140: Malditas alergias. O que precisa de saber para sobreviver à Primavera

 

Os pólenes estão aí. Mesmo que nos próximos dias acalmem com a chuva, se sofreu no passado não se limite a tomar anti-histamínicos. Mais vale prevenir e ir ao médico. Luís Delgado, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica e médico no Hospital de S. João, e Susana Piedade, imunoalergologista da Cuf, respondem às dúvidas

i21032014Quais são as alergias mais comuns nesta altura do ano? O problema da Primavera para quem tem alergias é ser o pico da polinização na maioria das plantas mais alergénicas. Em Portugal as principais causas de alergia a pólen são as gramíneas, fenos. Estas começam a polinizar no início da Primavera e atingem o pico entre Maio e Junho. Também é frequente a alergia à erva parietária, do grupo das ervas daninhas e que tem um período de polinização que começa na Primavera mas em alguns pontos do país repete no início do Outono.

Em relação aos pólenes das árvores, o mais alergénico é o da oliveira. Luís Delgado explica que os do pinheiro, ao contrário do que pensam muitas pessoas, são pólenes de maior dimensão e pouco alergénicos – os mais prejudiciais são invisíveis. É o caso também dos pólenes amarelos que se encontra em cima do carro, com os quais não se deve preocupar. “Apesar de raramente causarem alergia, podem servir de aviso que a época de polinização já começou.”

Em algumas zonas de clima mais frio e seco, na Primavera também é mais frequente a alergia aos ácaros, por que a temperatura amena promove a sua replicação. Muitas vezes estas duas alergias aparecem conjugadas nesta altura.

In Jornal i online
Por Marta F. Reis
publicado em 21 Mar 2014 – 22:00

Estudo revela que resistência à quimioterapia é provocada pelo próprio tratamento

 

Idaho National Laboratory no Flickr

A resistência à quimioterapia, que afecta nove em cada dez pessoas com um tumor sólido metastizado, é afinal causada pelo próprio tratamento anticancerígeno, revela um estudo publicado hoje na revista científica Nature Medicine.

Cientistas do centro de investigação oncológica “Fred Hutchinson”, em Seatle, EUA, escrevem que a quimioterapia leva as células cicatrizantes que rodeiam o tumor a produzir uma proteína que acaba por ajudar o cancro a resistir ao tratamento.

O próximo passo, dizem os investigadores, será encontrar uma forma de bloquear este efeito.

Segundo o estudo, cerca de 90% dos doentes com cancros sólidos – como o da mama, da próstata, do pulmão ou do cólon – que se espalharam pelo corpo (metastizados) desenvolvem resistências à quimioterapia.

Este tratamento é normalmente dado a intervalos para que o corpo do doente não seja prejudicado pela sua toxicidade, mas estes períodos permitem que as células tumorais recuperem e desenvolvam resistências.

A investigação centrou-se na reacção que a quimioterapia provoca nos fibroblastos, células que desempenham um papel importante na cicatrização e na produção de colagénio.

Segundo os investigadores, a quimioterapia danifica o ADN e leva os fibroblastos a produzirem até 30 vezes mais do que deviam de uma proteína chamada WNT16B.

Esta proteína estimula o crescimento das células tumorais e ajuda-as a invadir os tecidos que as rodeiam e a resistir ao tratamento.

As funções desta proteína no desenvolvimento do cancro já eram conhecidas, mas é a primeira vez que os cientistas a relacionam com a resistência à quimioterapia.

Os investigadores esperam que a sua descoberta ajude a descobrir uma forma de travar esta resposta e aumentar a eficácia do tratamento.

“Os tratamentos contra o cancro estão a tornar-se cada vez mais específicos (…). A nossa descoberta indica que o microambiente que rodeia o tumor também pode influenciar o êxito ou o fracasso destas terapias”, explicou Peter Nelson, autor principal do estudo, citado pela cadeia britânica BBC.

In i online
Por Agência Lusa
Publicado em 6 Ago 2012 – 14:00

57: Facebook pode ser comparado a uma droga?

 

Uma equipa de investigadores da Noruega realizou um estudo em que compara a utilização frequente do Facebook com o consumo de drogas e lança uma série de perguntas que permite verificar o grau de vício na mais conhecida rede social da internet.

O grau de vício pode-se medir através de seis perguntas, entre as quais, se passa muito tempo a pensar no Facebook, se já tentou reduzir a utilização mas não conseguiu ou se fica inquieto ou nervoso se o proibirem de usar o Facebook.

A psicóloga Cecile Andreassam afirma que responder mais de quatro vezes “frequente” ou “muito frequente” a estas seis questões pode ser preocupante.

A investigação foi publicada na revista Psychological Reports e evidencia que a natureza social do Facebook afasta os jovens do contacto frente a frente.

