414: Alterações genéticas e boicote de anticorpos explicam casos graves de covid

 

 

CIÊNCIA/SAÚDE/COVID-19

Dois estudos publicados na revista Science apontam explicações para os casos graves em pessoas jovens. Há anticorpos que travam a defesa do organismo em 10% dos doentes e existem alterações genéticas em certas pessoas, que ficam mais vulneráveis ao vírus.

© Daniel Mihailescu/AFP

A existência de outros problemas de saúde anteriores tem sido apresentada como justificação para a maioria dos casos graves de covid-19. Mas a realidade mostra que situações muito complicadas ocorreram em jovens sem patologias prévias, com alguns deles a terem que recorrer a cuidados intensivos sem que houvesse uma explicação da comunidade científica e médica.

Agora, um consórcio internacional de investigadores (COVID Human Genetic Effort) aponta dados muito específicos para perceber estes casos graves – podem ser causados por anticorpos que algumas pessoas apresentam e que são capazes de bloquear a defesa do organismo contra o SARS-CoV-2.

Tudo indica que tal acontece com 10% das pessoas com pneumonia grave causada pela covid-19, segundo é revelado num novo artigo científico que acaba de ser publicado na revista Science.

De acordo com os especialistas, trata-se de uma espécie de boicote criado por certas imunoglobulinas com a missão de imobilizar uma molécula – interferon tipo 1 – cuja função é fundamental na defesa do nosso organismo contra a SARS-CoV-2.

Depois de estudar as amostras de sangue de quase 3.000 pessoas de diferentes países (987 hospitalizados por pneumonia grave devido a covid-19, 663 assintomáticos e 1127 saudáveis), os autores do trabalho – liderado pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) de França e pela Universidade Rockefeller – observaram que isso acontecia justamente com 10,2% dos pacientes hospitalizados, pelo que deduzem que esses anticorpos sejam os responsáveis por abortar a funcionalidade do sistema imunológico.

A revista Science publica também esta quinta-feira um estudo muito revelador do mesmo grupo internacional de investigadores. Conclui que “3,5% da população com sintomas graves, e sem motivos que os explicassem, apresenta mutações genéticas específicas que levam à incapacidade de gerar defesas”, explicou o investigador Pere Soler-Palacín ao jornal El Mundo.

Tanto os anticorpos de boicote como as alterações genéticas associadas podem justificar a existência de doentes que desenvolvem a infecção de forma grave sem outros motivos clínicos. Ambas as explicações têm em comum um defeito na actividade da mesma molécula, o que demonstra “a importância do papel dos interferons na luta contra a SARS-CoV-2”.

Outra conclusão tirada dos estudos publicados na última edição da Science é que entre 101 doentes com anticorpos que agem contra interferons 95 eram homens. “Este viés de género sugere a presença de algum factor genético que de alguma forma favorece o surgimento do fenómeno auto-imune mais nos homens do que nas mulheres” e também se observa que quase metade dos doentes com esses anticorpos tinha mais de 65 anos, disse Pere Soler-Palacín. É justamente a população que mais sofre com esta pandemia.

Diário de Notícias
DN
24 Setembro 2020 — 21:46

 

 

Cinco efeitos inesperados de medicamentos comuns

 

Todos os medicamentos têm efeitos secundários mais ou menos comuns, mas estes cinco podem ter algumas consequências invulgares, como ficar daltónico, ter déjà-vus ou tornar-se compulsivo em jogos a dinheiro

visao17082013Até os medicamentos mais estudados e mais usados em todo o mundo têm efeitos secundários indesejados, como dores de estômago, sonolência ou fadiga. No entanto, há outros bem menos comuns. O popular site de notícias “The Huffington Post” fez uma lista de cinco desses medicamentos com efeitos adversos inesperados.

  • Medicamento (principio activo) : Zolpidem (Cymerion e Stilnox)
  • Efeito: Conduzir, comer e ter relações sexuais a dormir

O Zolpidem é um medicamento que trata as insónias, no entanto, depois de tomado há já vários dias pode levar o utilizador a executar tarefas das quais não se vai lembrar, desde conduzir, ter conversas complexas, realizar tarefas diárias de rotina, fazer sexo ou até comer durante o sono.

