84: Alforreca perigosa fecha praias da Costa

 

AVISO: Cuidado com estes bichos que estão a chegar à nossa costa. Neste post, anunciei a perigosidade deste tipo de “alforrecas”. Mais tarde, o jornal Expresso online, informava que a notícia do aparecimento deste tipo de medusas era falso e não davam às costas portuguesas

Email que alerta para medusas tóxicas é falso

A medusa existe… mas muito longe da costa portuguesa…

Alerta para o aparecimento nalgumas praias de uma medusa azul, potencialmente fatal, é uma mensagem sem fundamento, que regressa todos os Verões.

Se receber um email com tom alarmista, dando conta do aparecimento em algumas praias da costa portuguesa de uma estranha medusa, muito perigosa ou mesmo fatal, não vale a pena assustar-se.

Fonte do Instituto de Higiene e Medicina Tropical garantiu ao Expresso que o conteúdo deste email – com direito a fotografias em anexo – reaparece todos os Verões, mas não tem qualquer fundamento.

Ainda que, sob o ponto de vista da espécie, a informação nele constante corresponda à verdade – a medusa azul referida é extremamente tóxica, vive “a milhares de quilómetros da nossa costa”, em águas quentes, como na Austrália e Califórnia e “quando surge nas praias, estas são fechadas ao público” -, não é de todo verdade que estes seres vivos esteja a dar à costa em Portugal.

In Expresso online
17:36 Segunda feira, 6 de Agosto de 2012

Pois é… Essa cambada de estúpidos ignorantes cai por terra com esta nova notícia…

Uma criança de cinco anos foi levada para o hospital após contacto com uma caravela portuguesa, na praia Morena, na Costa da Caparica. Esta é uma espécie de alforreca com tentáculos de mais de dez metros e que em contacto com a pele provoca uma forte reacção alérgica.

A criança estava na praia Morena, perto da conhecida praia do Waikiki. Nas praias em redor foi hasteada a bandeira vermelha e os banhistas foram forçados a sair da água.

Um dos nadadores salvadores presentes na praia do Infante explicou que o aparecimento das medusas nestas águas se deve ao aumento da temperatura do mar. E muitas vezes as correntes marítimas arrastam-nas para a praia, podendo por isso haver contactos com os banhistas.

Recorde-se que na quinta-feira sete pessoas foram encaminhadas para o hospital depois de entrarem em contacto com alforrecas perigosas na Praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes.

Rara, mas perigosa

Em causa esteve o organismo conhecido por caravela portuguesa, que apesar do nome não costuma estar em águas lusas.

A caravela portuguesa é «uma das alforrecas mais perigosas que existem, mas raramente aparecem na costa continental portuguesa», conta ao SOL Carlos Sousa Reis, especialista em biologia marinha.

De acordo com o biólogo, esta espécie é constituída por uma estrutura emersa em forma de vela, de cor azulada e apresenta alguma transparência, à qual estão ligados tentáculos, que podem chegar aos 15 metros. Estão cobertos por milhares de células que possuem substâncias irritantes que em contacto com a pele libertam «veneno», que provoca dores intensas e imediatas.

Saiba o que fazer

Em caso de contacto físico, Carlos Reis deixa alguns conselhos. «Deve colocar-se compressas de água do mar e vinagre para alíviar a dor. Não se deve utilizar água doce ou álcool, provocam o aumento da libertação do veneno, também não convém esfregar a área atingida».

O manuseamento deste tipo de espécie marinha deve ser feito de «forma indirecta, evitando qualquer contacto directo», mesmo quando se encontrem no areal, pois «a toxina permanece activa ainda que o animal fique exposto ao sol várias horas», realça o especialista.

O Comandante do Instituto de Socorros a Náufragos, Nuno Leitão, aconselha todos os banhistas a «sempre que avistarem na praia este tipo de hidromedusas, ou que sejam picados, a dirigirem-se de imediato ao nadador salvador da respectiva praia».

In SOL online
24/08/2012
por Francisco Alves e Hugo Alegre

74: Manter cérebro activo e curioso atrasa o envelhecimento

 

O médico especialista em Bioética Daniel Serrão defendeu hoje, em Vila Nova de Gaia, que à semelhança do que acontece com o exercício físico deve apostar-se em actividades que mantenham o cérebro activo para atrasar o envelhecimento.

«Manter o cérebro curioso, em curiosidade permanente, faz com que o indivíduo se mantenha ‘activamente vivo’, porque é no cérebro que envelhecemos», afirmou Daniel Serrão, na conferência ‘Seniores – um novo estrato etário e social’, integrada nas Jornadas sobre Envelhecimento Activo, organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Gaia.