In i online
Por André Vinagre
publicado em 10 Maio 2012 – 20:31

40: Conheça os mitos em torno do consumo de café

 

O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, sendo apenas superada pela água. Não graças aos portugueses

O café, tão enraizado na cultura portuguesa, ao contrário do que se pensa, é mais consumido pelos restantes europeus do que por nós próprios.

Enquanto nos restantes países da Europa o consumo desta bebida ronda os 5,79 quilos por pessoa ao ano, em Portugal o consumo anual anda à volta dos 4,26 quilos por pessoa. Só na Finlândia, a ingestão é de cerca de 13 quilos per capita ao ano. Fazendo as contas, os portugueses bebem menos 35% de café que a média europeia e menos 70% que os finlandeses.

Uma particularidade do consumo português de café prende-se com o facto de ser ingerido essencialmente fora do lar, representando cerca de 80% do consumo total. Bebemos café, na maioria das vezes, em locais de convívio, como é o caso dos restaurantes, dos snacks, dos cafés, dos hotéis e dos bares.

Sabia que a cafeína é a substância far­macologicamente activa mais utilizada e mais estudada? Apesar disso, continuam a existir uma série de mitos em torno do seu consumo. Quem nunca ouviu que faz mal ao coração, que as grávidas não o devem beber e que é proibido dar às crianças? Estas conclusões não passam de mitos e há evidência científica a comprovar o contrário.

Tome nota dos mitos apontados pelo programa Café & Saúde da Organização Internacional do Café, baseado nas conclusões do Institute for Scientific Information on Coffe.

1. Beber café faz mal à saúde. Não podia ser menos verdade.Beber café de forma regular, cerca de 3 a 4 chávenas por dia, é o ideal. Ao contrário do que se possa pensar, até traz benefícios terapêuticos. Se, por acaso, não beber café por achar que faz mal, pense melhor. Aproveite o prazer de saborear um bom café!

2. Beber café aumenta o risco de doença cardiovascular. Também não é verdade.O consumo moderado de café não está associado a ataques cardíacos, arritmia ou hipertensão. Pelo contrário, vários estudos sugerem que o café pode ajudar a reduzir este tipo de patologia.

3. Grávidas não devem beber café. O importante é que reduzam a dose diária, não que parem de beber café. Duas chávenas (80-100mg) diárias de café é aceitável.

4. Café desidrata. Errado. As evidências científicas não suportam um efeito diurético significativo e afirmam que o café pode contribuir para a ingestão diária de líquidos, não levando a desidratação ou a perdas significativas de fluidos corporais.

5. O consumo de café é viciante. Mito. Se remover a ingestão de café, é normal que sinta dores de cabeça e até maior sonolência, mas isso é só ao início. Se deixar de beber café de forma gradual, não passa por nenhum destes sintomas.

6. Descafeinado é mais saudável do que café. Mito: O descafeinado é apenas uma opção para os indivíduos mais sensíveis à cafeína ou que sentem dificuldade em adormecer.

Como nem tudo que se diz é mito, tome nota do que é verdade:

1. Beber café ao fim do dia ou à noite pode afectar o sono. Facto. Há muita gente sensível à cafeína, sendo por isso preferível que evitem beber café cerca de quatro horas antes de se deitarem.

2. Beber café aumenta o desempenho desportivo. Facto. O desempenho desportivo está directamente ligado ao consumo de cafeína (3-4mg/kg). Estudos comprovam e relacionam a ingestão de cafeína à performance, resistência e a uma redução na percepção de esforço.

3. Beber café ajuda na concentração e no estado de alerta. Facto. Uma porção de 75mg de cafeína, a quantidade encontrada em cerca de uma “bica”, é o suficiente para aumentar o estado de atenção e de alerta. Os efeitos estimulantes são observados entre 15 – 45 minutos após o consumo e normalmente duram cerca de quatro horas.

In jornal i online
Por Solange Sousa Mendes
publicado em 15 Mar 2012 – 17:25

30: Jovens rurais mais propensos à obesidade

 

Foto: D.R.

Os jovens que habitam em meio rural têm mais probabilidade de ser obesos do que os jovens urbanos, já que são mais sedentários e passam mais horas a ver televisão, revela um estudo da Universidade de Coimbra.

O estudo, “Comportamento sedentário e dispêndio energético: influência de factores biológicos, sociais e geográficos”, procurou avaliar o gasto energético diário e o sedentarismo em 500 adolescentes com idades entre os 13 e os 16 anos de escolas da zona centro do país, em igual proporção de jovens de meio rural e urbano.

Contactado pela Agência Lusa, o investigador principal explicou que havia necessidade de estudar o estilo de vida na população pediátrica, uma vez que Portugal sofreu grandes transformações ao longo das últimas quatro décadas do ponto de vista laboral, da alimentação e do transporte, tanto de casa para a escola como de casa para o trabalho.

