621: Identificada nova variante em Nova Iorque que está a gerar preocupação

 

 

SAÚDE/COVID-19/NOVAS VARIANTES

Foi detectada uma nova variante do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19, em Nova Iorque, que está a gerar preocupação entre os especialistas.

Segundo a CNN, esta nova variante tem mutações que ajudam a evitar a resposta imunológica do nosso corpo, bem como os efeitos dos tratamentos com anticorpos monoclonais.

A nova variante, denominada pelos investigadores de B.1.526, foi identificada em pessoas de vários bairros da cidade de Nova Iorque.

A estação de televisão norte-americana refere que uma das mutações desta nova variante do novo coronavírus é a mesma em relação à variante sul-africana, que os especialistas temem que possa afectar a eficácia da vacina.

“Observamos um aumento constante na taxa de detecção no final de Dezembro a meados de Fevereiro, com um aumento alarmante para 12,7% nas últimas duas semanas”, escreveu uma equipa do Centro Médico da Universidade de Columbia, num estudo que ainda não foi publicado.

Diário de Notícias

25 fev 09:43
Por Susete Henriques

 

 

 

619: Há uma “grande probabilidade” de variante de Manaus se tornar dominante em Portugal, diz Sociedade Brasileira de Virologia

 

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES/BRASIL

Mário Oliveira / SEMCOM

A variante do SARS-CoV-2 detectada em Dezembro em Manaus, no Brasil, pode vir a tornar-se dominante em Portugal, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Guimarães da Fonseca, apesar de no momento ainda ser a variante britânica a dominar os novos casos.

“Esse cenário é absolutamente possível”, disse o responsável pela sociedade Brasileira de Virologia, na terça-feira à Rádio Observador.

“Actualmente, 80% dos casos de covid-19 na cidade de Manaus são causados pela variante brasileira P1. Todos os vírus, quando se multiplicam, geram vários mutantes, e quando estes têm vantagem em relação às amostras originais, acabam por predominar em pouco tempo. Isso aconteceu em Manaus, no Reino Unido (em relação à variante britânica), e infelizmente pode acontecer também em países que acabam por receber essas novas variantes com este elevado grau de infecciosidade”, acrescentou.

A possibilidade de que a variante brasileira se espalhe em Portugal é real, “se não forem tomadas medidas de contenção, como o distanciamento social e mesmo a vacinação, que possa conter a expansão dessa nova variante”, continuou o especialista. No domingo, foram confirmados os primeiros sete casos da variante brasileira em território nacional.

O virologista disse que a variante brasileira contém mutações detectadas na variante do Reino Unido e outras na variante sul-africana, particularmente uma “que permite ao vírus escapar da acção de anticorpos gerada por uma infecção prévia” ou “pela vacinação”.

Foi ainda detectada a “P2”, que predomina no Brasil, originalmente detectada no Rio de Janeiro. Um estudo realizado da Fundação Oswaldo Cruz, de final de Janeiro, mostrou que esta já estava presente em 91% dos casos analisados do Amazonas, cuja capital é Manaus.

Flávio Guimarães da Fonseca defendeu que a pandemia no Brasil “está longe de estar controlada”, devido à pouca percentagem de pessoas vacinadas e ao número escasso de doses adquiridas, “por causa do fracasso da política do governo brasileiro em adquirir doses suficientes para realizar uma vacinação em massa”.

“Perante este cenário, o resultado é uma população pouco complacente em relação às medidas de combate à pandemia, a ausência de vacinas e a existência de variantes muito infecciosas. Este é um cocktail bastante explosivo, e, por isso, há muita preocupação entre as autoridades de saúde pública e a população em geral, relativamente à ampla disseminação das novas variantes brasileiras”, considerou.

O virologista apontou para “um pico de infecções, mortes e sobrecarga dos hospitais logo no meio do mês de Janeiro, depois das festas de fim de ano” e para um “descuido muito grande da população de uma forma geral”, que levou a um “pico nos casos de covid-19”, que entretanto já começaram a baixar.

Flávio Guimarães da Fonseca sublinhou a fraca adesão da população às medidas de combate à pandemia e o ritmo muito lento de vacinação no país.