Com 85 anos, este investigador frisou que «as articulações podem não funcionar bem, mas não é o envelhecimento corporal que conta, é o envelhecimento do cérebro. Vemos isso muito bem nos doentes com Alzheimer e com demências senis. Os corpos podem estar perfeitos, mas o cérebro deixou de funcionar porque envelheceu».

«As pessoas são cérebro e é em relação ao cérebro que é preciso trabalhar, a par do exercício físico, com certeza. E a melhor forma de activar o cérebro é mantê-lo curioso e voltado para o mundo exterior», disse.

Daniel Serrão referiu que esta faixa etária, com mais de 65 anos – que ronda os «dois milhões» de indivíduos – «é hoje muito cobiçada por aqueles que espreitam o negócio. Reparem no elevado número de instituições privadas que oferecem uma vida boa, com estimulação cognitiva, actividade física e viagens, entre outras».

Daniel Serrão apontou três grupos de pessoas na terceira idade: as pessoas saudáveis, activas e independentes e que ainda podem prestar um contributo para a sociedade, os indivíduos que tendo alguns problemas de saúde arranjam pretextos para nada fazerem, tornando-se assim inactivos e dependentes de outros, e o idoso que entra no processo de morrer.

Considerou ainda que a declaração de 2012 como ‘Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações’, instituído pelo Parlamento Europeu, tem toda a razão de ser, dado que em Portugal um quinto da população (cerca de 2 milhões de pessoas) têm mais de 65 anos.

In SOL online
Lusa/SOL
18/06/2012

71: Concentrações muito elevadas de pólen nos próximos dias

 

Portugal Continental vai registar concentrações muito elevadas de pólen no ar nos próximos dias, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

Nos Açores e na Madeira são esperadas concentrações moderadas a elevadas, adianta o Boletim Polínico da SPAIC.

O alerta para a semana de 8 a 14 de Junho vai particularmente para os doentes com alergia aos pólenes de gramíneas, oliveira e erva parietária.

O Boletim Polínico faz a divulgação semanal sobre os níveis de pólenes existentes no ar atmosférico, através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes, em diversas regiões do País.

In SOL online
Lusa/SOL
8 de Junho, 2012

52: Segunda-feira sem carne

 

Um dia por semana sem comer carne nem peixe para travar as alterações climáticas. A campanha Meatless Monday, que mobiliza mais de 20 países, arranca em Portugal

A mudança de hábitos alimentares pode ter um grande impacto na protecção ambiental, na saúde e na carteira. Uma campanha internacional, iniciada nos EUA e agora em marcha em 24 países, apela ao corte do consumo de carnes por um dia. Às segundas-feiras.

Paul McCartney e as filhas, Stella e Mary, são os rostos mais visíveis destas Meatless Mondays, às quais já aderiram Bryan Adams, Sheryl Crow, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. «Estamos a dar grandes passos para a redução dos problemas ambientais associados à indústria pecuária. Além de darmos um impulso à saúde, com a vantagem adicional de que os vegetais custam menos do que a carne», explica McCartney na página britânica do movimento (www.meatfreemondays.com).

A produção de carne disparou nas últimas décadas e é insustentável manter padrões de consumo tão elevados. «A pecuária intensiva é responsável por 18% da emissão de gases com efeito de estufa, como o metano, que contribui para o aquecimento global 23 vezes mais do que o dióxido de carbono. Cerca de 70% do solo arável mundial destina-se a alimentar gado e 70% da desflorestação da selva amazónica deve-se à criação de pastagens e ao cultivo de soja como ração», lembra Paulo Borges, mentor da iniciativa em Portugal.

Comer menos carne é uma das medidas mais rápidas e eficazes para combater o aquecimento global, defendeu Rajendra Pachauri, Nobel da Paz e presidente do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas: «Há uma grande emissão de gases com efeito de estufa no processo para se comer um bife, que começa com o alto consumo de pasto e cereais e a água necessária para criar uma vaca». Em declarações aos defensores de uma Segunda Sem Carne, no Brasil, Rajendra referiu ainda os gastos de energia com as câmaras frigoríficas que guardam este alimento e depois a despesa com o transporte e a própria confecção.

Estudos mostram que a produção de um quilo de carne de vaca liberta mais gases com efeito de estufa do que conduzir um carro e deixar todas as luzes de casa ligadas durante três dias. São necessários entre 13 a 15 quilos de cereais e leguminosas, e 15 mil litros de água potável, para produzir apenas um quilo de carne de vaca. A criação de animais para abate absorve demasiados recursos, que podiam ser usados no combate à fome, advertem as Nações Unidas.

