar quente libertado por uma pessoa enquanto dorme acaba por atrair ar frio das redondezas, que chega ao paciente carregado de alergénios captados dos lençóis da cama.


(Protexo)

A empresa testou o Protexo ao longo de um ano. O estudo envolveu 281 sofredores de asma (não fumadores) europeus, que usaram um Protexo ou um dispositivo placebo semelhante.


(Protexo)

No final do estudo, o grupo que utilizava os verdadeiros Protexos teve uma pontuação 14 a 15% superior quando avaliou a sua própria qualidade de vida, assim como demonstrou caídas significativas nos sinais de inflamação.

Ar filtrado para afastar partículas alergénicas

O Protexo aplica um tratamento conhecido por TLA (Temperature controlled Laminar Airflow treatment), que emite uma brisa gentil de ar filtrado na direcção da pessoa.

Este ar é apenas ligeiramente mais frio do que a temperatura ambiente e por ser filtrado não causa problemas aos asmáticos, servindo-lhes até como um escudo contra as partículas alergénicas que possam existir no quarto.

De momento ainda não existe qualquer informação sobre o preço ou disponibilidade deste dispositivo no site da Airsonett, mas já pode ser consultado o estudo, brochuras e todo o tipo de informações sobre este dispositivo e tratamento.

Expresso online
Carlos Afonso Monteiro
29 de Novembro de 2011

21: À medida de um atleta

 

São ideais para celíacos. Não contêm glúten e ainda por cima são ricas em vitaminas. As castanhas têm das maiores concentrações «de substâncias com propriedades antioxidantes, anticancerígenas, anti-inflamatórias e cardioprotectoras», refere Vítor Hugo Teixeira, especialista em composição dos alimentos, da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

As vantagens nutricionais estão também na grande quantidade de hidratos de carbono, que torna este um fruto à medida dos «praticantes de exercício físico e atletas».

O nutricionista destaca ainda a presença de fibra: «Uma chávena de castanhas satisfaz cerca de 40% das necessidades diárias deste nutrimento». Isto contribui para a função intestinal, tal como a fermentação do amido da castanha.

Ainda que, de acordo com Vítor Hugo Teixeira, as castanhas sejam menos calóricas quando são cozidas, as assadas continuam a ser as preferidas.

Qualquer que seja a sua preparação, o corte tem sempre de ser feito, e não é só para as conseguir descascar melhor. O golpe na casca impede a castanha de rebentar no forno ou na panela.

Em Portugal, no século XVII, este fruto chegou a substituir o pão e as batatas, em especial, em Trás-os-Montes. Esta é, aliás, a zona que mais produz castanhas e onde cada ouriço chega a incluir três.

Jornal SOL online
por Joana Ludovice de Andrade
joana.andrade@sol.pt
26 de Novembro, 2011

20: Medicamentos: Infarmed aconselha alternativas ao Hydrocortone

 

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) aconselhou os médicos a prescrever alternativas terapêuticas ao medicamento Hydrocortone, que não está a ser comercializado em Portugal.

Este medicamente está indicado para insuficiência adrenocortical, reacções de hipersensibilidade tais como choque anafilático e angiedema, doença inflamatória do intestino, doença reumática e doenças de pele.

Numa circular informativa dirigida aos profissionais de saúde, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere que o medicamento Hydrocortone, hidrocortisona, nas dosagens de 10 e 20 mg, não está a ser comercializado, apesar do titular da autorização de introdução no mercado – Auden McKenzie (Pharma Division) – ainda não ter notificado formalmente o Infarmed.

O Hydrocortone, uma das primeiras cortisonas sintéticas a surgir no mercado e cuja embalagem de 25 comprimidos custa 1,82 euros, está em falta nas farmácias desde Abril, segundo informação divulgada pelo Diário de Notícias em Junho.

O Infarmed refere na circular, publicada no site oficial, que “continua a desenvolver todos os esforços, junto do actual titular e de outras empresas, para que a comercialização de medicamentos, contendo Hidrocortisona seja restabelecida o mais rapidamente possível”.