Estes comportamentos ocorrem frequentemente durante as manhãs pelo simples facto do medicamento ainda permanecer na corrente sanguínea de quem o toma, explica Zara Risoldi Cochrane, professora assistente de farmácia da Universidade de Creighton, em Omaha, nos EUA.

  • Medicamento (principio activo) :  Lorazepam (Ansilor, Lorenin e Lorsedal)
  • Efeito: Déjà vus

A farmacêutica Suzy Cohen explica que apenas 5% dos que tomam Lorazepam – utilizado para controlar a ansiedade – têm experiências de déjà vus.

No entanto, Cohen revela que o efeito do medicamento não traz a sensação de que a pessoa já esteve naquele determinado sítio: “É mais um sentimento de flashback de um certo sítio ou de um certo período de tempo”, porque de repente uma pessoa pode pensar que voltou à sua infância, por exemplo.

  • Medicamentos (princípios activos) : Ropinirole (Ronipod) e Pramipexol
  • Efeito: Jogar a dinheiro compulsivamente

Ambos os medicamentos são prescritos para tratar doentes com Parkinson, com síndrome das pernas inquietas ou com cãibras nas pernas, uma vez que forçam a actividade dos receptores de dopamina em pessoas com falta de neurotransmissores. Porém, podem alterar o movimento e o humor e entre 5% a 10% dos utilizadores ganham impulsos incontroláveis.

A farmacêutica Suzy Cohen explica que “uma grande quantidade de dopamina transforma-se num centro de prazer” e essa paixão por dopamina “provoca impulsos incontroláveis como jogar a dinheiro ou ter relações sexuais.” Estes sintomas mais visíveis nos jovens do sexo masculino.

  • Medicamento (principio activo): Sildenafil  (Viagra)
  • Efeito inesperado: Daltonismo

Este medicamento, usado para contornar os problemas masculinos de disfunção eréctil, pode por vezes causar daltonismo. Em casos raros, há pessoas que tomam Viagra e desenvolvem uma dificuldade em distinguir as cores azul e verde.

Apesar de este tipo de daltonismo ser normalmente temporário, há casos em que o medicamento causou perda curta, longa e total de visão, isto porque, ao que parece, o viagra interrompe o fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico.

“O viagra e os medicamentos similares são apenas para uso a curto prazo. Caso descubra que tem uma deficiência de testosterona deve procurar um tratamento de longo prazo, como a reposição da hormona”, porque o viagra não corrige essas falhas, concluiu Cohen..

  • Medicamento: Dapsona (Sulfona Zimaia)
  • Efeito inesperado: Sintomas de envenenamento por monóxido de carbono

A dapsona é um antibiótico geralmente tomado por pessoas que têm o seu sistema imunológico comprometido – como pacientes com SIDA ou lepra – e tem como função evitar infecções.

Porém, entre 1% a 5% dos pacientes que tomam este medicamento, e embora não corram risco de vida, revelam sintomas similares aos de envenenamento por monóxido de carbono: dificuldade em respirar, cianose (pele de cor cinzenta ou azul), ritmo cardíaco anormal, dor no peito e fraqueza.

In Visão online
13:30 Sábado, 17 de Agosto de 2013

113: Duas praias da Costa da Caparica podem ter águas contaminadas

 
foto Paulo Spranger/Global Imagens

foto Paulo Spranger/Global Imagens

Suspeita-se que as águas de duas praias da Costa da Caparica possam estar contaminadas. Os banhistas estão a ser aconselhados a não entrar no mar, depois de terem sido detectados dois casos de alergia.

As águas de das praias da Costa da Caparica, CDS e São João, ambas em Almada, Lisboa, podem estar contaminadas. Dois banhistas foram vítimas de alergias, ao longo do corpo.

“Durante o dia de hoje, surgiram dois novos casos de alergias nas praias de São João e do CDS”, contou à agência de notícias Lusa o comandante da Capitania de Lisboa, Cruz Gomes. Um dos jovens afectado tinha “80% do corpo com sintomas de alergia” o que o obrigou a ir ao hospital, acrescentou.

