311: Leituras de glicemia

 

Este post serve de ALERTA para todos os diabéticos do tipo 1, que utilizam o sistema de medição da glicemia por sensor/leitor dos laboratórios Abbott, sob a designação de FreeStyle Libre.

E porque este tipo de episódios já não é a primeira, nem a quinta vez que acontecem, transcrevo o e-mail que enviei ao médico dela (Endócrinas):

Boa tarde sr. Doutor

Serve o presente para informá-lo, uma vez mais, que o sistema de medição de glicemia da minha filha é uma autêntica máquina de ganhar dinheiro, apenas isso, porque quanto a fiabilidade e confiabilidade, é igual a ZERO!

Referencio esta situação que já aconteceu várias vezes anteriormente porque devem existir muitos diabéticos a utilizarem este sistema por ser prático mas só e apenas por isso.

Esta madrugada, cerca das 06:00 horas, fui medir a glicemia à Vera e o leitor deu LO, ou seja, pela indicação do laboratório ABBOTT, é uma medição (não medida) que se encontra abaixo de 40mg/dl. E a hipoglicemia verifica-se a valores iguais ou inferiores a 70mg/dl (APDP). E segundo informação desta APDP (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal), saber tratar uma hipoglicemia é extremamente importante para evitar complicações graves que podem advir, como o coma hipoglicemico.

Ora, a medição efectuada hoje pelas 06:00 horas, não correspondeu à realidade dos valores, quando medidos directamente pelo sistema de bolha de sangue e palheta e mais grave ainda, por isso a minha referenciação, quando esses valores foram obtidos pelo mesmo leitor apenas com a diferença que o LO foi via sensor e 106 por palheta e feita medição imediatamente após a leitura por palheta, continuava a dar LO.

Ora, se LO está abaixo de 40 (até onde o leitor mede), a reacção imediata do cuidador é fornecer açúcar para que esse valor suba. Se afinal a Vera estava com 106, não era necessária essa medida, por isso acordou com 219, que depois baixou.

Ganham-se muitos milhões, neste país e em outros onde o sistema está implantado, à custa dos doentes e da sua saúde com certo perigo para a sua sobrevivência.

Um bom resto de Domingo

Fica então o ALERTA e nunca confiem, em absoluto, quando medições neste sistema situam-se com a situação LO. Façam de seguida uma medição com palheta, via bolha de sangue, se possível com as palhetas que são lidas pelo mesmo leitor do FreeStyle Libre e são gratuitas quando pedidas aos laboratórios Abbott.

Resposta do médico: Pois não é ainda um sistema preciso e nunca será, pois mede o açúcar na pele e não no sangue. É útil se prestar mais atenção à seta da tendência. Em termos globais mostrou ser aceitável mas não é comparável às glicemias.

Esclarecedor, hein? Quantos milhões estes laboratórios não ganham à pala deste produto?

 

241: FreeStyle Libre

 

FreeStyle Libre é “Produto do Ano” na área da Saúde

• TECNOLOGIA INOVADORA ELEITA POR MAIS DE 6.000 CONSUMIDORES
• SISTEMA DE MONITORIZAÇÃO DA DIABETES QUE ELIMINA A NECESSIDADE DA PICADA DE ROTINA NO DEDO*
• EM APENAS ALGUNS SEGUNDOS, FORNECE DADOS SOBRE O NÍVEL ATUAL DA GLICOSE, VALORES ANTERIORES E TENDÊNCIA DE GLICOSE

Sabia que….

O Produto do Ano é o maior e único prémio mundial que elege os produtos que se destacam pela inovação e que conta com o voto directo dos consumidores. Criado em França em 1987, este galardão é atribuído em mais de 35 países de todo o mundo com o mesmo objectivo: guiar os consumidores até aos melhores produtos no mercado e premiar os produtores pela qualidade e inovação.

O sistema Flash de Monitorização da Glicose FreeStyle Libre, foi galardoado com o prémio de “Produto do Ano” na área da Saúde, tendo sido eleito por mais de 6.000 consumidores que o escolheram pela sua inovação tecnológica no controlo e gestão da Diabetes.

O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos* para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos**.

A sua Equipa FreeStyle

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Infelizmente, minha filha é diabética há mais de 15 anos e sempre utilizou as clássicas palhetas com a inevitável picada no dedo para ver os níveis de glicose.

Numa das consultas do seu médico de endócrinas, foi-lhe testado o equipamento acima publicitado. Ao fim de 3 meses, este equipamento não produz resultados fiáveis dado que toda a leitura que se situar abaixo dos 40, apresenta no écran LO.

Ora, LO não é informação correcta, no meu entender, para quem sofre de constantes comas hipoglicémicos, alguns dos quais têm de ter a intervenção do INEM para injectarem glucose na veia e quando pedem quais os valores, não vou indicar que são LO (baixo)…

Mas existem leituras de 43 e 47 que também acusam LO no equipamento o que demonstra que, embora seja um equipamento digital, as leituras variam e não oferecem a confiabilidade que um doente desta natureza necessita.

Em sentido oposto, lê pelo menos até 423 mas ao fazer o teste simultâneo com o equipamento clássico de palhetas, este valor situa-se nos 368. Ora, nesta última situação, a dose de insulina a injectar tem de ser em conformidade com os valores recebidos, o que comprova que as leituras não são confiáveis.

Alertado o médico para esta discrepância de valores entre o equipamento digital e o clássico, foi-me dito que “Quanto aos desvios acho que estão dentro do esperado (o libre ~15% em relação ao laboratório e as tiras <10% tudo somado até 20%)”.

Fica aqui o aviso a quem pretenda utilizar este equipamento – e não estou a dizer para não o fazerem -, mas penso que custando cada sensor a quantia de € 65,85 (portes incluídos) para uma utilização de apenas 14 dias por cada sensor, só para quem tiver um bom orçamento familiar, não esquecendo as discrepâncias entre as leituras dos dois tipos de leitores.

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