316: Uma vacina contra a gripe (mas sem agulha)

 

PAHO / WHO

Os cientistas têm estudado formas de tornar a vacinação menos dolorosa e livre de agulhas. Uma nova tecnologia alcançou eficácia suficiente para que possa agora ser utilizada em massa.

Um artigo científico, recentemente publicado no Journal of Investigative Dermatology, aborda uma invenção que, para aqueles que temem as agulhas, é uma excelente notícia: o potencial de substituir o método actual de vacinação com agulhas por adesivos, que dispensam a aplicação por um profissional da saúde.

Benjamin L. Miller, professor de dermatologia no Centro Médico da Universidade de Rochester no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, adianta que o próximo passo é testar estes adesivos em seres humanos.

Segundo os cientistas, desenvolver uma tecnologia capaz de transportar grandes moléculas pela pele é um enorme desafio, uma vez que a derme tem como principal objectivo manter os agentes estranhos fora do corpo, impedindo a sua entrada.

A co-autora do artigo, Lisa Beck, descobriu que a proteína claudin-1 induz a fortificação da barreira e, por outro lado, reduz a permeabilidade da pele.No entanto, apesar da descoberta, era também preciso criar um cenário em que a barreira fosse rompida apenas por tempo suficiente para libertar as proteínas contra a gripe.

Depois de várias experiências conduzidas em ratos de laboratório, a equipa conseguiu criar a versão ideal do adesivo, de modo a que a vacina fosse “injectada” na derme, ao mesmo tempo que a barreira continuava a fazer o seu trabalho de protecção contra agentes indesejados.

“Quando aplicamos o adesivo com o peptídeo (que inibe a claudin-1), a pele do rato tornou-se permeável por um curto período de tempo. Mas assim que o adesivo foi removido, a barreira da pele começou a fechar-se. Após 24 horas, a pele voltou ao normal – o que é uma óptima notícia do ponto de vista de segurança”, explicou outro co-autor do artigo, Matthew Brewer, citado pelo Science Daily.

Embora sejam eficazes, as vacinas implicam que sejam profissionais de saúde especializados a aplicá-las na nossa pele, o que causa muitas barreiras à vacinação, nomeadamente em países em vias de desenvolvimento.

Segundo Lisa Beck, estes países não têm dinheiro nem mão de obra suficiente para vacinar população inteiras. “Além disso, há uma aversão aos cuidados de saúde em muitas dessas comunidades. Uma agulha é dolorosa, é invasiva e dificulta as coisas quando lida com um viés cultural que tem resistências à medicina preventiva.”

Neste contexto, um adesivo contra a gripe seria uma excelente solução – e uma forma não invasiva – de proteger um grande número de pessoas.

Ainda assim, há muito trabalho pela frente. A equipa quer realizar mais estudos em animais, para optimizar a quantidade de tempo que o adesivo deve permanecer em contacto com a pele, de forma a aumentar adequadamente a resposta imune. Além disso, os cientistas querem realizar testes em seres humanos.

Se o adesivo for eficaz em pessoas, poderá tratar qualquer tipo de doença para a qual já existe uma vacina.

ZAP //

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

268: Curar a gripe sem medicamentos? É possível e aconselhado

 

© iStock Curar a gripe sem medicamentos? É possível e aconselhado

Foi em Janeiro que se deu o maior número de casos de gripes. Contudo, a temperatura a ficar mais amena não é motivo para que passemos directamente para modo quase-primavera, algo que por vezes acontece e leva a mais um esfriado que nos deixa fechados em casa e de pingo no nariz. Uma realidade ainda mais comum nos momentos em que a temperatura desde repentinamente quando ninguém estava à espera.

Nariz tapado, secreção nasal, dores de garganta, tonturas, febre, dor muscular são alguns dos sintomas da gripe, que não devem ser ignorados mas que não carecem, numa primeira fase, de tratamento por medicação. A defender uma cura mais natural, o espanhol El Confidencial aponta algumas mezinhas caseiras por que deve optar – a acompanhar de bastante descanso e muita hidratação, é claro.

Canja: Este é um prato com efeitos anti inflamatórios. Uma investigação realizada no Japão garante que a canja de galinha ajuda a reduzir a pressão arterial. Já o Centro Médico da Universidade de Nebrasca aponta que este preparado dificulta o movimento de células do sistema imunitário que se mantêm em zonas infectadas do corpo, onde destroem vírus e bactérias.

Mel: Vários estudos analisam os benefícios do mel enquanto ingrediente que reduz a rapidez com que o vírus da gripo se reproduz. Misturada com limão, vai humedecer e suavizar a garganta. Pelo contrário, o conhecido leite com mel e limão não é aconselhado, uma vez que o leito propicia a produção de mucosas.

