220: Portugal tem a mais potente TAC do mundo

 
Foto: © Destak

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Portugal dispões de um de 30 aparelhos existentes no mundo, que realiza exames mais rápidos e seguros.

Só há 30 no mundo e um deles está em Portugal. Falamos de um aparelho de Tomografia Computorizada, exame conhecido por TAC, e este é o mais potente do mundo. A vantagem? Diagnósticos mais rápidos e mais seguros.

É no Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, que se encontra disponível. Quem olha para a máquina não nota grande diferença em relação aos modelos anteriores, mas quem com ela trabalha não tem dúvidas sobre as vantagens.

«Quando comecei a trabalhar em radiologia, há cerca de 15 anos, exames destes demoravam 10 a 15 segundos. A quantidade de radiação acumulada era enorme», conta ao Destak Ricardo Lopes, médico imagiologista. «Com as mais recentes inovações, continuam a existir efeitos adversos, mas há uma redução grande do efeito agressivo.»

Não é difícil compreender que, com o passar do tempo e o aumento da esperança de vida, «estamos sujeitos a realizar cada vez mais exames», confirma o médico. O que significa que será cada vez maior a quantidade de radiação acumulada a que estamos sujeitos, justificando a necessidade de uma evolução que vá ao encontro da redução do risco.

É o que permite este novo exame, único no País e o segundo disponível na Península Ibérica, que para a maior parte dos exames não exige mais que quatro ou cinco segundos. Ou seja, é menor a dose de radiação a que o doente é submetido, já que «o tempo de contacto com a máquina é mais pequeno», assim como é também inferior a quantidade de contraste necessária.

Rapidez e qualidade

A TAC é um exame que se faz com recurso a um equipamento com Raios-X, que obtém dados de vários segmentos do corpo, depois processados por um computador para criação de imagens. O novo aparelho, de 640 cortes (os anteriores, considerados inovadores, eram de 128 cortes), garante não só uma maior segurança, como proporciona melhor qualidade da imagem, sendo conseguida mais informação de cada vez. O exemplo disso são os exames ao coração: o que antes exigia o equivalente a cinco ou seis batimentos cardíacos, aqui faz-se com um.

Destak
24 | 11 | 2015 19.19H
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Boné que faz electroencefalograma sem fios “made in” Portugal

 

Inovação

Um boné faz electroencefalograma e pode ser usado nos condutores de longa duração para prevenir o cansaço ou um dispositivo que activa as endoscopias pela voz são algumas das soluções tecnológicas que serão apresentadas sexta-feira, em Coimbra.

Trata-se do resultado do projecto Do IT – Desenvolvimento e Operacionalização da Investigação de Trasladação, financiado pelo Programa Operacional Factores de Competitividade (COMPETE), e que tem como objectivo colocar a tecnologia ao dispor da Saúde.

Depois do desafio lançado pelo Health Cluster Portugal, e mediante um investimento de 6,8 milhões de euros, 21 instituições, como hospitais, universidades e empresas, trabalharam em projectos ao longo dos últimos três anos, cujos resultados serão agora conhecidos.

In Jornal Destak online
15 | 04 | 2015 07.59H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

211: Hipertensão está mal controlada nos idosos portugueses

 

Metade dos doentes hipertensos em Portugal tem um valor de colesterol elevado, com a hipertensão a registar elevada prevalência e mau controlo entre os mais idosos e níveis baixos nos jovens, segundo um estudo que é hoje divulgado.

A taxa de prevalência da hipertensão arterial neste estudo, que analisou utentes inscritos nos centros de saúde e com médico de família, situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%).

O coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, explicou à agência Lusa que este estudo é um ponto de partida importante, uma vez que se trata de uma análise de larga escala que permite ter elementos estatísticos a nível nacional que possibilitem uma intervenção mais dirigida.

In Jornal Destak online
15 | 04 | 2015 07.08H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

209: Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

 

Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos eléctricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.

O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.

Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.