Para minimizar o impacto desta situação, a autoridade nacional do medicamento esclarece que as indicações terapêuticas da hidrocortisona oral estão cobertas pelas de outros corticóides orais, com excepção da insuficiência adrenocortical primária ou secundária.

Nesta indicação terapêutica a escolha de primeira linha é a hidrocortisona, observa o Infarmed na circular publicada no seu site oficial.

Contudo, salienta, considera-se que a prednisona poderá ser utilizada em substituição da hidrocortisona, desde que se proceda ao ajuste de dosagem.

O Infarmed adianta que os médicos estão habilitados a proceder a este ajuste de dosagem, mas está disponível, caso seja necessário, para fornecer informações adicionais.

Lembra ainda que existem vários medicamentos similares ao Hydrocortone disponíveis na União Europeia, que poderão ser um recurso a considerar nos casos em que não seja possível a substituição da Hidrocortisona por outros corticóides orais.

A aquisição destes medicamentos poderá ser feita através das farmácias.

Lusa / SOL
27/11/2011

18: Como prevenir a bronquiolite

 

Tudo o que pode fazer para defender o seu filho desta infecção respiratória viral

A bronquiolite é uma infecção respiratória viral, sendo 50 a 90 por cento dos casos provocados pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

É uma doença contagiosa, transmitindo-se o vírus directamente por secreções contaminadas (tosse, espirro) e indirectamente pelas mãos ou utensílios contaminados. As epidemias ocorrem sobretudo entre os meses de Outubro e Março, atingindo as crianças com menos de dois anos de idade.

A bronquiolite representa um problema de saúde pública, sendo a sua prevenção fundamental, onde os fisioterapeutas têm um papel preponderante ao nível do ensino dos pais e educadores, indo de encontro ao objectivo principal do Programa Nacional de Saúde Escolar da Direcção Geral de Saúde, promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa.

O ensino e informação aos pais, sobre o risco que a criança corre de contrair uma infecção das vias respiratórias, sobretudo se nasceu numa época de epidemia, se frequenta ou tem irmãos que frequentam creches, é de primordial importância na prevenção deste tipo de infecção. A promoção de regras de higiene e cuidados básicos dirigidas aos pais e educadores deverá diminuir a incidência da bronquiolite. A prevenção tem dois objectivos principais, designadamente reduzir a incidência da bronquiolite e retardar a idade da primeira infecção.

Existem várias formas de prevenirmos a bronquiolite das quais salientamos:

1. Lavagem das mãos com água e sabão

A simples lavagem das mãos com água e sabão é a primeira medida indispensável a uma protecção eficaz, principalmente antes do contacto com a criança. Os anti-sépticos podem ser uma alternativa.

2. Lavagem do nariz com soro fisiológico

O ensino da lavagem do nariz com soro fisiológico durante as rinofaringites também é muito importante.

3. Esterilização dos biberões

Regra de higiene simples que deve ser ensinada e à qual se deve dar atenção.

4. Lavagem frequente dos objectos e superfícies

A lavagem frequente dos brinquedos, das chuchas (que não devem ser partilhadas), dos objectos e das superfícies é de extrema importância. Quer em casa, quer na escola, os objectos em contacto com as crianças devem ser diariamente desinfectados.

5. Evitar a exposição de crianças a ambientes de fumo

Existe uma correlação positiva entre a gravidade da bronquiolite e a existência de um fumador em casa. As crianças filhas de fumadoras apresentam uma maior incidência de infecções respiratórias e otites crónicas.

6. Evitar o contacto da criança com familiares e amigos constipados

Esta regra torna-se mais importante ainda quando a criança é mais pequena. Se a própria mãe ou cuidador está constipado, deverá usar máscara que lhe cubra a boca e o nariz durante os cuidados dispensados à criança, caso não haja uma pessoa disponível para o substituir. É também recomendado que lugares com grande concentração de pessoas, como transportes públicos e supermercados sejam evitados, principalmente com crianças de risco.

