211: Hipertensão está mal controlada nos idosos portugueses

 

Metade dos doentes hipertensos em Portugal tem um valor de colesterol elevado, com a hipertensão a registar elevada prevalência e mau controlo entre os mais idosos e níveis baixos nos jovens, segundo um estudo que é hoje divulgado.

A taxa de prevalência da hipertensão arterial neste estudo, que analisou utentes inscritos nos centros de saúde e com médico de família, situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%).

O coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, explicou à agência Lusa que este estudo é um ponto de partida importante, uma vez que se trata de uma análise de larga escala que permite ter elementos estatísticos a nível nacional que possibilitem uma intervenção mais dirigida.

In Jornal Destak online
15 | 04 | 2015 07.08H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

63: Avanço na luta contra doenças cardíacas

 

Universidade de Coimbra

Uma equipa de investigadores de Coimbra identificou um novo mecanismo responsável por falhas de comunicação entre células do coração que pode estar na origem das doenças cardíacas, foi hoje anunciado.

A investigação, liderada pelo bioquímico Henrique Girão e publicada na revista “Molecular Biology of the Cell”, permitiu descobrir um mecanismo que leva à diminuição ou falta de comunicação entre as células, desregulando o normal batimento cardíaco.

Esse desregular do batimento cardíaco acaba por ter implicações importantes no desenvolvimento de doenças, como a coronária, insuficiência cardíaca, arritmias e enfarte.

Os estudos realizados demonstram que a “ubiquitina assume o papel principal na degradação da conexina43 (Cx43), a proteína que assegura a comunicação rápida e eficaz entre a maioria das células, contribuindo para o normal funcionamento de órgãos e tecidos”, refere uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra (UC).

“Trata-se de proteínas muito importantes no coração, são como que canais que permitem a comunicação eficiente entre as diferentes células do coração, o que é importante para que ele bata de forma regulada e controlada”, disse à Lusa o investigador.

No caso do coração, os canais de comunicação intercelular “asseguram a propagação rápida de um sinal que está na origem do batimento”, ou seja, as alterações nessa comunicação, mediada pela Cx43, poderão estar na origem de doenças cardíacas.

No fundo, o que os investigadores da Universidade de Coimbra identificaram foi “o mecanismo responsável pela remoção da Cx43 da membrana das células, e posterior eliminação, resultando numa diminuição, ou ausência, da comunicação entre as células”.

Segundo Henrique Girão, a grande novidade do estudo foi “demonstrar que uma via de degradação denominada autofagia participa na degradação da conexina43 presente na membrana plasmática das células, e que a ubiquitina tem um papel regulador neste processo”.

Os resultados alcançados “podem ter um impacto grande” ao nível do tratamento, porque – explicou o investigador à Lusa -, uma vez identificado o mecanismo responsável pela desregulação da comunicação intercelular, “se inibirmos a autofagia talvez o tal coração em isquemia consiga prevenir algumas das alterações que seriam nocivas” para o órgão.

Nesse sentido, “abre-se caminho para o desenvolvimento futuro de novas abordagens terapêuticas que previnam ou impeçam a eliminação destes canais de Conexina43” e, deste modo, assegurem uma correta comunicação entre as células, disse.

O estudo foi realizado recorrendo a células em cultura e irá agora prosseguir em ratos sujeitos a isquemia cardíaca, de forma a avaliar o impacto da descoberta.

O objectivo é também perceber como é que as alterações da comunicação intercelular contribuem para o aparecimento de outras doenças, como o cancro e a diabetes, afirma o investigador do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem — IBILI.

O estudo conta com a colaboração de cardiologistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de uma investigadora da Universidade de Einstein, Nova Iorque, e de um grupo de cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia.

In Diário de Notícias online
21/05/2012

60: Substituto de sal com 0% de sódio à venda nas farmácias

 

Bonsalt é o primeiro substituto do sal com 0% de sódio, distribuído exclusivamente nas farmácias e parafarmácias. Desenvolvido para hipertensos e pessoas com restrições de sódio na sua alimentação, Bonsalt é adequado para crianças, jovens e adultos e posiciona-se como uma alternativa saudável que promove o bem-estar e a saúde, acaba de anunciar a farmacêutica Angelini.

