665: Um quarto da população portuguesa tem imunidade à covid-19

 

 

SAÚDE/IMUNIDADE/COVID-19

Manuel Fernando Araújo / Lusa

O Painel Serológico Longitudinal Covid-19 estima em 27% a taxa de imunidade à covid-19 para a população em Portugal. Até Março, 13% da população teria sido infectada

Um estudo hoje divulgado estima que 13% da população portuguesa teria em Março anticorpos contra o coronavírus da covid-19 após a infecção natural, uma percentagem que sobe para 17% quando incluídas as pessoas vacinadas.

O estudo, designado Painel Serológico Longitudinal Covid-19, analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 1 e 17 de Março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

A amostra é constituída por 2.172 pessoas de várias idades e regiões, incluindo 156 que foram vacinadas maioritariamente até ao fim de Fevereiro e 264 que tinham revelado anticorpos contra o novo coronavírus num estudo serológico anterior, de Setembro e Outubro de 2020, conduzido pela mesma equipa.

Em declarações à Lusa, o coordenador de ambos os estudos, Bruno Silva-Santos, investigador e vice-director do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, essencial para um regresso à normalidade.

“Sem a vacinação, é um processo demasiado lento”, frisou o imunologista, assinalando que apenas 13% da população terá atingido a imunidade por “via natural” passado um ano sobre a pandemia e após dois confinamentos generalizados no país, um primeiro entre Março e Abril de 2020 e um segundo entre Janeiro e o início de Abril de 2021.

Confirmando os prazos apontados pelo Governo, Bruno Silva-Santos admitiu que, se o plano nacional de vacinação decorrer sem mais perturbações, reunindo “doses disponíveis” e uma “adesão normal das pessoas”, a imunidade de grupo poderá ser alcançada em Portugal em Setembro, com 75% da população protegida contra a covid-19.

Citando estatísticas oficiais de 02 de Abril sobre o número de pessoas infectadas e vacinadas com pelo menos uma dose, o estudo estima em 27% a taxa de imunidade à covid-19 para a população em Portugal.

Neste contexto, o investigador do IMM reiterou a importância da vacinação, sublinhando que a imunidade contra o novo coronavírus, adquirida pela presença de anticorpos neutralizantes no sangue, aumentou 10% “num mês de vacinação”, e num quadro de “escassez de vacinas”.

Bruno Silva-Santos realçou, em contrapartida, que, de acordo com as estimativas calculadas com base na amostra do Painel Serológico Longitudinal, essa imunidade foi alcançada “ao fim de quase um ano inteiro sem vacinação” por apenas 13% da população.

“Isto refuta a tese anterior de que a imunidade de grupo poderia ser atingida por via natural. A chave é a vacinação”, vincou.

Tendo como ponto de partida a estimativa da população portuguesa, os resultados obtidos no estudo “permitem estimar em cerca de 1 milhão e 750 mil” pessoas “a população residente que teria anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 nos primeiros dias de Março”, sendo que “cerca de 400 mil terão adquirido os anticorpos através da vacina e 1 milhão e 350 mil por infecção natural”.

Segundo o imunologista do IMM, o novo estudo sugere que “a circulação de anticorpos” específicos para o SARS-CoV-2 se mantém de “forma robusta” até um ano nas pessoas que estiveram infectadas, sendo expectável que uma vacina confira protecção por igual período de tempo, ou até mais (se se considerar que os níveis de anticorpos nas pessoas vacinadas são mais elevados).

“Os anticorpos são a primeira grande barreira contra a infecção ao neutralizarem o vírus nas células”, sublinhou Bruno Silva-Santos, assinalando que a segunda dose de uma vacina “maximiza a resposta imunitária”.

Entre os 264 participantes que revelaram anticorpos contra o SARS-CoV-2 (após a infecção) no estudo serológico anterior, de Setembro, 94% “não perderam esses anticorpos” passados seis meses, de acordo com o novo estudo, adiantou o imunologista.