Gengibre: Diz o El confidencial que este é o maior aliado contra o frio. As suas propriedades anti inflamatórias e expectorantes fazem deste o melhor alimento contra qualquer infecção anti respiratória.

Vitamina D: embora um ponto mais vasto que os outros ‘medicamentos’ referidos, cuidar da alimentação tendo em vista a presença de vitamina D é importante, já que reduz em 50% a probabilidade de apanhar infecções respiratórias. Ovos, peixe, azeite ou frutos do bosque são alguns dos alimentos onde a vai encontrar.

MSN lifestyle

Notícias ao Minuto
25/02/2018

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204: Guia para enfrentar a gripe

 

Quando meio País está a fungar e o pico da epidemia prestes a ser atingido, saiba o que fazer para passar pela doença sem traumas. A VISÃO dá-lhe as respostas para as perguntas mais frequentes

visao30012015COMO SABER SE TENHO GRIPE?

No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreia) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos do adulto.

A GRIPE É MAIS SEVERA ESTE ANO?

Até agora, o vírus que predomina, nas amostras analisadas pelo Instituto Nacional de Saúde, tem sido do tipo B, que causa infecções mais suaves. No entanto, em 32% dos casos a infecção foi causada pelo subtipo A (H3), um vírus associado a taxas de internamento mais elevadas e a maior mortalidade em idosos e crianças com patologias crónicas. Além disso, a maior parte das estirpes A em circulação não estão contempladas na vacina da gripe. O Influenza sofreu mutações e ‘fintou’ as previsões dos especialistas, feitas no final do inverno passado. De qualquer modo, uma pessoa vacinada tem sempre alguma protecção.

QUANDO SERÁ ATINGIDO O PICO?

A epidemia de gripe foi declarada, em Portugal, há três semanas. O pico deverá ser atingido no início de Fevereiro. No último boletim, divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde, a incidência era de 122,4 casos por cem mil habitantes e havia 29 pessoas internadas nos cuidados intensivos por infecção pelo Influenza.

COMO EVITÁ-LA?

De Novembro a Março, no hemisfério norte, é sempre época de gripe. A melhor forma de escapar é: vacinar-se, evitar o contacto com pessoas contaminadas e lavar as mãos com frequência.

QUAL O PERÍODO DE CONTÁGIO?

Um dia antes de surgirem os sintomas e até sete dias depois de terem começado, há risco de contágio. Os vírus espalham-se pela tosse, espirros e material usado pelos engripados, como os lenços de papel, ou superfícies com que tenham estado em contacto.

A VACINA DA GRIPE PROVOCA SINTOMAS DA DOENÇA?

Não. A vacina contém vírus inactivados, que não podem causar a doença. Algumas pessoas manifestam, no entanto, dores musculares e febre ligeira.

POR QUE RAZÃO A VACINA DEVE SER TOMADA TODOS OS ANOS?

No final de Fevereiro, a Organização Mundial de Saúde, em colaboração com especialistas de todo o mundo, estima quais as estirpes que serão dominantes na época de gripe seguinte. A vacina inclui normalmente dois vírus de tipo A e um de tipo B. Todos os anos, as estirpes circulantes mudam. Além disso, a imunidade conferida pela vacina não dura a vida toda, ao contrário da imunidade natural, adquirida quando se tem a doença. Devem ser vacinadas as pessoas com mais de 65 anos e os doentes crónicos, com asma ou diabetes.

DEPOIS DE TER TIDO GRIPE, JÁ NÃO VOLTO A TER ESTE ANO?

Pode voltar a ter. Todos os anos, há várias dezenas de estirpes do vírus em circulação. Só fica protegido contra aquela que lhe causou a doença. Ou seja, pode ser infectado por uma estirpe diferente.

VALE A PENA TOMAR VITAMINA C?

Um estudo feito em 2010 veio clarificar a crença antiga de que a vitamina C ajuda a tratar gripes e constipações. O antioxidante não evita as constipações, no entanto, diminui num dia ou dois a duração das mesmas. De qualquer modo, isto só acontece preventivamente. Começar a tomar vitamina C depois dos primeiros sintomas não faz diferença nenhuma. Só quem pratica desporto muito intenso, como os maratonistas, é que apresenta um benefício claro na toma.

TER FEBRE É MAU?

A subida da temperatura corporal é sinal de que o sistema imunitário está a trabalhar para eliminar a infecção. Havia a ideia de que a febre impede os micróbios de se desenvolverem. Um estudo recente, feito no Instituto americano Roswell Park Cancer, veio clarificar o assunto: A temperatura elevada ajuda o nosso sistema imunitário a trabalhar mais e melhor, aumentando a produção e actividade de um tipo de linfócitos, capaz de destruir células infectadas por vírus e até células tumorais. De qualquer modo, a recomendação continua a ser tomar antipiréticos caso haja um grande desconforto.