Assim que foram conhecidos os dois casos, foram içadas as bandeiras amarelas e os nadadores-salvadores foram informados de que deveriam avisar as pessoas que pretendessem entrar na água.

Os resultados da água das praias da Costa ainda não são conhecidas, mas as pessoas “estão a ser aconselhadas a não tomar banho”.

Em relação aos casos registados na semana passada nas praias da linha de Cascais, os resultados mostraram que havia “uma concentração de micro-algas que aumentou mas, estavam mortas”, explicou o Comandante, recordando que o problema da água atingiu 50 pessoas em Carcavelos, cinco da praia da Torre e duas ou três de São Amaro de Oeiras.

De acordo com especialistas, o aparecimento das micro-algas poderá estar relacionado com o aumento da temperatura.

In Jornal de Notícias online
14/07/2013 | 18:13

Diabéticos têm nova tecnologia para médicos

 

controle da doença à distância

Fotografia © Paulo Spranger

Fotografia © Paulo Spranger

Os diabéticos portugueses que usam bomba de insulina vão poder contar com uma nova tecnologia que lhes permite enviar dados clínicos por via informática de forma a estarem em contacto mais permanente com o seu médico.

Este Sistema de Monitorização Remota de Diabéticos vai ser hoje apresentado e destina-se a utilizadores de bombas de insulina, geralmente doentes com diabetes tipo 1 que precisam de dar mais de quatro injecções e insulina por dia.

Estas bombas administram insulina continuamente, de acordo com a programação que é feita inicialmente — em função de diversos factores, como a alimentação do doente –, necessitando de alguns ajustes feitos com a ajuda do profissional de saúde.

“As pessoas com diabetes conseguem, a partir de casa, enviar informação, que é introduzida no sistema da APDP [Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal]. Se os valores estiverem fora dos valores ideais, o profissional de saúde é imediatamente informado e entra em contacto com o doente”, explicou à Lusa João Raposo, director clínico da APDP.

O responsável esclareceu que, através de smartphone, o médico tem acesso imediato aos dados da pessoa com diabetes e à sua ficha clínica.

O doente pode enviar a informação por sms ou por e-mail e esta informação entra automaticamente no sistema da APDP, que interage com o processo clínico (do qual consta o que o médico definiu como valores esperados).

“Se estiver tudo bem, a associação comunica ao doente que está tudo bem, se não o médico entra logo em contacto com ele”, acrescentou.

Este projecto, que esteve em discussão mais de cinco anos, já está em aplicação.

As bombas de insulina são comparticipadas pelo Estado, mas estão limitadas para pessoas com mais de quatro injecções diárias.

Segundo João Raposo, o Estado comparticipa por ano cem bombas para adultos diabéticos, 30 para mulheres com diabetes que pretendem engravidar e 40 para crianças até cinco anos de idade, todos doentes de diabetes tipo 1.

In Diário de Notícias online
18/04/2013

[vasaioqrcode]

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

 

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra

90: Cientistas descobrem por que os dedos enrugam na água

 

Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o facto de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante a sua evolução.

Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte de Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água através de uma experiência.

Eles pediram a voluntários para segurar em bolas imersas num balde de água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las noutro local.

Os voluntários com os dedos enrugados pela humidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.

O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseamento de objectos sob água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam alimentos na natureza.

Durante muito tempo, acreditava-se que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contacto prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reacção automática, provavelmente sem nenhuma função.

As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vaso-constrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reacção controlada pelo sistema nervoso.

«Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contacto com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente», disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.

«Por outro lado, se o sistema nervoso está activamente a controla essa reacção em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria seleccionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem.»

Segundo os cientistas, para os nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objectos húmidos certamente teria sido uma vantagem na procura por alimentos em lagos e rios.

Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.

«Se está presente em muitos primatas, então a minha opinião é que a sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a deslocar-se em vegetação húmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios.»

In Diário Digital
09/01/2013 | 10:51

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...