572: Dentro de 10 anos a covid-19 virá a ser uma constipação ligeira, diz estudo

 

 

SAÚDE/COVID-19

Caso o vírus responsável pela covid-19 se torne endémico, como muitos especialistas defendem, ao longo do tempo e com a maioria da população vacinada, o SARS-CoV-2 poderá traduzir-se numa constipação ligeira nas crianças, sendo que os adultos deverão ficar assintomáticos.

Enfermeira prepara a medicação para um doente com covid-19 no Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© EPA/TIAGO PETINGA

Com o mundo de olhos postos nas vacinas como sendo a esperança de que podemos estar a viver o princípio do fim da pandemia, um estudo sugere que ao longo do tempo o vírus que causa a covid-19 poderá traduzir-se numa constipação ligeira quando a maioria da população estiver vacinada.

Caso seja endémico, nunca desapareça, como muitos especialistas defendem, o coronavírus responsável pela pandemia de covid-19 poderá apenas causar “constipação ligeira” em crianças, sendo que os adultos deverão ficar assintomáticos. É, pelo menos, o que indica o estudo publicado pela revista Science, no qual investigadores basearam-se num modelo matemático, que calcula a propagação do novo coronavírus.

Os cientistas consideram que o patogénico tem a tendência de atenuar-se quando a maioria da população estiver vacinada.

“O nosso modelo sugere que esta transformação levará entre um a dez anos”, afirma Jennie Lavine, investigadora da Universidade Emory, nos EUA, e autora principal do estudo, citada pelo jornal espanhol El País.

Tudo depende da velocidade com que o vírus se propaga e como decorre a campanha de vacinação, indica a mesma especialista. É necessário, defendem, os especialistas, manter as medidas para conter a propagação até que o processo de imunização fique concluído.

Diz o estudo que a partir do momento em que o vírus passa a ser endémico “e a exposição primária é na infância, o SARS-CoV-2 pode não ser mais virulento do que a gripe comum”. Logo poderá ter uma letalidade inferior.

Mas esta é uma passagem que deverá ocorrer dentro de alguns anos ou décadas.

Os resultados do trabalho científico levam, por isso, os investigadores a reforçar a “importância da contenção” durante a vacinação contra a covid-19, ao mesmo tempo que são avaliados os “cenários para a continuidade da vacinação na fase endémica”, ou seja, o vírus está sempre presente e poderá ser responsável por surtos sem a gravidade que hoje conhecemos.

O trabalho desenvolvido baseou-se na análise “de dados imunológicos e epidemiológicos sobre os coronavírus endémicos”. Concluíram que a “imunidade que bloqueia a infecção diminui rapidamente, mas a imunidade que reduz a doença tem durabilidade”..

Os cientistas consideram ainda que o SARS-CoV-2 não é tão virulento como SARS de 2001 e o MERS de 2012 e é mais semelhante aos vírus que causam constipação ligeira. Caso se confirme esta posição, quando a maioria da população estiver imunizada, o vírus não deverá causar doença grave devido à vacina.

O que ainda não é claro é se a vacinação impede a transmissão. Resta saber também quanto tempo dura a imunidade quer através da infecção ou da vacina. Em ambos os casos, os especialistas consideram que a pessoa fica protegida de uma forma mais grave da doença.

O mais provável é que “nesta década o vírus seja responsável apenas por picos sazonais no inverno”

“A infecção natural na infância dá imunidade que protege as pessoas mais tarde na vida contra uma doença grave, mas que não evita uma reinfecção periódica”, referiu Lavine.

A cientista afirmou mesmo que a detecção de variantes mais contagiosas, como a do Reino Unido ou a identificada mais recentemente no Brasil, que não representam um aumento da letalidade, poderá reforçar a imunidade e manter o nosso sistema imunitário “actualizado” perante as mutações do vírus.

“O mais razoável é que nesta década o vírus se torne endémico e seja responsável apenas por picos sazonais no inverno“, explica Mark Lipsitch, epidemiologista da Universidade de Harvard, também citado pelo jornal espanhol.