Por Taísa Pagno
24 Fevereiro, 2021

 

 

 

614: Duas variantes do SARS-CoV-2 fundiram-se num híbrido mutante

 

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES

yusamoilov / Flickr

As variantes britânica e californiana do SARS-CoV-2, o vírus causador da covid-19, aparentam ter-se fundido num híbrido altamente mutante.

A combinação dos dois genomas foi encontrada na Califórnia, nos Estados Unidos, por Bette Korber, do Laboratório Nacional de Los Alamos.

Segundo a New Scientist, o híbrido é resultado da variante B.1.1.7, descoberta no Reino Unido, e da variante B.1.429, descoberta precisamente na Califórnia. A confirmar-se, esta será a primeira fusão de duas variantes a ser detectada nesta pandemia. Os investigadores não se mostram surpreendidos, já que isto é comum nos coronavírus.

A recombinação pode ser de grande importância evolutiva, de acordo com François Balloux, da University College London. É considerada por muitos como a origem do SARS-CoV-2. No pior dos casos, pode levar ao surgimento de novas e ainda mais perigosas variantes.

Korber apenas encontrou um caso desta recombinação e não sabe se o vírus está a ser transmitido de humano para humano. “Este tipo de evento pode permitir que o coronavírus tenha acoplado um vírus mais infeccioso a um vírus mais resistente”, disse a cientista.

O recente surgimento de múltiplas variantes do novo coronavírus pode ter criado a matéria-prima para a recombinação, porque as pessoas podem ser infectadas com duas variantes diferentes ao mesmo tempo.

“Podemos estar a chegar ao ponto em que isto está a acontecer a um ritmo considerável”, diz Sergei Pond, da Temple University, na Pensilvânia, em declarações à New Scientist. “Todos os coronavírus se recombinam, por isso é uma questão de quando, não se”.

Por Daniel Costa
22 Fevereiro, 2021

 

 

 

613: Como as novas variantes ameaçam o regresso à normalidade

 

 

SAÚDE/COVID-19/AMEAÇAS/VARIANTES

Após as primeiras vagas da covid-19, autoridades de saúde, governos e cientistas viram agora as suas atenções para as variantes do vírus SARS-CoV-2, consideradas uma nova “ameaça” ao ambicionado regresso à normalidade.

© JUSTIN TALLIS / AFP

A Comissão Europeia já propôs um novo plano de preparação de bio-defesa contra a covid-19 destinado a “preparar a Europa para a crescente ameaça das variantes” do coronavírus, duas das quais já detectadas em Portugal.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que a variante detectada no Reino Unido represente cerca de 48% de todos os casos covid-19 em Portugal, quando na primeira semana de Janeiro foi responsável por apenas 8% dos casos da doença registados.

Relativamente à variante originária da África do Sul, o INSA apenas identificou quatro casos em Portugal, não tendo sido registado, até quinta-feira, qualquer caso da variante do SARS-CoV-2 descoberta inicialmente em Manaus, no Brasil.

O surgimento de novas variantes do vírus, que os especialistas admitem ter uma maior capacidade de transmissão, tem levantado questões como a eficácia das vacinas já existentes e a possibilidade de gerarem casos mais graves da doença, novas “ameaças” que têm centrado a atenção dos especialistas.

Como surgem as variantes de um vírus

Quando um vírus faz cópias de si mesmo, essas alterações são consideradas mutações. Um vírus com uma ou várias novas mutações é considerado como uma variante do original.

Algumas mutações podem levar a alterações nas características de um vírus, como a sua maior ou menor capacidade de transmissão e o nível ou gravidade de uma doença que pode provocar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o SARS-CoV-2, que causa a covid-19, tende a alterar-se mais lentamente do que outros vírus já conhecidos, como o Influenza que causa a gripe.

Até agora, centenas de variações do SARS-CoV-2 foram identificadas em várias partes do mundo, com a grande maioria a ter um reduzido impacto nas propriedades do coronavírus original.

Concertação mundial para compreender as variantes do SARS-CoV-2

Desde o início da pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a trabalhar com uma rede global de laboratórios especializados em investigação e na realização de testes para melhor compreender o comportamento do SARS-CoV-2.

Estes grupos de pesquisa sequenciam o SARS-CoV-2 e compartilham os resultados em bancos de dados públicos, incluindo o GISAID, uma organização de pesquisa reconhecida pela Comissão Europeia e parceira do PREDEMICS, um projecto sobre a previsão e prevenção de vírus zoonóticos (com capacidade de serem transmitidos por animais aos humanos) com potencial pandémico.

