375: “Mindfulness” e meditação podem piorar a depressão e a ansiedade

 

SAÚDE/MEDITAÇÃO

(CC0) leninscape / Pixabay

Tanto a mindfulness como a meditação são vistas como práticas que aliviam o stress, mas às vezes podem deixar as pessoas numa situação ainda pior.

Mindfulness é um termo que tem sido traduzido como Consciência Plena, Presença Plena ou Atenção Plena. Pode ser considerado como um processo de auto-regulação da atenção, com o objectivo de trazer uma qualidade da consciência não-elaborativa ao momento presente, dentro de uma orientação de curiosidade, abertura experiencial e aceitação.

É uma prática meditativa que reflete a capacidade humana básica fundamental para prestar atenção a aspectos relevantes da experiência.

Tanto a mindfulness como a meditação são vistas como práticas que aliviam o stress, mas às vezes podem deixar as pessoas numa situação ainda pior.

Naquela que foi a primeira revisão sistemáticas das evidências relativas a esta matéria, uma equipa de investigadores descobriu que cerca de uma em cada 12 pessoas que tentam meditar sentem um efeito negativo indesejado, nomeadamente o agravamento da depressão ou da ansiedade.

“Para a maioria das pessoas funciona bem, mas sem dúvida tem sido sobrevalorizada e não é universalmente benevolente”, diz Miguel Farias, investigador da Universidade de Coventry e co-autor do estudo, citado pela New Scientist.

Tem havido alguns relatos de pessoas que experienciaram uma degradação da saúde mental após iniciar a meditação, mas ainda não está bem claro com que frequência isso acontece. O estudo foi publicado na versão em papel da revista científica Acta Psychiatrica Scandinavica.

Os investigadores descobriram que cerca de 8% das pessoas que tentam meditação sentem um efeito indesejado. “As pessoas sentiram um pouco de tudo, desde um aumento da ansiedade até ataques de pânico”, diz Farias. Também foram observados casos de psicose ou pensamentos suicidas.

A psicóloga Katie Sparks explica que esta percentagem pode estar inflacionada devido a pessoas que fazem meditação devido a uma depressão ou ansiedade não diagnosticadas. Às vezes, quando as pessoas tentam acalmar os seus pensamentos, a mente pode “rebelar-se”, explicou Sparks.

Isto não significa que as pessoas devem parar de experimentar a técnica, realça a especialista, mas em vez disso, devem optar por sessões de meditação guiada, conduzidas por um professor ou uma aplicação com uma narração gravada.

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ZAP //

Por ZAP
19 Agosto, 2020

 

 

370: Curados de covid-19 mais expostos a depressão, insónia e ansiedade, revela estudo

 

SAÚDE/COVID-19

GovBogotá / Fotos Publicas

As pessoas que recuperaram da covid-19 estão a revelar crescentes desordens psiquiátricas, como ansiedade, depressão, sintomas compulsivos e stress pós-traumático, segundo um novo estudo italiano.

Segundo o estudo, realizado no hospital San Raffaele, em Milão, mais de metade dos 402 pacientes monitorizados depois do tratamento à covid-19 evidenciaram pelo menos uma dessas desordens, avançou na segunda-feira o Guardian. Os participantes – 265 homens e 137 mulheres – foram observados durante mês depois de terem alta.

“Ficou imediatamente claro que a inflamação causada pela doença podia também ter repercussões a nível psiquiátrico”, disse Francesco Benedetti, responsável de investigação da unidade de psiquiatria e psicobiologia clínica do hospital de San Raffaele, um dos autores do estudo, publicado no Brain, Behaviour and Immunity.

A equipa identificou stress traumático em 28% dos pacientes, depressão em 42%, insónia em 40% e sintomas obsessivo-compulsivos em 20%. As mulheres ficaram mais expostas a ansiedade e depressão. “A hipótese que colocamos é que isto se pode dever às diferentes formas de funcionamento do sistema imunitário”, referiu Francesco Benedetti.

Pacientes com sintomas ligeiros de infecção podem ter desordens cerebrais graves e, segundo os investigadores, com repercussões psíquicas mais sérias do que os doentes que foram hospitalizados.

Esses efeitos podem ser originados pela resposta do sistema imunitário ao vírus, pelo stress psicológico associado ao estigma, pelo isolamento social e pela preocupação em infectar outras pessoas, revelou ainda o estudo.

ZAP //

Por ZAP
4 Agosto, 2020

 

 

266: Ansiedade pode ser sinal precoce de Alzheimer

 

35miller / Flickr

Sintomas de ansiedade crescente podem ser um sinal precoce de Alzheimer, anos antes do comprometimento cognitivo ser evidente, sugere um novo estudo.

Há muito que os investigadores estudam os factores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolver Alzheimer, incluindo condições neuro-psiquiátricas como depressão. Agora, os cientistas dizem que sintomas de ansiedade podem ser um marcador dinâmico da doença numa fase inicial.

“Em vez de olhar para a depressão como a pontuação total, olhamos para sintomas específicos como a ansiedade“, explica a psiquiatra geriátrica Nancy Donovan do Bigham and Women’s Hospital, em Boston, nos EUA.

“Quando comparado com outros sintomas da depressão como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram ao longo do tempo nos pacientes com níveis mais altos de beta amilóide no cérebro”.

A beta amilóide é uma proteína que está compreensivelmente ligada ao Alzheimer, acumulando-se no cérebro em aglomerados que formam placas e perturbam a comunicação entre neurónios.

Essa interrupção é considerada a principal culpada por trás do comprometimento cognitivo do Alzheimer, mas isso poderia também estar implicado na fase pré-clínica da condição, potencialmente até 10 anos antes do declínio da memória ser diagnosticado.

Donovan e outros investigadores examinaram dados do “Harvard Aging Brain Study“, um estudo observacional com a duração de cinco anos a 270 homens e mulheres saudáveis com idades entre os 62 e os 90 anos sem desordens psiquiátricas activas.

Entre outros testes, os participantes foram submetidos a exames ao cérebro e anualmente os cientistas analisavam uma potencial depressão. com o decurso do estudo, a equipa encontrou níveis de beta amilóide mais altos nos cérebros associados a sintomas de ansiedade crescente no córtex cerebral.

“Isto sugere que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação precoce de Alzheimer”, explica Donovan. “Se as próximas investigações fixarem a ansiedade como um indicador precoce, seria importante não só para identificar pessoas cedo com Alzheimer, mas também no sentido de tratar e prevenir o desaceleramento e prevenção do processo da doença”.

Neste ponto, os investigadores reconhecem que há muito por saber sobre como ocorre esta associação entre a ansiedade e a beta amilóide – e vale a pena reforçar que serão necessários acompanhamentos longitudinais para verificar se os participantes mostram agudização da ansiedade quando desenvolvem o Alzheimer.

ZAP // Science Alert

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