Segundo este epidemiologista, o impacto na saúde pública vai baixar radicalmente quando a imunidade para a forma grave da covid-19 for duradoura, reforçada com reinfecções leves, uma vez que não há uma imunidade total, e quando existir uma ampla cobertura da vacina nas pessoas mais vulneráveis, de modo a que a mortalidade seja muito reduzida.

Diário de Notícias

DN
15 Janeiro 2021 — 20:22

 

 

 

571: Carga viral na saliva pode determinar a vida ou a morte do infectado

 

 

SAÚDE/COVID-19/CARGA VIRAL

A quantidade de vírus na saliva de um doente infectado com o novo coronavírus, pode ajudar a prever o seu futuro. Um estudo da Universidade de Yale conclui que a carga viral na boca está associada à gravidade da doença e pode ajudar a personalizar os tratamentos

© OSCAR DEL POZO / AFP

Os primeiros resultados de um estudo da Yale University (EUA) indicam que a quantidade de vírus na saliva pode ajudar a prever as consequências da doença no infectado com Covid-19.

“A carga viral na saliva nos primeiros momentos está correlacionada com a gravidade da doença e com a mortalidade”, diz a equipa da imunologista da Yale Akiko Iwasaki, que analisou exaustivamente 154 pacientes com Covid-19 no hospital universitário da cidade de New Haven.

De acordo com o El País, a análise destes investigadores mostra que os níveis virais aumentam progressivamente, de um mínimo em pacientes com sintomas leves, a um máximo em pacientes gravemente doentes e em pessoas que morreram de COVID.

A carga viral mais alta na saliva parece estar associada a factores de risco conhecidos, como idade avançada, sexo masculino, cancro, insuficiência cardíaca, hipertensão e doenças pulmonares crónicas.

“Se tirássemos amostras de saliva e analisássemos a carga viral – principalmente no início da infecção, quando a pessoa chega ao hospital – poderia ajudar muito os médicos a prever o prognóstico do paciente e a escolher os tratamentos”, diz o microbiologista espanhol Arnau Casanovas , que participou do novo estudo, que ainda aguarda revisão para ser publicado numa revista especializada.

A equipa liderada por Iwasaki argumenta que a saliva ajuda a prever a progressão da doença muito melhor do que amostras colhidas com um cotonete nasofaríngeo – a já conhecida zaragatoa inserida pelo nariz .

Estes investigadores defendem que estas amostras recolhidas com a zaragatoa apenas refletem a multiplicação do vírus no trato respiratório superior, enquanto a saliva também mostra a situação nos pulmões.

De acordo ainda com o artigo publicado no diário espanhol este sábado, algumas pesquisas mostram que a maior carga viral na saliva também está associada a uma maior quantidade de biomarcadores no sangue da reacção inflamatória característica dos casos graves Covid. Essa carga viral mais alta está ligada a níveis mais baixos de plaquetas, leucócitos e anticorpos específicos contra o coronavírus.

Conclusão prematura?

Elisabet Pujadas , patologista espanhola e pesquisadora da Escola de Medicina Icahn do Hospital Mount Sinai, em Nova York, aplaude o novo estudo. “Traz uma perspectiva valiosa: que a saliva pode ter um valor maior do que se pensava para diagnóstico e prognóstico”, sublinhou ao El País.

A equipe do Pujadas já publicou em Agosto a relação entre a maior carga viral analisada em amostras de nasofaringe e a mortalidade por Covid-19. “É possível que a saliva reflita melhor a infecção do trato respiratório inferior”, afirma.

Pujadas, que trabalha nos Estados Unidos há mais de 15 anos, realça, porém, que a nova análise inclui apenas 154 pacientes, por isso seria “prematuro” concluir que a saliva deveria agora ser usada em vez das amostras nasofaríngeas.