“Os níveis têm valores muito semelhantes aos verificados há seis meses”, acentua o novo estudo, acrescentando que, nas pessoas vacinadas, o nível de anticorpos detectados “é elevado”, com “os valores observados” a serem comparáveis aos “que se observam no pico da infecção natural por SARS-CoV-2”.

O Painel Serológico Longitudinal Covid-19 apresenta-se como um “retrato da segunda e terceira vagas da covid-19” em Portugal através da “proporção da população que, mediante avaliação serológica, desenvolveu anticorpos específicos contra o vírus SARS-CoV-2”.

“Dado que a produção de anticorpos aumenta a partir do momento da infecção e podem ser necessárias duas semanas para os detectar numa amostra de sangue através de um teste serológico, os resultados referem-se a pessoas que terão sido infectadas (ou vacinadas) até meados de Fevereiro de 2021″, ressalva o documento que descreve os resultados.

O estudo resulta de uma parceria entre o Instituto de Medicina Molecular, que coordena o trabalho científico, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos e o grupo Jerónimo Martins, que financia.

A amostra foi “seleccionada aleatoriamente” para haver “uma distribuição análoga à do país” em termos de densidade populacional, grupo etário, sexo, agregado familiar e nível de escolaridade, sendo que a percentagem de participantes vacinados (7%) “está em linha com a percentagem nacional de vacinação no início do estudo”.

Cada participante do painel respondeu a um inquérito epidemiológico, que incluiu perguntas demográficas, profissionais, sobre o agregado familiar, saúde geral, exposição potencial ao SARS-CoV-2, sintomas e possível doença. As recolhas de sangue foram feitas em 314 postos de colheita, de norte a sul de Portugal continental, Madeira e Açores.

Para a caracterização da amostra, desenhada em colaboração com a Pordata, base de dados gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, foram considerados três grupos etários (menos de 18 anos, entre os 18 e os 54 anos e 55 ou mais anos) e a densidade populacional da região de residência (baixa ou média e elevada).

De acordo com o estudo, 15% dos menores de 18 anos terão desenvolvido naturalmente anticorpos contra o SARS-CoV-2, contra 14% dos adultos entre os 18 e os 54 anos e 11% dos maiores de 55 anos. Nas duas últimas faixas etárias, a percentagem sobe, respectivamente, para 21% e 14% tendo em conta também as pessoas vacinadas.

A percentagem estimada da população imune (só através da infecção natural ou incluída a vacinação) é proporcional à densidade populacional, sendo ligeiramente maior (entre 14% e 18%) em áreas de densidade alta (mais de 500 habitantes por quilómetro quadrado).

Nas regiões de baixa ou média densidade populacional (menos de 60 a 500 habitantes por quilómetro quadrado), a percentagem varia entre 12% e 17%.

ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
16 Abril, 2021

 

 

 

660: Especialista alerta que uso de máscara aumentou doenças da voz

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS/VOZ

Especialista diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com disfonia por tensão muscular, que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção.

O uso de máscara de protecção é uma das medidas para travar a propagação da infecção pelo novo coronavírus
© Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

A otorrinolaringologista Clara Capucho alertou esta terça-feira que o uso de máscaras imposto pela pandemia da covid-19 aumentou o número de patologias da voz, sobretudo nos aparelhos vocais dos portugueses.

O alerta da coordenadora da Unidade de Voz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), que integra os hospitais Egas Moniz, S. Francisco Xavier e Santa Cruz, surge nas vésperas de se assinalar o Dia Mundial da Voz (a 16 de Abril).

“O número de pacientes com disfonia por tensão muscular está a aumentar desde Março de 2020”, afirma em comunicado a especialista, que diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com este problema que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção, entre outros.

A especialista reconhece que, “ainda que importantes para travar a propagação do vírus, a utilização de máscaras tem agravado as patologias associadas à voz”.