Jornal Destak online
Destak/Lusa | destak@destak.pt
06 | 04 | 2015 08.21H

166: Adiar a chegada do Alzheimer

 

Prevenção

«O que é bom para o coração é bom para o cérebro.» Por isso, o que comemos ajuda a prevenir a doença.

Foto: DR

Foto: DR

Quais os sintomas da doença de Alzheimer? É possível curar a doença? Quando é que se deve deixar de trabalhar? A estas perguntas sobre Alzheimer juntam-se muitas outras, que preocupam os doentes e quem deles cuida. E juntam-se também dúvidas, assim como mal-entendidos que a neurologista Belina Nunes, directora da clínica com o mesmo nome, quer ver respondidas num livro – Alzheimer – 50 questões essenciais – que, explica ao Destak, pretende ao mesmo tempo contribuir para que esta doença deixe «de ser sussurrada como era o cancro há uma década».

«É muito difícil para o médico falar abertamente da doença em frente ao doente e à família porque existem mais receios da parte destes do que vontade de saber», salienta Belina Nunes. Um comportamento que, diz, «tem de mudar, ainda que de modo progressivo, para que os primeiros sintomas sejam percebidos mais cedo e que o tratamento e o apoio necessários aos doentes e famílias estejam cada vez mais acessíveis a todos que deles precisam». A detecção precoce da doença é cada vez mais importante. Até porque, explica a médica, «não existe no momento um marcador da doença que permita a sua identificação segura».

Mas isso não significa que não seja possível prevenir, algo que «passa por evitar as doenças que aumentam o risco, tais como a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (aumento de colesterol e/ou triglicerídeos), a obesidade, o tabagismo». «Dizemos habitualmente que o que é bom para o coração é bom para o cérebro, pois evita os enfartes cerebrais e a doença coronária», refere a especialista, que chama a atenção para a importância da alimentação.

«Cada vez mais a dieta de tipo mediterrânea, com consumo de peixe e outros produtos marinhos, frutos secos, azeite, vegetais e fruta fresca se revela benéfica», confirma. Fora do prato ficam as refeições ricas em gorduras de origem animal, sal e açúcares a mais, assim como as bebidas alcoólicas. Uma teoria que um estudo recente, desenvolvido por investigadores da Universidade de Cambridge, confirma: mudar o estilo de vida pode atrasar o aparecimento da doença.

In Destak online
30 | 07 | 2014 13.31H
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

104: Fundação Portuguesa Cardiologia apela aos portugueses para adoptarem dieta mediterrânica

 

O presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) apelou hoje aos portugueses para optarem pela dieta mediterrânica, a “alimentação mais saudável do mundo” e que ajuda a evitar doenças cardiovasculares, a obesidade, a diabetes e o cancro.

Para esclarecer a população, a Federação Portuguesa de Cardiologia apresenta hoje, no âmbito da iniciativa “Maio mês do coração”, uma campanha de sensibilização da dieta mediterrânica como “estilo de vida e padrão alimentar promotor de saúde”.

A Fundação defende que “é imperiosa” uma “mudança radical nos hábitos de vida não saudáveis”, sobretudo “quando o Governo gasta cada vez mais dinheiro no tratamento de doenças que são em grande parte evitáveis”.

In Destak online
Destak/Lusa | destak@destak.pt
23 | 04 | 2013 07.15H

Em que consiste a dieta mediterrânica?

Dieta Mediterrânea

A antiga palavra grega diaita, da qual deriva dieta, significa estilo de vida equilibrado, e traduz exatamente o que a Dieta Mediterrânea é, muito mais do que um regime nutricional. A dieta Mediterrânea traduz um estilo de vida, e não apenas um padrão alimentar, que combina ingredientes da agricultura local, receitas e formas de cozinhar próprias de cada lugar, refeições partilhadas, celebrações e tradições, que, juntamente com o exercício físico moderado diariamente, favorecido pelo clima ameno, completam um estilo de vida que a ciência moderna nos convida a adotar em benefício da nossa saúde, tornando-a um excelente modelo de vida saudável.