Para Pujadas, a principal lição é que não se devem classificar pacientes Covid apenas com um simples positivo ou negativo. É preciso medir a respectiva carga viral. “Para certos vírus, como o HIV, o padrão de qualidade é a carga viral, porque anos de pesquisa mostraram que ela tem implicações importantes para o risco do paciente e afecta a estratégia de tratamento. O mesmo deve acontecer com a Covid-19 “, afirma Pujadas.

Iwasaki, Casanovas e outros colegas já publicaram um estudo em Setembro que sugeria o potencial da saliva para diagnosticar novas infecções por coronavírus. Uma revisão sistemática de 37 investigações acaba de mostrar que as amostras de saliva podem substituir as amostras nasofaríngeas para o diagnóstico de covid, com a mesma precisão e menor preço.

“Há muito que dizemos que seria melhor usar a saliva como amostra prioritária. É muito mais fácil recolher saliva do que um cotonete nasofaríngeo. Não é preciso uma equipa de enfermagem. Cada pessoa pode cuspir em casa num pequeno tubo. E ainda se evita o risco associado à recolha de uma amostra com o cotonete, porque às vezes as pessoas espirram ou tossem e geram aerossóis “, argumenta Casanovas.

Diário de Notícias
DN
16 Janeiro 2021 — 11:06

 

 

 

562: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

 

560: Nem todas as pessoas vacinadas vão ficar imunizadas, avisa DGS

 

 

SAÚDE/VACINAS/IMUNIZAÇÃO/COVID-19

Tiago Petinga / Lusa

A directora-geral da Saúde avisou esta terça-feira que nem todas as pessoas vacinadas contra a covid-19 vão ficar imunizadas, uma vez que a vacina administrada não é 100% eficaz e ainda não há imunidade de grupo.

Graças Freitas falava na habitual conferência de imprensa na Direcção-Geral da Saúde (DGS), em Lisboa, sobre a evolução da pandemia da covid-19 em Portugal.

Vacinar não quer dizer abandonar critérios de protecção“, frisou, advertindo que “nem todas” as pessoas vacinadas “vão ficar imunizadas”. “A vacina não é 100% eficaz e nós não temos ainda imunidade de grupo”, justificou.

Graça Freitas reforçou, por isso, a necessidade de se manterem medidas de protecção até se atingir a imunidade de grupo, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, a ventilação de espaços e o distanciamento físico.

A campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em Portugal em 27 de Dezembro com a inoculação de profissionais de saúde nos hospitais.

Na segunda-feira, foi alargada aos lares de idosos.

A vacina que está a ser administrada é a do consórcio Pfizer-BioNTech, para cujo uso de emergência foi aprovada em 21 de Dezembro pela Agência Europeia do Medicamento.

Até à data foram dadas em Portugal 32 mil doses.

Em Portugal, morreram 7.286 pessoas dos 436.579 casos de infecção de covid-19 confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS. O país contabilizou esta terça-feira mais 90 mortes e 4.956 novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

Em declarações ao jornal Observador, o especialista Carlos Antunes considerou que Portugal já entrou numa terceira vaga da doença, alertando ainda que as novas infecções registadas diariamente podem “chegar a valores insuportáveis”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Janeiro, 2021

 

 

 

557: “Números podem chegar a valores insuportáveis”. Portugal poderá já ter entrado na 3.ª vaga

 

 

SAÚDE/COVID-19/3ª. VAGA

António Pedro Santos / Lusa

A estimativa do especialista Carlos Antunes é que Portugal já tenha entrado na terceira vaga. O investigador avisa que “os números podem chegar a valores insuportáveis”.

Carlos Antunes, engenheiro, professor e investigador da Faculdade e Ciências da Universidade de Lisboa, é um dos especialistas que oferece aconselhamento científico ao Governo no combate à pandemia de covid-19. Na sua opinião, citada pelo Observador, “estamos efectivamente na terceira vaga”.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou mais 90 mortes e 4.956 casos positivos do novo coronavírus, de acordo com os dados do mais recente boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Este foi o quarto dia com mais óbitos desde o início da pandemia em Portugal. Desde 14 de Dezembro que não havia tantas mortes por covid-19 num só dia.