“O número de pacientes diagnosticados com disfonia por tensão muscular tem aumentado desde Março de 2020, quando as autoridades de saúde recomendaram o uso de máscaras como medida essencial para reduzir os riscos de contágio por covid-19”, salienta.

“O aumento do esforço para a emissão vocal — provocado pelas máscaras, pela ansiedade e pela postura em frente ao computador — conduz a uma tensão muscular na zona cervical, dos ombros e do próprio aparelho vocal, resultando muitas vezes numa disfonia por tensão muscular. Essa tensão é tão intensa que, em certos casos, acarreta graves prejuízos vocais”, salienta.

Inquérito vai avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores

Dado que a voz é o principal instrumento de trabalho dos artistas, a Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz a Fundação GDA — Gestão dos Direitos dos Artistas irão lançar um inquérito para avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores, uma iniciativa que irá assinalar o Dia Mundial da Voz 2021, este ano sob o lema “Um mundo, muitas vozes”.

O vice-presidente da GDA, Luís Sampaio, afirma que “os artistas estão a ser severamente fustigados com os efeitos causados pela pandemia da covid-19, tais como a limitação das actividades culturais e o cancelamento de espectáculos. Mas, apesar desta paragem, não podem descurar aquele que para muitos é o principal instrumento de trabalho: a voz”.

“É fundamental que os artistas tenham cuidados preventivos de saúde que identifiquem e tratem patologias do aparelho vocal, mantendo-o apto para as exigências que o regresso do seu uso profissional no pós-pandemia irá colocar“, defende Luís Sampaio.

A Fundação GDA irá enviar a todos os cooperadores um inquérito ‘online’ para avaliar os níveis do desconforto vocal dos artistas, cujos dados serão remetidos à Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, que irá avaliar os sintomas e, posteriormente, reencaminhar os casos graves para consultas ou rastreios.

A equipa de Clara Capucho irá depois utilizar os resultados na elaboração de um estudo científico sobre os efeitos das máscaras anti-covid-19 na voz dos artistas em Portugal.

A Fundação e o CHLO irão promover também, na quarta e quinta-feira, rastreios gratuitos da voz dirigidos à comunidade artística, mas também à população no Hospital Egas Moniz.

Devido à pandemia, os artistas interessados devem inscrever-se previamente, preenchendo um formulário no site da Fundação GDA, e restante população deverá contactar a Unidade da Voz do CHLO.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Abril 2021 — 08:30

– Não sou “especialista” da voz nem otorrinolaringologista, mas já fui cantor de conjuntos de música para baile, durante mais de 50 anos, e sem mencionar as péssimas condições de trabalho a que fomos submetidos nessas actuações, faltou mencionar, no texto acima, que a voz também se “perde” quando se deixa de ter esta actividade, seja de cantor, actor de teatro ou onde tenha de empregar-se a voz com frequência. As cordas vocais, com a inactividade, começam a perder a elasticidade a que estão sujeitas frequentemente e levam aos sintomas referidos pelo uso das máscaras contra o COVID-19.

 

 

 

658: Incidência da doença sobe para 70,0 casos por 100 mil habitantes e R(t) para 1,04

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da DGS indica 271 novos casos nas últimas 24 horas, dois mortos e 479 doentes internados, mais 13 do que no dia anterior, 119 em Unidades de Cuidados Intensivos, mais seis em relação a domingo.

Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra a covid-19
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Há mais 271 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas e mais dois óbitos. De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (12 de Abril), há agora 479 pessoas internadas (mais 13 do que no dia anterior), das quais 119 em unidades de cuidados intensivos (mais seis do que no dia anterior).

Segundo os dados da DGS, Portugal tem actualmente 25.784 casos activos da doença, menos 176 do que no domingo. Ao todo, Portugal já tem 827.765 de infectados e 16.918 óbitos. Há a registar 785.063 recuperados, mais 445 do que no dia anterior, e 18.230 casos em vigilância, mais 488 do que nas 24 horas anteriores.

