504: Mais três casos de legionella. Desligadas torres de refrigeração de duas empresas, uma delas é a LongaVida

 

 

SAÚDE/LEGIONELLA/SURTO

“Cumprindo as indicações da autoridade de saúde e na sua presença, a título preventivo, a LongaVida desligou de imediato as suas torres de refrigeração”, avançou a empresa situada em Matosinhos. Há já 85 pessoas que contraíram a doença.

Matosinhos, 18/11/2020- Fábrica da Longa Vida em Perafita, Matosinhos.
(Pedro Correia/Global Imagens)

A empresa de produtos lácteos LongaVida, em Matosinhos, adiantou esta quarta-feira (18) ter desligado as suas torres de refrigeração “a título preventivo” devido ao surto de legionella na região do Grande Porto que já afectou 85 pessoas.

“Cumprindo as indicações da autoridade de saúde e na sua presença, a título preventivo, a LongaVida desligou de imediato as suas torres de refrigeração”, avançou, em comunicado.

O surto de ‘legionella’ que está a afectar a região do Grande Porto registou esta quarta-feira mais três casos, que deram entrada no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, confirmou fonte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte).

Com estes novos casos, sobe para 85 o número de pessoas que contraíram a doença, desde 29 de Outubro, nos concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, sendo que nove morreram com complicações associadas e 20 continuam internadas em três hospitais do distrito do Porto.

A empresa LongaVida efectua todos os controles exigidos por lei às suas torres de refrigeração, estando a acompanhar de perto o surto em colaboração com as autoridades que se encontram a realizar inspecções nesta área geográfica.

Referindo que “quaisquer informações” sobre este tema deverão ser prestadas pelas autoridades competentes, a empresa espera que a situação possa ser “rapidamente” esclarecida.

“Para a LongaVida a segurança das suas pessoas e das suas operações é uma prioridade não negociável”, vincou.

A origem do surto ainda não foi descoberta, mas a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte divulgou, na terça-feira, que, “como medida cautelar, a Autoridade de Saúde de Matosinhos procedeu à suspensão do funcionamento das torres de refrigeração de duas indústrias, localizadas no concelho de Matosinhos“, embora sem especificar quais.

Sem uma explicação concreta para a dispersão geográfica do surto, a ARS-Norte avançou que a mesma “é compatível com uma eventual fonte ambiental sujeita aos efeitos das alterações climáticas da depressão Bárbara”.

Câmara de Matosinhos acompanha com “preocupação o desenvolvimento do surto”

Hoje, a Câmara Municipal de Matosinhos, numa reacção à suspensão das torres de refrigeração de duas fábricas do concelho, disse estar a “acompanhar de perto e com preocupação o desenvolvimento do surto”.

Independentemente do concelho onde se situem estas instalações, o importante é que o foco tenha sido identificado e que esta situação possa, em breve, ser ultrapassada. A autarquia tem disponíveis todos os meios necessários para actuar, caso estes sejam solicitados pelas entidades de saúde responsáveis pela gestão do caso”, garantiu a Câmara de Matosinhos, em comunicado.

Na semana passada, o Ministério Público anunciou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2020 — 19:31

 

 

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