102: Rim artificial é um avanço notável

 

TSF15042013A Sociedade Portuguesa de Transplantação lembra o universo de doentes renais para quem este avanço científico é um passo de esperança.

Um avanço notável, uma excelente noticia. É desta forma que a Sociedade Portuguesa de Transplantação classifica o avanço científico conseguido por uma equipa de investigadores norte-americanos, que criou, a partir de células estaminais, um rim artificial que já se revelou capaz de produzir urina depois de transplantado para um rato de laboratório.

Embora os estudos se tenham até agora centrado em modelo animal, a descoberta sugere uma abordagem promissora para a criação de rins com a utilização de células dos próprios doentes, evitando-se assim rejeições ao transplante de órgãos alheios.

Os resultados desta experiência são uma excelente noticia, diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Ouvido pela TSF, Fernando Macário lembra o enorme universo, só de doentes renais, para quem este é um passo de esperança

Em todo o caso, Fernando Macário sublinha que é preciso dar tempo ao tempo, até que este avanço possa ser aplicado em seres humanos.

Existem quase 10 mil doentes renais em Portugal que fazem hemodiálise. São doentes que esperam um transplante de rim que, na maioria das vezes, é transplantado de um dador morto. Por isso, são pouco mais de quinhentas as operações deste tipo que se fazem por ano nos hospitais portugueses.

In TSF online
Publicado 15/04/2013 às 07:27

99: Mais de uma dezena de portugueses vencem VIH sem tratamento

 

Foram infectados há mais de dez anos, mas o seu sistema imunitário tornou o vírus da sida inofensivo. Estudo sediado nos EUA procura uma explicação.

Um grupo de 974 pessoas no mundo infectadas há vários anos pelo vírus da sida estão a ser estudadas para descobrir como conseguem controlar o VIH sem nunca terem feito nenhum tratamento. A investigação inclui 16 portugueses.

Todos contraíram o vírus como qualquer outro infectado, mas o seu corpo tem a capacidade extraordinária, e ainda inexplicável, de tornar o VIH inofensivo. A ciência chama-lhes “controladores de elite” e estima que não cheguem a 1% do total de portadores do vírus.

A médica responsável pelo estudo em Portugal, Emília Valadas, da Faculdade de Medicina de Lisboa, suspeita também que estas pessoas envelhecem mais devagar.

In Expresso online
Vera Lúcia Arreigoso
9:02 Sábado, 9 de Março de 2013

66: OMS: Poliomielite pode voltar a avançar num mundo globalizado

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que os esforços para erradicar a poliomielite no mundo chegaram a um ponto crítico entre o sucesso e o fracasso. Segundo a organização, o aumento no registo de casos, que ocorreu recentemente em países que tinham sido declarados livres da doença, mostra a ameaça do ressurgimento da poliomielite na era da globalização.

A OMS acrescentou que o sucesso na eliminação da doença na Índia mostrou que, com as verbas necessárias para vacinação, a erradicação está ao alcance dos países.

A poliomielite ainda é considerada uma doença endémica em países como o Afeganistão, Paquistão e a Nigéria.

In Diário Digital online
Director: Pedro Curvelo
sexta-feira, 25 de Maio de 2012 | 00:20

62: Oito em cada dez não sabem que estão infectados com hepatite C e podem ter cirrose ou cancro

 

Oito em cada dez pessoas com hepatite C não sabem que estão infectadas, porque a doença não tem sintomas e caminha silenciosamente até à cirrose ou ao cancro, alertou hoje a presidente da Associação SOS Hepatites.

Por isso, é fundamental que todas as pessoas peçam ao médico de família para fazer o rastreio, de forma a detectar atempadamente uma infecção que, a cada 30 segundos, mata uma pessoa no mundo, acrescentou Emília Rodrigues, em declarações à Lusa.

A sensibilização do público em geral para a importância do rastreio é o foco da campanha que vai ser lançada no dia Internacional das Hepatites, que se assinala sábado, pela associação que apoia estes doentes.

A iniciativa “Da Hepatite ao Cancro” tem ainda como objectivo revelar a estreita proximidade entre a infecção e o cancro no fígado — mais de 60% das mortes por este cancro estão relacionadas com o vírus da hepatite C -, que pode ser potenciada pela ausência de tratamento.

“A hepatite é uma inflamação do fígado. Há vários tipos de hepatite, da viral à alcoólica, e todas elas podem desenvolver cirrose e cancro de fígado. A hipótese de não chegar a esse ponto é diagnosticar a doença o mais cedo possível”, afirmou.

De acordo com a responsável, o vírus pode estar activo no organismo durante 40 anos, sem sintomas. Há um “grupo de risco” que são os ex-combatentes, devido a uma injecção que levavam, antes de ir para África, com a mesma agulha.

Emília Rodrigues explica que é mais difícil levar as mulheres a fazer o rastreio, porque a hepatite é uma doença que está muito conectada com álcool, droga e sexo, comportamentos mais associados aos homens.

