Japão já tem medicamento para a gripe “claramente eficaz” contra o coronavírus

 

NOTÍCIAS

Anúncio foi feito por autoridades médicas chinesas.

As autoridades médicas na China anunciaram que o Japão está a produzir um medicamento contra a gripe que se está a mostrar “claramente eficaz” no tratamento de pacientes com coronavírus, segundo avança o The Guardian.

O funcionário do ministério da ciência e tecnologia da China, Zhang Xinmin, afirma que o favipiravir, desenvolvido por uma subsidiária da conhecida marca Fujifilm, produziu resultados positivos em ensaios clínicos na cidade de Wuhan e em Shenzhen que contaram com a participação de 340 pacientes.

“Tem um alto nível de segurança e é claramente eficaz no tratamento”, revela Zhang.

Os pacientes que foram medicados com favipiravir deram negativo ao teste de coronavírus após cerca de quatros dias de se terem tornado casos positivos de Covid-19.

Os raios-X a estes pacientes confirmaram ainda uma melhoria na condição pulmonar em cerca de 91%, contra os 62% de quem é tratado sem o medicamento.

A Fujifilm Toyama Chemical, que desenvolveu o favipiravir, recusou-se a comentar as alegações.

CM
18 de Março de 2020 às 11:17

 

329: Medicamento para o acne com possível ligação ao suicídio de jovens é vendido em Portugal

 

SAÚDE/MEDICAMENTOS

Jpogi e André Teixeira Lima / Wikimedia

Doze jovens britânicos morreram, dez dos quais por suicídio, após a administração de Roaccutane, também à venda com o nome Accutane. As autoridades de saúde estão a investigar a possível ligação entre o suicídio e a utilização de isotretinoína.

Os reguladores do Reino Unido vão reabrir uma investigação ao fármaco após uma nova onda de queixas, de acordo com jornal britânico The Guardian.

No Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde no Reino Unido permitiu a comercialização do medicamento porque “não há provas de estarem a acontecer efeitos secundários, mas uma suspeita de que a droga pode ser a causa”. Os estudos científicos não identificaram uma ligação directa entre o medicamento e o aumento do risco de distúrbios psiquiátricos e suicídio.

Em Portugal, o fármaco é vendido com o nome principal Isotretinoína e não se registam mortes possivelmente relacionadas com este medicamento – pelo menos desde 2004.

De acordo com o Observador, já desde 1998 que existem relatórios a alertar para a possibilidade da isotretinoína desenvolver efeitos secundários a nível psiquiátrico e um risco aumentado para a depressão.

Em Portugal, a bula de um dos fármacos com esta substância activa, aprovada pelo Infarmed, pede ao paciente que fale com o médico antes de o utilizar “se alguma vez teve algum tipo de problemas de saúde mental”. “Estes incluem depressão, tendências agressivas ou alterações do humor. Inclui também pensamentos sobre auto mutilar-se ou suicidar-se. Isto porque o seu humor poderá ser afectado enquanto toma Isotretinoína Orotrex”, lê-se.

O documento lista a “depressão ou perturbações”, “agravamento da depressão existente” ou “tornar-se violento ou agressivo” como um efeito raro do medicamento. Entre os efeitos muito raros, diz-se que “algumas pessoas tiveram pensamentos ou sentimentos sobre magoarem-se ou suicidaram-se (pensamentos suicidas), tentaram suicidar-se (tentativa de suicídio) ou suicidaram-se (suicídio)”.

O Infarmed avisa também que o medicamento pode causar um “comportamento não habitual” ou “sinais de psicose, uma perda de contacto com a realidade, como ouvir vozes ou ver coisas que não existem”, descreve.

Segundo o Infarmed, em declarações ao Observador, não há registo de pessoas que tenham cometido suicídio após utilizarem isotretinoína há pelo menos 15 anos.

Já no Reino Unido já se registaram 88 mortes entre os utilizadores de Roaccutane desde 1998, sete dos quais em 2018. Há dois anos, outras queixas alertaram também para a possibilidade de o medicamento estar a provocar problemas de erecção entre os rapazes por diminuir a libido dos pacientes.

O Instituto Nacional de Saúde e Excelência do Cuidado britânico aconselhou os médicos a prescrever este fármaco apenas em casos graves em que outros tratamentos não tenham resultado.