Do slogan de guerra à cozinha de chef

O mote Meatless Monday é o velho slogan usado nos Estados Unidos durante a I Grande Guerra, que apelava à privação da carne à segunda-feira, a par de outros racionamentos, num esforço para suportar as tropas norte-americanas e apoiar a Europa, faminta e destruída.

Na época, cunharam-se moedas com este slogan, distribuíram-se folhetos e livros de receitas com menus alternativos. Em 2003, o lema renasceu em prol de uma vida mais saudável e em defesa do planeta. A cidade de Gent, na Bélgica, foi a primeira a aderir oficialmente ao ‘dia vegetariano’, seguindo-se São Francisco e outras localidades nos Estados Unidos.

A onda verde avança com chefs a reinventarem pratos irresistíveis sem carne. É o caso dos míticos Jamie Oliver e u_Mario Batali, que participam no Meat Free Monday Cookbook, acabado de chegar às livrarias britânicas e norte-americanas. O livro de Paul McCartney, escrito em colaboração com as filhas, propõe um menu vegetariano completo para todas as segundas-feiras do ano, com as receitas favoritas da família e contribuições de celebridades.

Em Portugal, Rui Reininho é uma das figuras públicas que apoiam a campanha (www.2sem carne.com): «Há algum tempo que evito as carnes vermelhas e brancas; não são uma boa energia para mim. E ao domingo e à segunda-feira procuro fazer uma espécie de desintoxicação. Nada que os católicos não façam há muito, com o jejum e a abstinência», comenta o músico.

Quando era criança, Reininho acompanhava a mãe e o padrinho no trabalho e diz que foi criado a visitar matadouros e feiras de gado. «Sei o que isso representa ainda nos meus pesadelos», conta.

A actriz Sandra Cóias há muito que aplica os preceitos do vegetarianismo: «Não compreendo como o ser humano é capaz de criar e abater os animais de forma brutal. Mal tive a noção de que era possível viver sem os incluir na minha alimentação, decidi de imediato fazê-lo».

O guitarrista Joel Xavier e o coreógrafo César Augusto Moniz são outros dos nomes que apoiam a iniciativa, dinamizada pelas associações vegetarianas portuguesas e pelo PAN, o Partido pelos Animais e pela Natureza.

Proteínas a mais, saúde a menos

A carne e o peixe não são obrigatórios no prato, «menos ainda a todas as refeições e nas quantidades exageradas a que estamos habituados», reconhece a nutricionista Inês Gil Forte. A própria dieta mediterrânica vai mais longe do que esta campanha ao recomendar carne branca ou peixe «apenas duas vezes por semana e carne vermelha menos de uma vez por mês. Quanto aos ovos, até quatro por semana». As refeições devem girar «em torno dos produtos hortícolas», defende a nutricionista, «da combinação de cereais e leguminosas, que têm uma excelente concentração de aminoácidos».

Voltar ao arroz com feijão, às saladas de grão, às lentilhas e optar por cereais integrais e frutos secos é uma boa escolha à mesa.

«Ainda persiste a ideia de que apenas comendo grandes quantidades de carne ou peixe se consegue obter a proteína necessária e ter saúde, o que não é, de todo, verdade», assegura a nutricionista. Cada vez mais, a carne surge associada ao risco de desenvolver doenças cardíacas e vários tipos de cancro.

A campanha Segundas Sem Carne sai à rua com sugestões de receitas, alertando para «o impacto que o consumo excessivo de carne tem sobre a saúde humana, o ambiente e os animais».

Nas palavras de McCartney, «esta é uma mudança significativa ao alcance de qualquer um». Adiar a decisão? Até quando?

In SOL online
por Gabriela Oliveira
5 de Maio, 2012
online@sol.pt

Nota do webmaster: Cuidado com os fundamentalismos alimentares e as modas! Não se pode deixar um regime alimentar normal num dia e começar no outro um regime vegetariano, macrobiótico ou semelhante…! Escreve quem tem experiência de mais de 20 anos de macrobiótica! Quando se deixa um regime alimentar, seja ele qual for e se envereda por outro totalmente diferente, o nosso organismo tem de “habituar-se” gradual e temporalmente, à nova alimentação! E quando se fala no regresso ao regime anterior, o procedimento é o mesmo! Seja na “entrada”, seja na “saída” de um regime alimentar, existe um período mínimo de SEIS MESES A UM ANO de adaptação orgânica, variando de pessoa para pessoa!
Em face ao artigo acima e sendo apenas a uma segunda-feira (um em sete dias), não existe qualquer problema em variar o regime excluindo carne ou peixe. Sugiro um prato excelente para este dia: Soja Guisada, hambúrgueres ou Croquetes de Soja ou de Tofu ou de Seitan. A Soja Guisada pode ser feita a partir de nacos de soja desidratados e faz-se como se fosse carne vermelha, excluindo o chouriço e apenas entrando a batata, a cenoura, a ervilha. Os hambúrgueres e os croquetes já existem à venda prontos a serem cozinhados, com origem em empresas dedicadas exclusivamente a este tipo de regimes alimentares e já podem encontrar-se em alguns supermercados.

