427: “Um abandonar dos utentes”. Centros de saúde atiram pacientes para farmácias e privados

 

 

SAÚDE/CENTROS DE SAÚDE/SNS

DarkoStojanovic / Pixabay

Sem resposta nos centros de saúde, vários utentes vêm-se obrigados a recorrer ao sector privado e a farmácias. A Entidade Reguladora de Saúde já recebeu várias reclamações.

Face à pandemia de covid-19, os centros de saúde continuam a exigir o agendamento de consultas, pedidos de receitas e outros actos por telefone e email. No entanto, à Entidade Reguladora da Saúde chegaram 1237 reclamações, desde o início do ano até 18 de Setembro. Muitos denunciam constrangimentos no atendimento telefónico, escreve o JN, este domingo.

O problema é transversal a todo o território nacional e, mesmo que a Direcção-Geral da Saúde já tenha reconhecido o problema há meses, ainda continua sem uma solução prática.

“É uma enorme preocupação, isto tem sido um abandonar dos utentes, as pessoas estão perdidas, nem conseguem renovar as receitas”, diz Fernando Queiroga, presidente da Comissão Distrital da Protecção Civil do Distrito de Vila Real e autarca de Boticas, citado pelo JN.

Assim, muitos utentes acabam por se dirigir ao privado, pagando por serviços de saúde que sairiam muito mais em conta no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Há ainda quem recorra às farmácias “para medir a tensão ou mudar pensos porque no centro de saúde ninguém atende”.

Enquanto isso, as urgências dos hospitais públicos vão enchendo, já que os pacientes não conseguem receber atenção nos cuidados primários. Em último caso, há até quem vá às urgências pedir a renovação de receitas.

Em Matosinhos, estudam-se soluções para o problema. O presidente da Unidade Local de Saúde vai avançar com a entrada em funcionamento de uma central de atendimento e devolução de chamadas e a criação de um espaço específico para atendimento covid-19 fora dos centros de saúde.

Muitos utentes optam também por se dirigir aos centros de saúde, onde se formam filas com pessoas à procura de uma resposta mais célere. O Jornal de Notícias escreve que, embora usem máscara, o distanciamento nem sempre dá para cumprir e muitos acabam por voltar para casa de mãos a abanar.

ZAP //

Por ZAP
27 Setembro, 2020

 

 

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