ZAP //

Por ZAP
27 Dezembro, 2019

 

322: Conhecido medicamento para diabetes pode conter um carcinógeno

 

SAÚDE

mary_smn / Canva

A Food and Drug Administration, agência federal e reguladora do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, está a testar amostras de metformina, um medicamento para diabetes que pode conter o carcinógeno N-Nitrosodimetilamina (NDMA).

De acordo com a Mayo Clinic, a metformina é, geralmente, a primeira medicação prescrita a pacientes com diabetes tipo 2. A droga reduz a produção de glicose no fígado e aumenta a sensibilidade do corpo à insulina, para que a use com mais eficácia.

De acordo com o WebMd, mais de 30 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes – e entre 90 a 95% são do tipo 2. A metformina é o quarto medicamento mais prescrito nos Estados Unidos.

O anúncio da Food and Drug Administration acontece após a o anulamento de três versões da metformina em Singapura e a solicitação da Agência Europeia de Medicamentos para que os fabricantes a testem em busca de NDMA, de acordo com a Bloomberg News.

“A agência está nos estágios iniciais do teste da metformina. No entanto, a agência não confirmou se o NDMA em metformina está acima do limite aceitável de ingestão diária (ADI) de 96 nanogramas nos Estados Unidos”, disse Jeremy Kahn, porta-voz da FDA. “Não se espera que uma pessoa que esteja a tomar um medicamento que contenha NDMA diariamente no ou abaixo do limite aceitável de ingestão diária durante 70 anos tenha um risco aumentado de cancro”.

A Valisure, uma farmácia online norte-americana que testa todos os lotes de medicamentos vendidos antes de distribuí-los, rejeitou 60% da sua metformina desde que iniciou os testes em busca de NDMA em Março. “O público deveria preocupar-se com a crescente descoberta de substâncias cancerígenas em medicamentos, especialmente naqueles que são tomados diariamente, onde até pequenas contaminações podem aumentar com o tempo”, afirmou David Light, CEO da Valisure.

Enquanto a FDA investiga, as autoridades apelaram aos pacientes com diabetes para que não parem de tomar metformina. “Esta é uma condição séria e os pacientes não devem parar de tomar a metformina sem antes conversar com o seu médico”.

A contaminação de drogas com esta mesma substância já levou à anulação de medicamentos para pressão arterial e azia nos últimos dois anos.

ZAP //

Por ZAP
8 Dezembro, 2019

 

312: Saiba quais são os quatro medicamentos para a azia retirados pelo Infarmed

 

Autoridade do medicamento ordenou a retirada do mercado de medicamentos para a azia.

Infarmed retirou do mercado quatro medicamentos para a azia.
© Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Bloculcer, Ranitidina, Ranitine e Zantac: são estes os medicamentos retirados do mercado pela autoridade do medicamento, segundo a SIC. A presença de uma substância potencialmente cancerígena levou o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) a ordenar a retirada imediata do mercado estes medicamentos de protecção gástrica, que contém o princípio activo ranitidina.

O Infarmed informou que todos os doentes em tratamento com estes medicamentos indicados para a azia, úlcera duodenal ou gástrica e refluxo gastro-esofágico devem interromper a toma de imediato e consultar um médico ou farmacêutico.

“Na sequência da detecção de uma impureza, N-Nitrosodimethylamine (NDMA), na substância activa ranitidina, o Infarmed determina a recolha e suspensão imediata da comercialização dos lotes de medicamentos (…) O motivo desta determinação decorre da presença em alguns lotes da referida impureza, da classe das nitrosaminas, já identificada em 2018 em alguns fármacos anti-hipertensores”, pode ler-se no comunicado do Infarmed.

O Infarmed recorda que as entidades que tenham estes medicamentos em stock devem proceder à sua devolução e que estão proibidas de vendê-las ou dispensá-las.

Diário de Notícias
DN
21 Setembro 2019 — 22:33

 

286: Novo medicamento para doentes com Parkinson chega a Portugal

 

SimonQ / Flickr
Em Portugal existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson

A farmacêutica portuguesa Bial anunciou nesta quarta-feira estar já disponível no mercado português um novo medicamento para doentes com Parkinson que atrasa os sintomas da progressão da doença.

