159: Suplemento de tomate traz benefícios para pacientes com doença cardiovascular

 

Um suplemento diário retirado de uma substância encontrada no tomate pode melhorar a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doença cardiovascular. É o que revela um estudo realizado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado na revista PLOS One.

dd18062014Outros estudos já relacionaram o licopeno, substância presente no tomate, com a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. No entanto, a nova pesquisa avaliou os seus efeitos na função dos vasos sanguíneos localizados no antebraço, que dão indícios se o paciente desenvolverá problemas vasculares ou não.

Trinta e seis pacientes com doenças cardiovasculares e 36 voluntários saudáveis participaram do estudo. Os voluntários receberam um suplemento com sete miligramas de licopeno ou um tratamento com placebo.

Os pacientes com doença cardiovascular tomaram estatinas, medicamentos com a função de baixar o colesterol. No entanto, eles ainda apresentaram a função prejudicada do endotélio – o revestimento interno dos vasos sanguíneos – em comparação com os voluntários saudáveis. Ter um endotélio saudável é um factor importante para prevenir a evolução das doenças cardíacas.

Os investigadores descobriram que a suplementação oral com sete miligramas de licopeno melhorou a função endotelial dos pacientes com doenças cardiovasculares, mas não fez efeito algum nos voluntários saudáveis.

O licopeno melhorou em 53% o alargamento dos vasos sanguíneos em comparação com os pacientes que foram tratados com o placebo. O resultado foi considerado pelos estudiosos como positivo, já que a constrição dos vasos sanguíneos é um dos principais factores que pode levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo constatou que o suplemento não teve qualquer efeito sobre a pressão arterial, a rigidez arterial e os níveis de lipídios.

«Mostramos claramente que o licopeno melhora a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doenças cardiovasculares», afirma Joseph Cheriyan, professor da universidade e um dos autores do estudo.

«Isso reforça a necessidade de uma dieta saudável em pessoas com risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. O suplemento de tomate não é um substituto para outros tratamentos, mas pode fornecer benefícios adicionais. Entretanto, serão necessários mais estudos para verificar se esta solução é capaz de reduzir doenças cardíacas», completa Cheriyan.

In Diário Digital online
18/06/2014 | 14:33

154: Sistema de alerta identificou 3.137 produtos alimentares inseguros em 2013

 

O Sistema de Alerta Rápido para os Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) transmitiu no ano passado 3.137 notificações relativas a produtos alimentares inseguros, segundo um relatório hoje divulgado em Bruxelas.

dd13062014Do total, 40 notificações tiveram origem em Portugal (28 em 2012).

A Comissão Europeia anunciou ainda o lançamento, nos 35 anos do sistema de alerta, de um portal do consumidor, que disponibiliza informação sobre produtos identificados pelo RASFF.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa
13/06/2014 às 13:04 actualizada às 19:53

135: Cinco erros na cozinha que engordam

 

O site Fitnea, dedicado a temas de saúde, nutrição e fitness, elaborou uma lista de cinco erros a evitar na cozinha, sob pena de ver o peso aumentar. E cinco alternativas mais amigas da balança

Erro nº1 – Usar demasiado azeite

É consensual que o azeite é uma gordura boa, mas uma colher de sopa equivale a quase 125 calorias. Pode não parecer muito, mas é fácil usar o quádruplo dessa quantidade quando se está a cozinhar ou a temperar.

Alternativa – cozinhar os vegetais a vapor antes de os saltear com apenas a tal colher de sopa de azeite 

Opinião: a quantidade de azeite está na proporção ideal e não exagerada, claro, do tipo de receita que preparamos. A colherzinha de azeite sugerida não pode ser aplicada a todas as preparações culinárias. Não concordo com  a alternativa enunciada.

 

Erro nº2 – Calcular porções

Depois de um dia de trabalho, é difícil alguém dispor-se a perder tempo a medir e pesar cada ingrediente. Mas, na prática, o usar quantidades “a olho” pode implicar adicionar centenas de calorias escondidas à sua refeição.

Alternativa – Pesar os ingredientes nem que seja uma vez para ter uma ideia da quantidade/aspecto de uma porção saudável de peixe, leguminosas, etc.

Erro nº3 – Seguir a receita religiosamente

Este é um erro em que caem sobretudo os que principiantes ou que não se sentem à vontade entre tachos e panelas. Mas ao fazê-lo, pode estar a perder oportunidades valiosas de tornar a sua refeição mais saudável

Alternativa – Se uma receita diz para usar natas, substituir, em parte, pelo menos, por iogurte grego, por exemplo. Corta calorias e gordura e não sacrifica sabor nem textura

Opinião: a nata, tipo light (baixas calorias), pode ser empregue normalmente num preparado culinário sem ter de a substituir pelo iogurte grego.

