385: Consumo de alimentos ultra-processados favorece o envelhecimento

 

 

SAÚDE/ENVELHECIMENTO

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O consumo frequente de alimentos industrializado ultra-processados favorece o envelhecimento biológico, sugere uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Navarra, em Espanha.

Em comunicado, citado pelo portal Eureka Alert, a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade revela os resultados da investigação, que serão apresentado na Conferência Internacional sobre Obesidade (ECOICO 2020), entre 1 e 4 de Setembro.

De acordo com o estudo, uma dieta que inclua o consumo frequente destes produtos, que incluem refeições pré-preparadas, bolachas e refrigerantes, faz com que as células humanas envelheçam mais rápido, potenciando o envelhecimento.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas mediram um marcador de envelhecimento biológicos – os telómeros – de 886 espanhóis com mais de 55 anos, tendo em conta o seu conta o seu consumo diário de alimentos ultra-processados.

Tal como explica a agência noticiosa AFP, os telómeros são estruturas protectoras que preservam a estabilidade e integridade do património genético e, portanto, do ADN necessário para o funcionamento de cada célula do corpo.

À medida que envelhecemos, estes componentes ficam mais curtos, uma vez que cada vez que uma célula se divide, esta perde uma parte do telómero.

Este processo repete-se, culminando no envelhecimento biológico das células, que deixam, então, de se dividir e funcionar normalmente.

Partindo deste marcador, a equipa, liderada por Lucía Alonso-Pedrero, concluiu que as pessoas que consumiam mais de três porções diárias de alimentos processados ​​tinham quase o dobro do risco de ter telómero curtos, quando comparadas com pessoas que consumem estes alimentos com menos frequência.

Outra patologias associadas

Apesar de reconhecerem que são necessários mais estudos para confirmar uma correlação directa entre uma dieta rica em alimentos processados e o envelhecimento, os cientistas frisam que já existem investigações que associam doenças graves, como a hipertensão, a obesidade, depressão, dia bates ou cancro, a estes alimentos.

Os cientistas observaram ainda que os participantes que consumiam mais produtos ultra-processados ​​eram mais susceptíveis a ter histórico familiar de doenças cardiovasculares e outras patologia.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada American Journal of Clinical Nutrition.

ZAP //

Por ZAP
6 Setembro, 2020

 

349: O segredo para aumentar a sua esperança de vida pode estar escondido na cozinha

 

SAÚDE

danicuki / Flickr

O azeite na dieta mediterrânea pode ser a chave para melhorar a sua esperança de vida e mitigar doenças relacionadas com o envelhecimento.

Nos Estados Unidos, a dieta mediterrânea é um dos planos de alimentação saudável mais recomendados pelas Directrizes Dietéticas oficiais para promover saúde e prevenir doenças crónicas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também reconhece esta dieta como um padrão alimentar saudável e sustentável.

Um recente estudo, levado a cabo por investigadores da Universidade de Minnesota e da Ionis Pharmaceuticals, nos Estados Unidos, sugere que a gordura do azeite extra-virgem aumenta a vida útil e previne doenças relacionadas com o envelhecimento.

A dieta mediterrânea é caracterizada por uma abundância de alimentos vegetais (frutas, vegetais, cereais e legumes) e o azeite é a principal fonte de gordura. Os lacticínios devem ser consumidos em quantidades baixas a moderadas, enquanto que a carne vermelha deve ser consumida apenas em pequenas quantidades.

Apesar de esta investigação concluir que o azeite aumenta a longevidade e previne doenças, Doug Mashek, principal autor do estudo publicado na Molecular Cell, alerta que consumir esta gordura “não é o suficiente para obter todos os benefícios” para a saúde.

De acordo com o Sci-News, o artigo científico sugere que os efeitos do consumo de azeite extra-virgem são potencializados quando combinados com menor ingestão calórica e exercício físico.

O próximo passo é testar estes benefícios em seres humanos, com o objectivo de desenvolver novos fármacos ou adaptar os regimes alimentares para melhorar a saúde, tanto a curto quanto a longo prazo.

“Queremos entender a biologia e depois traduzi-la para seres humanos, na esperança de mudar o paradigma da saúde, no qual alguém vai a oito médicos diferentes para tratar os oito diferentes distúrbios”, rematou Mashek.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2020

 

246: O cérebro controla quanto tempo vivemos (e pode reverter o envelhecimento)

 

Investigadores do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, testaram com sucesso um novo procedimento em cobaias, que poderia permitir controlar e prevenir doenças relacionadas com a idade e até mesmo o próprio envelhecimento.

Num artigo publicado esta quinta-feira na revista Nature, uma equipa de investigadores norte-americanos anuncia ter descoberto o papel crucial que o hipotálamo, a região do cérebro responsável pelos processos hormonais e metabólicos do corpo, desempenha no envelhecimento do organismo.

“A nossa pesquisa mostra que o número de células estaminais neurais hipotalâmicas diminui naturalmente ao longo da vida, e esse declínio acelera o envelhecimento”, diz o autor principal do artigo, Dongsheng Cai.

Mas segundo descobriram os autores do estudo, o processo não é irreversível.

Para descobrir se o desaparecimento de células estaminais foi causado por ou devido ao envelhecimento, os investigadores injectaram uma toxina nas cobaias, que matou 70% de suas células estaminais neurais.

“Esta ruptura aumentou muito o envelhecimento em comparação com as cobaias de controle, e os animais com células estaminais interrompidas morreram antes do tempo expectável”, explica Cai.

Numa segunda experiência, os investigadores implantaram células estaminais prontas a se transformarem-se em neurónios novos no cérebro de cobaias mais velhas, e isso prolongou a vida das cobaias em 10 a 15%, mantendo-as fisicamente e mentalmente em forma durante vários meses.

Anteriormente, outros investigadores sugeriram o papel do hipotálamo no envelhecimento – embora nunca antes a hipótese tenha sido validada com tanta clareza.  A equipa de Dongsheng Cai parece ter encontrado o elo perdido, que poderia impulsionar significativamente a pesquisa na área.

“É um avanço. O cérebro controla quanto tempo vivemos”, diz David Sinclair, investigador da Harvard Medical School.

Segundo Dongsheng Cai, o próximo passo é testar o procedimento em seres humanos, e a equipa quer iniciar ensaios clínicos em breve, mas os resultados poderão demirar algum tempo a surgir. “Os humanos são mais complexos”, diz Cai.

As pesquisas no campo do envelhecimento aumentaram ao longo dos últimos anos, à medida que a ideia de que envelhecer é uma doença que pode e deve ser curada é cada vez mais aceite. E, sem nenhuma surpresa, muitos destes tratamentos potenciais têm base em alguma função do cérebro.

// HypeScience / Futurism

Zap-aeiou
04/08/2017

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