A ARS do Norte continua à frente no número de casos, 70, mais 10 do que na ARS de Lisboa e Vale do Tejo, que registou 60. Segue-se a ARS do Alentejo com 52 novos casos, a ARS do Algarve com 21 e a ARS do Centro com 18. Os dois óbitos ocorreram no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo.

Nesta segunda-feira, segundo o boletim da DGS, há um ligeiro aumento da incidência da doença a nível nacional, que está nos 70,0 casos por 100 mil habitantes, e nos 67,4 casos por 100 mil no Continente. Quanto ao R(t), está agora em 1,04 a nível nacional e a 1,03 no Continente.

Amanhã, decorrerá a habitual ​​ reunião no Infarmed, em Lisboa, entre especialistas de várias áreas, Presidente da República, governo e políticos. Tudo aponta para a renovação de um novo estado de emergência. A confirmar-se, entrará em vigor às 00.00 de dia 16 para terminar às 23.59 de dia 30.

DGS admite que 2.ª dose da AstraZeneca pode ser substituída por outra vacina

Entretanto, a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da DGS admite que quem recebeu a primeira dose da vacina da AstraZeneca abaixo dos 60 anos pode vir a receber uma segunda dose de outra, noticia a TSF.

Citando declarações de um dos membros da comissão técnica, Luís Graça, a rádio TSF explica que esta é uma hipótese que ainda está em estudo e que a DGS ainda aguarda estudos para que seja tomada uma decisão.

Todas as vacinas usam a mesma proteína, pelo que do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente”, explica Luís Graça.

Na semana passada, a DGS passou a recomendar que esta vacina fosse administrada apenas a pessoas acima dos 60 anos. Segundo a TSF, cerca de 200 mil portugueses, de várias idades, já foram vacinados com a primeira dose desta vacina.

Lote com 30 mil vacinas da Janssen chega na quarta-feira a Portugal

De referir que Portugal vai receber na quarta-feira um primeiro lote de 30 mil vacinas da Janssen, como noticiou o Público. Com a chegada destes fármacos de dose única, o país fica com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de Abril.

Segundo os dados divulgados na semana passada, perto de 580 mil pessoas têm a vacinação completa contra a covid-19, o que representa 6% da população, das quais cerca de 300 mil idosos com 80 ou mais anos.

Segundo o relatório semanal da DGS, 579.069 portugueses já receberam as duas doses da vacina contra o SARS-CoV-2.

O relatório, com dados até dia 4 de Abril, indicava que tinham sido vacinadas com a primeira dose 1.334.338 pessoas (13% da população).

A nível mundial, os dados mais recentes indicam que a pandemia de covid-19 é responsável por 2,93 milhões de mortes em todo o mundo.

Pelo menos 2.937.355 pessoas morreram devido à doença e mais de 135.952.650 foram infectadas pelo novo coronavírus desde que foi notificado o primeiro caso na China, no final de 2019, segundo o balanço desta segunda-feira da agência AFP.

Diário de Notícias
DN
12 Abril 2021 — 14:06

 

 

 

657: Desconfinamento já se faz sentir nos internamentos. R(t) já está acima de 1

 

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

(CC0/PD) Tobias Zils / unsplash

O número de casos está a aumentar e este efeito já se começa a sentir nos internamentos. Esta foi a segunda semana consecutiva com aumento de casos, com uma média de 495 novos casos diários.

De acordo com o jornal digital Observador, na última sexta-feira, a média referente aos novos casos reportados ao longo dos sete dias anteriores era de 452 novos casos de infecção. Verificaram-se ao longo dos últimos sete dias, em média, mais 43 casos diários de infecção, o que significa mais 301 casos durante essa semana.

O chamado R(t), índice médio de transmissibilidade do vírus, está agora a 1,02 em solo continental e em 1,02 na totalidade do país. O primeiro-ministro António Costa tinha apontado o valor de 1 para o R(t) como um limite que, caso fosse ultrapassado, poderia colocar em causa o ritmo de desconfinamento nacional.