A Angelini escolheu Maio, o Mês do Coração, para o lançamento do novo produto, o primeiro substituto do sal com 0% de sódio.

Bonsalt foi desenvolvido para quem tem restrições de sódio na alimentação, como é o caso de hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares, e pode ser adoptado por todas as pessoas que queiram um estilo de vida saudável e sem sal.

João Paulo Guimarães, director clínico da Angelini contextualiza a situação nacional, afirmando que «o consumo excessivo de sal tem efeitos gravíssimos e a grande maioria das pessoas até sabe disso mas, ou não se apercebe que consome sal em excesso, ou minimiza as consequências».

Segundo o INE, a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares e a hipertensão é um dos principais factores de risco para estas doenças.

Quase metade da população adulta sofre de hipertensão. Para agravar a situação, o consumo médio diário de sal é de 12g, quando a recomendação da OMS é de 5g por dia.

No que se refere à meta que a Angelini definiu para este sal com 0% de sódio, o responsável explica que «Bonsalt pretende ajudar a mudar os hábitos das pessoas, à semelhança do que aconteceu há uns anos com os adoçantes, que hoje fazem parte da rotina de muitas pessoas. Bonsalt é um produto que não provoca os efeitos nocivos do consumo excessivo de sal e tem esta característica de manter o sabor da comida, que é um aspecto importante para quem tem mesmo de abdicar de uma alimentação com sódio. Representa uma importante melhoria de vida para estas pessoas».

Bonsalt é um sal sem sódio, composto por potássio, que se apresenta como um benefício para quem se vê obrigado a ter uma alimentação insossa a recuperar o sabor dos alimentos e a voltar a ter prazer de comer, promovendo o bem-estar e a saúde.

Também como medida de prevenção, para quem pretenda evitar o aparecimento de doenças como a hipertensão e outras doenças de ordem cardiovascular, permite uma dieta com baixo consumo de sal.

Tem uma aparência semelhante ao sal de mesa e o sabor familiar do sal com sódio e utiliza-se do mesmo modo, na cozinha ou à mesa.

Encontra-se em embalagens de 85g, com um preço recomendado de 3,90 euros.

In Diário Digital online
14/05/2012 | 14h59

– 1.- Gostava era de saber a composição deste sal sem sódio… Pode fazer bem por um lado mas…
2.- Continuam a estar fora do alcance de muitas bolsas, o custo destes produtos, ou seja, se realmente este produto é eficaz naquilo que publicita, apenas os ricos têm acesso a ele… € 3,90 (780$00) por 85g de um substituto do sal?

56: Estudo revela que romã é viagra natural

 

Investigação revela que sumo do fruto faz aumentar níveis de testosterona

Romã provoca aumento da testosterona

Há já algum tempo que se sabe que a romã tem benefícios para a saúde, quer pelo facto de ajudar a reduzir a pressão arterial quer por poder ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares. No entanto, um novo estudo da Universidade Queen Margaret, na Escócia, vem agora revelar que este fruto é também um viagra natural.

Na investigação, agora publicada pelo jornal ‘Daily Mail, foi avaliado o comportamento de 58 homens e mulheres, com idades entre os 21 e os 54 anos, que, ao longo de duas semanas, beberam um copo de sumo de romã. Os resultados mostram que, após este período, se verifica um aumento de testosterona que pode variar entre 16 e 30 por cento.

Segundo a equipa de investigadores, se a testosterona aumenta também o desejo sexual aumenta.

Mas uma dose diária de sumo de romã não traz apenas benefícios a nível sexual. O mesmo estudo revela que os sentimentos negativos, como a tristeza ou o medo, sofrem uma diminuição.

A investigação confirma, assim, que o sumo deste fruto pode substituir o viagra, sem trazer consequências para a saúde.

In Correio da Manhã online
10/05/2012 | 13h26

32: Algarve: Salinas abandonadas escondem erva gourmet

 

Um grupo de investigadores de um instituto universitário algarvio está a estudar o cultivo sustentável de uma planta anti-hipertensão, que substitui o sal e tem muita procura no mundo gourmet, mas ainda é vista na região como uma praga.