7. Manter um bom nível nutricional

O aleitamento materno é de extrema importância, uma vez que o colostro e o leite humano contêm anticorpos contra bactérias e vírus importantes na defesa das crianças contra infecções, designadamente a bronquiolite.

8. Retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses

Todas as crianças que frequentam creches ou que têm irmãos que as frequentam têm uma probabilidade maior de contrair a doença, posto isto, é importante diminuir o risco, sendo recomendável, em período de epidemia, retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses.

Estas são as regras base para a prevenção da bronquiolite, regras estas que deverão ser adaptadas à realidade de cada um e utilizadas com bom senso. Caso existam dúvidas poderá recorrer a um profissional de saúde, nomeadamente a um fisioterapeuta que vai ajudá-la a tomar a decisão mais adequada à situação.

Texto: Inês Fiuza (fisioterapeuta, especialista em fisioterapia respiratória)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

17: Bronquiolite

 

O papel da fisioterapia no tratamento desta infecção respiratória provocada por um vírus

A bronquiolite é uma infecção respiratória viral, sendo 50 a 90 % dos casos provocados pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

É uma doença contagiosa, transmitindo-se o vírus directamente por secreções contaminadas (tosse e/ou espirro) e indirectamente pelas mãos ou utensílios contaminados.

De acordo com diversos estudos epidemiológicos, as epidemias ocorrem sobretudo entre os meses de Outubro e Março, atingindo as crianças com menos de dois anos.

Os sintomas

A bronquiolite caracteriza-se por um acesso agudo de sibilâncias (pieira), febre e/ou rinorreia (corrimento nasal) e hiperinsuflação torácica (tórax insuflado). Pode também existir tosse e dispneia (sinais objectivos de dificuldade respiratória).

Esta doença poderá ser mais ou menos grave, sendo que nos casos mais graves poderá levar mesmo ao internamento hospitalar. Nos nossos hospitais todos os anos são internadas crianças com bronquiolite e o estudo casuístico (Hospital Santo António, Hospital São João, Hospital Santa Maria, Hospital Dona Estefânea, Hospital Garcia da Orta) revela que os picos de maior prevalência ocorreram em Dezembro, Janeiro e Fevereiro e que 66% a 85% das crianças tinham idade inferior a 6 meses.

Como se trata a bronquiolite

O tratamento mais adequado desta doença deverá ser composto por um tratamento médico associado a tratamentos de fisioterapia.

O tratamento médico é baseado na gravidade dos sintomas e centra-se na farmacologia.

Existem várias substâncias que podem ser administradas, sendo que apesar de objectivos idênticos, a sua acção e reacção podem ser diferentes.

Dentro das substâncias medicamentosas encontram-se os broncodilatadores, os corticosteroides, os anti-virais, a antibioterapia (para tratar infecções bacterianas secundárias), os anti-tússicos e a oxigenoterapia. É ainda aconselhado o suplemento hídrico e a alimentação frequente, com refeições fraccionadas.

O papel da fisioterapia

A fisioterapia é recomendada quando há uma obstrução das vias aéreas intra e extra torácicas por secreções. Tendo como modelos de referência os componentes ventilatório, cardiovascular e metabólico subjacentes ao transporte de oxigénio, juntamente com o modelo ICF (International of Functioning, Disability and Health), o fisioterapeuta realiza um exame adequado, uma avaliação dos dados recolhidos que lhe permitem identificar, relacionar e hierarquizar os problemas que podem beneficiar com a sua intervenção.

A intervenção do fisioterapeuta tem vários objectivos, nomeadamente eliminar ou reduzir a obstrução brônquica, prevenir ou tratar a hiperinsuflação e finalmente prevenir danos estruturais que esta doença pode provocar no aparelho respiratório do bebé. Lembre-se que, em caso de suspeita de bronquiolite, poderá sempre recorrer a um fisioterapeuta que, após avaliação criteriosa, o encaminhará de acordo com a situação, podendo desta forma evitar repercussões a longo prazo, sobre a função respiratória do seu filho.

Saiba como prevenir esta infecção respiratória aqui

Texto: Inês Fiuza (fisioterapeuta especialista em fisioterapia respiratória)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...