208: Medicamento usado para combater o colesterol aumenta risco de diabetes

 

As estatinas, que são as drogas mais utilizadas contra o colesterol, impedindo a ocorrência de doenças cardiovasculares, como a angina, enfartes ou AVC, trazem um risco: provocar diabetes.

dd12032015A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses com idades entre os 45 e 73 anos e inicialmente não diabéticos. Foi publicado na revista científica Diabetologia, da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.

Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor), ou a rosuvastatina (restor).

Enquanto 11% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença. Ou seja, as probabilidades de desenvolver diabetes é quase o dobro em quem usa Estatinas em comparação com aqueles que não as usam. Outros factores também contribuem para a diabetes, como a obesidade, histórico familiar da doença, tabaco e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).

Mesmo quando descontados os efeitos destas variáveis, o risco de desenvolver diabetes era 46% maior entre os que usavam Estatinas. Os investigadores ainda desconhecem por que ou como isso acontece.

In Jornal Diário Digital online
12/03/2015 | 14:21

205: Equipa descobre antibiótico contra bactéria responsável por infecções hospitalares

 

Uma equipa internacional de investigadores descobriu um antibiótico eficaz contra a bactéria responsável por grande parte das infecções que se contraem nos hospitais (a Estafilococos Aureus), um micro-organismo resistente a quase todos os antibióticos.

dd21022015A divulgação da descoberta foi feita hoje pela agência de notícias espanhola EFE que revela que o novo antibiótico foi desenhado por uma equipa dirigida pela Universidade de Notre Dame (situada no estado norte-americano de Indiana) na qual participou também o Instituto de Química-Física Rocasolano, em Madrid.

A resistência das bactérias aos antibióticos é um problema de saúde mundial muito preocupante: «Há cada vez menos antibióticos novos e mais patogénicos super-resistentes», explicou Juan A. Hermoso, o investigador do Departamento de Cristalografia do instituto madrileno e um dos autores do estudo.

Diário Digital
Diário Digital / Lusa
21/02/2015 | 13:00

196: Google desenvolveu uma colher para pessoas com Parkinson

 

dd27112014O Google acaba de revelar uma revolução para as pessoas que sofrem da doença de Parkinson; uma colher que lhes permite comer sem derramar a comida.

A colher, baptizada de «liftware spoon», usa uma série de algoritmos e conta com uma tecnologia que estabiliza o acessório quando a mão da pessoa está a tremer. Segundo o Google, o uso do dispositivo reduziu em 76% a queda de alimentos.

A Lift Lab, empresa que desenvolveu a colher, foi comprada pelo Google em Setembro deste ano. A aquisição faz parte da entrada da empresa no ramo da biotecnologia e do hardware relacionado com saúde.

Mais de dez milhões de pessoas no mundo sofrem com tremores ou da doença de Parkinson, entre elas a mãe de Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

No site da Lift Lab, a colher tecnológica está a ser vendida por 295 dólares.

In Diário Digital online
26/11/2014 | 12:57

181: Falta de sono pode encolher o cérebro, mostra estudo

 

A falta de sono pode fazer o cérebro encolher, aponta um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, envolvendo 147 adultos entre 20 e 84 anos.

dd08092014Com os dados obtidos em análises num intervalo de três anos e meio, os cientistas conseguiram relacionar os problemas de sono, como a insónia, e a diminuição da estrutura cerebral.

Os pacientes analisados que afirmavam sofrer de problemas para dormir – 35% do grupo pesquisado – tiveram um declínio mais rápido do volume ou do tamanho do cérebro ao longo do período pesquisado. Os resultados são ainda mais acentuados quando englobam pessoas com mais de 60 anos.

Vários estudos têm mostrado a importância do sono para a saúde do ser humano. A falta de uma boa noite de sono pode levar a problemas como Alzheimer e a demência.

«Ainda não está claro se a qualidade do sono é causa ou consequência das mudanças na estrutura do cérebro», aponta uma das autoras do estudo, Claire Sexton. «Há vários tratamentos eficazes para problemas de sono. Pesquisas futuras precisam de testar se, melhorando a qualidade do sono das pessoas, podemos diminuir a taxa de perda de volume do cérebro. Se for esse o caso, melhorar os hábitos pode ser uma boa maneira de melhorar a saúde cerebral.»