A Dieta Mediterrânea é caracterizada pela abundância de alimentos de origem vegetal, como o pão, massas, arroz, hortaliças, legumes, fruta fresca e frutos oleaginosos; utilização do azeite como principal fonte de gordura; consumo moderado de pescado, aves, lacticínios e ovos; consumo de pequenas quantidades de carnes vermelhas e ingestão moderada de vinho, geralmente durante as refeições. A sua importância na saúde do indivíduo não se limita ao facto de se tratar de uma dieta equilibrada, variada e com nutrientes adequados. Aos benefícios de seu baixo teor de ácidos gordos saturados e alto teor de monoinsaturados, tal como em glícidos complexos e fibra alimentar, junta-se a riqueza em antioxidantes, determinantes para a o bem-estar.

Para saber mais: http://dietamediterranea.com/.

A Pirâmide Alimentar

A nova pirâmide da Dieta Mediterrânea apresenta na base os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade na alimentação diária, e nas camadas superiores, aqueles que devem ser consumidos com moderação, reservando-se para ocasiões festivas e excepcionais. Além disso, contém indicações de carácter cultural e social, intimamente ligadas ao estilo de vida do Mediterrâneo, e reflecte o número de porções aconselhado para a população adulta saudável, devendo ser adaptado às necessidades específicas de crianças, mulheres grávidas e outras condições de saúde.

dieta_mediterranica

A Dieta Mediterrânea assenta em vários conceitos fundamentais:

Actividade Física
A prática regular de actividade física moderada (pelo menos 30 minutos durante todo o dia) fornece grandes benefícios à saúde, como a regulação do gasto energético e a manutenção do peso corporal saudável. Caminhar, subir escadas e realizar as tarefas domésticas são um exercício simples e acessível. Sempre que possível, recomendamos as actividades ao ar livre, para aumentar a atractividade do exercício físico e reforçar os laços com a comunidade.

Descanso Adequado
Descansar correctamente é também parte de um estilo de vida saudável e equilibrado.

Convivência
Além do aspecto nutricional, a comida tem conotação social e cultural. Cozinhar e conviver à mesa na companhia de familiares e amigos fomentam o bem-estar.

Biodiversidade e Sazonalidade
Os alimentos sazonais, frescos e processados minimamente, contêm mais nutrientes e substâncias protectoras, além de serem mais económicos. Sempre que possível, deve ser dada prioridade aos vários produtos tradicionais do mercado local.

Actividades culinárias
É fundamental dedicar tempo à planificação e preparação das refeições, de modo a que se tornem actividades divertidas e relaxantes, feitas em família ou com os amigos.

Água e Infusões
Um adequado estado de hidratação é essencial na manutenção do equilíbrio dos fluídos corporais. As necessidades hídricas variam de acordo com factores como a idade, o nível de actividade física, a condição de saúde ou o clima. De um modo geral, deve garantir-se o aporte de 1,5 a 2 litros de água por dia, podendo este aporte ser alcançado através da ingestão de água, por si só, ou sob a forma de infusões de ervas, não açucaradas, ou caldos, com baixo teor de gorduras e sal.

Cereais

Pão (de trigo, mistura, integral, broa de milho, de centeio, …)
Massas (esparguete, penne rigatte, noodles, …)
Arroz (selvagem, basmati, agulha, carolino, integral…)
Cereais (trigo, milho, centeio, cevada, aveia…)
Os Cereais são os principais fornecedores de glícidos complexos, a fonte energética para o funcionamento correcto do nosso organismo. Além disso, fornecem vitaminas, minerais e fibra alimentar.

É recomendado o consumo de 1 a 2 porções de cereais de preferência integrais a cada refeição principal.