Esta colaboração global permite aos cientistas de várias partes do mundo rastrear o vírus e as suas mutações de forma mais eficaz e rápida.

A rede global de laboratórios da OMS inclui ainda um grupo de trabalho sobre a evolução do SARS-CoV-2 dedicado especificamente a detectar novas mutações e a avaliar o seu previsível impacto.

A OMS tem reiterado a recomendação para que todos os países aumentem o esforço de sequenciamento do vírus e que compartilhem estes dados internacionalmente, num esforço global de monitorização e resposta à evolução da pandemia.

Como é feito este acompanhamento em Portugal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) é a entidade coordenadora nacional da vigilância laboratorial genética e antigénica do vírus SARS-CoV-2.

Esta vigilância laboratorial compreende a detecção, caracterização genética e antigénica do vírus em território nacional e é desenvolvida com base em redes sentinela (cuidados de saúde primários e hospitais), complementada com outras redes laboratoriais.

A sequenciação do genoma de vírus SARS-CoV-2 permite entender o percurso da transmissão e o tempo em que as diversas variantes genéticas do vírus estão presentes em determinada região ou país.

Ao desvendar o percurso do coronavírus, as autoridades de saúde pública, profissionais de saúde e investigadores podem adoptar as medidas adequadas para tentar conter a sua disseminação e apoiar o desenvolvimento de estratégias de prevenção e de combate contra a covid-19.

A rede de laboratórios nacional deve, obrigatoriamente, proceder ao envio periódico para o INSA de amostras positivas de SARS-CoV-2. Na selecção de amostras para a vigilância laboratorial é privilegiada a representatividade geográfica, cobertura de todas as faixas etárias, apresentação de doença ligeira a grave e surtos locais.

A ameaça das variantes na retoma europeia

O Banco Central Europeu (BCE) considera que as novas estirpes do novo coronavírus representam um risco para a recuperação da economia da Zona Euro.

Na ata da reunião de política monetária de Janeiro, publicada recentemente, o BCE nota que “persiste uma grande incerteza, especialmente no que respeita à dinâmica da pandemia e à implementação atempada das campanhas de vacinação”.

© Jorge Bernal / AFP

Nova estratégia europeia para enfrentar uma nova ameaça

A Comissão Europeia já propôs um novo plano de preparação de bio-defesa contra a covid-19, face à ameaça das variantes do coronavírus, assente numa melhor detecção das estirpes, maior rapidez na aprovação de vacinas e aumento da sua produção.

Denominada “Incubadora HERA” – a sigla da futura Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde -, a nova estratégia é justificada pelo executivo comunitário com a necessidade de “preparar a Europa para a crescente ameaça das variantes” do coronavírus.

De acordo com o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC), a variante B.1.1.7, reportada pela primeira vez na Grã-Bretanha, parece estar em vias de se tornar dominante sobre as estirpes anteriores na UE, aponta a Comissão, advertindo que “outras estirpes e mutações poderão emergir no futuro”.

Para preparar a Europa para este cenário, a Comissão Europeia propõe então uma estratégia que envolve investigadores, empresas biotecnológicas, fabricantes, reguladores e autoridades públicas, para monitorizar variantes, trocar dados e cooperar na adaptação de vacinas.

De acordo com Bruxelas, o plano irá focar-se em três grandes pilares: a detecção, análise e adaptação a variantes de vírus; aceleração da aprovação de vacinas adaptadas às novas estirpes e um aumento da produção em massa de vacinas contra a covid-19, novas ou adaptadas.

Autoridades de saúde britânicas investigam nova variante

As autoridades de Saúde britânicas identificaram uma nova variante em Inglaterra do coronavírus da covid-19, que designaram por B1525, com a mesma mutação E484K encontrada noutras variantes mais infecciosas, revelou quarta-feira a Direcção-Geral de Saúde inglesa.

Além da variante B117, que já se alastrou a dezenas de países incluindo Portugal, e da nova B1525, as autoridades de saúde estão a investigar mais duas variantes primeiro identificadas em Inglaterra por também apresentarem a mutação E484K, que é comum noutras variantes detectadas no Brasil e África do Sul.