In Diário Digital online
08/09/2014 | 12:52

170: Infarmed nega riscos cancerígenos da pasta de dentes Colgate Total

 

A autoridade do medicamento, o Infarmed, emitiu um comunicado esta quarta-feira negando o risco cancerígeno do uso da pasta de dentes Colgate Total depois de uma notícia avançada pela agência Bloomberg.

dd13082014_02De acordo com o Infarmed, o triclosan é uma substância química utilizada de forma generalizada e em diferentes situações como conservante e «a sua utilização é permitida e segura desde que se observem as imposições da legislação europeia relativamente a esta classe de produtos».

«A legislação europeia relativa aos produtos cosméticos especifica uma concentração máxima de 0,3% em relação à utilização de triclosan como conservante. Este valor é considerado seguro pelo Comité da Segurança dos Consumidores da Comissão Europeia em pastas dentífricas, sabonetes de mãos, sabonetes corporais/geles de banho, desodorizantes, pós faciais e cremes corretores», assinala o Infarmed.

«Desta forma uma pasta de dentes para ser disponibilizada no mercado europeu poderá apresentar a substância triclosan numa concentração máxima de 0.3%», explica.

«Além disso, foram consideradas seguras para o consumidor outras utilizações de triclosan em produtos para as unhas, quando a utilização pretendida fosse a limpeza das unhas das mãos e dos pés antes da aplicação de unhas artificiais, a uma concentração máxima de 0,3 %, bem como em produtos para lavagem bucal a uma concentração máxima de 0,2 %», refere ainda o documento.

In Diário Digital online
13/08/2014 | 20:31

164: Circuitos neurais de cada lado do cérebro controlam movimentos do corpo contrários

 

Investigadores descobriram, numa experiência com ratinhos, que dois circuitos neurais de cada um dos lados do cérebro controlam os movimentos contrários do corpo, ajudando a explicar o que sucede quando há uma doença do movimento, como a de Parkinson.

dd08072014O estudo, cujos resultados são hoje publicados na revista Nature Communications, foi conduzido por uma equipa de cientistas do Programa Neurociências da Fundação Champalimaud.

«Pensava-se que o circuito directo do hemisfério direito [do cérebro] promovia movimentos do outro lado e o circuito indirecto inibia esses movimentos. O que descobrimos é que ambos os circuitos de um lado do cérebro controlam o movimento do outro lado», referiu à agência Lusa o neurocientista e coordenador do estudo, Rui Costa.

Pessoas que tiveram, por exemplo, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou que têm doenças do movimento, como a de Parkinson, não conseguem mexer o braço ou a boca do lado contrário à parte do cérebro lesionada.

«Uma pessoa que teve um AVC no hemisfério direito [do cérebro] não consegue mexer o braço esquerdo e vice-versa», ilustrou o investigador.

Segundo Rui Costa, existem «estruturas no cérebro que, danificadas, fazem com que as pessoas percam a capacidade de fazer movimentos».

As estruturas em causa chamam-se gânglios da base, localizados por baixo do córtex do cérebro e que têm neurónios (células do sistema nervoso).

São os gânglios da base que «ajudam a coordenar normalmente os movimentos». Havendo uma lesão, «o movimento não existe», precisou o neurocientista.

Rui Costa adiantou que, se for inibida a actividade de ambos os circuitos neurais dos gânglios da base – circuito directo e circuito indirecto – de um dos lados do cérebro, o movimento «deixa de acontecer» numa parte do corpo contrária, ao passo que se for estimulada essa actividade o movimento ocorre.

Na experiência com ratinhos, que, a seu ver, pode servir de base para explicar o comportamento das células do sistema nervoso humano, a actividade dos neurónios dos gânglios da base foi estimulada ou inibida com um tipo de proteínas que se encontram no olho – as rodopsinas – e que respondem à luz.

As proteínas foram inseridas no cérebro de roedores saudáveis com vírus geneticamente modificados «que vão especificamente» para os neurónios.

A equipa de cientistas mediu movimentos normais do corpo, da cabeça dos ratinhos – para a esquerda e para a direita – e registou o que acontecia quando a proteína inibia ou estimulava a actividade dos circuitos neurais do cérebro.

Para tal, socorreu-se da optogenética, uma técnica que combina a luz óptica, genética e bioengenharia e que permite o estudo dos circuitos neurais.

O próximo passo da investigação será perceber que partes específicas do cérebro controlam, por exemplo, os movimentos da boca.

Um dos desafios para os neurocientistas, de acordo com Rui Costa, consistirá, no futuro, em gravar a actividade dos gânglios da base de doentes de Parkinson com estimulação cerebral profunda – com eléctrodos que foram colocados no cérebro numa cirurgia.

In Diário Digital online
08/07/2014 | 10:00

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