369: Exame ao sangue pode revelar Alzheimer antes de aparecerem sintomas

 

SAÚDE/DOENÇAS/ALZHEIMER

Pranidchakan Boonrom / Pixabay

Fazer análises ao sangue pode revelar a doença de Alzheimer antes de começarem a aparecer sintomas. Em causa está uma proteína específica no sangue.

Cerca de duas décadas antes de aparecem sintomas da doença de Alzheimer, uma proteína chamada amilóide começa a formar-se no cérebro dos pacientes. Um exame ao sangue pode detectar a proteína e ajudar a diagnosticar a doença antes que os sintomas apareçam.

À medida que as placas amilóides se vão formando no cérebro, os níveis de uma proteína específica no sangue vão aumentando, revela um novo estudo publicado, na semana passada, na revista científica Journal of Experimental Medicine.

“A descoberta de uma espécie única de tau que está intimamente associada a alterações causadas por placas amilóides ajudará a identificar e prever pessoas que têm ou provavelmente desenvolverão a doença de Alzheimer”, disse o autor do estudo, Randall J. Bateman, professor de neurologia da Universidade de Washington.

“Isto acelerará bastante os estudos de investigação, incluindo a descoberta de novos tratamentos, além de melhorar o diagnóstico clínico com um simples exame ao sangue”, acrescentou.

O objectivo dos cientistas nos últimos anos tem sido tentar identificar pacientes que comecem a desenvolver esta proteína no cérebro o mais rapidamente e economicamente possível. Desta forma, assim que um medicamento eficaz fosse desenvolvido, as pessoas poderiam ser tratadas ainda antes de desenvolver qualquer tipo de sintoma.

A Tomografia por Emissão de Positrões (PET) é uma técnica de imagem médica recente que utiliza moléculas que incluem um componente radioactivo. Quando administradas no corpo humano, estas moléculas permitem detectar e localizar reacções bioquímicas associadas a determinadas doenças, sobretudo nas áreas da Oncologia, Cardiologia e Neurologia.

Esta técnica pode ser usada para detectar placas amilóides, mas é demasiado demorada e cara para ser amplamente utilizada para triagem ou diagnóstico, realça o Futurity. Como tal, os investigadores estão a trabalhar numa exame ao sangue que consiga detectar os níveis de amilóide no cérebro.

Os autores do estudo descobriram anteriormente que as pessoas com placas amilóides tendem a ter certas formas de tau no líquido cefalorraquidiano. No entanto, para conseguir uma amostra é necessário fazer uma punção espinhal, algo que muitos pacientes se mostram relutantes em fazer. Todavia, as proteínas no líquido cefalorraquidiano podem passar para o sangue, que é mais fácil de retirar uma amostra.

Se ao analisa o sangue forem encontradas estas formas específicas de tau, conhecidas como tau fosforilada 217, pode significar que o paciente tenha placas amilóides no cérebro.

“Este é apenas um estudo exploratório, mas achamos que a tau fosforilada 217 é um alvo promissor para um teste de diagnóstico precoce“, disse o co-autor Nicolas Barthélemy.

“Havia uma grande diferença entre os grupos amilóide-positivo e amilóide-negativo, mesmo entre pessoas que eram cognitivamente normais. Tivemos que usar um grande volume de sangue neste estudo, mas estamos a trabalhar para reduzir o volume. Quando melhorarmos a maneira como estamos a preparar e a concentrar a amostra, estaremos um passo mais perto do desenvolvimento de um exame ao sangue baseado em tau que pode identificar pessoas em risco de desenvolver demência de Alzheimer antes que os sintomas surjam”, acrescentou.

ZAP //

Por ZAP
5 Agosto, 2020

 

 

364: Níveis de ferro no sangue são essenciais para vida mais longa e saudável

 

CIÊNCIA/SAÚDE

Altos níveis de ferro no sangue reduzem os nossos anos saudáveis de vida. Manter esses níveis sob controlo pode impedir danos relacionados com a idade, conclui um novo estudo.

Uma equipa de investigadores descobriu que várias regiões genómicas associadas a uma vida mais longa e saudável também estão envolvidas no metabolismo do ferro no sangue. Muitas doenças relacionadas com a idade podem, assim, derivar de níveis anormais deste mineral importante para o corpo humano.

O metabolismo celular do ferro é geralmente regulado por vários genes, escreve o New Atlas, e mutações nesses mesmos genes podem levar a distúrbios do metabolismo do ferro.