O Reino Unido tem estado a sequenciar o genoma do vírus de milhares de testes para tentar encontrar mutações e potenciais novas variantes para potencialmente ajudar os cientistas a desenvolver novas vacinas mais eficazes.

ECDC: Variantes são motivo de preocupação na Europa

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) considera, no relatório de avaliação de risco, que os países da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) têm “observado um aumento substancial no número e proporção de casos” da mutação detectada no Reino Unido, tendo ainda “notificado cada vez mais” casos da estirpe da África do Sul.

Já a variante identificada no Brasil “está a ser notificada a níveis mais baixos, possivelmente porque está principalmente ligada ao intercâmbio de viagens com o Brasil”, observa o organismo, numa alusão à interrupção de viagens decretada por alguns países europeus.

Segundo o ECDC, a variante originária do Reino Unido tem de momento um risco “elevado a muito elevado para a população em geral e muito elevado para indivíduos vulneráveis”, isto porque “parece ser mais transmissível do que as estirpes em circulação anteriormente predominantes e pode causar infecções mais graves”.

Por seu lado, a mutação detectada na África do Sul “está também associada a uma maior transmissibilidade” e poderá levar a uma “potencial de redução da eficácia de algumas das vacinas” já aprovadas contra a covid-19.

Dada esta situação, e com o aumento da circulação destas variantes mais transmissíveis, o ECDC aconselha os Estados-membros (já que a saúde é uma competência nacional) a apostar em “intervenções de saúde pública imediatas, fortes e decisivas são essenciais para controlar a transmissão e salvaguardar a capacidade de cuidados de saúde”.

“A menos que as intervenções não-farmacêuticas [medidas restritivas] se mantenham ou sejam reforçadas em termos de conformidade durante os próximos meses, é de prever um aumento significativo dos casos e mortes relacionados com a covid-19 na UE/EEE”, avisa o centro europeu.

Capacidade de sequenciação na UE abaixo do definido

Na maioria dos Estados-Membros, a capacidade de sequenciação para identificação de variantes do SARS-CoV-2 está abaixo da recomendação definida pela Comissão Europeia para sequenciar 5%-10% das amostras positivas para SARS-CoV-2, alerta o ECDC.

Embora a maioria dos países da UE / EEE esteja investigando activamente o surgimento de variantes da SARS-CoV-2, três países não o estão fazendo.

Muitos países estão a aumentar ou a planear aumentar a sua capacidade de sequenciação, mas indicaram a necessidade de apoio do ECDC.

As necessidades específicas incluem suporte com capacidades de sequenciamento e protocolos e com bio-informática em particular.

Para muitos países, o tempo de resposta para os resultados da pré-triagem PCR compartilhados com as autoridades de saúde pública é superior a 48 horas.

A resposta das vacinas contra as variantes

A UE pretende acelerar os procedimentos de autorização de vacinas melhoradas para responder às diferentes variantes do novo coronavírus, indicou recentemente a comissária da Saúde dos 27.

“Analisamos com a Agência Europeia do Medicamento os procedimentos e decidimos que, doravante, se houver uma vacina melhorada por um fabricante para lutar contras as novas variantes com base numa vacina já existente” e certificada “não haverá a necessidade de passar por todas as etapas da autorização”, disse a comissária Stella Kyriakides.

A Comissão Europeia tem sido criticada pela lentidão ligada ao início das campanhas de vacinação contra a covid-19 nos Estados membros, por causa dos procedimentos de certificação das primeiras vacinas, considerados muito longos em comparação com o Reino Unido ou com os Estados Unidos, mas também no que diz respeito aos pedidos de vacinas.

Um vírus que compete com ele próprio

O vírus que provoca a covid-19 está a “competir com ele próprio neste momento”, gerando novas variantes que vão predominar em qualquer parte do mundo em função da eficácia de disseminação que apresentarem, afirmou o virologista Pedro Simas.

Segundo o especialista do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, enquanto o SARS-CoV-2 apresentar características pandémicas, ou seja, provocar um elevado e generalizado número de infecções diárias, as variantes que surgirem com uma maior capacidade de disseminação “vão-se espalhar por todo o mundo” e não apenas numa determinada área geográfica.