A GRIPE TRATA-SE COM ANTIBIÓTICOS?

A gripe é uma infecção viral, causada pelo vírus Influeza, e cabe ao sistema imunitário combatê-lo. Em alguns casos, de pessoas com sistema imunitário mais frágil ou com patologias crónicas, pode ser necessário tratar a gripe com um dos dois anti-virais disponíveis no mercado. Os antibióticos servem exclusivamente para tratar infecções causadas por bactérias. O que acontece, por vezes, é a gripe baixar as defesas do organismo, abrindo a porta à entrada de bactérias que causam otites ou pneumonias – que exigem, de facto, antibiótico.

COMO A DISTINGUIR DE UMA CONSTIPAÇÃO?

Os vírus que causam uma a outra são diferentes. As constipações vão-se instalando aos poucos, com nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. A gripe surge de forma repentina e normalmente obriga a ‘ir à cama’ durante dois a três dias. As complicações da gripe podem levar ao internamento hospitalar. O diagnóstico é feito a partir dos sintomas. No entanto, em alguns casos, por questões de saúde pública, para se conhecer as estirpes circulantes, ou em pacientes com complicações, pode ser colhido material biológico, na orofaringe, por exemplo, que permite identificar o vírus mediante testes de laboratório.

COMO ENFRENTAR GRIPES E CONSTIPAÇÕES?

A regra básica é reduzir o desconforto. Fique em repouso, em casa, para limitar o contágio e ajudar o corpo a combater a infecção. Mantenha-se hidratado, bebendo muita água e sumos de fruta. Isto ajuda o sistema imunitário a combater a infecção e a repor os fluidos perdidos pelo nariz e tosse. Evite café, bebidas gaseificadas ou energéticas. O álcool também deve ser evitado já que causa desidratação. Use soluções salinas, como soro fisiológico, não fume e evite locais com fumo. Tome paracetamol e ibuprofeno para reduzir o mal estar, a febre e as dores do corpo. Lave as mãos com frequência e reduza os contactos sociais. Em caso de dúvida, ligue para a Saúde 24 (808 24 24 24). Se os sintomas não melhorarem ao fim de cinco a sete dias, consulte o médico.

QUANTO É QUE SE GASTA EM PORTUGAL PARA TRATAR ESTAS INFECÇÕES?

De acordo com os dados da consultora IMS Health, os portugueses gastaram quase três milhões de euros só no mês de Dezembro em paracetamol -o medicamento mais vendido no segmento designado como produtos para constipações. Logo a seguir vêm os anti-histamínicos, com dois milhões de euros.

QUAL TEM SIDO O IMPACTO DA GRIPE NA LINHA DE SAÚDE 24?

A linha de saúde pública foi reforçada, tendo sido criado um centro de atendimento para síndrome gripal, em Coimbra, a 26 de Janeiro. Em 2015, as queixas mais comuns têm sido: cefaleia, diarreia, dor abdominal, dor torácica, problema nasal, problema no ouvido, problemas da orofaringe, problemas urinários, tosse e vómito. A média diária de chamadas atendidas, em 2014, foi de 1 800. Agora está nos 2 200, e com tendência a subir.

O INFLUENZA PODE MATAR?

Nas primeiras semanas do ano, ocorreram mil mortes acima do esperado, o que a Direcção Geral da Saúde atribui ao frio e à epidemia de gripe. Estes factores levam a que os doentes crónicos, cardíacos ou diabéticos, bem como os idosos, entrem em descompensação. Todos os anos, morrem à volta de 1 500 pessoas por causa da gripe.

Jornal Visão online
14:36 Quinta feira, 29 de Janeiro de 2015
Sara Sá (artigo publicado na VISÃO 1143 de 29 de Janeiro)

O que há na vacina da gripe?

 

Dúvidas sobre a sua eficácia, receios dos efeitos secundários e muitos mitos. Mas o que há, realmente, dentro da seringa, quando é administrada a vacina da gripe?

visao03112014A comunidade médica insiste todos os anos na vacinação contra a gripe sazonal, sobretudo dos grupos considerados de risco. Mas, na população, as opiniões dividem-se e as dúvidas são sempre muitas. A revista Wired resume de que é feita uma vacina da gripe.

O vírus da gripe

Todas as vacinas da gripe partem… dos vírus da gripe. Ou melhor, material genético do vírus, envolvido em proteínas, gorduras e antigénios para forçar o sistema imunitário a entrar em ação. Com milhares de possíveis variantes do vírus da gripe em circulação, a Organização Mundial de Saúde analisa informação proveniente de 141 laboratórios em todo o mundo para determinais quais as variantes que têm maior probabilidade de circular, em cada ano. Uma vez que pode demorar mais de seis meses a fabricar a vacina, a OMS escolhe quatro estirpes de cada vez, nove meses antes da época da gripe: dois da estirpe A e dois da B.