41: Tomar aspirina diariamente pode prevenir e tratar cancro

 

Cientistas de Oxford descobriram que tomar uma dose de aspirina diariamente pode prevenir e até ajudar a tratar alguns tipos de cancro.

Num estudo publicado pela revista científica The Lancet, Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, defende que a aspirina não só reduz o risco de desenvolver vários tipos de cancro, como também parece impedir a doença de se espalhar e criar metasteses.

Os mesmos investigadores tinham já relacionado o consumo da aspirina com a redução do risco de contrair cancro, no entanto, o seu trabalho anterior, sugeria que seria necessário tomá-la durante mais de dez anos para que houvesse protecção. Porém, e de acordo com os resultados agora divulgados, o efeito protector pode ocorrer em menos tempo, entre três a cinco anos.

O estudo, que envolveu mais de 77 mil pacientes, concluiu que o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina durante um período de três anos reduziu em um quarto o número total de cancros. Com os pacientes divididos em dois grupos, em que apenas um consumia o medicamento, verificou-se que no grupo que consumia a aspirina houve menos casos de doença – nove em mil contra 12 em mil.

Os especialistas são, no entanto, cautelosos em recomendar o consumo diário do medicamento, pois informam que pode provocar efeitos colaterais perigosos, nomeadamente sangramentos estomacais. Advertem, por isso, que a toma deve ser sempre aconselhada por um médico consoante o historial do paciente.

In SOL online
22 de Março, 2012

32: Algarve: Salinas abandonadas escondem erva gourmet

 

Um grupo de investigadores de um instituto universitário algarvio está a estudar o cultivo sustentável de uma planta anti-hipertensão, que substitui o sal e tem muita procura no mundo gourmet, mas ainda é vista na região como uma praga.

Para muitos, esta erva é uma ilustre desconhecida, considerada uma erva daninha ou praga, mas em alguns países da Europa tem o estatuto de gourmet e é utilizada por chefs em restaurantes de luxo como substituto do sal em saladas ou mesmo em pratos mais complexos, como produto fresco ou em conserva (picles).

A salicórnia, também conhecida por sal verde ou espargos do mar, é uma erva que cresce normalmente nos sapais (salinas), sendo altamente tolerante ao sal, com a particularidade de ser salgada.

“Com este projecto pretendemos desenvolver um sistema de cultivo sustentável de salicórnia e outras plantas do género e conseguir rentabilizar e conservar os recursos existentes nas salinas”, explica à Lusa Erika Santos, bióloga e coordenadora do projecto ‘Cultivo Sustentável de Halófitas na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Sto. António’.

Actualmente o valor económico das salinas artesanais passa apenas pela produção de sal e, segundo a bióloga, o cultivo de plantas locais é esquecido, bem como as suas potencialidades comerciais.

“Poderia ser uma aposta no desenvolvimento regional”, garante Erika Santos, lamentando as inúmeras ervas subaproveitadas e o crescente abandono de salinas no Algarve, “que constitui também um risco ambiental para a avifauna.”

Algumas destas ervas são também utilizadas em rações para animais em países como a França, Inglaterra ou Israel e ainda podem ter “aplicações farmacêuticas e cosméticas, ou seja, podem servir vários segmentos económicos”, acredita a investigadora.

Contudo, “em Portugal este recurso não está explorado nem é muito conhecido e a informação sobre estas ervas é escassa”, lamenta a bióloga, que sublinha a necessidade de desenvolver acções de gestão e conservação deste recurso natural e espontâneo.

Actualmente o grupo de investigadores do Instituto Afonso III, em Loulé, em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade encontra-se a identificar as ervas do sapal, a caracterizar as condições ambientais em que se desenvolvem e a estudar os melhores processos de propagação e viabilidade económica do seu cultivo.

O projecto vai ser apresentado a 18 de maio, durante um seminário em Castro Marim, para cativar intervenientes locais, divulgar os resultados do projecto e explicar como pode este produto, favorável à saúde, dinamizar vários sectores e promover a economia regional.

O projecto está incluído na estratégia de eficiência colectiva PROVERE Âncoras do Guadiana, uma iniciativa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (fundos comunitários), e é cofinanciado pelo programa PO Algarve 21 (Programa Operacional).

In SOL online
Lusa / SOL
19 de Fevereiro, 2012

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