“As variantes que forem mais eficientes a disseminar serão as que vão predominar em qualquer parte do mundo. Há tantas infecções nos vários continentes que as mutações aparecem de forma aleatória. Como há tanta infecção, há uma grande possibilidade dessas mutações aparecerem”, explicou Pedro Simas.

Diário de Notícias
DN com Lusa
20 Fevereiro 2021 — 16:07

 

 

 

597: Vacina da AstraZeneca será ineficaz contra variante da África do Sul

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/VARIANTES

A vacina da AstraZeneca contra a covid-19 não parece oferecer defesas contra doenças leves e moderadas causadas pela variante identificada na África do Sul.

© EPA/JALAL MORCHIDI

Um estudo a publicar na segunda-feira e revelado pelo Financial Times mostra que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca não parece oferecer defesas contra doenças leves e moderadas causadas pela variante identificada na África do Sul.

O estudo, contudo, não é exaustivo nem definitivo, uma vez que o tamanho das amostras é considerado relativamente pequeno, além de ainda não ter sido revisto pelos pares. No entanto, as indicações deixam dúvidas sobre a capacidade de resposta das vacinas em relação ao surgimento de novas variantes.

De acordo com o estudo a que o Financial Times teve acesso, tanto nos ensaios em humanos como nos testes ao sangue das pessoas vacinadas, a vacina mostrou uma eficácia significativamente reduzida contra a variante viral 501Y.V2, que é dominante na África do Sul.

Além disso, a eficácia contra a covid-19 grave ainda não estava determinada.

Realizada pela Universidade de Witwatersrand da África do Sul e pela Universidade de Oxford, a investigação registou 2026 indivíduos, com uma idade média de 31 anos. Metade do grupo recebeu pelo menos uma dose de placebo e a outra metade recebeu pelo menos uma dose de vacina.

Ao jornal inglês, um funcionário da AstraZeneca explicou que não foi possível verificar devidamente o efeito da vacina sobre a doença grave e a hospitalização causada pela variante sul-africana no estudo, dado que a maioria dos participantes eram adultos jovens e saudáveis, embora tenham mostrado confiança de que a “vacina pode proteger contra doenças graves”.

Além do mais, lembrou que a empresa tinha começado a adaptar a vacina contra esta variante em conjunto com a Universidade de Oxford, “para que esteja pronta para a entrega no outono, se necessário”.

Diário de Notícias
DN
07 Fevereiro 2021 — 00:26

 

 

 

575: Variante inglesa do SARS-COV-2 é mais mortífera e mais contagiosa

 

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE INGLESA

Atenção à nova variante do SARS-COV-2! Os últimos números à escala mundial revelam uma aceleração da pandemia. Há quem refira que a culpa foi do relaxamento das pessoas no período do Natal, mas o verdadeiro problema pode ser a variante inglesa do vírus.

Hoje, o primeiro-ministro Boris Johnson referiu que a variante inglesa do SARS-COV-2 é, aparentemente, mais mortífera e mais contagiosa.

Variante do SARS-COV-2 pode causar a morte de 1,3%-1,4% dos infectados

Numa comunicação ao mundo, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson revelou hoje que a variante inglesa do SARS-COV-2 é até 30% mais mortífera e mais contagiosa.

Durante uma conferência de imprensa na residência oficial em Downing Street, Boris Johnson referiu que…

Agora também parece que há sinais de que a nova variante, aquela que foi identificada pela primeira vez em Londres, e no sudeste (de Inglaterra), pode estar ligada a um grau mais alto de mortalidade

Patrick Vallance, principal assessor científico do Governo, referiu que tal informação ainda não é conclusiva, mas existem sinais de que a nova variante cause a morte de 1,3%-1,4% dos infectados com cerca de 60 anos, contra uma média de 1% da variante anterior, sendo o agravamento semelhante nos outros grupos etários.

Vacina da COVID-19 é eficaz contra a nova variante?

As vacinas actuais que estão a administradas no país, a Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca são eficazes contra esta variante do SARS-COV-2, identificada no sul de Inglaterra em Dezembro.

Das três variantes mais recentes do SARS-CoV-2 que causam preocupação às autoridades britânicas, identificadas respectivamente em Inglaterra, África do Sul e Brasil, a inglesa é a predominante no Reino Unido, estimando-se que seja entre 30% a 70% mais contagiosa.

A pandemia de COVID-19 já provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
22 Jan 2021