Proteína de ovo

Os cientistas injectam os vírus em ovos de galinha fertilizados, de forma a que estes se repliquem. Depois, o fluído alantóide do ovo com o vírus é submetido a centrifugação, juntamente com soluções de sacarose em diferentes concentrações para separar os vírus mais densos das restantes proteínas do ovo. Por isso é que é possível que a vacina contenha vestígios de ovo.

Formaldeído

Sem formaldeído, a vacina não passaria de uma gripe num frasco. É esta molécula hidrossolúvel que impede que o vírus provoque a doença. Uma vacina pode contar até 100 microgramas de formaldeído.

Octilfenol etoxilado

À medida que se replica, o vírus da gripe retira uma parte da membrana gorda do ovo para unir as suas proteínas e material genético. O octilfenol etoxilado é uma espécia de detergente que retira a gordura como se de uma nódoa se tratasse.

Gelatina

Toda a gelatina é feita de colagénio animal. A versão usada na vacina da gripe, para manter os componentes estáveis durante o armazenamento e transporte, tem origem suína. Quem for alérgico a gomas pode ter uma reacção anafilática ao levar a vacina da gripe – um por um milhão de doses administradas.

Timerosal

Muitas pessoas acreditam que este conservante torna a vacina perigosa. Mas o timerosal mantém os frascos multi-dose, usados em alguns países, seguros, sem bactérias e fungos, mesmo depois de várias inserções das agulhas.

In Visão online
16:58 Segunda feira, 3 de Novembro de 2014

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

 

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra

15: Gripe ou constipação?

 

As diferenças entre as duas patologias mais comuns do Outono

Já alguma vez sentiu tosse, o nariz obstruído, cansaço e afirmou ter gripe? Então fique a saber que, apesar de terem um denominador comum – o sentimento de mal-estar generalizado –, estas patologias são distintas.

«A gripe pode desenvolver outras complicações, o que não acontece com a constipação», alerta Cecília Longo, pneumologista. Esclareça as suas dúvidas.

A gripe

Como se transmite?

O vírus influenza transmite-se facilmente pelo ar ou pelo contacto com superfícies contaminadas. Por isso, as medidas do plano de contingência para a Gripe A devem ser mantidas: lavar regularmente as mãos, cobrir a boca ao tossir (com o antebraço) e isolar-se no período de contágio.

Os primeiros sinais

«Uma gripe não complicada começa com cefaleias, febre, tosse, odinofagia (deglutição dolorosa), mialgias com a duração do período de incubação, ou seja, de três a cinco dias», indica Cecília Longo. Se apresentar estes sintomas e mais de 39 graus de febre deve consultar o médico de família, sobretudo «se se sentir demasiado prostrado».

Como prevenir?

A principal medida de prevenção da gripe é a vacinação «que deve ser repetida anualmente sobretudo pelos grupos de risco: crianças, idosos e doentes crónicos», diz a pneumologista, acrescentando que «todas as pessoas com doenças respiratórias têm indicação para fazer a vacina». Mas atenção: durante o período em que está doente, não deverá ser vacinado.

Como tratar?

O tratamento da gripe deve ser individualizado e indicado por um especialista. «Uma gripe pode conduzir a complicações pulmonares (pneumonia), e cardíacas, sobretudo em grupos vulneráveis, como as pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, doenças cardíacas e os diabéticos», diz a pneumologista. Não ignore os sintomas.

A constipação

Como se transmite?

«A constipação é uma doença vírica do aparelho respiratório superior, habitualmente auto-limitada. Vários tipos de vírus podem estar implicados, dependendo do grupo etário e da época do ano», defende Cecília Longo. A transmissão faz-se por gotículas que contêm os vírus e que são libertadas pelo doente ao respirar, tossir ou espirrar.

Os primeiros sinais

Apesar de afectar o nariz e a garganta, ao nível de sintomatologia, as pessoas constipadas não têm febre ne dores no corpo. Estas são as principais diferenças entre as duas patologias.

Como prevenir?

Em geral, «a prevenção das doenças víricas passa pela existência de um sistema imunitário competente – sistema de defesa do organismo – e no caso particular da constipação deve evitar-se o contacto com ar ou lenços contaminados», aconselha.

Como tratar?

A constipação deve ser tratada com um antipirético para alívio dos sintomas. «Quem tem uma constipação vulgar não tem necessariamente de ir ao médico a menos que surja uma complicação, como uma infecção secundária bacteriana (por exemplo: nos seios perinasais, ouvidos)». Nestes casos, «será necessária a realização de um diagnóstico diferencial», conclui.

Texto: Cláudia Pinto com Cecília Longo (pneumologista)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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