Em declarações à Lusa, o presidente da Bial, António Portela, explicou que este novo medicamento, cujo princípio activo é a opicapona, “reduz o estado off, que se caracteriza pela lentidão/limitação dos movimentos”.

“Os chamados tempos off são períodos em que o corpo fica rígido e os doentes não se conseguem mexer. O medicamento tem um efeito importante porque reduz em duas horas o tempo off“, sustentou, salientando “a vantagem de ser de toma única diária, o que aumenta a qualidade de vida dos doentes durante o dia, mas também durante o sono”.

O novo medicamento, comercializado com o nome de Ongentys, já está disponível desde 2016 na Alemanha, Inglaterra e Espanha.

Ainda este mês será comercializado em Itália, existindo já acordos com empresas do sector para a sua comercialização nos Estados Unidos da América, Japão, China e Coreia do sul.

“Ainda não submetemos o dossier regulamentar em nenhum destes países, estamos a prepará-los, mas eu conto que, nos próximos seis a nove meses, os nossos parceiros, quer no Japão quer nos Estados Unidos, possam estar a submeter o dossier nesses países”, afirmou António Portela.

O novo medicamento para a doença de Parkinson foi aprovado pela Comissão Europeia em Junho de 2016, tendo sido introduzido em Outubro desse ano na Alemanha e Inglaterra.

“Estes dois países têm processos mais rápidos, ou seja, após a aprovação técnica e científica da Comissão Europeia, o medicamento fica disponível, mesmo com os processos de negociação do preço a da comparticipação a decorrer”, explicou o presidente da Bial.

António Portela referiu ainda que em Portugal o novo medicamento só é disponibilizado após o processo de negociação estar concluído, o que justifica o atraso de 2 anos.

Segundo a Bial, o Ongentys, que resultou de um investimento de cerca de 300 milhões de euros, culmina 11 anos de investigação, “apoiado num vasto e exaustivo programa de desenvolvimento clínico que suportou a aprovação da Comissão Europeia, incluindo 28 estudos de farmacologia humana em mais de 900 pacientes de 30 países”.

Em Portugal existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson e são identificados todos os anos cerca de dois mil novos casos. Portugal é um dos países (a par com Espanha) com maior prevalência de uma mutação genética, considerada a causa mais frequente de doença de Parkinson.

Trata-se do segundo medicamento na área do sistema nervoso central desenvolvido pela Bial, mas a farmacêutica tem algumas moléculas em desenvolvimento. A que está mais avançada, segundo António Portela, é para o tratamento de “uma doença também rara e difícil, a hipertensão pulmonar arterial, mas nunca estará no mercado antes de 2020”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Setembro, 2018

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Medicamentos com paracetamol de “acção prolongada” retirados do mercado

 

© Global Imagens Medicamentos com paracetamol de “ação prolongada” retirados do mercado

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, a avaliação de segurança feita pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que a relação benefício-risco “deixou de ser favorável”.

Em causa, no mercado português, estão os medicamentos Panadol Prolong 665 mg, Diliband Retard 75 mg + 650 mg, Tramadol+Paracetamol KrKa 75mg + 650mg e Tramadol+Paracetamol Verum Pharma LP 75mg + 650 mg.

O Infarmed sublinha que esta suspensão “apenas se aplica aos medicamentos com libertação modificada ou prolongada contendo paracetamol e que se destinam a ter uma acção mais prolongada” e que os restantes fármacos com paracetamol podem continuar a ser usados.

Diz ainda que os medicamentos com paracetamol de libertação prolongada “apresentam toxicidade hepática, após ingestão de doses elevadas, que pode ser fatal se não for adequadamente tratada”.

A decisão da EMA refere como condição que, para o levantamento desta suspensão, “os titulares das autorizações de introdução no mercado devem fornecer provas em suporte de medidas proporcionais, fiáveis e eficazes para prevenir o risco de sobre-dosagem e minimizar o risco de lesões hepáticas após sobre-dosagens intencionais ou acidentais” com estes medicamentos.

O paracetamol é um dos compostos mais frequentemente utilizados a nível mundial, sendo o medicamento antipirético e analgésico mais utilizado desde 1955.

MSN Notícias
Lusa
09/03/2018

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