400: Cientistas desenvolvem adesivo para verificar (sem dor) níveis de glicose

 

 

SAÚDE/DIABETES

(dr) Institute of Industrial Science / University of Tokyo

Cientistas desenvolveram um sensor que dizem poder penetrar a pele, sem dor associada, para conduzir testes de diagnóstico para condições de saúde como pré-diabetes.

De acordo com o site Science Alert, a equipa de cientistas investigou como fazer uma matriz de micro-agulhas que pudesse analisar rápida e facilmente o fluido intersticial (ISF) na epiderme.

“Desenvolvemos uma forma de combinar micro-agulhas porosas com sensores baseados em papel. O resultado final é barato, descartável e não requer instrumentos adicionais”, declarou Beomjoon Kim, líder do estudo e investigador da Universidade de Tóquio, no Japão.

Para fazer este sensor, os investigadores derramaram uma mistura derretida de um polímero bio-degradável e sal em cavidades em forma de cone. Depois de solidificadas, as micro-agulhas foram tratadas com uma solução que as deixou porosas, removendo o conteúdo de sal. De seguida, foram fixadas num pequeno pedaço de papel preso a um sensor de glicose – algo que a equipa afirma nunca ter sido feito antes.

Segundo o mesmo site, a ideia é que, quando as minúsculas pontas porosas são injectadas na epiderme, os seus poros abertos absorvam o líquido do fluido intersticial, que contém muitos bio-marcadores.

Na configuração experimental da equipa, o bio-marcador previsto é a glicose, que teoricamente fluiria das micro-agulhas porosas para o papel e, de seguida, para o sensor de glicose.

Até agora, este instrumento só foi testado em laboratório num gel feito de agarose, mas as micro-agulhas funcionaram conforme o esperado, com o sensor a detectar os níveis de glicose na amostra do gel. Os cientistas pretendem, em breve, conduzir experimentos com participantes humanos.

As conclusões do estudo foram publicadas, no mês de Agosto, na revista científica Medical Devices & Sensors.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2020

 

316: Uma vacina contra a gripe (mas sem agulha)

 

PAHO / WHO

Os cientistas têm estudado formas de tornar a vacinação menos dolorosa e livre de agulhas. Uma nova tecnologia alcançou eficácia suficiente para que possa agora ser utilizada em massa.

Um artigo científico, recentemente publicado no Journal of Investigative Dermatology, aborda uma invenção que, para aqueles que temem as agulhas, é uma excelente notícia: o potencial de substituir o método actual de vacinação com agulhas por adesivos, que dispensam a aplicação por um profissional da saúde.

Benjamin L. Miller, professor de dermatologia no Centro Médico da Universidade de Rochester no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, adianta que o próximo passo é testar estes adesivos em seres humanos.

Segundo os cientistas, desenvolver uma tecnologia capaz de transportar grandes moléculas pela pele é um enorme desafio, uma vez que a derme tem como principal objectivo manter os agentes estranhos fora do corpo, impedindo a sua entrada.

A co-autora do artigo, Lisa Beck, descobriu que a proteína claudin-1 induz a fortificação da barreira e, por outro lado, reduz a permeabilidade da pele.No entanto, apesar da descoberta, era também preciso criar um cenário em que a barreira fosse rompida apenas por tempo suficiente para libertar as proteínas contra a gripe.

Depois de várias experiências conduzidas em ratos de laboratório, a equipa conseguiu criar a versão ideal do adesivo, de modo a que a vacina fosse “injectada” na derme, ao mesmo tempo que a barreira continuava a fazer o seu trabalho de protecção contra agentes indesejados.

“Quando aplicamos o adesivo com o peptídeo (que inibe a claudin-1), a pele do rato tornou-se permeável por um curto período de tempo. Mas assim que o adesivo foi removido, a barreira da pele começou a fechar-se. Após 24 horas, a pele voltou ao normal – o que é uma óptima notícia do ponto de vista de segurança”, explicou outro co-autor do artigo, Matthew Brewer, citado pelo Science Daily.

Embora sejam eficazes, as vacinas implicam que sejam profissionais de saúde especializados a aplicá-las na nossa pele, o que causa muitas barreiras à vacinação, nomeadamente em países em vias de desenvolvimento.

Segundo Lisa Beck, estes países não têm dinheiro nem mão de obra suficiente para vacinar população inteiras. “Além disso, há uma aversão aos cuidados de saúde em muitas dessas comunidades. Uma agulha é dolorosa, é invasiva e dificulta as coisas quando lida com um viés cultural que tem resistências à medicina preventiva.”

Neste contexto, um adesivo contra a gripe seria uma excelente solução – e uma forma não invasiva – de proteger um grande número de pessoas.

Ainda assim, há muito trabalho pela frente. A equipa quer realizar mais estudos em animais, para optimizar a quantidade de tempo que o adesivo deve permanecer em contacto com a pele, de forma a aumentar adequadamente a resposta imune. Além disso, os cientistas querem realizar testes em seres humanos.

Se o adesivo for eficaz em pessoas, poderá tratar qualquer tipo de doença para a qual já existe uma vacina.

ZAP //

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

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