“A par da Espanha, Itália e Grécia, Portugal tem uma população de adolescentes com taxas elevadas de sobrepeso, apesar de a obesidade ser uma variável complexa de estudar, pela sua etiologia, mas sentimos que havia varáveis de estilo de vida que seriam pertinentes de estudar nestas franjas etárias”, adiantou Aristides Machado.

De acordo com o investigador, o estudo mostrou que os anos terminais da adolescência são problemáticos do ponto de vista do estilo de vida ativo e durante este período os adolescentes entre os 15 e os 16 anos têm maior risco de sedentarismo porque passam mais horas frente ao televisor.

Aristides Machado apontou que o nível de sedentarismo aumenta significativamente ao fim-de-semana e nos períodos pós-escolar durante a semana.

“Durante o período escolar, todos os sujeitos, tanto rapazes como raparigas, mais velhos ou mais novos, têm o mesmo padrão de envolvimento nas diferentes actividades. As diferenças foram sobretudo marcantes no final do dia e ao fim-de-semana, já que tanto no meio rural como urbano, ao fim-de-semana, há uma diminuição acentuada de actividade. Entre os rapazes do meio rural e urbano, há uma diferença também no período pós-escolar”, explicou o investigador.

No global, o estudo mostra que “os adolescentes que vivem em meio rural são mais sedentários e passam mais horas em frente ao televisor do que os adolescentes de proveniência urbana”, o que, na opinião de Aristides Machado, mostra que entre os adolescentes de meio rural “há mais probabilidade de pertencerem a grupos classificados como tendo excesso de peso e com obesidade”.

“No nosso entendimento, o meio rural é um contexto mais precário do que o meio urbano, do ponto de vista da saúde, da educação, do ponto de vista das infraestruturas, do ponto de vista dos estímulos materiais, até da família”, apontou o investigador para logo de seguida defender que “não se pode pedir só à escola que resolva um problema de organização social, familiar e de estilo de vida”.

“Tem que haver uma simbiose entre os diferentes agentes, no sentido de serem não só mais activos, mas mais saudáveis”, defendeu, referindo-se não só à escola, como à família, autarquias e demais agentes sociais.

O investigador alertou que há adolescentes que passam quatro horas frente ao televisor, muito acima das duas horas máximas recomendadas, e defendeu como possível solução o desporto nas horas pós-periodo escolar ou qualquer outra solução que “retire os adolescentes de casa de frente do televisor”.

A investigação decorreu durante cinco anos e foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Teve a colaboração de investigadores das universidades do Texas e Michigan, nos Estados Unidos, Estadual de Londrina, no Brasil, Saskatchewan, no Canadá e University of Bath, e, Inglaterra.

In i online
Por Agência Lusa
publicado em 8 Fev 2012 – 16:34

29: Doenças respiratórias matam 40 pessoas por dia em Portugal

 

imagem: Alexandre Almeida/Kameraphoto

A maioria dos Centros de Reabilitação Respiratória funciona no litoral, dificultando o acesso dos doentes do interior a tratamentos de reabilitação das doenças respiratórias, que matam 40 pessoas por dia em Portugal, alertou a associação Respira.

De acordo com a presidente da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira), Luísa Soares Branco, há falta de centros de reabilitação respiratória destinados a pessoas que sofrem de DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, como a asma e a bronquite alérgica.

De acordo com dados da associação, que na quinta-feira celebra cinco anos de existência, “existem apenas 12 centros para 100 mil doentes diagnosticados e cerca de outros 1.500.000 mil doentes estimados”.

Luísa Soares Branco lembrou ainda que a distribuição geográfica também é problemática, uma vez que os centros se localizam maioritariamente no litoral, dificultando o acesso à terapêutica: “actualmente, existem centros apenas em Braga, Guarda, Coimbra, Lisboa e no Porto”, exemplificou.

Sem acesso aos centros, “a maioria das pessoas é tratada do ponto de vista farmacológico, mas não faz reabilitação respiratória. A reabilitação não põe as pessoas a respirar melhor, mas dá mais força para desempenhar as tarefas e permite aprender a gerir a parte respiratória”, explicou.

De acordo com a presidente da Respirar, ao aprender a controlar a respirar, evita-se as idas às urgências. Luísa Soares Branco diz que esta aprendizagem significa uma diminuição “para cerca de metade de episódios de agudização”.

A presidente lembra que as doenças respiratórias são a principal causa de ida às urgências e que matam 40 pessoas por dia em Portugal, afectando mais de 30% da população nacional.

“É urgente criar condições de igualdade de acesso a esta modalidade terapêutica para todos os doentes. Não podemos aceitar que só os doentes dos grandes centros urbanos tenham possibilidade de beneficiar deste acompanhamento”, defendeu a presidente.

No 5ºaniversário da associação, os CTT vão lançar um selo comemorativo da Respira que tem como mote “Para que não se sinta só a respirar”.

In i online
Por Agência Lusa
publicado em 8 Fev 2012 – 16:53

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