Segundo o jornal Público, as previsões dão conta de que vão aumentar os internados com a doença em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), bem como nos outros serviços, nos próximos dias.

“Os dados já apontam para algum aumento de internamentos, mas mesmo assim, não está a capturar as alterações dos últimos dias. A situação tenderá a piorar”, alertou Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH).

O responsável disse esperar que o cenário mais positivo apresentado na mais recente previsão “não deverá ser cumprido”, uma vez que os números reflectidos já foram atingidos esta quinta-feira, mas o modelo matemático usado nas projecções tem de ser “respeitado”.

Segundo o modelo, o país deve necessitar de ter entre 484 (cenário mais positivo) e 520 (cenário negativo) camas para receber doentes internados com ​covid-19 na próxima semana. Destas, entre 107 e 112 serão para internamentos em UCI.

“Com o aumento do R(t), o número de casos vai aumentar. As medidas de contra balanço a este aumento esperado com o desconfinamento devem ser assimétricas, de acordo com a evolução regional. Os municípios com taxas mais elevadas têm de ter medidas mais duras, nomeadamente de restrição do processo de desconfinamento”, defendeu Alexandre Lourenço.

A previsão de mais internamentos faz com que volte a crescer também o número de profissionais necessários para lidar com a doença. Na próxima semana, deverão ser necessários entre 144 e 153 médicos, 982 e 1050 enfermeiros e entre 399 e 433 técnicos auxiliares de saúde. Já o número de profissionais de saúde público deverá situar-se entre os 477 e 535.

Desconfinamento está a levar o R(t) para perto do limite definido por Costa

Desde o início do desconfinamento, o R(t) aumentou de 0,84 para 0,93 a nível nacional. António Costa tinha definido que…

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Duas escolas fecham em Faro

Um surto de covid-19 em duas escolas básicas do concelho de Faro obrigou esta sexta-feira ao encerramento dos estabelecimentos, que têm no total 300 alunos.

A escola foi hoje fechada. Ontem [quinta-feira] ainda houve aulas, mas as turmas onde foram identificados casos positivos não tiveram aulas e depois, ao fim da tarde, o delegado de saúde decidiu fechar as escolas”, contou João Geraldes, presidente da associação de pais de um dos estabelecimentos, à Lusa.

Segundo fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, “os inquéritos epidemiológicos estão em curso, mas tudo indica que a disseminação do vírus terá ocorrido em festas familiares e sociais, de aniversário, bem como na prática desportiva” num clube local.

Em declarações à Lusa, a mesma fonte referiu que existem “vários agregados familiares com todos os elementos positivos” e que “muitos dos casos positivos contactados, incluindo as crianças, estão sintomáticos”, embora com sintomas ligeiros, o que levou a que as primeiras pessoas diagnosticadas tivessem tido a iniciativa de fazer auto testes.

Os estabelecimentos em causa são a Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Montenegro e a Escola Básica do 1º. Ciclo do Montenegro, segundo a autoridade local de saúde “uma pequena escola com duas salas” do mesmo agrupamento.

A mesma fonte adiantou que está em curso um “processo de testagem massiva”, pelo facto de se tratarem “de vários casos, distribuídos por quase todas as salas dessas escolas, e com a perspectiva de aumento”.

Segundo o presidente da Associação de Pais da Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Montenegro, o número de infectados aponta para “cerca de 20 pessoas” pelo facto de algumas crianças terem infectado os pais e irmãos.

O contágio não terá sido na escola, estas coisas acontecem quase sempre fora da escola”, frisou João Geraldes, notando que a origem do surto “terá sido numa festa de aniversário onde estiveram meia dúzia de crianças, quase todas das mesmas turmas” e que têm também actividades num clube local.

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, considerou que, até agora, não há motivo para “grande preocupação”, mas manifestou-se apreensivo com o efeito que o surto poderá vir a ter nos próximos dias.