Hortícolas

Couve
Abóbora
Tomate
Cebola
Espinafres
Nabo
Brócolos
Couve-flor
Cenoura
Alface
Alho-francês
Feijão-verde

Os hortícolas são essencialmente fornecedores de vitaminas, minerais e fibra alimentar.
É recomendado o consumo mínimo de 2 porções de hortícolas a cada refeição principal, crus ou cozinhados e com texturas e cores variadas.

Fruta fresca

Maçã
Pêra
Laranja
Banana
Uva
Melão
Melancia
Marmelo
Pêssego

A fruta fresca é essencialmente fornecedora de glícidos, vitaminas, minerais e fibra alimentar.
É recomendado o consumo de 1 a 2 porções de fruta fresca a cada refeição principal, crua ou cozinhada e com texturas e cores variadas.

Azeite
O azeite é fornecedor de lípidos, ácidos gordos essenciais, e vitaminas lipossolúveis, como a vitamina E.
Localizado no centro da pirâmide, o azeite deve ser a principal fonte de gordura, a utilizar com moderação quer para o tempero, quer para a confecção (uma colher de sopa, no máximo).

Frutos Oleaginosos, Sementes e Azeitonas

Nozes
Amêndoas
Avelãs
Amendoins
Sementes de sésamo
Sementes de linhaça

Os frutos oleaginosos, as sementes e as azeitonas são excelentes fornecedores de ácidos gordos essenciais, proteína vegetal, vitaminas, minerais e fibra alimentar.
É recomendado o consumo de 1 a 2 porções diárias de frutos oleaginosos, sementes ou azeitonas.

Ervas Aromáticas, Especiarias, Cebola e Alho
A utilização de ervas aromáticas, especiarias, cebola ou alho traduz uma excelente forma de introduzir diversidade de aromas e sabores aos alimentos, contribuindo para a redução da adição de sal.

Lacticínios

Leite
Queijo (queijo fresco, queijo flamengo, queijo de cabra, roquefort, …)
Iogurte (sólidos ou líquido: aroma, pedaços, natural, …)

Os lacticínios são fornecedores de proteínas, minerais dos quais se destaca o cálcio, e vitaminas.
É recomendado o consumo de 2 porções de lacticínios por dia, preferencialmente sob a forma de iogurte e queijo com baixo teor de gordura.

Carne, pescado, ovos e leguminosas secas

Carne (bovino, suíno, caprino, ovino, aves…)
Peixe (gordo: sardinha, atum, sarda, cavala, arenque, salmão,…; magro: pargo, bacalhau, abrótea, corvina, garoupa, carapau, …)
Ovos (galinha, codorniz, pato,…)
Leguminosas secas (feijão frade, feijão branco, feijão manteiga, grão-de-bico, …)

A carne, o pecado, os ovos e as leguminosas secas proporcionam vários nutrientes como proteínas, lípidos, glícidos (este último essencialmente no caso das leguminosas secas), vitaminas e minerais, contribuindo para o adequado aporte de ácidos gordos essenciais.
É recomendado o consumo semanal de:

No mínimo, 2 porções de pescado
No mínimo, 2 porções de leguminosas secas
2 Porções de carnes magras
2 a 4 porções de ovos
No máximo, 2 porções de carnes vermelhas e 1 porção de carnes processadas, devendo ser reduzidas tanto em quantidade como em frequência

Doces
Os doces apresentam elevada densidade energética, isto é, fornecem um elevado teor energético, no entanto têm baixo valor nutricional, fornecendo apenas lípidos de perfil prejudicial (ácidos gordos saturados e trans) e açúcares simples, combinando-se por vezes elevados teores de sódio (sal).
O consumo de doces não deve ultrapassar 2 porções por semana.

Vinho
Sempre que as crenças religiosas e sociais o permitam, é recomendado o consumo moderado de vinho ou outras bebidas fermentadas, tendo como referência o consumo máximo de 1 copo por dia para as mulheres e 2 no caso dos homens.

Moderação
As porções devem basear-se na moderação. O estilo de vida sedentário que caracteriza as sociedades atuais impõe o aporte energético moderado.

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