439: Covid-19: Nove em dez recuperados continuaram a sentir efeitos colaterais

 

 

SAÚDE/COVID-19/EFEITOS COLATERAIS

Mais de 90% das pessoas que responderam ao inquérito disseram ter sentido efeitos colaterais, tais como fadiga, perda de olfacto e de paladar ou dificuldade de concentração.

© DR

Nove em cada dez doentes que já recuperaram da infecção pelo novo coronavírus disseram ter continuado a sentir efeitos colaterais, físicos e psicológicos da doença, tais como fadiga, perda de olfacto e de paladar.

O estudo, ainda preliminar, é sul-coreano e parte de um inquérito online com 965 pacientes já recuperados, 879 pessoas, ou 91,1%, responderam que estavam a sofrer de pelo menos um efeito colateral da doença, disse Kwon Jun-wook, da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi o efeito colateral mais comum em 26,2% das respostas, seguida da dificuldade de concentração, com 24,6%.

Outros efeitos colaterais incluíram sintomas psicológicos ou mentais e perda do paladar ou do olfacto.

Kim Shin-woo, professor de Medicina Interna da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook, em Daegu, procurou a participação de 5762 pacientes recuperados na Coreia do Sul e 16,7% deles entraram no estudo, disse Kwon à Reuters.

A Coreia do Sul também está a conduzir um estudo independente com cerca de 16 organizações médicas sobre potenciais complicações provocadas pela doença, através de uma análise pormenorizada que envolve tomografias em pacientes recuperados. Os resultados devem ser divulgados no próximo ano, disse Kwon.

A Coreia do Sul registou 38 novas infecções até a meia-noite de segunda-feira. O país contabiliza 23 699 casos e 407 mortes devido à doença.

Diário de Notícias
DN
29 Setembro 2020 — 21:15

 

 

391: Dores de cabeça, confusão e delírios. Coronavírus pode invadir o cérebro

 

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/EFEITOS

De acordo com o estudo, liderado por Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, o vírus pode duplicar-se dentro do cérebro e a sua presença priva as células cerebrais próximas de oxigénio.

© EPA/Juan Ignacio Roncoron

Dores de cabeça, confusão e delírios apresentados por alguns pacientes com covid-19 podem ser resultado de uma invasão directa do novo coronavírus no cérebro, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

Embora a pesquisa ainda seja preliminar, traz novas evidências para apoiar o que até agora era apenas uma teoria não comprovada.

De acordo com o estudo, liderado por Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, o vírus pode duplicar-se dentro do cérebro e a sua presença priva as células cerebrais próximas de oxigénio. A frequência com que essa situação acontece ainda não está clara.

Andrew Josephson, chefe do departamento de neurologia da Universidade da Califórnia em São Francisco, elogiou as técnicas usadas no estudo e destacou que “compreender se existe ou não uma participação viral directa no cérebro é extremamente importante”. Entretanto, acrescentou que ele seria cauteloso até que a investigação seja objecto de revisão pelos pares.

Não seria uma grande surpresa o SARS-CoV-2 ser capaz de penetrar a barreira hematoencefálica, uma estrutura que envolve os vasos sanguíneos do cérebro e tenta bloquear substâncias estranhas.

“Tempestade de citocinas”

Os médicos até agora acreditavam que as consequências neurológicas observadas em aproximadamente metade dos pacientes hospitalizados com covid-19 poderiam ser resultado de uma resposta imunológica anormal, “a tempestade de citocinas”, que causava uma inflamação do cérebro em vez de uma invasão do vírus no cérebro.

A professora Iwasaki e os seus colegas decidiram abordar o problema de três maneiras: infectando mini-cérebros criados em laboratório (os chamados organoides cerebrais), infectando ratos e examinando o cérebro de pacientes que morreram de covid-19.

Nos organoides cerebrais, a equipa descobriu que o vírus poderia infectar neurónios e depois “invadir” o mecanismo da célula neuronal para se duplicar.
As células infectadas provocavam a morte das células circundantes ao privá-las de oxigénio.

Um dos principais argumentos contra a teoria da invasão cerebral directa é que o cérebro não possui altos níveis de uma proteína chamada ACE2, à qual o coronavírus se liga e que é encontrada em abundância noutros órgãos, como os pulmões.

No entanto, a equipa descobriu que os organoides tinham ACE2 suficiente para facilitar a entrada do vírus e que as proteínas também estavam presentes nos cérebros dos pacientes falecidos.

Os investigadores também analisaram dois grupos de ratos: um modificado geneticamente para ter receptores ACE2 somente nos pulmões e o outro apenas no cérebro.

Os ratos infectados nos pulmões apresentaram lesões nesses órgãos; os animais infectados no cérebro perderam peso e morreram rapidamente, um potencial sinal de maior letalidade quando o vírus penetra no cérebro.

Além disso, os cérebros de três pacientes que morreram por complicações graves relacionadas com o coronavírus também mostraram rastos do vírus, em vários graus.

Diário de Notícias

DN/AFP

 

233: Tomou um medicamento e teve um efeito secundário? Por favor, diga

 

Em Portugal, há 10 reacções adversas por dia a medicamentos, mas são poucos os doentes que as reportam.

Foto: Lusa

Foto: Lusa

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) lança esta segunda-feira uma campanha de sensibilização para a importância de lerem as bulas dos medicamentos e declararem todos os efeitos secundários que surjam.

De acordo com os últimos dados, são poucas as vezes em que doentes ou familiares tomam a iniciativa de comunicar as suas queixas ao regulador.

No primeiro semestre, foram notificadas 2.602 reacções adversas, das quais 1.920 eram graves. Apenas 150 destas notificações partiram dos doentes.

A maioria dos efeitos estava relacionada com medicamentos para o tratamento do cancro (quimioterapia), antivirais, imunosupressores, antibióticos e vacinas.

Porque “notificar efeitos secundários torna os medicamentos + seguros”, o Infarmed lança uma campanha de sensibilização nas redes sociais. E porque o problema da falta de notificações por parte do doente não é apenas português, foi desenvolvido o projecto europeu SCOPE – Strenghtening Collaboration for Operating Pharmacovigilance in Europe, no qual participam 22 países (como Portugal) e a Agência Europeia do Medicamento.

Entre 2012 e 2016, registou-se alguma evolução positiva no número de doentes que participa as reacções adversas sentidas, mas ainda abaixo do desejável.

Rádio Renascença
07 nov, 2016 – 08:13

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