Os cientistas analisaram três grandes conjuntos de dados genómicos públicos de forma a perceber quais genes estão associados à longevidade. Foi então que os investigadores da Universidade de Edimburgo e do Instituto Max Planck encontraram dez regiões genómicas correlacionadas a uma vida mais longe e saudável.

Cinco delas nunca tinham sido associadas anteriormente à longevidade. Mais relevante ainda, várias das regiões identificadas continham genes envolvidos na metabolização do ferro. Os resultados do estudo foram publicados, este mês, na revista científica Nature Communications.

A metabolização irregular de ferro observada no estudo não é suficiente para causar problemas graves relacionados com o metal, mas resulta numa acumulação de ferro em partes do corpo que frequentemente sofrem degeneração relacionada com a idade.

“Estamos muito empolgados com estas descobertas, pois elas sugerem fortemente que altos níveis de ferro no sangue reduzem os nossos anos saudáveis de vida, e manter esses níveis sob controlo pode impedir danos relacionados com a idade”, diz o autor do estudo, Paul Timmers, num comunicado divulgado pela Universidade de Edimburgo

“Especulamos que as nossas descobertas sobre o metabolismo do ferro também possam começar a explicar por que níveis muito altos de carne vermelha rica em ferro na dieta foram associados a condições relacionadas com a idade, como doenças cardíacas”, acrescentou.

Além deste novo estudo, há ainda cientistas a tentar explorar se a redução dos níveis de ferro no cérebro pode retardar ou impedir o declínio cognitivo.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2020

 

357: Tipo de sangue pode ter um papel importante na defesa ao coronavírus

 

Estudo realizado por laboratório de testes genéticos concluiu que as pessoas com o tipo de sangue O têm melhores defesas e mais raramente contraem o vírus

© AFP

O tipo de sangue desempenha um papel importante na defesa ao novo coronavírus. A conclusão resulta dos resultados preliminares de uma investigação realizada pela empresa de testes genéticos 23andMe, em que os especialistas descobriram que diferenças num gene, o ABO, que influencia o tipo sanguíneo, podem afectar a susceptibilidade ao SARS-Cov-2.

Os resultados preliminares de um estudo iniciado em Abril passado, conta o jornal El Mundo, sugerem que as pessoas que têm sangue tipo O estão mais protegidas contra o novo coronavírus .

Os cientistas da gigante da biotecnologia, com sede na Califórnia, realizaram 750.000 testes (e o estudo ainda decorre) para analisar os factores genéticos e assim tentar determinar qual a razão que leva algumas pessoas que contraem o novo coronavírus a não apresentarem sintomas, enquanto outras ficam gravemente doentes.

De acordo com dados publicados pela 23andMe, pessoas com tipo sanguíneo O têm 9% a 18% menos hipóteses de ter resultados positivos a Covid-19 do que pessoas com outros tipos sanguíneos. Estes resultados mantêm-se quando ajustados por idade, sexo, índice de massa corporal e etnia.

Embora o estudo tenha constatado que o grupo sanguíneo O era protector apenas entre tipos de sangue rh positivo, as diferenças no factor rh (tipo sanguíneo + ou -) não foram consideradas significativas nos dados recolhidos pela 23andMe. Também não foi visto como um elemento de susceptibilidade ou gravidade nos casos.

Entre os inquiridos para o estudo, a percentagem que registou um teste positivo à Covid-19 é menor entre as pessoas com o sangue tipo O. A percentagem que relatou um teste positivo aumentou entre quem tem tipo sanguíneo AB.

Os dados do tipo sanguíneo e os resultados genéticos preliminares também parecem apoiar uma variante do gene ABO associada a um menor risco. Pelo menos dois estudos publicados recentemente, um de investigadores da China e o mais recente de cientistas de Itália e Espanha, analisaram o papel do gene ABO na Covid-19 . O estudo da China analisou a susceptibilidade, enquanto o italiano e o espanhol encontraram uma associação entre o tipo sanguíneo e a gravidade da doença.

Este estudo analisou os genes de mais de 1.600 doentes em Itália e Espanha que sofreram insuficiência respiratória e constatou que ter sangue tipo A estava associado a um aumento de 50% na probabilidade de um paciente necessitar de um ventilador. Já o estudo na China deu resultados semelhantes em relação à susceptibilidade de uma pessoa ao Covid-19.

Diário de Notícias

DN
10 Junho 2020 — 19:42

 

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