Por Maria Campos
10 Abril, 2021

 

 

 

656: Duas escolas encerradas em Faro e mais de 300 pessoas em isolamento

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESCOLAS

Os estabelecimentos em causa são a Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Montenegro e a Escola Básica do 1º. Ciclo do Montenegro

© Diana Quintela / Global Imagens

Um surto de covid-19 em duas escolas básicas do concelho de Faro obrigou esta sexta-feira ao encerramento dos estabelecimentos, que têm no total 300 alunos, disse à Lusa o presidente da associação de pais de uma das escolas.

“A escola foi hoje fechada. Ontem [quinta-feira] ainda houve aulas, mas as turmas onde foram identificados casos positivos não tiveram aulas e depois, ao fim da tarde, o delegado de saúde decidiu fechar as escolas”, contou João Geraldes à Lusa.

Segundo fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, “os inquéritos epidemiológicos estão em curso, mas tudo indica que a disseminação do vírus terá ocorrido em festas familiares e sociais, de aniversário, bem como na prática desportiva” num clube local.

Em declarações à Lusa, a mesma fonte referiu que existem “vários agregados familiares com todos os elementos positivos” e que “muitos dos casos positivos contactados, incluindo as crianças, estão sintomáticos”, embora com sintomas ligeiros, o que levou a que as primeiras pessoas diagnosticadas tivessem tido a iniciativa de fazer auto testes.

Os estabelecimentos em causa são a Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Montenegro e a Escola Básica do 1º. Ciclo do Montenegro, segundo a autoridade local de saúde “uma pequena escola com duas salas” do mesmo agrupamento.

A mesma fonte adiantou que está em curso um “processo de testagem massiva”, pelo facto de se tratarem “de vários casos, distribuídos por quase todas as salas dessas escolas, e com a perspectiva de aumento”.

Segundo o presidente da Associação de Pais da Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Montenegro, o número de infectados aponta para “cerca de 20 pessoas” pelo facto de algumas crianças terem infectado os pais e irmãos.

“O contágio não terá sido na escola, estas coisas acontecem quase sempre fora da escola”, frisou João Geraldes, notando que a origem do surto “terá sido numa festa de aniversário onde estiveram meia dúzia de crianças, quase todas das mesmas turmas” e que têm também actividades num clube local.

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, considerou que, até agora, não há motivo para “grande preocupação”, mas manifestou-se apreensivo com o efeito que o surto poderá vir a ter nos próximos dias.

“A situação é de serenidade, mas é preciso chamar novamente a atenção às pessoas que embora o confinamento mais restrito tenha sido levantado, temos de continuar a ter os cuidados que a autoridade de saúde nos aponta”, referiu o autarca.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.903.907 mortos no mundo, resultantes de mais de 133,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.904 pessoas dos 826.327 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Abril 2021 — 17:43

 

 

 

654: É ASSIM QUE PRETENDEM ERRADICAR O VÍRUS?

 

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES

… “a disseminação do vírus terá ocorrido em festas familiares e sociais, de aniversário, bem como na prática desportiva””…

09 abr 17:35
Duas escolas encerradas em Faro e mais de 300 pessoas em isolamento

Um surto de covid-19 em duas escolas básicas do concelho de Faro obrigou esta sexta-feira ao encerramento dos estabelecimentos, que têm no total 300 alunos, disse à Lusa o presidente da associação de pais de uma das escolas.

“A escola foi hoje fechada. Ontem [quinta-feira] ainda houve aulas, mas as turmas onde foram identificados casos positivos não tiveram aulas e depois, ao fim da tarde, o delegado de saúde decidiu fechar as escolas”, contou João Geraldes à Lusa.

Segundo fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, “os inquéritos epidemiológicos estão em curso, mas tudo indica que a disseminação do vírus terá ocorrido em festas familiares e sociais, de aniversário, bem como na prática desportiva” num clube local.

Lusa