Estudo associa aromatizante de pipocas a doença de Alzheimer

 

Um estudo da Universidade de Minnesota (EUA) sugere que o aromatizante que dá o sabor artificial de manteiga às pipocas de micro-ondas pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

O composto diacetil estimula a acumulação de proteínas beta-amiloides, que ajudam a desenvolver a doença.

Os cientistas descobriram que o diacetil pode facilmente penetrar na chamada «barreira sangue-cérebro», que impede que substâncias tóxicas entrem no cérebro.

Além disso, o aromatizante também impediu uma proteína-chave (glioxalase), que protege as células nervosas, de chegar ao cérebro.

Os pesquisadores ressalvam, porém, que a pesquisa concentrou-se em operários altamente expostos ao composto e que é preciso mais estudos. Entretanto, fabricantes de pipoca de micro-ondas estão a retirar o diacetil dos produtos.

In Diário Digital online
13/08/2012 | 10:56

78: Descoberta mutação genética que trava Alzheimer

 

Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que serve de escudo à doença de Alzheimer e à degradação cognitiva causadas pelo envelhecimento, noticiou a revista científica britânica “Nature”.

foto Henriques da Cunha /arquivo jn

Pela primeira vez, foi detectada em idades mais avançadas uma mutação genética relacionada com a Alzheimer, doença degenerativa que afecta sobretudo os idosos.

Uma equipa do centro deCODE Genetics, de Reiquejavique, Islândia, estudou o genoma completo de 1795 islandeses e descobriu uma mutação do gene APP que reduziria até 40% a formação da proteína amilóide em idosos saudáveis.

A proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos doentes, formando placas, e é responsável pelo aparecimento da Alzheimer.

O estudo revelou que a função cognitiva dos idosos entre os 80 e os 100 anos, que tinham a mutação no gene APP, funcionava muito melhor do que a dos que não a possuíam.

“Pelo que sabemos, até agora, [a mutação] representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere proteção forte contra a doença de Alzheimer”, sustenta o coordenador da equipa de investigação, Kari Stefansson.

Segundo os especialistas, a mutação genética permite travar a deterioração cognitiva nos idosos sem Alzheimer.

O investigador islandês Kari Stefansson defende que a Alzheimer pode representar o caso mais extremo da degradação da função cognitiva relacionada com a idade.

Até à data, os cientistas tinham descoberto 30 mutações do gene APP, 25 das quais tidas como causadoras da doença de Alzheimer em idades menos avançadas.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 153 mil pessoas com demência, das quais 90 mil com doença de Alzheimer, de acordo com a associação Alzheimer Portugal.

In Jornal de Notícias online
11/07/2012

74: Manter cérebro activo e curioso atrasa o envelhecimento

 

O médico especialista em Bioética Daniel Serrão defendeu hoje, em Vila Nova de Gaia, que à semelhança do que acontece com o exercício físico deve apostar-se em actividades que mantenham o cérebro activo para atrasar o envelhecimento.

«Manter o cérebro curioso, em curiosidade permanente, faz com que o indivíduo se mantenha ‘activamente vivo’, porque é no cérebro que envelhecemos», afirmou Daniel Serrão, na conferência ‘Seniores – um novo estrato etário e social’, integrada nas Jornadas sobre Envelhecimento Activo, organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Gaia.

Com 85 anos, este investigador frisou que «as articulações podem não funcionar bem, mas não é o envelhecimento corporal que conta, é o envelhecimento do cérebro. Vemos isso muito bem nos doentes com Alzheimer e com demências senis. Os corpos podem estar perfeitos, mas o cérebro deixou de funcionar porque envelheceu».

«As pessoas são cérebro e é em relação ao cérebro que é preciso trabalhar, a par do exercício físico, com certeza. E a melhor forma de activar o cérebro é mantê-lo curioso e voltado para o mundo exterior», disse.

Daniel Serrão referiu que esta faixa etária, com mais de 65 anos – que ronda os «dois milhões» de indivíduos – «é hoje muito cobiçada por aqueles que espreitam o negócio. Reparem no elevado número de instituições privadas que oferecem uma vida boa, com estimulação cognitiva, actividade física e viagens, entre outras».

Daniel Serrão apontou três grupos de pessoas na terceira idade: as pessoas saudáveis, activas e independentes e que ainda podem prestar um contributo para a sociedade, os indivíduos que tendo alguns problemas de saúde arranjam pretextos para nada fazerem, tornando-se assim inactivos e dependentes de outros, e o idoso que entra no processo de morrer.

Considerou ainda que a declaração de 2012 como ‘Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações’, instituído pelo Parlamento Europeu, tem toda a razão de ser, dado que em Portugal um quinto da população (cerca de 2 milhões de pessoas) têm mais de 65 anos.

In SOL online
Lusa/SOL
18/06/2012

57: Facebook pode ser comparado a uma droga?

 

Uma equipa de investigadores da Noruega realizou um estudo em que compara a utilização frequente do Facebook com o consumo de drogas e lança uma série de perguntas que permite verificar o grau de vício na mais conhecida rede social da internet.

O grau de vício pode-se medir através de seis perguntas, entre as quais, se passa muito tempo a pensar no Facebook, se já tentou reduzir a utilização mas não conseguiu ou se fica inquieto ou nervoso se o proibirem de usar o Facebook.

A psicóloga Cecile Andreassam afirma que responder mais de quatro vezes “frequente” ou “muito frequente” a estas seis questões pode ser preocupante.

A investigação foi publicada na revista Psychological Reports e evidencia que a natureza social do Facebook afasta os jovens do contacto frente a frente.

In i online
Por André Vinagre
publicado em 10 Maio 2012 – 20:31

4: Creatina e Função Cerebral

 

Os suplementos de creatina, usualmente associados à nutrição desportiva, poderão melhorar o funcionamento cognitivo em vegetarianos, um grupo em risco de ter níveis baixos de creatina, de acordo com um novo estudo.

A creatina, que consiste num composto baseado em aminoácidos, foi identificada pela primeira vez em 1832 pela sua presença no músculo. Tem sido alvo de vários estudos e ensaios clínicos ao longo dos últimos 12 anos, tendo a maioria investigado os benefícios deste composto durante a performance desportiva. Este composto encontra-se sobretudo em produtos de origem animal, como a carne.

O papel da creatina no funcionamento cerebral foi reportado anteriormente, mas não foram apresentados dados relativamente aos efeitos da suplementação de creatina em vegetarianos, um grupo com níveis inferiores de creatina muscular.

De acordo com novos resultados publicados em British Journal of Nutrition, os vegetarianos mostraram melhorias a nível de memória, após 5 dias de suplementação diária com creatina. Tais melhorias não foram observadas em omnívoros, que regularmente comem carne.

Source: British Journal of Nutrition
Published online ahead of print, doi: 10.1017/S0007114510004733
“The influence of creatine supplementation on the cognitive functioning of vegetarians and omnivores”
Authors: D. Benton and R. Donohoe
15-12-2010

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