 

Erro nº4 – Petiscar enquanto cozinha

Pode parecer irresistível provar o que se está a cozinhar ou ir petiscando os ingredientes (aqueles cubinhos de queijo ou aquele punhado de nozes, por exemplo…) sobretudo quando se está com fome.

Alternativa – E que tal uma pastilha elástica sem açúcar ou um simples copo de água para enganar o estômago?

Opinião: o copo de água é excelente para fazer iludir a “fome” que eventualmente possa surgir quando se está a cozinhar, exceptuando a fase em que temos de provar o preparado para rectificar temperos. A utilização da pastilha elástica, mesmo sem açúcar, é que considero completamente desajustada e inadequada neste contexto.

 

Erro nº5 – Deixar as sobras à vista

O jantar estava delicioso e todos ficaram saciados. Mas depois ficam ali alguns salgados à mão de semear, ou mesmo o que sobrou da lasanha.

Alternativa – Guarde ou divida pelos convidados as sobras assim que possível. Afinal, longe da vista...

Opinião: Dividir as sobras pelos convidados? Nunca tal ouvi na minha existência, a não ser que os convidados sejam familiares muito chegados e que no dia seguinte precisem de levar almoço para o trabalho e, nesse caso, se existirem sobras, sempre é uma ajuda…

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9:45 Quinta feira, 20 de Fevereiro de 2014

AVC: Como estar atento aos “3 F” pode salvar-lhe a vida

 

visao08022014Um AVC pode causar lesões cerebrais e é a maior causa de morte em Portugal. Esteja atento aos “3 F”, porque os tratamentos são tão mais eficazes quanto mais cedo é diagnosticado o derrame

O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Um em cada cinco casos são fatais e a incidência da doença aumenta com a idade. O risco de ter um AVC duplica a cada década que passa depois dos 55 anos e a taxa de debilitações resultantes desta doença neurológica é altíssima, sendo que 20% das pessoas morrem nas primeiras 24 horas a seguir ao derrame.

O AVC tem tratamento que é tanto mais eficaz quanto mais cedo forem detectados os sintomas. Saiba quais são para se prevenir contra esta doença.

Sintomas – os “3 F”

A Sociedade Portuguesa de AVC define os sintomas de um derrame cerebral pela nomeação dos “3 F”: Desvio da face; Falta de força num braço; Dificuldade em falar. Mas estes estendem-se a outros sintomas associados. Ter uma dificuldade súbita em mexer um braço, uma perna ou ambos de um lado do corpo, uma falha repentina na visão, a diminuição da sensibilidade ou “formigueiro” num dos membros, a dificuldade em caminhar ou entender as pessoas à sua volta, bem como dores de cabeças fortes são alguns dos sintomas em que esta doença se manifesta.

Diagnóstico em 24 horas

Quando detectar algum destes sintomas deve procurar um médico que, perante a suspeita de um AVC, o vai reencaminhar para a realização de um scan cerebral nas 24 horas seguintes ao derrame. Este pode ser feito através de uma TC (tomografia computorizada) ou de uma ressonância magnética, permitindo confirmar a ocorrência do AVC, saber de que tipo se trata, a área da lesão e respectiva gravidade.

Tipos de tratamento

Quanto mais rápido se dirigir para uma Unidade de AVC, mais probabilidade vai ter de recuperar. As várias formas de tratamento vão depender do tipo de AVC diagnosticado. Os fármacos geralmente utilizados são os anticoagulantes (inibem a coagulação do sangue), os anti-hipertensores (controlam a tensão arterial) e as Estatinas (controla os níveis de colesterol). Pode ainda ter de ser realizada uma cirurgia de emergência no caso de AVC do tipo isquémico ou hemorrágico.

Comportamentos de prevenção

Apesar de não ter sintomas, tenha em atenção a quais os comportamentos que pode e deve seguir para evitar o desenvolvimento da doença: não fumar, alimentar-se saudavelmente (em baixo teor de gordura e alto teor de fibra), moderar o sal e o álcool, fazer exercício regular (30 minutos diários), controlar periodicamente a tensão e a diabetes.

Consequências do AVC

O mais importante é detectar os sintomas atempadamente. Conforme a gravidade e tipo de AVC, as consequências do derrame podem passar por dificuldades a nível da comunicação, perda de massa óssea ou muscular, perda de visão, úlceras de pressão causadas pela imobilidade, complicações no sistema digestivo, entre outras.