Para muitos, esta erva é uma ilustre desconhecida, considerada uma erva daninha ou praga, mas em alguns países da Europa tem o estatuto de gourmet e é utilizada por chefs em restaurantes de luxo como substituto do sal em saladas ou mesmo em pratos mais complexos, como produto fresco ou em conserva (picles).

A salicórnia, também conhecida por sal verde ou espargos do mar, é uma erva que cresce normalmente nos sapais (salinas), sendo altamente tolerante ao sal, com a particularidade de ser salgada.

“Com este projecto pretendemos desenvolver um sistema de cultivo sustentável de salicórnia e outras plantas do género e conseguir rentabilizar e conservar os recursos existentes nas salinas”, explica à Lusa Erika Santos, bióloga e coordenadora do projecto ‘Cultivo Sustentável de Halófitas na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Sto. António’.

Actualmente o valor económico das salinas artesanais passa apenas pela produção de sal e, segundo a bióloga, o cultivo de plantas locais é esquecido, bem como as suas potencialidades comerciais.

“Poderia ser uma aposta no desenvolvimento regional”, garante Erika Santos, lamentando as inúmeras ervas subaproveitadas e o crescente abandono de salinas no Algarve, “que constitui também um risco ambiental para a avifauna.”

Algumas destas ervas são também utilizadas em rações para animais em países como a França, Inglaterra ou Israel e ainda podem ter “aplicações farmacêuticas e cosméticas, ou seja, podem servir vários segmentos económicos”, acredita a investigadora.

Contudo, “em Portugal este recurso não está explorado nem é muito conhecido e a informação sobre estas ervas é escassa”, lamenta a bióloga, que sublinha a necessidade de desenvolver acções de gestão e conservação deste recurso natural e espontâneo.

Actualmente o grupo de investigadores do Instituto Afonso III, em Loulé, em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade encontra-se a identificar as ervas do sapal, a caracterizar as condições ambientais em que se desenvolvem e a estudar os melhores processos de propagação e viabilidade económica do seu cultivo.

O projecto vai ser apresentado a 18 de maio, durante um seminário em Castro Marim, para cativar intervenientes locais, divulgar os resultados do projecto e explicar como pode este produto, favorável à saúde, dinamizar vários sectores e promover a economia regional.

O projecto está incluído na estratégia de eficiência colectiva PROVERE Âncoras do Guadiana, uma iniciativa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (fundos comunitários), e é cofinanciado pelo programa PO Algarve 21 (Programa Operacional).

In SOL online
Lusa / SOL
19 de Fevereiro, 2012

12: É hipertenso?

 

Saiba se pode tomar medicamentos de venda livre para as constipações

De um modo geral, os medicamentos que se destinam a aliviar os sintomas de constipações possuem uma composição complexa, isto é, possuem mais do que uma substância activa.

Os mais comuns possuem uma substância com propriedades analgésicas e antipiréticas (para a febre), uma substância anti-histamínica (antialérgica) e uma substância descongestionante nasal.

O analgésico antipirético destina-se a aliviar as dores corporais e a febre que podem acompanhar a constipação, o anti-histamínico alivia a rinorreia (corrimento nasal), sintoma habitual na constipação, e o descongestionante alivia a congestão nasal, vulgarmente designado por «nariz tapado ou entupido».

Acontece que este descongestionante alivia a congestão nasal pelo seu efeito vasoconstritor, o que, por consequência, pode ocasionar aumento da pressão arterial.

Nestas condições, os medicamentos que possuem vasoconstritores para aliviar a congestão nasal não devem ser tomados por doentes hipertensos, dado o risco de descompensarem a pressão arterial, isto é, o doente pode apresentar aumento da pressão arterial mesmo que mantenha o seu tratamento habitual.

Assim, recomenda-se que um doente com hipertensão não tome medicamentos para a constipação que possuam o vasoconstritor.

Texto: Maria Augusta Soares (professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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