Actualmente, 14,4% do número médio de amostras processadas com recursos a testes PCR e a testes de antigénio resultaram positivos. Na óptica de Carlos Antunes é um “salto galopante” em relação aos 8,8% registados oito dias antes da época natalícia.

Perante estes números é possível concluir que o Natal e a Passagem de Ano terão mesmo provocado um aumento das cadeias de contágio, desencadeando uma nova vaga.

“Sem medidas drásticas, os números podem chegar a valores insuportáveis. E isto, sem ainda estarmos a considerar a entrada de uma nova variante que pode ultrapassar os 50% de aumento de contágio face à actual variante dominante”, alerta o especialista em declarações ao Observador.

O número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus está a aumentar exponencialmente em todo o território continental, com o risco de transmissão a nível nacional fixado em 1,14.

Carlos Antunes estima que todos os dias 5.700 pessoas fiquem infectadas, mas a média dos últimos sete dias prevê que só 5.200 estão a ser diagnosticadas.

“A evolução rápida aconteceu na primeira vaga, mas com uma grande diferença: na primeira começámos do zero, agora a terceira vaga começou de um patamar de incidência na ordem dos 3.400 casos, de internamentos na ordem das 2.900 camas de hospital; e de óbitos na ordem dos 70 por dia”, explica Carlos Antunes.

O especialista epidemiológico prevê ainda que, a 12 de Janeiro, Portugal possa atingir uma média de 6.500 a 6.600 contágios diários nos sete dias anteriores, 3.200 internamentos hospitalares (524 dos quais em unidades de cuidados intensivos) e 87 mortes.

Por Daniel Costa
5 Janeiro, 2021

 

 

551: Portugal com mais 73 mortes e 3.241 novos casos de covid-19

 

 

COVID-19/ESTATÍSTICAS/DGS

Tiago Petinga / Lusa

Portugal registou, este sábado, mais 73 mortes e 3.241 novos casos de infecção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da Direcção-Geral da Saúde, dos 3.241 novos casos, 1418 são na região de Lisboa e Vale do Tejo, no Norte há mais 1104 infectados do que nas últimas 24 horas, no Centro há mais 447, no Algarve há mais 118, no Alentejo há mais 97 e nos Açores e na Madeira há mais 28 e 29 casos, respectivamente.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 423.870. Há, neste momento, 76.675 casos activos, mais 1686 do que na sexta-feira.

Estão também confirmadas 7.045 mortes devido à covid-19, mais 73 óbitos relativamente às últimas 24 horas. A DGS indica que 28 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 22 na região Norte, 14 na região Centro e nove no Alentejo.

Neste momento, existem 2.858 doentes internados em Portugal (mais 52 do que ontem), dos quais 492 estão nos cuidados intensivos (mais nove do que ontem).

O boletim da DGS também aponta para mais 1.482 doentes recuperados, verificando-se já um total de 340.150 pessoas. Há ainda 91.892 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 365 em relação ao dia de ontem.

No passado dia 24 de Dezembro, entrou em vigor o sétimo estado de emergência, que se prolonga até às 23h59 do dia 7 de Janeiro, com recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

O Governo decidiu manter as medidas previstas para o Natal, mas agravou as do período do Ano Novo, com recolher obrigatório a partir das 23h00 de 31 de Dezembro, e a partir das 13h00 nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro.

É também proibido circular entre concelhos desde as 00h00 do dia 31 de Dezembro e as 05h00 de 4 de Janeiro. O funcionamento dos restaurantes em todo o território continental é permitido até às 22h30 no último dia do ano, e até às 13h00 nos dias 1, 2 e 3.

A pandemia da covid-19 já matou pelo menos 1.827.565 pessoas de todo o mundo desde que o aparecimento da doença foi registado na China, segundo o balanço de hoje da agência France-Presse.

Filipa Mesquita, ZAP //

Por Filipa Mesquita
2 Janeiro, 2021

 

 

 

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