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11:01 Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

O que é a alimentação macrobiótica?

 

DESCRIÇÃO – A alimentação macrobiótica tem grandes diferenças quando comparada com a opção vegetariana. A CMTV visitou um centro de macrobiótica no Porto e também falou com uma família vegetariana.

In CMTV
15/10/2013

Adenda:

Muesli with Blueberries. cereais e frutos secos.Depois de ver e ouvir a entrevista acima e não pretendendo sobrepor-me ao que o Director do Instituto Macroibiótico de Portugal (IMP) afirmou na sua intervenção, eu, que fui macrobiótico durante mais de uma década há alguns anos atrás, chegando inclusivamente a fornecer refeições macrobióticas para uma superfície comercial que tinha uma secção de produtos naturais de todo o género, incluindo alimentação diária, creio que o conceito de Macrobiótica não ficou devidamente esclarecido e, quem nunca conheceu ou teve contacto com pessoas que seguem este regime alimentar, continuou a ficar sem saber, concretamente, o que realmente é a Macrobiótica.

Por exemplo – e não vou entrar em detalhes específicos -, tem de existir uma transição longa para quem pretende seguir este regime, ou seja, no mínimo de seis a doze meses de transição onde, em em cada quatro meses, se substitui parte da alimentação tradicional pela mesma quantidade da nova alimentação, ou seja, se a transição durar 12 meses, divide-se este período em 4 meses cada e em cada período ir diminuindo progressiva e percentualmente, as quantidades de carne vermelha, branca, peixes e todos os ingredientes habituais da dieta alimentar dita normal ou convencional, acrescentando as mesmas quantidades de produtos naturais.

Isto porquê? Para habituar o nosso organismo e o sistema central a assimilarem as novas proteínas, minerais, vitaminas, etc.. Por isso é que existem muitas pessoas que entram a “matar” neste regime, ou seja, de um dia para o outro, e o organismo, habituado às toxinas das carnes, dos peixes, etc., vai-se “abaixo” e até pode levar a graves problemas de saúde. É preciso não esquecer este pequeno/grande pormenor que não foi mencionado pelo Director do IMP, essencialmente para quem pretende levar a sério o regime Macrobiótico e não para aqueles que levam isso como mais uma moda alimentar para se diferenciarem dos outros. Que existem…

Num rápido exemplo, para a carne – e tendo em conta os 12 meses de transição alimentar de um regime para o outro -, quem normalmente come carne e/ou peixe, no primeiro período (1º. ao 3º. meses) deve abolir 25% desses produtos animais e substituí-los por produtos naturais (cereais, leguminosas, vegetais, etc.); no período seguinte 4º. ao 6º meses, deve reduzir 50% da parte animal e substituí-la pelos mesmos ingredientes naturais; no 3º. período (7º. ao 9º. meses), deve reduzir 75% da parte animal e substitui-la como anteriormente e no último período (10º. ao 12º. meses), deve reduzir 90% da parte animal e substituí-la por produtos naturais.

A partir daí o organismo encontra-se adaptado ao novo regime e pode então iniciar a 100% o regime macrobiótico. Mas isto não é igual para todas as pessoas e, para quem não tem conhecimentos, deve ser acompanhada por um nutricionista ou por um médico naturista que aconselhará devidamente a forma de mudar de regime alimentar e de acordo com a pessoa em questão. É bom lembrar que o que a mim pode fazer bem, poderá não fazer ao meu vizinho… Cada pessoa é um sistema e cada sistema é diferente do outro…

Mas muito fica por dizer sobre este regime que é maravilhoso e que posso afirmar, sem sombra de dúvida, que foram os melhores anos da minha vida. Infelizmente e por motivos profissionais que me obrigavam a constantes deslocações e almoços de negócios, tive de deixar a macrobiótica mas nunca deixei de substituir, ainda hoje, um hambúrguer de porco ou de vaca por um de soja, ou uns croquetes de carne por uns de soja, ou uma jardineira com carne por uma jardineira com soja, utilizando o granulado de soja, o tofu, o seitan e outros produtos.

E também não foi referido, concretamente, que sim, este tipo de alimentação é muito mais dispendiosa que os produtos que são tratados com químicos, ou seja, os que se encontram à venda por todo o lado. Os produtos naturais são cultivados ou produzidos sem agentes químicos, por isso o seu encarecimento. O azeite é de primeira pressão a frio, o arroz integral não é descascado nem polido, por isso concentra todo o seu valor nutritivo no grão, etc..

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