Mas se é verdade que estes são factores de risco, há muitos outros, desde logo o contágio por pessoas infectadas que desconhecem ter a doença.

Entre as mulheres, há dois grupos mais susceptíveis a ter a infecção: as que fizeram abortos e as que foram mães antes de 1992, por terem levado transfusões e pontos, explicou.

Emília Rodrigues afirma que não há números exactos sobre a infecção, mas sabe-se que a doença está a aumentar entre toxicodependentes e que, na restante população, se estão a descobrir novos casos.

A Organização Mundial de Saúde estima que em Portugal existam 120 mil pessoas com hepatite B e 170 mil com hepatite C.

Os últimos dados contabilizados pela SOS Hepatites, relativos a 2010, dão conta de que, só nesse ano, morreram 49 doentes devido à hepatite, 33 com cirrose e 16 com cancro.

A presidente da associação chama a atenção para o facto de o tratamento disponível para a infecção ter mais de 60% de hipóteses de cura.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
18/05/2012 | 11:47

18: Como prevenir a bronquiolite

 

Tudo o que pode fazer para defender o seu filho desta infecção respiratória viral

A bronquiolite é uma infecção respiratória viral, sendo 50 a 90 por cento dos casos provocados pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

É uma doença contagiosa, transmitindo-se o vírus directamente por secreções contaminadas (tosse, espirro) e indirectamente pelas mãos ou utensílios contaminados. As epidemias ocorrem sobretudo entre os meses de Outubro e Março, atingindo as crianças com menos de dois anos de idade.

A bronquiolite representa um problema de saúde pública, sendo a sua prevenção fundamental, onde os fisioterapeutas têm um papel preponderante ao nível do ensino dos pais e educadores, indo de encontro ao objectivo principal do Programa Nacional de Saúde Escolar da Direcção Geral de Saúde, promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa.

O ensino e informação aos pais, sobre o risco que a criança corre de contrair uma infecção das vias respiratórias, sobretudo se nasceu numa época de epidemia, se frequenta ou tem irmãos que frequentam creches, é de primordial importância na prevenção deste tipo de infecção. A promoção de regras de higiene e cuidados básicos dirigidas aos pais e educadores deverá diminuir a incidência da bronquiolite. A prevenção tem dois objectivos principais, designadamente reduzir a incidência da bronquiolite e retardar a idade da primeira infecção.

Existem várias formas de prevenirmos a bronquiolite das quais salientamos:

1. Lavagem das mãos com água e sabão

A simples lavagem das mãos com água e sabão é a primeira medida indispensável a uma protecção eficaz, principalmente antes do contacto com a criança. Os anti-sépticos podem ser uma alternativa.

2. Lavagem do nariz com soro fisiológico

O ensino da lavagem do nariz com soro fisiológico durante as rinofaringites também é muito importante.

3. Esterilização dos biberões

Regra de higiene simples que deve ser ensinada e à qual se deve dar atenção.

4. Lavagem frequente dos objectos e superfícies

A lavagem frequente dos brinquedos, das chuchas (que não devem ser partilhadas), dos objectos e das superfícies é de extrema importância. Quer em casa, quer na escola, os objectos em contacto com as crianças devem ser diariamente desinfectados.

5. Evitar a exposição de crianças a ambientes de fumo

Existe uma correlação positiva entre a gravidade da bronquiolite e a existência de um fumador em casa. As crianças filhas de fumadoras apresentam uma maior incidência de infecções respiratórias e otites crónicas.

6. Evitar o contacto da criança com familiares e amigos constipados

Esta regra torna-se mais importante ainda quando a criança é mais pequena. Se a própria mãe ou cuidador está constipado, deverá usar máscara que lhe cubra a boca e o nariz durante os cuidados dispensados à criança, caso não haja uma pessoa disponível para o substituir. É também recomendado que lugares com grande concentração de pessoas, como transportes públicos e supermercados sejam evitados, principalmente com crianças de risco.

7. Manter um bom nível nutricional

O aleitamento materno é de extrema importância, uma vez que o colostro e o leite humano contêm anticorpos contra bactérias e vírus importantes na defesa das crianças contra infecções, designadamente a bronquiolite.

8. Retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses

Todas as crianças que frequentam creches ou que têm irmãos que as frequentam têm uma probabilidade maior de contrair a doença, posto isto, é importante diminuir o risco, sendo recomendável, em período de epidemia, retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses.

Estas são as regras base para a prevenção da bronquiolite, regras estas que deverão ser adaptadas à realidade de cada um e utilizadas com bom senso. Caso existam dúvidas poderá recorrer a um profissional de saúde, nomeadamente a um fisioterapeuta que vai ajudá-la a tomar a decisão mais adequada à situação.

Texto: Inês Fiuza (fisioterapeuta, especialista em fisioterapia respiratória)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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